{"id":11494,"date":"2010-01-15T09:30:57","date_gmt":"2010-01-15T12:30:57","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=11494"},"modified":"2010-07-29T13:46:51","modified_gmt":"2010-07-29T16:46:51","slug":"agropalma-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/agropalma-2\/","title":{"rendered":"Agropalma"},"content":{"rendered":"<p><strong><\/strong><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11495\" title=\"agrop670\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agrop670.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"119\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agrop670.jpg 550w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agrop670-300x64.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Grupo Agropalma, controlado pelo Banco Alfa,\u00a0 \u00e9 o maior produtor nacional de \u00f3leo de palma . Em abril de 2004 a\u00a0 Agropalma assinou um contrato com a Dedini.S.A. Ind\u00fastria de Base para o produ\u00e7\u00e3o comercial de biodiesel, \u201co palmdiesel\u201d como foi batizado. Em 2003, o Brasil consumiu cerca de 36 bilh\u00f5es de litros de diesel convencional. Desse total, parte foi importada, representando um investimento da ordem de US$ 800 <img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-11496\" title=\"marcello4\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marcello4.jpg\" alt=\"\" width=\"182\" height=\"225\" \/>milh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Al\u00e9m de ser ambiental e economicamente vi\u00e1vel, o biodiesel permitir\u00e1 tamb\u00e9m \u00e0 Agropalma baixar as emiss\u00f5es de CO2, possibilitando a comercializa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono&#8221;, diz Marcello Brito, diretor comercial da Agropalma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcello Brito ser\u00e1 palestrante na BioFach Am\u00e9rica Latina 2004 em setembro pr\u00f3ximo. Nesta entrevista, Marcello fala da trajet\u00f3ria da Agropalma, da sua atua\u00e7\u00e3o no setor org\u00e2nico, e quest\u00f5es como sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental. Vale conferir!<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\">PO: Gostar\u00edamos que voc\u00ea fizesse um breve hist\u00f3rico da Agropalma at\u00e9 chegar ao org\u00e2nico, que \u00e9 o foco do interesse dos visitantes do Planeta Org\u00e2nico.<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello <\/strong>&#8211; A Agropalma foi mais um dos projetos do desenvolvimento da Amaz\u00f4nia implantado no final da d\u00e9cada de 70 e no in\u00edcio da d\u00e9cada de 80. Nesta \u00e9poca o governo incentivava as grandes empresas a irem para a Amaz\u00f4nia, para proporcionar o desenvolvimento que hoje\u00a0 sabemos que foi uma estrat\u00e9gia totalmente equivocada a de chegar l\u00e1 e derrubar milh\u00f5es e milh\u00f5es de hectares de floresta para ali\u00a0 fazer qualquer tipo de planta\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de gado&#8230; Na \u00e9poca o grupo Real (Banco Real),\u00a0 propriet\u00e1rio da Agropalma, realizou um estudo e identificou potencial para a cultura da palma. Em 1983 foi feito o primeiro plantio da Agropalma. Na \u00e9poca, todas as mudas eram importadas, n\u00e3o existia produ\u00e7\u00e3o de semente no Brasil. Durante muito tempo trabalhamos importando sementes de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo.Um ano depois, em 1984, adquirimos um outro plantio que era a Agromendes que tamb\u00e9m se incorporou a Agropalma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1985 inauguramos a 1\u00aa Usina de extra\u00e7\u00e3o que na \u00e9poca foi 100% importada. Veio quase tudo da Alemanha,\u00a0 Mal\u00e1sia entre outros pa\u00edses. Desde\u00a0 do in\u00edcio at\u00e9 hoje o resultado do trabalho s\u00e3o 33.000 hectares de plantios pr\u00f3prios e 5.000 hectares em parcerias com agricultores familiares, cooperativas, e pequenos e m\u00e9dios produtores privados locais. Temos 4 ind\u00fastrias, sendo que a \u00faltima, inaugurada h\u00e1 