{"id":1002,"date":"2010-02-09T10:23:41","date_gmt":"2010-02-09T13:23:41","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=1002"},"modified":"2010-02-09T10:24:17","modified_gmt":"2010-02-09T13:24:17","slug":"cafe-o-futuro-passa-pela-producao-organica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/cafe-o-futuro-passa-pela-producao-organica\/","title":{"rendered":"CAF\u00c9: O FUTURO PASSA PELA PRODU\u00c7\u00c3O ORG\u00c2NICA"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-1003\" title=\"cafesp2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafesp2.gif\" alt=\"cafesp2\" width=\"300\" height=\"116\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote><p><strong>DAROLT, Moacir Roberto<br \/>\n<\/strong><em>Engenheiro Agr\u00f4nomo, Doutor em Meio Ambiente, Pesquisador do Instituto Agron\u00f4mico do Paran\u00e1 (IAPAR), Ponta Grossa, C.Postal 129, CEP 84001-970, Fone\/Fax: (42)229-2829 e-mail: <\/em><a href=\"mailto:darolt@cce.ufpr.br\"><span style=\"color: #333333;\"><em>darolt@cce.ufpr.br<\/em><\/span><\/a><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Origin\u00e1rio dos altiplanos da Eti\u00f3pia, o cafeeiro \u00e9 uma planta tropical que cresce em regi\u00e3o de altitude, em ambiente sombreado t\u00edpico de climas \u00famidos de floresta tropical. Portanto, \u00e9 de se esperar que os manejos que se aproximem do centro de origem da planta d\u00ea os melhores resultados. No Brasil, as variedades atuais foram sendo melhoradas e adaptadas para produ\u00e7\u00e3o ao pleno sol. Entretanto, o sombreamento parcial em algumas regi\u00f5es pode aumentar a produtividade da cultura e a diversifica\u00e7\u00e3o requeridos em sistemas org\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">No Brasil a escolha da melhor variedade para o sistema org\u00e2nico depender\u00e1 da regi\u00e3o e de caracter\u00edsticas internas de cada propriedade. Resultados de pesquisa do IAPAR (SERA, 2000) indicam que para altitudes menores seria mais desej\u00e1vel o uso de variedades precoces e de porte grande. Em altitudes maiores, pode-se utilizar cultivares de pequeno porte ou compacto. Em \u00e1reas de ventos fortes preferir cultivares de porte compacto ou pequeno. Na verdade, n\u00e3o existe uma receita pronta, por isso o melhor rem\u00e9dio \u00e9 um planejamento que privilegie a diversifica\u00e7\u00e3o varietal, plantando cultivares precoce, semi-precoce, semi-tardia e tardia, fator que proporcionar\u00e1 facilidade na colheita no ponto ideal e diminui\u00e7\u00e3o de custos em fun\u00e7\u00e3o do escalonamento da colheita.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">De acordo com PEDINI (1998) um manejo intermedi\u00e1rio &#8211; que associe vantagens do sistema tradicional com ruas largas (maior diversifica\u00e7\u00e3o e possibilidade de consorcia\u00e7\u00e3o) e adensado (melhor cobertura de solo e controle de invasoras) &#8211; algo em torno de 2,5 a 3,0 por 1,0 a 1,5 metros, combinado com a arboriza\u00e7\u00e3o do cafezal poderia ser uma boa alternativa para os produtores org\u00e2nicos.<\/p>\n<blockquote><p><strong>CAF\u00c9 PROTEGIDO: Arboriza\u00e7\u00e3o parcial d\u00e1 bons resultados<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Pesquisa realizada pelo Centro de Ecofisiologia e Biof\u00edsica, do Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (FAHL, 2000), indica que o caf\u00e9 pode ser classificado como uma esp\u00e9cie de sombra facultativa. Os resultados mostram que numa regi\u00e3o mais quente, numa altitude menor, recomenda-se a arboriza\u00e7\u00e3o, para reduzir os picos de temperatura, reduzir a m\u00e9dia m\u00e1xima, al\u00e9m de elevar as temperaturas m\u00ednimas e diminuir o d\u00e9ficit de \u00e1gua. Em regi\u00f5es com risco de incid\u00eancia de geadas, os resultados do sombreamento s\u00e3o animadores. Em lavouras em fase de implanta\u00e7\u00e3o &#8211; como mostra a experi\u00eancia do colega da EMATER-PR, Eng. Agr. Renzo Hugo &#8211; mudas de guandu plantadas nos dois lados da muda de caf\u00e9, proporcionaram uma eleva\u00e7\u00e3o de at\u00e9 40 acima do ambiente desprotegido, durante a noite, protegendo eficientemente contra geada.