{"id":17456,"date":"2011-08-04T12:33:51","date_gmt":"2011-08-04T15:33:51","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=17456"},"modified":"2011-08-04T12:33:51","modified_gmt":"2011-08-04T15:33:51","slug":"instrucao-normativa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/instrucao-normativa\/","title":{"rendered":"Instru\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 37 e 38, de 2 de Agosto de 2011"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>MINIST\u00c9RIO DA AGRICULTURA, PECU\u00c1RIA E ABASTECIMENTO <br \/>GABINETE DO MINISTRO<br \/>INSTRU\u00c7\u00c3O NORMATIVA N\u00ba 37, DE 2 DE AGOSTO DE 2011<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>D.O.U., 03\/08\/2011 &#8211; Se\u00e7\u00e3o 1<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECU\u00c1RIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribui\u00e7\u00e3o que lhe confere o art. 87, par\u00e1grafo \u00fanico, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o, tendo em vista o disposto na Lei n\u00ba 10.831, de 23 de dezembro de 2003, no Decreto n\u00ba 6.323, de 27 de dezembro de 2007, e o que consta do Processo n\u00ba 21000.009484\/2010-11, resolve:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO I<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DO \u00c2MBITO DA APLICA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 1\u00ba Estabelecer o Regulamento T\u00e9cnico para a Produ\u00e7\u00e3o de Cogumelos Comest\u00edveis em Sistemas Org\u00e2nicos de Produ\u00e7\u00e3o, na forma da presente Instru\u00e7\u00e3o Normativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 2\u00ba A extra\u00e7\u00e3o de cogumelos silvestres dever\u00e1 atender aos princ\u00edpios estabelecidos na Instru\u00e7\u00e3o Normativa Conjunta que disp\u00f5e sobre as normas t\u00e9cnicas para a obten\u00e7\u00e3o de produtos org\u00e2nicos oriundos do extrativismo sustent\u00e1vel org\u00e2nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO II<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DA PRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 3\u00ba Como material de cobertura e na formula\u00e7\u00e3o de substratos para a produ\u00e7\u00e3o de cogumelos org\u00e2nicos somente poder\u00e3o ser utilizados produtos e subst\u00e2ncias presentes, e nas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas, no Anexo que trata das subst\u00e2ncias e produtos autorizados para uso em fertiliza\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o do solo em sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa que regulamenta a produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal org\u00e2nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 4\u00ba O solo utilizado no substrato dever\u00e1 ser proveniente de locais identificados e sujeitos \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o pelo Organismo de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade Org\u00e2nica (OAC) ou Organiza\u00e7\u00e3o de Controle Social (OCS), n\u00e3o podendo ter sido submetido a tratamento com produtos proibidos na Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica nos \u00faltimos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 5\u00ba A madeira utilizada no substrato ou na produ\u00e7\u00e3o em toras, bem como a lenha utilizada para produ\u00e7\u00e3o de vapor, n\u00e3o poder\u00e1 ter sido submetida a tratamento com produtos proibidos para a agricultura org\u00e2nica e dever\u00e1 ser oriunda de extra\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 6\u00ba A \u00e1gua utilizada na produ\u00e7\u00e3o do substrato, bem como a utilizada na irriga\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 ser comprovadamente pot\u00e1vel, mediante an\u00e1lise de laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 7\u00ba Os n\u00edveis de metais pesados no substrato ou no material de cobertura n\u00e3o dever\u00e3o exceder os n\u00edveis fixados para compostos org\u00e2nicos no Anexo que trata dos valores de refer\u00eancia utilizados como limites m\u00e1ximos de contaminantes admitidos em compostos org\u00e2nicos, res\u00edduos de biodigestor, res\u00edduos de lagoa de decanta\u00e7\u00e3o e fermenta\u00e7\u00e3o, e excrementos oriundos de sistema de cria\u00e7\u00e3o com o uso intenso de alimentos e produtos obtidos de sistemas n\u00e3o org\u00e2nicos, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa que regulamenta a produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal org\u00e2nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e3o obrigat\u00f3rias as an\u00e1lises do produto quanto \u00e0 presen\u00e7a de metais pesados, com frequ\u00eancia determinada por an\u00e1lise de risco desenvolvida pelo OAC ou OCS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 8\u00ba \u00c9 proibido o uso de radia\u00e7\u00f5es ionizantes para esteriliza\u00e7\u00e3o dos substratos, da camada de cobertura, bem como para esteriliza\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 9\u00ba O destino final do substrato e do chorume n\u00e3o dever\u00e1 causar danos ambientais e dever\u00e1 estar em conformidade com as regras estabelecidas pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 10. Os in\u00f3culos adquiridos fora da unidade de produ\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ter origem de produtor regularizado para tal fim e