4 anos j\u00e1 foi com 98% de nacionaliza\u00e7\u00e3o dos equipamentos, s\u00f3 2% ou 3% vindo de fora. Em 1997 inauguramos a 1\u00aa refinaria com 120 toneladas\/dia de capacidade. Essa refinaria hoje produz 320 toneladas por dia e j\u00e1 esgotou sua capacidade. N\u00e3o tem como expandir mais, e vamos ter que partir para o estudo de viabilidade de outra refinaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anexo a esta refinaria constru\u00edmos ind\u00fastrias de margarinas e cremes e gorduras vegetais para atender mercados de \u201cfood service\u201d . Hoje,\u00a0 estamos tamb\u00e9m\u00a0 construindo uma usina de biodiesel utilizando res\u00edduos do processamento do \u00f3leo de palma. Assim fechamos o ciclo de auto-sustentabilidade,\u00a0 desde a fruta de onde extra\u00edmos o \u00f3leo. Do refino deste \u00f3leo temos um res\u00edduo e este vai ser transformado em combust\u00edvel que vai movimentar os equipamentos para continuar a produ\u00e7\u00e3o. Realmente houve um grande crescimento neste per\u00edodo. Hoje s\u00e3o 3.000 empregos diretos e no \u00faltimo levantamento que fizemos dava mais ou menos 15.000 empregos indiretos e uma inje\u00e7\u00e3o de capital no estado do Par\u00e1 de cerca de R$ 100 milh\u00f5es em 2003 , atrav\u00e9s de pagamento de sal\u00e1rios, compra de insumos, impostos e etc.. Um investimento realmente significativo. O investimento da Agropalma prova que quando o trabalho \u00e9 feito seriamente, a coisa anda.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Como voc\u00eas desenvolveram esta tecnologia? \u00c9 a primeira usina no g\u00eanero no Brasil?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Foram cerca de 2 anos de estudo com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). \u00c9 a primeira\u00a0 no Brasil, e foi desenvolvida pela Escola de Qu\u00edmica da UFRJ. A patente \u00e9 deles, fizemos um acordo operacional e a utiliza\u00e7\u00e3o da patente \u00e9 nossa.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Como voc\u00eas chegaram ao org\u00e2nico?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11500\" title=\"agropalmeira332\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agropalmeira332.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"332\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agropalmeira332.jpg 210w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agropalmeira332-189x300.jpg 189w\" sizes=\"(max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/>Marcello<\/strong> \u2013 Tivemos um antigo colega de diretoria que quando foi fazer as prospec\u00e7\u00f5es para a compra da nova refinaria em 1997, andou pelo mundo para ver o que havia em tecnologia de ponta. Numa destas viagens ele passou pela Alemanha junto com um t\u00e9cnico alem\u00e3o que trabalhava para a empresa. Este cidad\u00e3o veio para o Brasil para montar a 1\u00aa usina que n\u00f3s compramos. Ele veio para c\u00e1 e gostou tanto que ficou como gerente industrial da companhia. Em 1994, viajando pela Alemanha ele nos apresentou a um outro cidad\u00e3o alem\u00e3o, Carsten Reich , um dos donos da CARE que \u00e9 uma das mais antigas empresas de Org\u00e2nicos da Alemanha. O Carsten, explicou o que era org\u00e2nico e naquele mesmo ano come\u00e7amos um processo de convers\u00e3o de uma \u00e1rea para cultivo org\u00e2nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca (1994) n\u00e3o se levava os 3 anos que se leva hoje para fazer a convers\u00e3o; era uma coisa mais r\u00e1pida e em 1995 fizemos a 1\u00aa exporta\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma bruto org\u00e2nico para a Alemanha. A diretoria fez um acordo de exclusividade com a CARE e at\u00e9 setembro do ano passado (2003) todo o nosso \u00f3leo era vendido atrav\u00e9s dessa empresa alem\u00e3. Hoje este mercado \u00e9 dominado pelos colombianos e africanos que invadiram a Europa e n\u00f3s fomos quase a zero. Vendemos 4.000 toneladas de \u00f3leo em 99 e no ano passado 700 toneladas.