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Outra constata\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que a arboriza\u00e7\u00e3o deve ser parcial, para evitar redu\u00e7\u00e3o de luminosidade e competi\u00e7\u00e3o por \u00e1gua e nutrientes. Experi\u00eancias pr\u00e1ticas com esp\u00e9cies como a seringueira, ac\u00e1cia, ingazeiro, abacateiro, pupunha, banana, c\u00f4co t\u00eam mostrado bons resultados. Segundo BASSO (1999), pode-se diminuir a insola\u00e7\u00e3o em 20-30% com seringueiras plantadas a cada 12 a 15 linhas de caf\u00e9, bem como aumentar a produtividade em torno de 20 %. Entretanto, as respostas ainda s\u00e3o insuficientes e \u00e9 preciso mais investimento em pesquisa, para descobrir as melhores esp\u00e9cies para arboriza\u00e7\u00e3o, espa\u00e7amentos, grau de sombreamento mais adequado, influ\u00eancias do clima (altitude, latitude) segundo as regi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Em cafeeiros plantados em ruas largas (2 x 4 e 3 x 4 metros) \u00e9 poss\u00edvel trabalhar com culturas intercalares como o feij\u00e3o carioquinha ou amendoim por exemplo que &#8211; al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o, ajudam a conservar o solo e funcionam como um adubo verde devolvendo nitrog\u00eanio para o solo. Alguns cereais como o arroz e milho, n\u00e3o s\u00e3o recomend\u00e1veis para a parceria pois concorrem em nitrog\u00eanio e \u00e1gua o que acaba enfraquecendo o cafeeiro. Sistemas extremamente adensados tamb\u00e9m podem limitar o crescimento do mato na rua e o cons\u00f3rcio com outras culturas, diminuindo assim a biodiversidade, fundamental para o equil\u00edbrio de pragas e doen\u00e7as e manuten\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #333333;\"><strong>NUTRI\u00c7\u00c3O: aduba\u00e7\u00e3o verde baixa custo, \u00e9 f\u00e1cil de implantar e aumenta produtividade<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>Em regi\u00f5es de terras naturalmente f\u00e9rteis n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil conduzir o plantio de caf\u00e9 org\u00e2nico. Portanto, o segredo est\u00e1 em melhorar a fertilidade do sistema e isso pode ser feito elevando a quantidade de biomassa.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-1015\" title=\"cafeadub12\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafeadub12.gif\" alt=\"cafeadub12\" width=\"323\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafeadub12.gif 323w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafeadub12-300x185.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/>Uma das formas mais baratas de aumentar a biomassa da cultura do caf\u00e9 org\u00e2nico \u00e9 por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de adubos verdes, que podem trazer uma s\u00e9rie de benef\u00edcios que resultam em maiores produtividades e menores custos como: maior cobertura de solo; economia de capina, devido a menor incid\u00eancia de invasoras; maior equil\u00edbrio nutricional, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o ao nitrog\u00eanio; al\u00e9m do aumento da mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo.<br \/>\nAdubo verde na linha do cafeeiro, ajuda na melhoria da fertilidade\u00a0 do sistema, baixa custos e melhora produtividade.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Segundo pesquisa do Instituto Agron\u00f4mico do Paran\u00e1 &#8211; IAPAR (CHAVES, 2000a), a aduba\u00e7\u00e3o verde combinada com outros adubos org\u00e2nicos (estercos de animais, h\u00famus de minhoca, compostagem, etc.) proporciona maior equil\u00edbrio \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o nitrogenada, reduz a incid\u00eancia da doen\u00e7a causada por Cercospora coffeicola e tamb\u00e9m reduz eficientemente a mortalidade dos ramos produtivos.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Estudos do IAPAR, durante 8 anos, comparando diferentes tipos de aduba\u00e7\u00e3o mostraram que o uso exclusivo de leucena como adubo verde aplicada ao solo como fonte de nutrientes, proporcionou ganhos consider\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea n\u00e3o adubada &#8211; que representa a produtividade m\u00e9dia do pequeno cafeicultor (4-5 sacas\/hectare), o aumento foi de 340%. Os dados do IAPAR (CHAVES, 2000a), mostraram que o adubo verde adicionou o equivalente a 130 kg\/ha de nitrog\u00eanio para o cafeeiro, o que resultou em um aumento de produtividade superior a m\u00e9dia brasileira que n\u00e3o passa de 12 sacas\/ha. Ainda vale lembrar que o nitrog\u00eanio \u00e9 o nutriente mais exigido pela cultura e o mais caro. Por isso, a aduba\u00e7\u00e3o verde contribui para tornar o agricultor org\u00e2nico mais independente.