{"id":10646,"date":"2010-01-17T10:42:29","date_gmt":"2010-01-17T13:42:29","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=10646"},"modified":"2010-05-12T10:43:16","modified_gmt":"2010-05-12T13:43:16","slug":"abrapan","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/abrapan\/","title":{"rendered":"Abrapan"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=6566&amp;preview=true\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10647 alignright\" title=\"banvitrine\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/banvitrine.gif\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"53\" \/><\/a><\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-10648\" title=\"entrevabrapan\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/entrevabrapan.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"189\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><strong><span style=\"font-size: medium;\">Francis Canterucci, diretora da Associa\u00e7\u00e3o<br \/>Brasileira de Produtos Naturais fala sobre a<br \/><\/span><\/strong><strong><span style=\"font-size: medium;\">miss\u00e3o dos produtos naturais, e destaca a<br \/>import\u00e2ncia de comercializar alimentos de <br \/>qualidade, sem qu\u00edmica, que sejam cultivados <br \/>em harmonia com o meio ambiente.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Como voc\u00ea definiria o conceito de produto natural? Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que ele tem com os produtos artesanais?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 Na realidade, um produto natural n\u00e3o pode estar longe do que consideramos como artesanal. O cuidado com a manipula\u00e7\u00e3o \u00e9 artesanal, mas hoje h\u00e1 o respaldo da tecnologia. Para o produto ser natural, ele deve ser um produto seguro, que n\u00e3o prejudique a sa\u00fade. E al\u00e9m disso, ele deve ser eficiente, corresponder \u00e0s expectativas. N\u00e3o adianta ser natural e n\u00e3o ser eficiente. As pessoas, na hora de consumirem um produto natural, devem simplesmente peg\u00e1-lo na loja, lev\u00e1-lo para casa, e n\u00e3o precisar ficar fazendo qu\u00edmica na cozinha, limpando, colocando vinagre, etc. At\u00e9 porque o consumidor moderno n\u00e3o tem tempo para isso.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: E sobre os cosm\u00e9ticos naturais. O que voc\u00ea poderia nos dizer sobre as empresas que comercializam esse tipo de produto?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013N\u00f3s da ABRAPAN (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtos Naturais) constatamos, atrav\u00e9s de pesquisas, que existem v\u00e1rias empresas que desenvolvem produtos maravilhosos na linha de cosm\u00e9ticos naturais, mas essas empresas est\u00e3o espalhadas pelo pa\u00eds, e n\u00e3o mant\u00e9m quase nenhum contato umas com as outras. \u00c9 dif\u00edcil ach\u00e1-las. Algumas n\u00e3o t\u00eam nem mesmo s\u00edtios na internet. Como n\u00e3o existe nenhum foco de representatividade, n\u00f3s precisamos come\u00e7ar a fomentar isso tudo.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: E quanto \u00e0s farm\u00e1cias e drogarias. A ABRAPAN tem algum trabalho junto a elas?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 N\u00f3s vamos come\u00e7ar um trabalho com as farm\u00e1cias em breve. J\u00e1 existe um projeto nosso nesse sentido. As drogarias s\u00e3o um canal espec\u00edfico. Elas podem ajudar a fomentar o mercado de produtos naturais.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Muitas farm\u00e1cias j\u00e1 t\u00eam se\u00e7\u00f5es de produtos naturais, tais como vitaminas e cereais em barra.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 Pois \u00e9. S\u00e3o os chamados suplementos fitoter\u00e1picos (que tratam doen\u00e7as mediante o uso de plantas). Nos Estados Unidos, esse tipo de produto \u00e9 colocado dentro do mesmo setor dos diet\u00e9ticos. Est\u00e3o todos inclu\u00eddos na linha de produtos ligada ao bem-estar do indiv\u00edduo. Os sint\u00e9ticos, por exemplo, v\u00e3o na contra-m\u00e3o dessa ideologia. Quando a qu\u00edmica \u00e9 consumida, ela entra no organismo, e nem sempre \u00e9 totalmente eliminada, acarretando preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade. A revolu\u00e7\u00e3o industrial, l\u00e1 do passado, teve o seu m\u00e9rito, mas eu acho que ela alcan\u00e7ou o seu \u00e1pice. Ao mesmo tempo em que a ind\u00fastria criou produtos f\u00e1ceis e c\u00f4modos, afastou as pessoas da natureza. Isso afetou muito a sa\u00fade do ser humano em todo o mundo, e a qualidade de vida caiu.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: O meio-ambiente \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o essencial quando falamos em produtos naturais. Como a ABRAPAN trata essa quest\u00e3o junto aos seus associados?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 N\u00e3o existe uma empresa que fabrique um produto natural e que n\u00e3o o fa\u00e7a pensando em crit\u00e9rios de conserva\u00e7\u00e3o do meio-ambiente. Se voc\u00ea tiver que derrubar uma \u00e1rvore no processo de produ\u00e7\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o derruba. As pessoas que trabalham nesse setor t\u00eam uma ideologia muito forte, e n\u00e3o estragam a natureza. \u00c9 a partir da natureza que n\u00f3s existimos. Como \u00e9 que poder\u00edamos feri-la? A gente n\u00e3o pode deteriorar aquilo que nos alimenta, que nos faz ganhar dinheiro, aquilo que nos faz viver.