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Mesmo tendo sido voc\u00eas os pioneiros, como e porque aconteceu esta \u201cinvas\u00e3o\u201d?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello <\/strong>&#8211; Um dos grandes problemas \u00e9 a tarifa\u00e7\u00e3o. Eles tamb\u00e9m t\u00eam um excelente produto s\u00f3 que o \u00f3leo colombiano paga menos imposto de importa\u00e7\u00e3o do que o \u00f3leo brasileiro, e o \u00f3leo africano paga nenhum imposto por serem ex-col\u00f4nia.\u00a0 O resultado\u00a0 foi que inevitavelmente perdemos mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2001 tomamos uma decis\u00e3o dr\u00e1stica de n\u00e3o vender mais \u00f3leo bruto, s\u00f3 produtos refinados. Iniciamos ent\u00e3o um trabalho de desenvolvimento t\u00e9cnico. Foi um trabalho lento e no ano passado come\u00e7aram a surtir os primeiros resultados, quando vedemos 700 toneladas, mas de produtos refinados, produto acabado com um valor agregado bem maior do que com o \u00f3leo bruto. Para voc\u00eas\u00a0 terem uma\u00a0 id\u00e9ia de como o \u00f3leo org\u00e2nico virou uma\u00a0 commodity, o pre\u00e7o do produto j\u00e1 chegou a ter ganho de 40 a 45%;\u00a0 hoje est\u00e1 na faixa de 10%\u00a0 a mais do que o convencional. Quer dizer, n\u00e3o est\u00e1 valendo a pena. N\u00e3o paga os custos que voc\u00ea tem.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Que estrat\u00e9gias que voc\u00eas est\u00e3o usando para recuperar mercado?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Resolvemos ent\u00e3o partir para outros mercados, principalmente o mercado dos Estados Unidos. Destas 700 toneladas que me referi do ano passado, 250 foram para os Estados Unidos, o restante foi para a Alemanha e para a Holanda. Este ano, 2004, a nossa perspectiva \u00e9 vender mais para os Estados Unidos do que para a Europa principalmente por causa das restri\u00e7\u00f5es de tarifa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: E as tarifas americanas, n\u00e3o s\u00e3o pesadas tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Para este tipo de produto \u00e9 zero.\u00a0 A outra vantagem \u00e9 que o Estados Unidos n\u00e3o querem saber de \u00f3leo bruto. Eles querem produto acabado. Eles querem ganhar dinheiro e por isso querem o produto acabado. Fizemos um bom acordo com uma empresa especializada em org\u00e2nicos de l\u00e1. Neste m\u00eas de mar\u00e7o n\u00f3s j\u00e1 mandamos 4 containers para eles de gordura em caixa. Temos um outro projeto tamb\u00e9m em andamento que \u00e9 bastante interessante.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: E tudo isso s\u00f3 org\u00e2nico?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-11502\" title=\"agrop2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agrop2.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"78\" \/>Marcello<\/strong> &#8211; Tudo org\u00e2nico. J\u00e1 embarcamos tamb\u00e9m para o sul dos Estados Unidos ole\u00ednas (parte l\u00edquida da palma) org\u00e2nicas, que \u00e9 um mercado novo.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: E para o Mercado Interno?\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Para o Mercado Interno infelizmente \u00e9 zero. Porque para voc\u00ea utilizar uma gordura org\u00e2nica voc\u00ea automaticamente precisa ter os outros ingredientes org\u00e2nicos. Por exemplo: para se fabricar um biscoito org\u00e2nico al\u00e9m da gordura e do a\u00e7\u00facar precisamos de outros ingredientes org\u00e2nicos como a farinha de trigo org\u00e2nica, o fermento org\u00e2nico, o corante org\u00e2nico, o estabilizante org\u00e2nico e da\u00ed por diante. Certa vez um cidad\u00e3o queria o \u00f3leo para fazer batata frita org\u00e2nica, mas quando perguntamos qual a quantidade que ele precisava, disse-nos que 1 balde por m\u00eas. O problema \u00e9 quando paramos para refinar um lote s\u00f3 justifica economicamente se fizermos um container. Ou fazemos 20 toneladas ou n\u00e3o fazemos nada. N\u00e3o se esque\u00e7a que este produto tem uma validade limitada. O produto convencional possui validade de 6 meses e este utiliza alguns anti-oxidantes. O produto org\u00e2nico com no m\u00e1ximo com 4 meses j\u00e1 est\u00e1 vencido ; n\u00e3o d\u00e1 para esperar mais do que isso. Ent\u00e3o se fizermos s\u00f3 um container de 20 toneladas, vamos perder o produto.