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Alguns crit\u00e9rios devem ser observados para escolha dos adubos verdes a serem utilizados, como: tipo de crescimento, caracter\u00edstica da cobertura e ciclo vegetativo do adubo verde. Plantas de crescimento rasteiro (n\u00e3o trepadoras), cobertura densa e ciclo curto a mediano podem facilitar o manejo e s\u00e3o mais desej\u00e1veis na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Veja na tabela 1, algumas sugest\u00f5es para utiliza\u00e7\u00e3o dos adubos verdes.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1019  aligncenter\" title=\"tabelasistplancafe\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelasistplancafe.jpg\" alt=\"tabelasistplancafe\" width=\"653\" height=\"138\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelasistplancafe.jpg 653w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelasistplancafe-300x63.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Segundo as pesquisas do IAPAR o ideal \u00e9 plantar simultaneamente nas linhas de caf\u00e9, adubo verde de ciclo curto (p. ex. mucuna an\u00e3, crotalaria breviflora) com adubo verde de ciclo longo (p. ex. mucuna preta, amendoim cavalo, guandu) invertendo-se a posi\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies no ano seguinte. Outra experi\u00eancia que vem sendo utilizada na Est\u00e2ncia Filgueira, no munic\u00edpio de Dois C\u00f3rregos &#8211; SP, combina o plantio de dois ciclos de leguminosas (o primeiro, no in\u00edcio das \u00e1guas e o segundo, entre janeiro e fevereiro), associado com h\u00famus de minhoca na linha que n\u00e3o recebe adubo verde. Assim, depois da ro\u00e7ada, a linha que estava com aduba\u00e7\u00e3o verde ir\u00e1 receber o h\u00famus de minhoca e vice-versa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-1021\" title=\"cafeadub21\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafeadub21.gif\" alt=\"cafeadub21\" width=\"400\" height=\"208\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafeadub21.gif 400w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafeadub21-300x156.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Para equilibrar os outros elementos necess\u00e1rios \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o do cafeeiro org\u00e2nico pode-se ainda utilizar fertilizantes minerais pouco sol\u00faveis, de acordo com a an\u00e1lise de solo e da folha. Como corretivos de solo e fonte de c\u00e1lcio e magn\u00e9sio, podem ser utilizados os calc\u00e1rios calc\u00edticos e magnesianos espalhados a lan\u00e7o nas ruas em quantidades pequenas (at\u00e9 1,5 ton\/hectare) para evitar desequil\u00edbrios nutricionais. Para suprir o f\u00f3sforo os fosfatos naturais de baixa solubilidade s\u00e3o uma boa alternativa. No caso do pot\u00e1ssio, al\u00e9m do uso da pr\u00f3pria casca do caf\u00e9, que \u00e9 rica em pot\u00e1ssio, pode-se utilizar cinzas vegetais que s\u00e3o uma excelente alternativa (foto ao lado).<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Algumas rochas minerais mo\u00eddas fornecem v\u00e1rios elementos simultaneamente, como \u00e9 o caso p\u00f3 de rocha MB4, que vem sendo utilizado com bons resultados na lavoura cafeeira org\u00e2nica. No tocante aos microelementos, tem-se procedido a sua utiliza\u00e7\u00e3o na forma quelatizada, por meio de fermenta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima em solu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, esterco e aditivos energ\u00e9ticos. Formula\u00e7\u00f5es caseiras como os biofertilizantes supermagro e biogel t\u00eam mostrado bons resultados, por fortalecerem o equil\u00edbrio da planta.