{"id":15590,"date":"2011-03-29T10:00:35","date_gmt":"2011-03-29T13:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=15590"},"modified":"2017-07-19T17:33:24","modified_gmt":"2017-07-19T20:33:24","slug":"coco-con-x-coco-org","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/coco-con-x-coco-org\/","title":{"rendered":"COCO CONVENCIONAL X COCO ORG\u00c2NICO: A DIFEREN\u00c7A PARA A SUA SA\u00daDE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Elaborado com base em trabalhos cient\u00edficos e outros <br \/>\n documentos publicados pela Embrapa Tabuleiros Costeiros,<br \/>\n a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria \u2013 ANVISA e o<br \/>\n Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento &#8211; MAPA,<br \/>\n referenciados ao final do documento.<\/p>\n<p>O coqueiro \u00e9 uma rica fonte de alimento para os seres humanos, mas, tamb\u00e9m, para diversas esp\u00e9cies de insetos e \u00e1caros, que uma vez instalados na planta s\u00e3o hospedeiros espec\u00edficos da folhagem, das flores, dos frutos, do estipe ou das ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Quando os coqueiros s\u00e3o plantados em grandes extens\u00f5es de \u00e1rea (monoculturas), e manejados de forma convencional, n\u00e3o org\u00e2nica, esses organismos se proliferam de forma intensa, tornando-se pragas poderosas que causam danos aos coqueiros, que variam de atraso no desenvolvimento, perda ou atraso na produ\u00e7\u00e3o, \u00e0 morte da planta.<\/p>\n<p>A seguir \u00e9 apresentada uma lista contendo as principais pragas que atacam os coqueirais ao longo de apenas um ano:<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Broca-do-olho-do-coqueiro ou bicudo Rhynchophorus palmarum Linnaeus, 1764 (Coleoptera: Curculionidae)<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Broca-do-estipe, broca-do-tronco ou rhina Rhinostomus barbirostris Fabricius, 1775 (Coleoptera:Curculionidae)<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Broca-do-ped\u00fanculo-floral-do-coqueiro Homalinotus coriaceus Gyllenhal, 1836 (Coleoptera:Curculionidae)<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Broca-do-pec\u00edolo ou broca-da-r\u00e1quis foliar Amerrhinus ynca Sahlberg, 1823 (Coleoptera:Curculionidae)<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Broca-da-coroa-foliar; broca-do-dendezeiro Eupalamides daedalus Cramer, 1775 (Lepidoptera:Castniidae)<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Lagarta-das-folhas, Brassolis sophorae (Linnaeus, 1758) (Lepidoptera: Nymphalidae)<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Barata-do-coqueiro ou falsa-barata-do-coqueiro Coraliomela brunnea Thumberg, 1821 (Coleoptera: Chrysomelidae) e Mecistomela marginata Thumberg, 1821 (Coleoptera: Chrysomelidae)<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Tra\u00e7a das flores e frutos novos, Hyalospila ptychis Dyar, 1919 (Lepidoptera: Phycitidae)<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Gorgulho-das-flores-e-dos-cocos-novos Parisoschoenus obesulus Casey 1922 (Coleoptera: Curculionidae)<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> \u00c1caro-da-necrose-do-coqueiro Aceria guerreronis Keifer, 1965 (sin. Eriophyes) (Acari: Eriophyidae) e \u00c1caro da mancha-anelar do coqueiro Amrineus cocofolius, Flechtmann, 1994 (Acari: Eriophyidae)<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Cochonilha transparente, Aspidiotus destructor Signoret, 1869 (Homoptera: Diaspididae)<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Pulg\u00e3o-preto-do-coqueiro &#8211; Cerataphis lataniae Boisduval, 1867 (Homoptera: Aphididae) .<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> Raspador-do-fol\u00edolo, Delocrania cossyphoides Gu\u00e9rin, 1844 (Coleoptera: Chrysomelidae)<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> Broca-do-bulbo, Strategus aloeus (Linnaeus, 1758) (Coleoptera: Scarabaeidae)<\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> Lagarta desfolhadora, Opsiphanes invirae<\/p>\n<p><strong>16.<\/strong> Lagarta verde do coqueiro, Synale hylaspes<\/p>\n<p><strong>17.