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: No Brasil voc\u00eas tem algum cliente ?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello <\/strong>&#8211; Para o\u00a0 produto org\u00e2nico\u00a0 temos a Cascaj\u00fa e a Nutrimental. Mesmo assim eles tem que nos avisar com anteced\u00eancia para que quando estivermos produzindo para exportar, separemos um tanto para eles.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: O que voc\u00ea acha que precisa para aumentar a demanda no mercado interno?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello <\/strong>&#8211; Acho que falta renda. A grande barreira do produto org\u00e2nico \u00e9 a renda. Na Europa os produtos org\u00e2nicos cresceram, cresceram e chegaram a um ponto onde dominaram a classe A e B. S\u00f3 que\u00a0 nos \u00faltimos 2 anos, n\u00e3o tem crescido mais. Na Europa, hoje,\u00a0 voc\u00ea tamb\u00e9m tem um problema de renda. A economia n\u00e3o est\u00e1 indo bem e ha uma grande diferen\u00e7a entre a vontade de comprar e o poder real de compra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perto da minha casa tem uma loja de hortifrutis org\u00e2nicos que \u00e9 espetacular. Ambiente refrigerado e uma variedade enorme de frutas e legumes org\u00e2nicos. S\u00f3 que por exemplo, a alface org\u00e2nica custa R$ 1,50 e a convencional que est\u00e1 do lado custa R$ 0,50, um pacote de a\u00e7\u00facar org\u00e2nico custa R$ 5,00 e o convencional\u00a0 R$ 1,00. Mas uma vez, a barreira \u00e9 renda.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Pre\u00e7o \u00e9 a queixa que mais ouvimos dos consumidores. Voc\u00ea v\u00ea uma solu\u00e7\u00e3o para este problema?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Os produtores de org\u00e2nicos tem que encontrar uma maneira de equacionar o problema da produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 isto que n\u00f3s estamos buscando; trazer nossa produtividade o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do convencional. Em algumas culturas \u00e9 poss\u00edvel e muito mais f\u00e1cil. No nosso caso \u00e9 complicado porque o solo na Amaz\u00f4nia \u00e9 muito ruim. O 2\u00ba custo que temos \u00e9 de fertilizantes. N\u00f3s gastamos milh\u00f5es e milh\u00f5es por ano em aduba\u00e7\u00e3o. No org\u00e2nico \u00e9 mais complicado ainda. N\u00f3s j\u00e1 conseguimos melhorar bastante a produtividade mas ainda tem muito ch\u00e3o pela frente. Voc\u00ea precisa de muito mais m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os adubos org\u00e2nicos s\u00e3o todos aplicados manualmente enquanto os adubos convencionais s\u00e3o todos com equipamentos. Usamos\u00a0 \u201cbig bags\u201d\u00a0 de 1 tonelada que s\u00e3o acoplados a equipamentos que fazem a aplica\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil voc\u00ea equalizar isto para tentar reduzir pre\u00e7o. Mas se n\u00e3o fizermos alguma coisa vai ser dif\u00edcil continuar com a planta\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Voc\u00ea v\u00ea uma possibilidade de colocar no varejo um \u00f3leo org\u00e2nico da Agropalma?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-11504\" title=\"agrofruto1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agrofruto1.