<\/p>\n<blockquote><p><strong>PRAGAS E DOEN\u00c7AS: planta equilibrada tem defesa pr\u00f3pria<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">\u00c9 interessante observar como um cafezal bem equilibrado nutricionalmente, apresenta uma defesa pr\u00f3pria contra o ataque de pragas e doen\u00e7as, o que refor\u00e7a a id\u00e9ia de que o princ\u00edpio b\u00e1sico \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o. Outro ponto importante \u00e9 alimentar o solo e fortalecer a fertilidade do sistema com mat\u00e9ria org\u00e2nica, mantendo o solo sempre coberto, o que reduz a necessidade de controles. No manejo org\u00e2nico \u00e9 poss\u00edvel conviver com algumas doen\u00e7as, desde que em n\u00edveis que n\u00e3o provoquem danos econ\u00f4micos. Todavia, no caso de um ataque de doen\u00e7as f\u00fangicas como ferrugem (Hemileia vastatrix) e cercosporiose (Cercospora coffeicola), por exemplo, o uso de sulfato de cobre &#8211; permitido em agricultura org\u00e2nica, tem apresentado resultados satisfat\u00f3rios, quando combinado com uma boa aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Para combater a broca (Hypotenemus hampeii) a melhor sa\u00edda tamb\u00e9m \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixando gr\u00e3o no p\u00e9 ap\u00f3s a colheita. O bicho mineiro (Perileucoptera coffeella), que come as folhas do cafeeiro, pode ser controlado se a planta estiver bem equilibrada, por\u00e9m o uso de inimigos naturais (crisop\u00eddeos e vespas), repelentes ou extratos de vegetais inseticidas tamb\u00e9m apresentam bons resultados.<br \/>\nEstudo realizado por REYDON et.al. (1999), mostrou que o custo de produ\u00e7\u00e3o para controle de pragas e doen\u00e7as usando um tratamento alternativo (a base de extrato de composto enriquecido com microorganismos, chamado de EPN-II e calda bordaleza) foi cerca de 60% menor do que o tratamento convencional normalmente utilizado.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O MATO COMO UM AMIGO<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Passar a conviver com o mato, talvez seja mais um empecilho cultural do que t\u00e9cnico e econ\u00f4mico. Culturalmente, o mato \u00e9 associado com sujeira e o produtor que n\u00e3o deixa a lavoura no limpo \u00e9 considerado &#8220;relaxado&#8221;. Tecnicamente o mato quando manejado corretamente pode ser \u00fatil no controle da eros\u00e3o, na conserva\u00e7\u00e3o e umidade do solo, na forma\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica, como ref\u00fagio para inimigos naturais e no controle das pr\u00f3prias invasoras por suas propriedades alelop\u00e1ticas. Economicamente, evita gastos desnecess\u00e1rios com capinas e diminui o custo final de produ\u00e7\u00e3o. Por isso, o manejo do cafeeiro org\u00e2nico pode ser realizado apenas por meio de ro\u00e7adas (foto abaixo).<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1024 aligncenter\" title=\"cafemato1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafemato1.gif\" alt=\"cafemato1\" width=\"494\" height=\"260\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafemato1.gif 494w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafemato1-300x157.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 494px) 100vw, 494px\" \/><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\">Detalhe do manejo do mato e adubo verde em lavoura de caf\u00e9 org\u00e2nico<\/p>\n<blockquote><p><strong>COLHEITA: diversifica\u00e7\u00e3o varietal reduz custos e melhora qualidade do produto<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">O ponto ideal para uma colheita de alta qualidade \u00e9 quando a maior parte dos frutos est\u00e3o no estado &#8220;cereja&#8221;, com um m\u00ednimo de frutos verdes na planta. Como a matura\u00e7\u00e3o ocorre de forma desuniforme, normalmente se colhe o caf\u00e9 no &#8220;pano&#8221;, fazendo a colheita seletiva dos frutos maduros. Por\u00e9m, na pr\u00e1tica muitas vezes existe dificuldade para seguir este processo em fun\u00e7\u00e3o da disponibilidade de m\u00e3o-de-obra, lavador\/descascador e condi\u00e7\u00f5es de clima.Neste sentido, a alternativa seria um bom planejamento na escolha das variedades. Como j\u00e1 comentamos n\u00e3o h\u00e1 receitas na escolha da variedade, por\u00e9m estudos do IAPAR recomendam a diversifica\u00e7\u00e3o varietal por precocidade de matura\u00e7\u00e3o dos frutos na propriedade cafeeira visando reduzir o custo da colheita e o risco de perda de qualidade do caf\u00e9 como mostra a tabela abaixo.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\">TABELA\u00a0 &#8211; EXEMPLO DE \u00c9POCA DE MATURA\u00c7\u00c3O DE CULTIVARES DE CAF\u00c9 NO PARAN\u00c1<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1027   aligncenter\" title=\"tabelaexepoca1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelaexepoca1.jpg\" alt=\"tabelaexepoca1\" width=\"608\" height=\"162\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelaexepoca1.jpg 608w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelaexepoca1-300x79.