ser acompanhados de documento da comprova\u00e7\u00e3o da origem do produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 proibido utilizar in\u00f3culo proveniente de material transg\u00eanico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 11. Para o controle de pragas, somente poder\u00e3o ser utilizadas subst\u00e2ncias e pr\u00e1ticas que constam do Anexo que trata das subst\u00e2ncias e pr\u00e1ticas permitidas para manejo e controle de pragas e doen\u00e7as nos vegetais em sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa que regulamenta a produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal org\u00e2nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 12. \u00c9 proibida a utiliza\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00f5es ionizantes ou microondas na esteriliza\u00e7\u00e3o e secagem do produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO III<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DO PROCESSAMENTO E ARMAZENAGEM<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 13. O processamento, armazenagem e transporte de cogumelos org\u00e2nicos dever\u00e1 obedecer ao que est\u00e1 estabelecido pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa Conjunta que trata do processamento, armazenagem e transporte de produtos org\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 14. Esta Instru\u00e7\u00e3o Normativa entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>WAGNER ROSSI<\/em><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>INSTRU\u00c7\u00c3O NORMATIVA N\u00ba 38, DE 2 DE AGOSTO DE 2011<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>D.O.U., 03\/08\/2011 &#8211; Se\u00e7\u00e3o 1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECU\u00c1- RIA E ABASTECIMENTO, no uso das atribui\u00e7\u00f5es que lhes confere o art. 87, par\u00e1grafo \u00fanico, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o, tendo em vista o disposto na Lei n\u00ba 10.831, de 23 de dezembro de 2003, no Decreto n\u00ba 6.323, de 27 de dezembro de 2007, na Lei n\u00ba 10.711, de 5 de agosto de 2003, no Decreto n\u00ba 5.153, de 23 de julho de 2004, e o que consta do Processo n\u00ba 21000.009485\/2010-57, resolve:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 1\u00ba Estabelecer o Regulamento T\u00e9cnico para a Produ\u00e7\u00e3o de Sementes e Mudas em Sistemas Org\u00e2nicos de Produ\u00e7\u00e3o, na forma da presente Instru\u00e7\u00e3o Normativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO I<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOS CONCEITOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 2\u00ba Para efeito desta Instru\u00e7\u00e3o Normativa, considera-se:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I<\/strong> &#8211; Beneficiamento: opera\u00e7\u00e3o efetuada mediante meios f\u00edsicos, qu\u00edmicos ou mec\u00e2nicos, com o objetivo de aprimorar a qualidade de um lote de sementes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II<\/strong> &#8211; Campo de Produ\u00e7\u00e3o de Sementes Org\u00e2nicas: \u00e1rea cont\u00ednua de uma esp\u00e9cie ou cultivar em monocultivo ou em cons\u00f3rcio, desde que as esp\u00e9cies ou cultivares sejam compat\u00edveis com as t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de sementes; a \u00e1rea dever\u00e1 ser dividida em m\u00f3dulos ou glebas para efeito de vistoria ou de fiscaliza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III<\/strong> &#8211; Cultivar local, tradicional ou crioula: variedade desenvolvida, adaptada ou produzida por agricultores familiares, assentados da reforma agr\u00e1ria ou ind\u00edgenas, com caracter\u00edsticas fenot\u00edpicas bem determinadas e reconhecidas pelas respectivas comunidades e que, a crit\u00e9rio do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento &#8211; MAPA, considerados tamb\u00e9m os descritores socioculturais e ambientais, n\u00e3o se caracterizem como substancialmente semelhantes \u00e0s cultivares comerciais;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV<\/strong> &#8211; Cultivar Geneticamente Modificada: cultivar cujo material gen\u00e9tico tenha sido modificado por qualquer atividade de manipula\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de ADN\/ARN recombinante;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V<\/strong> &#8211; Declara\u00e7\u00e3o de Transa\u00e7\u00e3o Comercial: documento emitido pelos Organismos de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade Org\u00e2nica &#8211; OAC ou pelas unidades de produ\u00e7\u00e3o, com base em procedimentos definidos pelo OAC, com informa\u00e7\u00f5es qualitativas e quantitativas sobre os produtos comercializados, com o intuito de permitir o controle e a rastreabilidade dos mesmos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VI<\/strong> &#8211; Muda: material de propaga\u00e7\u00e3o vegetal de qualquer g\u00eanero, esp\u00e9cie ou cultivar, proveniente de reprodu\u00e7\u00e3o sexuada ou assexuada e que tenha a finalidade espec\u00edfica de plantio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VII<\/strong> &#8211; Muda org\u00e2nica: muda produzida em sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VIII<\/strong> &#8211; Produtor de sementes e mudas: pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que, assistida por respons\u00e1vel t\u00e9cnico, produz