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"139\" \/>Marcello<\/strong> &#8211; Hoje \u00e9 praticamente imposs\u00edvel. N\u00f3s j\u00e1 pensamos nesta possibilidade. H\u00e1 alguns anos uma rede de supermercados estrangeiro nos procurou, pois eles tem este tipo de produto na Europa. Hoje para voc\u00ea vender em Supermercado \u00e9 imposs\u00edvel. Estou falando das grandes empresas. Por exemplo se vender qualquer produto em grandes redes, na maioria das vezes se paga um pre\u00e7o alt\u00edssimo. Um enxoval car\u00edssimo. Para colocarmos nosso produto dentro de uma rede dessas, para pagar o \u201cenxoval\u201d\u00a0 ter\u00edamos que ficar \u201cvendendo\u201d\u00a0 nosso produto de gra\u00e7a pelo menos por v\u00e1rios meses e at\u00e9 anos devido a ainda baixa demanda por org\u00e2nicos. N\u00e3o ter\u00edamos margem de retorno. Tem que pensar que supermercado hoje n\u00e3o faz estoque; voc\u00ea tem que ter entrega pontual, nas datas e hor\u00e1rios estipulados por eles. Por exemplo, quantas pessoas iriam comprar um \u00f3leo org\u00e2nico para fritura num supermercado? Muito poucas&#8230;\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Marcello, na Biofach Am\u00e9rica Latina voc\u00ea vai falar\u00a0 sobre a responsabilidade social, da Agropalma e isto \u00e9 um dos conceitos da filosofia do org\u00e2nico. Como \u00e9 o trabalho de voc\u00eas neste setor ?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; O nosso trabalho \u00e9 muito simples. N\u00e3o existe nenhum tipo de benemer\u00eancia da empresa., n\u00e3o estamos fazendo isso porque somos bons. Como n\u00e3o podemos influenciar nos pre\u00e7os finais pois isto \u00e9 o mercado que cria, o que podemos fazer \u00e9 repensar a nossa estrutura, o nosso custo. Para que possamos melhorar, incrementar isto, n\u00f3s temos que qualificar esta m\u00e3o de obra. Tem duas maneiras de fazer isto. Uma maneira \u00e9 vir para o sudeste contratar um monte de gente, levar para l\u00e1, dando casa, carro, escola, algumas passagens de avi\u00e3o para que essas pessoas visitem suas fam\u00edlias e isto \u00e9 muito dispendioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 2\u00aa forma \u00e9 voc\u00ea preparar sua m\u00e3o de obra local. \u00c9 mais custoso inicialmente, \u00e9 um projeto de longo prazo, mas os resultados s\u00e3o permanentes. Hoje temos l\u00e1 no Par\u00e1, 38.000 hectares incluindo os parceiros. A nossa meta \u00e9 chegar a 50.000 hectares. Com 50.000 hectares n\u00f3s sabemos qual a m\u00e3o de obra que n\u00f3s vamos precisar. N\u00f3s j\u00e1 temos a estimativa hoje da m\u00e3o de obra que\u00a0 vamos precisar na regi\u00e3o em 2010. Hoje n\u00e3o existe esta m\u00e3o de obra e a que tem \u00e9 muito ruim. Para 2010 estamos falando em 6 anos. O trabalho j\u00e1 come\u00e7ou ha algum tempo. N\u00f3s j\u00e1 estamos investindo na educa\u00e7\u00e3o, e nossa meta \u00e9 ter a primeira escola do 2\u00ba grau da regi\u00e3o, no ano que vem, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010 n\u00f3s teremos uma forma\u00e7\u00e3o destes alunos o que ser\u00e1 bom para eles e para n\u00f3s tamb\u00e9m.. Hoje eles t\u00eam aula de responsabilidade com o meio ambiente, responsabilidade social, sobre a import\u00e2ncia dos manejos culturais dentro da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, e outros temas afins. \u00c9 dif\u00edcil mudar a maneira de pensar dos pais destes alunos de hoje. Por isso investimos nos homens de amanh\u00e3.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: A id\u00e9ia \u00e9 a qualidade de vida no emprego seja um diferencial para quem trabalha na Agropalma?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Temos que transformar a empresa e o nosso trabalho numa vitrine tal, que atraia estas pessoas para que elas vejam na Agropalma um crescimento de vida para elas. Os nossos funcion\u00e1rios devem reconhecer que, trabalhando nesta empresa, eles ter\u00e3o n\u00e3o apenas sal\u00e1rio, mas tamb\u00e9m\u00a0 uma melhor qualidade de vida, um desenvolvimento social e que\u00a0 queiram continuar na Agropalma. Hoje n\u00f3s ainda temos uma s\u00e9rie de empreiteiros, pois existem alguns trabalhos que n\u00e3o s\u00e3o permanentes. Ent\u00e3o voc\u00ea tem acordos com\u00a0 cooperativas e empreiteiros. O pessoal vem trabalhar 2 ou 3 meses e depois vai embora. N\u00f3s sabemos que tem pessoas que est\u00e3o querendo muito ficar, para serem efetivados.\u00a0 A cada ano estamos diminuindo estes empreiteiros e os absorvendo como m\u00e3o de obra pr\u00f3pria.