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: O respeito ao meio-ambiente \u00e9, por assim dizer, uma exig\u00eancia fundamental para que uma empresa se associe \u00e0 ABRAPAN?<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 Sem d\u00favida. Ali\u00e1s, a nossa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que as pr\u00f3prias empresas associadas passem adiante essa ideologia aos seus fornecedores. \u00c9 tudo uma cadeia; todos os n\u00edveis devem estar ligados, intimamente. As empresas devem avaliar os seus fornecedores. Se a empresa compra \u00f3leo, por exemplo, \u00e9 importante saber como esse \u00f3leo foi extra\u00eddo. E al\u00e9m disso, al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o do meio-ambiente, a empresa associada deve estar de olho tamb\u00e9m nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho no campo. N\u00e3o adianta respeitar a natureza e, ao mesmo tempo, explorar m\u00e3o-de-obra infantil, utilizar trabalho escravo, ou pagar um valor salarial injusto \u00e0 comunidade rural.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o com quantos associados no Estado do Rio de Janeiro?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 S\u00e3o doze associados. A grande maioria \u00e9 composta por empresas do ramo de cosm\u00e9ticos. Esse foco nos cosm\u00e9ticos acabou acontecendo por acaso, mas estamos abertos a outras empresas, como as de alimentos.<br \/>A M\u00e3e Terra, uma empresa que trabalha justamente nessa linha, seria o exemplo perfeito.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Fale um pouco sobre o mel e suas potencialidades.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 O mel \u00e9 um produto b\u00e1rbaro, mas ele n\u00e3o est\u00e1 se encaixando perfeitamente em nossos preceitos. A gente percebe que h\u00e1 muitas cooperativas produtoras de mel, mas as maiores est\u00e3o priorizando a exporta\u00e7\u00e3o. Hoje, exporta-se at\u00e9 mesmo mel a granel. O brasileiro, em si, talvez n\u00e3o tenha cultura de consumir o mel. Talvez n\u00e3o tenha percebido, ainda, os seus benef\u00edcios para a sa\u00fade.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Voc\u00ea acha que o mel, ent\u00e3o, poderia ser mais bem trabalhado, melhor divulgado? A variedade de marcas no mercado \u00e9 bem grande.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 Seria interessante fazer um trabalho junto ao setor, com as empresas produtoras, para puxar o mel para o mercado brasileiro. Isso porque, basicamente, quase tudo vai embora para o exterior. O consumidor estrangeiro percebe o benef\u00edcio do produto. O mel \u00e9 um alimento m\u00e1gico.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Quais seriam as a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias da ABRAPAN para este ano de 2005?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 N\u00f3s temos algumas a\u00e7\u00f5es voltadas para facilitar a distribui\u00e7\u00e3o dos produtos das empresas associadas. Temos alguns projetos em que as empresas participam em comum acordo, para fomentar a distribui\u00e7\u00e3o. Como eu te falei, muitas empresas s\u00e3o pequenas, e o pa\u00eds \u00e9 gigantesco. Unidos, temos mais for\u00e7a, e podemos chegar aonde, sozinhos, nunca chegar\u00edamos. Al\u00e9m disso, existem os projetos de comunica\u00e7\u00e3o e de amplia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 da ABRAPAN, mas do setor. O setor precisa se comunicar melhor, se vender melhor.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: Como voc\u00ea v\u00ea as oportunidades de neg\u00f3cios para as empresas que comercializam produtos naturais?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 O produto natural \u00e9 uma tend\u00eancia. Na verdade, eu iria que ele \u00e9 inevit\u00e1vel, at\u00e9 em fun\u00e7\u00e3o da qualidade de vida do ser humano. O produto natural tem entrado em uma trajet\u00f3ria ascendente. Daqui para frente n\u00e3o d\u00e1 mais para parar. Cada vez mais, o consumidor vai exigir qualidade, benef\u00edcios. Ent\u00e3o, essa oportunidade, sinceramente, nenhuma empresa do setor pode perder.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO: A ABRAPAN tem projetos para ampliar as exporta\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FRANCIS<\/strong> \u2013 Sim, \u00e9 claro! Os produtos naturais brasileiros s\u00e3o muito bem aceitos l\u00e1 fora. Brasil tem tudo a ver com natureza. O nosso acesso ao mercado externo \u00e9 muito r\u00e1pido e f\u00e1cil, justamente por sermos brasileiros. O nosso pa\u00eds \u00e9 modelo de produ\u00e7\u00e3o natural. Em fevereiro, na Feira de Ontario, o Brasil foi escolhido o pa\u00eds-tema, e n\u00e3o foi por acaso. A nossa oferta est\u00e1 crescendo. N\u00e3o tem mais como frear isso. O que n\u00f3s temos que fazer \u00e9 usar o nosso jogo de cintura para driblar os custos, que acabam realmente inviabilizando o processo. Infelizmente esse \u00e9 um fardo da economia brasileira, n\u00e3o podemos fazer muita coisa. Agora, voc\u00ea imagina o que \u00e9 para um expositor brasileiro participar de uma feira no exterior. Os gastos s\u00e3o elevad\u00edssimos, ainda mais quando tudo \u00e9 pago em euros ou em d\u00f3lares.<\/p>\n<p>\u00a0________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francis Canterutti<br \/>\nAssoc. 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