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><br \/>\nFonte: Adaptado de IAPAR (SERA &amp; GUERREIRO, 2000)<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Segundo os trabalhos de SERA &amp; GUERREIRO (2000) do IAPAR, este procedimento economiza cerca de 25% nos custos com a colheita do caf\u00e9, distribuindo a disputa por m\u00e3o-de-obra e economizando na necessidade da infra-estrutura de processamento e secagem de caf\u00e9.<\/p>\n<blockquote><p><strong>CAPACITA\u00c7\u00c3O: aprendendo a produzir<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Para quem pretende fazer a convers\u00e3o ou iniciar uma lavoura de caf\u00e9 org\u00e2nico o primeiro passo \u00e9 buscar informa\u00e7\u00f5es e fazer um bom planejamento. Um bom come\u00e7o \u00e9 visitar experi\u00eancias de sucesso. Alguns endere\u00e7os de produtores e empresas que j\u00e1 est\u00e3o produzindo organicamente podem ser conseguidos nos sites das duas principais certificadoras nacionais (Instituto Biodin\u00e2mico &#8211; IBD \/ <a href=\"http:\/\/www.ibd.com.br\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>www.ibd.com.br<\/strong><\/span><\/a>) e Associa\u00e7\u00e3o de Agricultura Org\u00e2nica &#8211; AAO \/ <a href=\"http:\/\/www.aao.org.br\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>www.aao.org.br<\/strong><\/span><\/a>). A AAO t\u00eam promovido cursos regulares sobre t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 org\u00e2nico (<a href=\"mailto:organica@uol.com.br\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>organica@uol.com.br<\/strong><\/span><\/a>).<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Outra refer\u00eancia interessante para quem quiser se filiar e discutir o assunto \u00e9 a Associa\u00e7\u00e3o de Cafeicultura Org\u00e2nica do Brasil (ACOB), cujo contato pode ser realizado atrav\u00e9s do e-mail (<a href=\"mailto:spedini@axnet.com.br\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>spedini@axnet.com.br<\/strong><\/span><\/a>).<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Para quem desejar informa\u00e7\u00f5es dos trabalhos do IAPAR, escreva para <a href=\"mailto:iapar@pr.gov.br\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>iapar@pr.gov.br<\/strong><\/span><\/a><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span>solicitando prospectos sobre o &#8220;Modelo IAPAR&#8221; de caf\u00e9 adensado.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS CITADAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BASSO, A .D. Sombreamento do cafeeiro: experimento, necessidade e resultados. Boletim Agro-ecol\u00f3gico. Ano III, N. 11, Maio, 1999. p. 15-16.<br \/>\nCHAVES, J.C.D. Benef\u00edcios da aduba\u00e7\u00e3o verde na lavoura cafeeira. Folder IAPAR, Londrina, 2000a.CHAVES, J.C.D. Modelo para utiliza\u00e7\u00e3o de adubos verdes na cafeicultura. Folder IAPAR, Londrina, 2000b.<br \/>\nFAHL, J.I. &#8220;Sem sombra de d\u00favida&#8230;&#8221;. Agroecologia Hoje. Abril-maio, 2000. p. 19-20.<br \/>\nPEDINI, S. A produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 org\u00e2nico. Boletim Agro-ecol\u00f3gico. Ano II, N. 09, Novembro, 1998. p. 7-8.<br \/>\nREYDON, B.P.; FIGUEIREDO,F.E.R..; ASSIS,R.L. Aspectos fitossanit\u00e1rios e econ\u00f4micos de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de caf\u00e9. In: AMBROSANO, E. (Coord.). Agricultura Ecol\u00f3gica. Gua\u00edba: Agropecu\u00e1ria, 1999. p. 363-367.<br \/>\nSERA, T. Modelo de cultivares no &#8220;Modelo IAPAR&#8221; de caf\u00e9 adensado. Folder IAPAR, Londrina, 2000.<br \/>\nSERA, T. ; GUERREIRO, A. Colheita escalonada varietal no &#8220;Modelo IAPAR&#8221;. Folder IAPAR, Londrina, 2000.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 DAROLT, Moacir Roberto Engenheiro Agr\u00f4nomo, Doutor em Meio Ambiente, Pesquisador do Instituto Agron\u00f4mico do Paran\u00e1 (IAPAR), Ponta Grossa, C.Postal 129, CEP 84001-970, Fone\/Fax: (42)229-2829 e-mail: darolt@cce.ufpr.br Origin\u00e1rio dos altiplanos da Eti\u00f3pia, o cafeeiro \u00e9 uma planta tropical que cresce em regi\u00e3o de altitude, em ambiente sombreado t\u00edpico de climas \u00famidos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1002"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1002\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}