\u00a0 Em algumas ocasi\u00f5es, tivemos 2.000 empreiteiros e 1.000\u00a0 de m\u00e3o de obra pr\u00f3pria. Hoje j\u00e1 estamos com mais ou menos 2.200 de m\u00e3o de obra pr\u00f3pria e 800 de tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa meta at\u00e9 o final do ano que vem \u00e9 de absorver todo o pessoal de colheita tamb\u00e9m como m\u00e3o de obra pr\u00f3pria. Devemos chegar de 2.600 a 2.700 de m\u00e3o de obra pr\u00f3pria e cair este tempor\u00e1rio para 400 pessoas. A medida que for entrando novos palmares em produ\u00e7\u00e3o vai aumentando a m\u00e3o de obra tamb\u00e9m.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: E a responsabilidade ambiental?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; O trabalho de meio ambiente tamb\u00e9m implica na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que foram degradadas em algum momento do desenvolvimento da Agropalma. Estamos fazendo um trabalho s\u00e9rio, um trabalho enorme e contamos com a experi\u00eancia de consultorias especializadas para faz\u00ea-lo.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: \u2013 Quais certifica\u00e7\u00f5es s\u00f3cio- ambientais voc\u00eas t\u00eam?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Conseguimos os ISOs. Em dezembro do ano passado n\u00f3s recebemos as 3 certifica\u00e7\u00f5es, ISOS 14001 e\u00a0 9001 e o OSHAS 18.001. N\u00f3s temos a 1\u00aa planta\u00e7\u00e3o de palma do mundo a receber estas 3 certifica\u00e7\u00f5es. Agora estamos com este plano de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e responsabilidade social, que deve ser conclu\u00eddo at\u00e9 o final do ano. De 10 a 14 de maio vamos estar sob auditoria do \u201cProForest\u201d da Inglaterra. E uma auditoria de cultivo sustent\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Me parece pelas fotos que \u00e9 uma monocultura de palma. Como pode ser isso na agricultura org\u00e2nica?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; A planta\u00e7\u00e3o de palma\u00a0 n\u00e3o permite concorr\u00eancia com outras plantas. J\u00e1 foi testado no mundo inteiro mas a palma n\u00e3o permite. O que temos consorciado aqui s\u00e3o\u00a0 leguminosas que tem algumas fun\u00e7\u00f5es. Primeiro ela fixa nitrog\u00eanio ao solo, depois protege o solo contra a lixivia\u00e7\u00e3o, pois chove quase todo dia e protege o solo do sol amaz\u00f4nico. Quando voc\u00ea corta um cacho de uma palmeira, automaticamente voc\u00ea tamb\u00e9m corta de 2 a 3 folhas da palmeira. Estas folhas s\u00e3o deitadas nos corredores para virar adubo org\u00e2nico. Quando voc\u00ea tira os frutos dos cachos sobram umas buchas que voltam tamb\u00e9m para o solo como adubo org\u00e2nico.Nas usinas de extra\u00e7\u00e3o voc\u00ea tem\u00a0 seu \u201cefluente\u201d e este efluente \u00e9 tratado e bombeado para planta\u00e7\u00e3o ou pulverizado como adubo org\u00e2nico.\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Existe alguma associa\u00e7\u00e3o s\u00f3 de \u00f3leo de palma?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; O conceito de sustentabilidade que tem no mundo hoje para que uma planta\u00e7\u00e3o seja considerada sustent\u00e1vel obedece aos mais diversos par\u00e2metros. S\u00e3o observados o m\u00e9todo de agricultura empregada (o cultivo pode ser sustent\u00e1vel sem ser org\u00e2nico). Outro setor observado \u00e9 o n\u00edvel salarial, as condi\u00e7\u00f5es de vida e moradia. Isto foi criado numa reuni\u00e3o mundial chamada \u201cRoundTable on sustainable Palm Oil\u201d\u00a0 onde se reuniram desde plantadores de palma at\u00e9 o setor supermercadista como o Marks &amp; Spencer e Sainsbury (supermercados ingleses) e Migros da Sui\u00e7a. .\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Quando foi esta reuni\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello <\/strong>&#8211; Isto foi h\u00e1 2 anos. A maior reuni\u00e3o foi em agosto do ano passado na Mal\u00e1sia. Estiveram l\u00e1 desde plantadores, donos de refinarias ,\u00a0 ind\u00fastrias que utilizam \u00f3leo de palma como insumo etc.. Tinham mais de 1.000 pessoas de 16 pa\u00edses do mundo. A\u00ed fez-se um crit\u00e9rio de sustentabilidade. 