<\/strong> \u00c1caro vermelho, Tetranychus mexicanus<\/p>\n<p><strong>18.<\/strong> \u00c1caro da folha, Retracrus johnstoni<\/p>\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> FERREIRA (2002).<\/em><\/p>\n<p>Para manter a sua rentabilidade elevada as propriedades que empregam pr\u00e1ticas culturais convencionais em seus coqueirais se utilizam de um grande n\u00famero de defensivos qu\u00edmicos (agrot\u00f3xicos) no combate a essas pragas.<\/p>\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria \u2013 ANVISA os agrot\u00f3xicos podem ser divididos, quanto ao modo de a\u00e7\u00e3o, entre sist\u00eamicos e de contato. Os sist\u00eamicos s\u00e3o aqueles que, quando aplicados no coqueiro, circulam atrav\u00e9s da seiva por todos os tecidos vegetais, de forma a se distribuir uniformemente e ampliar o seu tempo de a\u00e7\u00e3o. Os de contato s\u00e3o aqueles que agem externamente no coco e no coqueiro, tendo necessariamente que entrar em contato com a praga. Contudo, mesmo os de contato s\u00e3o tamb\u00e9m, em boa parte, absorvidos pelo coqueiro e pelo coco, penetrando em seu interior atrav\u00e9s de suas porosidades. Uma lavagem dos cocos em \u00e1gua corrente s\u00f3 poderia remover parte dos res\u00edduos de agrot\u00f3xicos presentes na superf\u00edcie dos mesmos. Os agrot\u00f3xicos sist\u00eamicos, e uma parte dos de contato, por terem sido absorvidos por tecidos internos do coqueiro, caso ainda n\u00e3o tenham sido degradados pelo pr\u00f3prio metabolismo do vegetal, permanecer\u00e3o no coco e nos alimentos deles derivados. Neste caso, uma vez contaminados com res\u00edduos de agrot\u00f3xicos, estes alimentos levar\u00e3o o consumidor a ingerir res\u00edduos de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p><strong>INSETICIDAS E ACARICIDAS USADOS PARA CONTROLE DAS PRAGAS DO COQUEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Na tabela a seguir est\u00e3o relacionados os inseticidas e acaricidas mais comumente usados para controlar a a\u00e7\u00e3o das pragas na cultura do coqueiro, segundo a Embrapa, que adverte que o uso de produtos clorados ou com mol\u00e9culas de cloro est\u00e3o proibidos em quase todo o mundo, por se tratar de produtos extremamente perigosos para o homem e para o meio ambiente, mas que ainda s\u00e3o em grande parte empregados no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Tabela<\/strong> &#8211; Inseticidas e acaricidas usados para controle de pragas da cultura do coqueiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15593 aligncenter\" title=\"tabela\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/tabela.jpg\" alt=\"\" width=\"673\" height=\"549\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> Adaptado de Embrapa Tabuleiros Costeiros, 2007.<\/em><\/p>\n<p><strong>QUAIS S\u00c3O OS RISCOS DE SE CONSUMIR PRODUTOS DERIVADOS DE COCOS CULTIVADOS COM AGROT\u00d3XICOS?<\/strong><\/p>\n<p>Conforme a ANVISA, estudos cient\u00edficos comprovam que se ultrapassarmos as quantidades di\u00e1rias aceit\u00e1veis para consumo de agrot\u00f3xicos, as conseq\u00fc\u00eancias poder\u00e3o variar desde sintomas simples, como dores de cabe\u00e7a, alergia e coceiras, at\u00e9 dist\u00farbios do sistema nervoso central ou c\u00e2ncer, nos casos mais graves de exposi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso dos trabalhadores rurais.<\/p>\n<p>Coco ralado, leite de coco e \u00e1gua de coco, entre outros alimentos obtidos do coco, podem conter res\u00edduos de agrot\u00f3xicos, caso n\u00e3o tenham sido tomados os tratos culturais recomendados.