{"id":12447,"date":"2010-01-05T08:15:50","date_gmt":"2010-01-05T11:15:50","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=12447"},"modified":"2011-07-21T13:47:22","modified_gmt":"2011-07-21T16:47:22","slug":"portugal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/portugal\/","title":{"rendered":"Portugal"},"content":{"rendered":"<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #f51709; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong><span style=\"font-size: medium;\">Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Agricultura Biol\u00f3gica (AGROBIO)<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>F\u00e1bio Ramos, zootecnista e editor de conte\u00fado do Planeta Org\u00e2nico, visitou a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Agricultura Biol\u00f3gica (AGROBIO), fundada em 1985 e respons\u00e1vel pela promo\u00e7\u00e3o de feiras, divulga\u00e7\u00e3o institucional e assist\u00eancia t\u00e9cnica em agroecologia.<br \/>A seguir, confira a entrevista com o presidente Sr. Jos\u00e9 Carlos Ferreira.<\/strong><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO-Gostar\u00edamos que o senhor fizesse um pequeno relato da hist\u00f3ria da Agrobio; quando foi fundada, como foi a sua forma\u00e7\u00e3o e como \u00e9 a sua estrutura atual.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-12449\" title=\"portugmap\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/portugmap.jpg\" alt=\"\" width=\"317\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/portugmap.jpg 317w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/portugmap-198x300.jpg 198w\" sizes=\"(max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/>JCF<\/strong>&#8211; A Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Agricultura Biol\u00f3gica foi fundada em 1985, e contou com o aux\u00edlio do t\u00e9cnico franc\u00eas, Jean Claude, que j\u00e1 tinha trabalhado em agricultura biol\u00f3gica na Fran\u00e7a; quando veio para Portugal, foi o grande impulsionar desta associa\u00e7\u00e3o portuguesa. Portanto, pode-se dizer que foi a primeira e durante muitos anos a \u00fanica associa\u00e7\u00e3o de agricultura biol\u00f3gica portuguesa, que pouco a pouco foi impulsionando a agricultura biol\u00f3gica em Portugal. Nesta altura, a Agrobio criou normas da agricultura biol\u00f3gica para o desenvolvimento do com\u00e9rcio e normas de apoio t\u00e9cnico e forma\u00e7\u00e3o para os agricultores. A agricultura biol\u00f3gica foi se desenvolvendo e a partir de 1993 quando entrou em vigor a legisla\u00e7\u00e3o da agricultura biol\u00f3gica comunit\u00e1ria, (elaborada entre 1990\/91) veio homogeneizar as normas da agricultura biol\u00f3gica de v\u00e1rias se\u00e7\u00f5es. Cada se\u00e7\u00e3o tinha as suas normas. A partir de 96, faz-se valer essa incompatibilidade entre, por um lado o controle das normas e por outro lado a assist\u00eancia t\u00e9cnica. Portanto, em 96 a Agrobio deixou de fazer controle e passou a fazer s\u00f3 a parte t\u00e9cnica, forma\u00e7\u00e3o profissional e organiza uma feira de agricultura biol\u00f3gica todos os anos em Lisboa, em outubro, e agora de tr\u00eas anos para c\u00e1 come\u00e7ou a organizar em outra grande cidade, Porto. Tanto promove encontros t\u00e9cnicos, semin\u00e1rios, como publicar uma revista chamada &#8220;Joaninha&#8221;, que enviamos para o IBD, no Brasil; eles tamb\u00e9m nos enviam sua revista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos participado em alguns projetos de experimenta\u00e7\u00e3o juntamente com outras entidades. Fazemos tamb\u00e9m um trabalho muito importante que \u00e9 de sensibiliza\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico; h\u00e1 muito pouca sensibiliza\u00e7\u00e3o e sensibilidade para a agricultura biol\u00f3gica. assim \u00e9 importante, de pouco em pouco irmos chamando a aten\u00e7\u00e3o de pessoas para investirem na agricultura,e ressaltar as vantagens que ela tem. Pouco a pouco, vamos impulsionando para ver se cada vez temos pol\u00edticas mais favor\u00e1veis a esse tipo de agricultura. Atualmente temos 3.300 associados e esses associados s\u00e3o agricultores biol\u00f3gicos; temos tamb\u00e9m outros tipos de s\u00f3cios: transportadores, distribuidores, consumidores, t\u00e9cnicos&#8230;<\/p>\n<table style=\"text-align: justify; background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou que em 1996 a Agrobio passa o controle para empresa privada, isto seria a certifica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JCF<\/strong> &#8211; Exatamente.