26 empresas assinaram a carta de inten\u00e7\u00e3o de plantio sustent\u00e1vel e a Agropalma foi uma delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios ser\u00e3o adotados, que envolvem : responsabilidade social, sal\u00e1rio, educa\u00e7\u00e3o, cultivo, moradia, treinamento, e a oportunidade de crescimento que a pessoa tem dentro da empresa. Uma vez cumprindo todos estes \u00edtens a empresa \u00e9 considerada sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s n\u00e3o podemos vender nada na Su\u00ed\u00e7a pois ainda n\u00e3o temos o certificado de sustentabilidade. N\u00f3s temos \u00f3leo org\u00e2nico mas n\u00e3o temos ainda o aval da ProForest ou outras entidades ambientalistas envolvidas neste processo. Mas isto tamb\u00e9m est\u00e1 sendo resolvido, pois a ProForest estar\u00e1 fazendo auditoria na Agropalma agora no m\u00eas de maio e acreditamos que vamos receber o certificado, pois buscamos cumprir todas outras as exig\u00eancias.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Porque n\u00e3o fizeram isto antes?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; A primeira vez que nos solicitaram este certificado na Europa n\u00f3s fizemos um plano de tarefas dom\u00e9sticas a serem executadas. Se n\u00f3s tivessemos trazido na naquela \u00e9poca, a ProForest, ou qualquer ONG desta \u00e1rea para nos auditar e dar um parecer sobre nossa empresa , sab\u00edamos que a\u00a0 nossa tarefa n\u00e3o estava totalmente pronta; provavelmente eles iriam nos impor m\u00e9todos administrativos. E n\u00f3s n\u00e3o quer\u00edamos interfer\u00eancia em nosso neg\u00f3cio. Ent\u00e3o resolvemos cumprir nossas tarefas dom\u00e9sticas antes da visita deles. Mas como \u00edamos fazer tudo isto? N\u00e3o sab\u00edamos quem no Brasil poderia assumir esta tarefa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 que no come\u00e7o do ano passado houve um Congresso Internacional de \u00d3leos Vegetais no Rio de Janeiro (OIASC). Tinham 2.000 pessoas no Congresso. Houve um debate sobre transg\u00eanicos com representantes dos USA, da Comunidade Europ\u00e9ia e um representante da Am\u00e9rica do Sul. Quem representou a Am\u00e9rica do Sul foi o Dr. Eduardo Martins que \u00e9 o dono da Elabore, que \u00e9 a empresa que n\u00f3s contratamos para nos dar consultoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este senhor foi duas vezes presidente do Ibama,\u00a0 foi um dos fundadores e presidente da WWF no Brasil; foi pesquisador do Em\u00edlio Goeldi em Bel\u00e9m para a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, morou na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, conhece a regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este nosso projeto envolve advogados especializados em meio ambiente,\u00a0 leis trabalhistas, engenheiros ambientais, engenheiros florestais, pessoas especializadas em comunica\u00e7\u00e3o ambiental, comunica\u00e7\u00e3o social, assistentes sociais, enfim, uma s\u00e9rie de profissionais envolvidos e todos andando em conjunto ao nosso pessoal de l\u00e1. Efetivamente, o trabalho come\u00e7ou em janeiro deste ano e deve terminar at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Mas sabemos que voc\u00eas tamb\u00e9m est\u00e3o fazendo um levantamento de fauna e flora&#8230;<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello<\/strong> &#8211; Paralelo a este trabalho, tamb\u00e9m h\u00e1 um outro que \u00e9 o levantamento da flora e fauna das reservas florestais dentro da \u00e1rea da companhia. S\u00e3o 55.000 hectares de florestas. Inicialmente estamos fazendo o levantamento de p\u00e1ssaros e primatas. Contamos com o trabalho do Dr. Luiz Silveira, ornit\u00f3logo, PHD no assunto, respeitado no mundo inteiro, inclusive com trabalhos para o Banco Mundial. Ser\u00e3o duas visitas com sua equipe