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do \u00f3leo de coco esse risco \u00e9 potencializado, uma vez que para se obter apenas 1 litro \u00e9 necess\u00e1ria a prensagem da polpa branca (am\u00eandoa) de dezenas de cocos secos e maduros. Se os cocos que fornecem a polpa para a extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo forem provenientes de coqueirais convencionais, muito provavelmente receberam grande carga de agrot\u00f3xicos de contato e sist\u00eamicos que, se n\u00e3o tiverem sido cultivados com extremo rigor e acompanhamento t\u00e9cnico (o que \u00e9 raro nos coqueirais dos pa\u00edses asi\u00e1ticos ou mesmo do Nordeste brasileiro), poder\u00e3o conter res\u00edduos extremamente t\u00f3xicos para o ser humano, conforme advertem a Embrapa e a ANVISA. Basta um \u00fanico coco com res\u00edduos para contaminar todo o \u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>COMO ELIMINAR O RISCO DE SE CONSUMIR ALIMENTOS PROVENIENTES DO COCO CONTAMINADOS POR AGROT\u00d3XICOS?<\/strong><\/p>\n<p>Segundo recomenda a ANVISA deve-se optar por alimentos org\u00e2nicos certificados, que n\u00e3o utilizam fertilizantes sint\u00e9ticos sol\u00faveis, agrot\u00f3xicos e transg\u00eanicos no seu cultivo, n\u00e3o degradam os recursos naturais e valorizam o pequeno trabalhador rural. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar consumir produtos com a origem identificada e de prefer\u00eancia nacionais, pois possibilita o controle pelas autoridades governamentais brasileiras, aumenta o comprometimento dos produtores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade dos alimentos, com a ado\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, e garante condi\u00e7\u00f5es para que o consumidor possa exigir os seus direitos de consumidor, caso necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00c1gua ou \u00f3leo de coco produzidos de forma org\u00e2nica com cocos saud\u00e1veis, cultivados segundo rigorosos padr\u00f5es org\u00e2nicos e certificados por institui\u00e7\u00e3o id\u00f4nea reconhecida internacionalmente, est\u00e3o completamente livres desse risco, s\u00f3 promovendo bem estar e benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade de quem os consome e, ainda, sem prejudicar a sa\u00fade dos trabalhadores rurais, a qualidade das \u00e1guas, a fauna ou a flora. Al\u00e9m disso, s\u00e3o alimentos mais ricos em nutrientes, saborosos e est\u00e1veis, excelentes para o consumo direto.<\/p>\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 sabe um pouco mais sobre as vantagens do coco org\u00e2nico nacional sobre o convencional ou o importado, pense bem antes de escolher a sua \u00e1gua ou \u00f3leo de coco, afinal, eles s\u00f3 devem promover sa\u00fade para voc\u00ea, gerar emprego e renda no Brasil e n\u00e3o comprometer a vida dos outros ou a do Planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Bras\u00edlia-DF, 25 de setembro de 2009.<\/p>\n<p><strong><em>Fontes de Refer\u00eancia e Pesquisa<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br\/FontesHTML\/Coco\/ACulturadoCoqueiro\/pragas.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br\/FontesHTML\/Coco\/ACulturadoCoqueiro\/pragas.<\/a><br \/>\n <a href=\"htmhttp:\/\/www.anvisa.gov.br\/toxicologia\/monografias\/index.htm\" target=\"_blank\">htmhttp:\/\/www.anvisa.gov.br\/toxicologia\/monografias\/index.htm<\/a><br \/>\n <a href=\"http:\/\/portal.anvisa.gov.br\/wps\/portal\/anvisa\/home\/agrotoxicotoxicologia\" target=\"_blank\">http:\/\/portal.anvisa.gov.br\/wps\/portal\/anvisa\/home\/agrotoxicotoxicologia<\/a><br \/>\n <a href=\"http:\/\/www.ibd.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.ibd.com.br\/<\/a><br \/>\n <a href=\"http:\/\/www.prefiraorganicos.com.br\/oquesao.aspx\">http:\/\/www.prefiraorganicos.com.br\/oquesao.aspx<\/a><br \/>\n ______________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O coqueiro \u00e9 uma rica fonte de alimento para os seres humanos, mas, tamb\u00e9m, para diversas esp\u00e9cies de insetos e \u00e1caros, que uma vez instalados na planta s\u00e3o hospedeiros espec\u00edficos da folhagem, das flores, dos frutos, do estipe ou das ra\u00edzes.<br \/>\nMar\u00e7o 2011<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15590"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15590"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15599,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15590\/revisions\/15599"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}