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; A certifica\u00e7\u00e3o passa a ser realizada atrav\u00e9s de quem , em Portugal?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JCF<\/strong> &#8211; De uma empresa privada que se chama Ecocert. Entretanto em 2000 surgiu uma outra empresa privada que \u00e9 SATIVA .<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Se a certifica\u00e7\u00e3o fica por conta das empresas privadas, quem passa a controlar estas empresas?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JCF<\/strong> &#8211; O Minist\u00e9rio da Agricultura est\u00e1 por cima dessas duas empresas privadas; \u00e9 o Minist\u00e9rio que eles conhecem e a qualquer momento pode tirar esse conhecimento (credenciamento).<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m citou que ela foi fundada em 1985 e nesse momento na Europa j\u00e1 existiam outras associa\u00e7\u00f5es em outros pa\u00edses da comunidade?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC <\/strong>&#8211; A IFOAM (Federa\u00e7\u00e3o Internacional dos Movimentos de Agricultura Alternativa) foi fundada em 1972; a associa\u00e7\u00e3o francesa que tamb\u00e9m n\u00f3s nos baseamos, penso que foi fundada nos fins dos anos 70, enfim a Inglaterra &#8230; ainda muito mais atr\u00e1s l\u00e1 pelos anos 40 a Alemanha tamb\u00e9m. Portanto, come\u00e7amos ainda mais atr\u00e1s e continuamos ainda mais atr\u00e1s. Em termos de sensibilidade ambiental, n\u00f3s estamos ainda um pouco atrasados, em rela\u00e7\u00e3o a Fran\u00e7a, Alemanha, B\u00e9lgica, Inglaterra.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Gostar\u00edamos de ouvir sua opini\u00e3o sobre os produtos portugueses, que s\u00e3o produtos com um aspecto artesanal muito forte, como no caso o vinho, que tem uma variedade gen\u00e9tica bastante interessante. Voc\u00ea n\u00e3o acha que isso pode se tornar um fator de competitividade para Portugal? Os produtos agr\u00edcolas por exemplo, que poderiam ser uma oportunidade para convers\u00e3o dos sistemas para a agricultura biol\u00f3gica , pela riqueza gen\u00e9tica e riqueza de qualidade.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> &#8211; Claro que sim. \u00c9 uma das coisas que n\u00f3s temos argumentado junto ao Minist\u00e9rio da Agricultura. De fato temos muitos produtos regionais, temos ainda muitas variedades. Certos produtos regionais s\u00e3o produzidos de um modo muito pr\u00f3ximo da agricultura biol\u00f3gica e que se passassem a ser biol\u00f3gicos teriam mais valia comercial e sem grandes mudan\u00e7as do m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o. Temos investido nesta mensagem, essa id\u00e9ia \u00e9 dif\u00edcil de passar. Muitas pessoas n\u00e3o acreditam na agricultura biol\u00f3gica. Isto vem aos poucos. O certo \u00e9 que em Portugal tem havido um crescimento de consumidores para comprar esses produtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a resist\u00eancia maior seja exatamente dos t\u00e9cnicos da agricultura convencional, que de fato tiveram toda uma forma\u00e7\u00e3o da agricultura convencional, e portanto acham que este cultivo n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel tecnicamente ou economicamente e por isso talvez n\u00e3o d\u00eaem assist\u00eancia nas escolas de agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas universidades \u00e9 dif\u00edcil ver agricultura biol\u00f3gica, principalmente n\u00f3s que temos tr\u00eas das mais antigas universidades, nenhuma delas tem nenhum tipo de agricultura biol\u00f3gica. Temos a\u00ed algumas escolas com cursos de tr\u00eas anos, quatro e cinco anos&#8230; Mas, nas Universidades mais antigas e mais conservadoras ainda n\u00e3o existe.