sementes e mudas destinadas \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IX<\/strong> &#8211; Semente: todo material de reprodu\u00e7\u00e3o vegetal de qualquer g\u00eanero, esp\u00e9cie ou cultivar, proveniente de reprodu\u00e7\u00e3o sexuada ou assexuada, que tenha finalidade espec\u00edfica de semeadura;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>X<\/strong> &#8211; Semente org\u00e2nica: semente produzida em sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>XI <\/strong>&#8211; Unidade de Beneficiamento de Sementes &#8211; UBS: unidade com instala\u00e7\u00f5es e equipamentos que atendam as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas necess\u00e1rias para realizar as<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">diversas etapas do beneficiamento, de forma a conferir ao lote de sementes, no m\u00ednimo, o padr\u00e3o de qualidade estabelecido, respeitadas as particularidades das esp\u00e9cies.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO II<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DAS DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 3\u00b0 A produ\u00e7\u00e3o, o beneficiamento, a embalagem, o armazenamento, o transporte, o com\u00e9rcio, a importa\u00e7\u00e3o e a exporta\u00e7\u00e3o de sementes e mudas org\u00e2nicas dever\u00e3o atender este regulamento e o que estabelece a regulamenta\u00e7\u00e3o brasileira para produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 4\u00b0 A produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas org\u00e2nicas dever\u00e1 obedecer \u00e0s normas e padr\u00f5es de identidade e qualidade estabelecidas na regulamenta\u00e7\u00e3o brasileira para produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 5\u00b0 \u00c9 proibida a certifica\u00e7\u00e3o como org\u00e2nicas de todas as sementes e mudas de cultivares geneticamente modificadas ou obtidas por meio de indu\u00e7\u00e3o de muta\u00e7\u00e3o utilizando irradia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO III<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DA PRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 6\u00b0 Para serem considerados como org\u00e2nicos os materiais de propaga\u00e7\u00e3o, na fase de campo, dever\u00e3o ter sido produzidos em conformidade com o que est\u00e1 estabelecido na regulamenta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 7\u00b0 \u00c9 permitida a policultura e o conv\u00edvio com plantas espont\u00e2neas nos campos de produ\u00e7\u00e3o de sementes org\u00e2nicas desde que adotadas medidas que garantam os padr\u00f5es de qualidade das sementes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Os organismos de avalia\u00e7\u00e3o da conformidade dever\u00e3o aprovar as medidas previstas no caput deste artigo, devendo estas estarem previstas no plano de manejo org\u00e2nico do produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 8\u00b0 No caso de o produtor de sementes e mudas org\u00e2nicas necessitar adquirir material de propaga\u00e7\u00e3o oriundo de sistemas de produ\u00e7\u00e3o convencional, ele ter\u00e1 que respeitar um per\u00edodo de convers\u00e3o que compreende uma gera\u00e7\u00e3o completa com manejo org\u00e2nico para culturas anuais, e de dois per\u00edodos vegetativos ou 12 meses (considerando o per\u00edodo mais longo) para as culturas perenes, para que a semente ou muda produzida possa ser considerada org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 9\u00b0 Caso constatada a presen\u00e7a de cultivares geneticamente modificadas nas proximidades, os organismos de avalia\u00e7\u00e3o da conformidade org\u00e2nica dever\u00e3o avaliar o isolamento entre cultivos e coletar amostras das sementes org\u00e2nicas para avaliar a ocorr\u00eancia de contamina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 10. O produtor de sementes e mudas org\u00e2nicas, ao adquirir o material de propaga\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 multiplicar, dever\u00e1 solicitar do fornecedor uma declara\u00e7\u00e3o de que a cultivar n\u00e3o foi obtida por meio de indu\u00e7\u00e3o de muta\u00e7\u00e3o utilizando irradia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 11. A produ\u00e7\u00e3o de mudas a partir de cultura de tecidos e micropropaga\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 utilizar subst\u00e2ncias e pr\u00e1ticas n\u00e3o autorizadas, em regulamentos, para uso na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO IV<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DO BENEFICIAMENTO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 12. Quando uma Unidade de Beneficiamento de Sementes &#8211; UBS receber sementes de produtores certificados por organismo de avalia\u00e7\u00e3o da conformidade diferente do que a certifica, as sementes dever\u00e3o estar acompanhadas de Declara\u00e7\u00e3o de Transa\u00e7\u00e3o Comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 13. Quando o beneficiamento de sementes org\u00e2nicas for realizado em Unidade de Beneficiamento de Sementes &#8211; UBS que tamb\u00e9m opera com sementes oriundas de<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">sistemas convencionais, dever\u00e3o ser implementadas medidas que assegurem a sua efetiva separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a7 1\u00b0 Todas as sementes que entrem