para recolher esp\u00e9cies no per\u00edodo de chuvas e no per\u00edodo de secas. Ele vai com uma equipe de especialistas e um fot\u00f3grafo. Nas reservas da Agropalma ,eles est\u00e3o identificando os p\u00e1ssaros, fotografando e gravando o som, quando poss\u00edvel . Nesta primeira visita foram identificadas 285 esp\u00e9cies, sendo 6 consideradas em extin\u00e7\u00e3o o que transforma a nossa floresta num ponto importante. Foram tamb\u00e9m identificadas 6 esp\u00e9cies de macaco sendo 1 considerada tamb\u00e9m em extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao t\u00e9rmino deste trabalho, que esperamos esteja todo pronto em 2 anos, n\u00f3s poderemos oferecer a todos os nossos clientes o seguinte: n\u00e3o estamos vendendo uma gordura vegetal. Estamos vendendo algo que agrega valor a sua marca. Estamos vendendo uma gordura vegetal mais uma preserva\u00e7\u00e3o ambiental, mais uma responsabilidade social, mais prote\u00e7\u00e3o aos animais e assim por diante&#8230;<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: Como voc\u00ea v\u00ea a\u00a0 Biofach Am\u00e9rica Latina no Brasil?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.biofach-americalatina.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-11506\" title=\"bfalsquare\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/bfalsquare.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"248\" \/><\/a>Marcello<\/strong> &#8211; Como movimento para o setor org\u00e2nico \u00e9 super interessante. At\u00e9 porque n\u00f3s brasileiros merecemos ter aqui as coisas boas que tem l\u00e1 fora. Acho que o caminho \u00e9 este para que n\u00f3s comecemos pelo menos a mostrar a todos o que podemos oferecer. Temos que gerar curiosidade. Temos que come\u00e7ar com o que \u00e9 mais acess\u00edvel a popula\u00e7\u00e3o, como frutas e hortali\u00e7as que \u00e9 o mais f\u00e1cil de ser produzido por pequenos agricultores de todas as regi\u00f5es e chegar at\u00e9 ao produto de maior valor agregado como existe na Europa. N\u00f3s n\u00e3o temos pretens\u00e3o de vender nossos produtos aqui ainda porque \u00e9 preciso de muito mais empresas investindo num neg\u00f3cio que \u00e9 caro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que voc\u00eas deveriam fazer um trabalho muito forte para trazer para a Biofach Am\u00e9rica Latina, empresas como a Danone,\u00a0 Nestl\u00e9, Elma Chips, ou seja,\u00a0 grandes empresas de alimentos para que elas vejam o potencial deste mercado a m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO: O que voc\u00ea acha que \u00e9 preciso ser feito para que o mercado org\u00e2nico d\u00ea um avan\u00e7o consider\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcello <\/strong>&#8211; Se as grandes empresas no Brasil n\u00e3o entrarem nisso o mercado n\u00e3o se desenvolver\u00e1. N\u00e3o s\u00f3 as internacionais mas as nacionais tamb\u00e9m, como por exemplo a Sadia, a Perdig\u00e3o, a Marilan. Enquanto as grandes empresas n\u00e3o entrarem no mercado como fazem l\u00e1 fora, vai ser imposs\u00edvel voc\u00ea criar massa cr\u00edtica. Na Alemanha fui visitar uma ind\u00fastria de margarina org\u00e2nica. Uma f\u00e1brica enorme, toda computadorizada, produzindo margarina org\u00e2nica. Precisamos de grandes empresas produzindo para vender no mercado, se n\u00e3o vamos ficar sempre sendo um pequeno nicho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.agropalma.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11508\" title=\"agroplogomini\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/agroplogomini.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"46\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.agropalma.com.br\/\">http:\/\/www.agropalma.com.br\/<\/a><br \/>\n________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcello Brito<br \/>\nAgropalma<br \/>\nMaio 2004<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11494"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11494\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}