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; E a Agrobio em algum momento tentou junto \u00e0s Universidades fazer palestras, tentar uma aproxima\u00e7\u00e3o para conseguir colocar essa semente l\u00e1 dentro. Como est\u00e1 essa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-12457\" title=\"port1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/port11.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/>JC <\/strong>\u2013 Sim, j\u00e1 temos participado em algumas palestras nas Universidades e normalmente o que acontece \u00e9 que poucas pessoas est\u00e3o aprendendo, ou seja, \u00e9 um problema de todas as rela\u00e7\u00f5es culturais, t\u00e9cnicas e cient\u00edficas. Sempre que aparece um caso diferente daquilo que estava em vigor, h\u00e1 sempre muitas rea\u00e7\u00f5es e muitas vezes as pessoas nem se interessam por ouvir e tentar entender se aquilo que est\u00e1 sendo proposto \u00e9 bom ou n\u00e3o. As pessoas deveriam ser mais abertas para o que aparece de novidade com o objetivo de benefici\u00e1-las; como exemplo, a agricultura diferente daquilo que vem sendo praticado e que tem tido algum acerto, merece ser investigada. Mas , as pessoas dizem pura e simplesmente: &#8220;Isso n\u00e3o faz sentido&#8221; e nem sequer perdem um minuto, ou para ir visitar uma exposi\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, ou ouvir um semin\u00e1rio de agricultura biol\u00f3gica ou tentar saber mais&#8230; Isso \u00e9 lament\u00e1vel.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Voc\u00eas tem hoje um diagn\u00f3stico da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o em Portugal e quais seriam os principais produtos nessas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> &#8211; Os \u00faltimos dados estat\u00edsticos que temos s\u00e3o do ano passado: no fim do ano de 2000, t\u00ednhamos 800 agricultores numa \u00e1rea de 50.000 hectares. Em termos de \u00e1rea representam 1,3% da \u00e1rea de agricultura. Dessa \u00e1rea, a maior \u00e9 de olival para a produ\u00e7\u00e3o de azeite; tamb\u00e9m temos olival para a produ\u00e7\u00e3o de azeitona de mesa, mas a maioria realmente \u00e9 para azeite. Depois temos tamb\u00e9m uma \u00e1rea razo\u00e1vel ( isso \u00e9 um mau exemplo), de cereais, cultura de gr\u00e3os. Mas a\u00ed h\u00e1 uma distor\u00e7\u00e3o grande, muitos desses produtores de cereais est\u00e3o na agricultura biol\u00f3gica por causa dos subs\u00eddios que eles recebem e n\u00e3o por uma expectativa de mercado. Ent\u00e3o o que est\u00e3o fazendo? Est\u00e3o deixando que os animais comam os cereais &#8230; e ainda por cima como agravante \u00e9 que em Portugal n\u00e3o se podia fazer carne biol\u00f3gica pois at\u00e9 o ano passado, n\u00e3o havia legisla\u00e7\u00e3o. Agora que passou a existir legisla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds para a \u00e1rea biol\u00f3gica vamos estar em condi\u00e7\u00f5es de produzir carne, leite e ovos .<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Falando em pecu\u00e1ria, o que voc\u00ea pode nos dizer da produ\u00e7\u00e3o de carne biol\u00f3gica leite e queijos<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> &#8211; Como n\u00e3o havia legisla\u00e7\u00e3o, a qual s\u00f3 entrou em vigor para gado de corte em 2001, n\u00e3o havia nem carne, nem leite, nem queijos, nem mel. Depois da legisla\u00e7\u00e3o, est\u00e1 havendo um grande interesse, principalmente para na parte da carne, porque n\u00f3s temos sistemas muito pr\u00f3ximos da agricultura biol\u00f3gica. Principalmente no sul de Portugal, no centro e no interior onde o gado tem grandes pastos. Pode-se dizer que estes animais j\u00e1 est\u00e3o pr\u00f3ximos da pecu\u00e1ria biol\u00f3gica.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO \u2013 E em rela\u00e7\u00e3o ao controle sanit\u00e1rio voc\u00eas est\u00e3o tendo alguma informa\u00e7\u00e3o ou atividade da homeopatia veterin\u00e1ria, da fitoterapia veterin\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> \u2013 Pelo fato desta \u00e1rea de pecu\u00e1ria estar atrasada em Portugal n\u00f3s n\u00e3o temos praticamente pessoas que dominem o processo de pecu\u00e1ria biol\u00f3gica, de homeopatia, de fitoterapia e etc. Havia uma pessoa, que fundou a Agrobio, mas depois foi para o Canad\u00e1. Sabemos que ele est\u00e1 voltando para Portugal ,o que ser\u00e1 muito bom , pois al\u00e9m de ser agr\u00f4nomo \u00e9 um excelente t\u00e9cnico e sabe muito de terapias alternativas .J\u00e1 o convidamos para vir fazer uns cursos na \u00e1rea biol\u00f3gica e esperamos que a partir do ano que vem ele esteja conosco. Ser\u00e1 uma pessoa que ir\u00e1 dinamizar, ensinar outros t\u00e9cnicos nessas \u00e1reas, porque esse conhecimento de fitoterapia, homeopatia para tratar os animais n\u00f3s n\u00e3o temos.