ou estejam armazenadas na UBS dever\u00e3o estar devidamente identificadas e as sementes org\u00e2nicas dever\u00e3o ser dispostas em espa\u00e7os espec\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a7 2\u00b0 Todas as vezes que as m\u00e1quinas e equipamentos forem trabalhar com sementes org\u00e2nicas, ap\u00f3s terem sido utilizadas com sementes convencionais, dever\u00e3o passar por rigorosa limpeza a fim de que n\u00e3o ocorram misturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a7 3\u00b0 Conforme avalia\u00e7\u00e3o de risco, o Organismo de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade poder\u00e1 determinar uma quantidade de sementes org\u00e2nicas que dever\u00e1 ser descartada no in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o de beneficiamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 14. No tratamento e armazenagem de sementes e mudas org\u00e2nicas, somente ser\u00e3o permitidos os produtos presentes no Anexo que trata das subst\u00e2ncias e pr\u00e1ticas permitidas para manejo e controle de pragas e doen\u00e7as nos vegetais em sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa que regulamenta a produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 15. Nas \u00e1reas f\u00edsicas de beneficiamento, armazenamento e transporte de sementes e mudas org\u00e2nicas, \u00e9 proibida a aplica\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos sint\u00e9ticos, devendo ser adotadas as seguintes medidas para o controle de pragas, preferencialmente nessa ordem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I <\/strong>&#8211; elimina\u00e7\u00e3o do abrigo de pragas e do acesso das mesmas \u00e0s instala\u00e7\u00f5es, mediante o uso de equipamentos e instala\u00e7\u00f5es adequadas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II<\/strong> &#8211; m\u00e9todos mec\u00e2nicos, f\u00edsicos e biol\u00f3gicos, a seguir descritos:<br \/>a) som;<br \/>b) ultrassom;<br \/>c) luz;<br \/>d) repelentes \u00e0 base de vegetal;<br \/>e) armadilhas (de ferom\u00f4nios, mec\u00e2nicas, crom\u00e1ticas);<br \/>f) ratoeiras;<br \/>g) controle de umidade;<br \/>h) temperatura; e<br \/>i) atmosfera controlada;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III<\/strong> &#8211; uso de subst\u00e2ncias e pr\u00e1ticas permitidas para manejo e controle de pragas e doen\u00e7as nos vegetais em sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o, conforme Anexo da Instru\u00e7\u00e3o Normativa que trata da produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 16. No beneficiamento de sementes e mudas org\u00e2nicas, para higieniza\u00e7\u00e3o de equipamentos e instala\u00e7\u00f5es, poder\u00e3o ser utilizados os seguintes produtos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &#8211; \u00e1gua;<br \/>II &#8211; vapor;<br \/>III &#8211; Hipoclorito de s\u00f3dio em solu\u00e7\u00e3o aquosa;<br \/>IV &#8211; Hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio (cal hidratada);<br \/>V &#8211; \u00d3xido de c\u00e1lcio (cal virgem);<br \/>VI &#8211; \u00c1lcool et\u00edlico;<br \/>VII &#8211; extratos vegetais ou ess\u00eancias naturais de plantas;<br \/>VIII &#8211; sab\u00f5es (potassa, soda); e<br \/>IX &#8211; detergentes biodegrad\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 17. Durante o armazenamento e o transporte, os materiais de propaga\u00e7\u00e3o org\u00e2nicos dever\u00e3o ser devidamente acondicionados e identificados, assegurando sua separa\u00e7\u00e3o dos materiais n\u00e3o org\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 18. A semente org\u00e2nica a granel dever\u00e1 ser armazenada e transportada de forma que se assegure o isolamento e a n\u00e3o contamina\u00e7\u00e3o por sementes oriundas de sistema de produ\u00e7\u00e3o convencional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 19. As embalagens de sementes org\u00e2nicas dever\u00e3o trazer, al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias estabelecidas em regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para sementes e mudas, a identifica\u00e7\u00e3o do organismo de avalia\u00e7\u00e3o da conformidade e o selo do Sistema Brasileiro de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade Org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Art.<\/strong> 20. Esta Instru\u00e7\u00e3o Normativa entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>WAGNER ROSSI<br \/>________________________________________________________________________________________________________________<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MINIST\u00c9RIO DA AGRICULTURA, PECU\u00c1RIA E ABASTECIMENTO GABINETE DO MINISTROINSTRU\u00c7\u00c3O NORMATIVA N\u00ba 37, DE 2 DE AGOSTO DE 2011 D.O.U., 03\/08\/2011 &#8211; Se\u00e7\u00e3o 1 O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECU\u00c1RIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribui\u00e7\u00e3o que lhe confere o art. 87, par\u00e1grafo \u00fanico, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o, tendo em vista o disposto na Lei [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17456"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17456"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17467,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17456\/revisions\/17467"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}