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Pediria que voc\u00ea falasse agora um pouco do mercado, qual \u00e9 a postura do consumidor portugu\u00eas e qual \u00e9 a postura do mercado portugu\u00eas para os produtos biol\u00f3gicos.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> &#8211; Como eu disse a pouco em termos de sensibiliza\u00e7\u00e3o dos consumidores portugueses, o n\u00edvel \u00e9 baixo, est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia&#8230; principalmente por causa desses esc\u00e2ndalos alimentares, das vacas loucas, das quest\u00f5es dos horm\u00f4nios que injetam nos animais, dos antibi\u00f3ticos, etc.; etc &#8230; No entanto, apesar desta percentagem baixa. Agora tem mais procura, a procura \u00e9 para suprir a oferta na \u00e1rea dos hortifruti, como h\u00e1 mais procura do que disponibilidade de produtos, muitas vezes acabamos importando esses produtos: como as ma\u00e7\u00e3s da Fran\u00e7a, \u00e0s vezes da Alemanha ou da B\u00e9lgica. Nesses setores a demanda \u00e9 superior \u00e0 oferta.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO \u2013 Voc\u00eas acham que o pre\u00e7o do produto biol\u00f3gico tem que ser mais caro? E vai ser um pre\u00e7o capaz de competir com o do produto convencional? O que voc\u00ea pensa sobre isso?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> \u2013 Acho que ao menos nessa fase o pre\u00e7o dos produtos biol\u00f3gicos tem que ser mais caro, primeiro devido ao custo de produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o digo em todas as culturas, mas na maioria das culturas \u00e9 mais alto. Depois h\u00e1 o custo que tem que se pagar pela certifica\u00e7\u00e3o, depois, devido ao fato de n\u00e3o haver muitos produtores, e portanto, de os circuitos de distribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o estarem organizados, leva a um aumento do custo de subs\u00eddios. Isso significa que o pre\u00e7o tem que chegar obrigatoriamente ao p\u00fablico mais caro. A produtividade tamb\u00e9m \u00e9 um pouco mais baixa. Por isso o pre\u00e7o tem que ser sempre mais caro para os produtos biol\u00f3gicos. Atualmente, em Portugal, \u00e0s vezes h\u00e1 produtos que s\u00e3o demasiado caros; por exemplo, alguns itens que s\u00e3o importados e chegam aqui muito caros devido tamb\u00e9m \u00e0 inefici\u00eancia do setor de distribui\u00e7\u00e3o. Outro problema atual \u00e9 vendermos poucos produtos, a pouca produ\u00e7\u00e3o chega ao consumidor muito caro. Mas, sobre isso, sobre o pre\u00e7o, eu \u00e0s vezes costumo dizer o seguinte: n\u00e3o s\u00e3o os produtos biol\u00f3gicos que s\u00e3o demasiado caros, s\u00e3o os produtos convencionais que s\u00e3o demasiados baratos, na produ\u00e7\u00e3o desses produtos n\u00e3o se est\u00e1 contabilizando os custos ambientais que esses produtos causaram na sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO \u2013 Por que entre Brasil e Portugal n\u00e3o existem parcerias comerciais como, por exemplo, com Alemanha e a Fran\u00e7a? Portugal talvez possa ser um parceiro comercial nesta \u00e1rea com o Brasil e isso n\u00e3o est\u00e1 acontecendo. Apenas ocorrem parcerias e neg\u00f3cios com a Fran\u00e7a e a Alemanha, qual sua opini\u00e3o a respeito?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> &#8211; Tem a ver com o desenvolvimento da agricultura biol\u00f3gica na Alemanha, na Holanda e na B\u00e9lgica: nestes pa\u00edses a agricultura biol\u00f3gica avan\u00e7ou h\u00e1 muito mais tempo, os consumidores come\u00e7aram a se interessar por produtos biol\u00f3gicos h\u00e1 muito mais tempo; come\u00e7aram a se interessar pelos produtos europeus, mas tamb\u00e9m por outros produtos, produtos tropicais como caf\u00e9, cacau, etc&#8230; pois eles tinham essa necessidade. O que se passa de fato, em termos europeus \u00e9 que os holandeses s\u00e3o os grandes importadores de todo o mundo e que acabam por distribuir para os outros pa\u00edses da comunidade europ\u00e9ia, os holandeses compram tudo&#8230;<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO- Como \u00e9 a estrutura interna da Agrobio hoje, quantas pessoas s\u00e3o envolvidas? Voc\u00eas tem este escrit\u00f3rio e tem mais unidades? Como voc\u00eas est\u00e3o organizados?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC<\/strong> &#8211; N\u00f3s s\u00f3 temos esta sede aqui em Lisboa, somos uma associa\u00e7\u00e3o em n\u00edvel nacional, e em termos de recursos humanos esta associa\u00e7\u00e3o teve alguns problemas no passado&#8230; Entretanto, atualmente em termos de t\u00e9cnicos temos poucos, mas estamos atualmente trabalhando muito. &#8230; Estamos agora numa \u00e9poca de viragem ( transi\u00e7\u00e3o), a partir do ano que vem esperamos de fato dinamizar o trabalho juntos, o que tem sido nestes \u00faltimos tempos a grande falha da Agrobio&#8230; Agora estamos a fazer um trabalho de lan\u00e7amento &#8230; da institui\u00e7\u00e3o, temos atualmente dois t\u00e9cnicos: eu e o Alexandre, eu n\u00e3o estou a fazer, infelizmente muito trabalho t\u00e9cnico, mas sim os de car\u00e1ter pol\u00edtico, burocr\u00e1tico e administrativo. Temos tamb\u00e9m um t\u00e9cnico mais ligado com educa\u00e7\u00e3o ambiental em escolas, que \u00e9 um trabalho que n\u00f3s tamb\u00e9m temos feito de sensibiliza\u00e7\u00e3o dos mi\u00fados (crian\u00e7as) nas escolas (da compostagem, por exemplo). No entanto, a partir do ano que vem vamos requisitar v\u00e1rios t\u00e9cnicos para dar apoio aos agricultores porque agora, a partir do ano que vem, os agricultores que eram beneficiados para a agricultura biol\u00f3gica, s\u00e3o obrigados a se inscreverem numa associa\u00e7\u00e3o &#8230; e portanto n\u00f3s vamos ter mais t\u00e9cnicos trabalhando no campo.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccffcc; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; O Planeta Org\u00e2nico se coloca a disposi\u00e7\u00e3o para qualquer tipo de interc\u00e2mbio.<br \/>As possibilidades s\u00e3o um link com o Planeta, ou se quiserem publicar trabalhos cient\u00edficos ou divulgar eventos.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JC <\/strong>&#8211; Quero dar os parab\u00e9ns para este site, porque eu acho que \u00e9 extremamente importante trabalharmos todos em conjunto para promo\u00e7\u00e3o deste tipo de agricultura que obviamente \u00e9 important\u00edssima para o ambiente. N\u00f3s somos consumidores e portanto, \u00e9 fundamental contribuirmos para um desenvolvimento cada vez mais sustent\u00e1vel. Portanto, estamos dispon\u00edveis de fato para colaborar dentro das nossas possibilidades com o Planeta Org\u00e2nico, em ter que enviar alguma informa\u00e7\u00e3o no site, portanto vamos vendo o que se pode fazer mais. N\u00f3s temos 600 assinantes, e tenho a certeza que ter\u00e3o interesse no Planeta Org\u00e2nico.<br \/>________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-12460\" title=\"portgflag\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/portgflag1.gif\" alt=\"\" width=\"84\" height=\"57\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #f80b06;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: #ffffff;\">Clique aqui para a Entrevista com Rui Manuel Tadeu, Engenheiro Agr\u00f4nomo, <br \/>ex presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Agricultura Biol\u00f3gica e propriet\u00e1rio da Produtos Terra S\u00e3 \u2013 DouroFigo, Ltda.<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Agricultura Biol\u00f3gica (AGROBIO)<br \/>\nJaneiro de 2002<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12447"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12447"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14836,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12447\/revisions\/14836"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}