{"id":19409,"date":"2010-01-04T17:55:34","date_gmt":"2010-01-04T20:55:34","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=19409"},"modified":"2012-03-08T13:37:02","modified_gmt":"2012-03-08T16:37:02","slug":"instituto-terra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/instituto-terra\/","title":{"rendered":"Instituto Terra"},"content":{"rendered":"<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19411\" title=\"insterra6\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra61.jpg\" alt=\"\" width=\"665\" height=\"152\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra61.jpg 665w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra61-300x68.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 665px) 100vw, 665px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_19412\" style=\"width: 349px\" class=\"wp-caption alignright\"><strong><img aria-describedby=\"caption-attachment-19412\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19412\" title=\"insterra7\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra7.jpg\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra7.jpg 339w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra7-300x265.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/strong><p id=\"caption-attachment-19412\" class=\"wp-caption-text\">Aline Trist\u00e3o, superintendente do Instituto Terra<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Instituto Terra \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o civil, sem fins lucrativos fundado em 1998 por Sebasti\u00e3o Ribeiro Salgado e L\u00e9lia Deluiz Wanick Salgado. Os principais objetivos do Instituto Terra s\u00e3o os de promover, executar e apoiar programas e a\u00e7\u00f5es concretas de conserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o ambiental na Mata Atl\u00e2ntica da Bacia do Vale do Rio Doce, atrav\u00e9s de quatro componentes: recupera\u00e7\u00e3o ambiental, pesquisa, educa\u00e7\u00e3o e manejo de microbacias. Para implementa\u00e7\u00e3o dos componentes de educa\u00e7\u00e3o e pesquisa foi constru\u00eddo o Centro de Educa\u00e7\u00e3o e de Recupera\u00e7\u00e3o Ambiental (CERA) com sede na RPPN Fazenda Bulc\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Planeta Org\u00e2nico fez uma visita ao Instituto Terra em 10 de setembro, ocasi\u00e3o em que promoveu no local um Semin\u00e1rio BioFach-Brasil sobre Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dif\u00edcil dizer o que mais nos impressionou nesta visita: se foi a vis\u00e3o do audit\u00f3rio do Instituto Terra ocupado por pessoas interessadas na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, se foi o entusiasmo da equipe do Instituto Terra representada por Aline Trist\u00e3o e Mauro Teixeira, ou se foram as 130 diferentes esp\u00e9cies de mudas de \u00e1rvores nativas que aguardam sua vez de participar deste belo projeto. O que ficou plantado definitivamente em todos n\u00f3s foi uma semente de esperan\u00e7a de que projetos como este frutifiquem pelo Brasil.<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Quando come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o do Instituto Terra e o que vem realizando desde sua funda\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19413\" style=\"width: 413px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19413\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19413\" title=\"instaloj1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/instaloj1.jpg\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/instaloj1.jpg 403w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/instaloj1-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/><p id=\"caption-attachment-19413\" class=\"wp-caption-text\">Alojamento dos estudantes<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou h\u00e1 1 ano e meio. S\u00f3 tinha o curral. Hoje temos salas de aulas, refeit\u00f3rio, audit\u00f3rio e alojamento para estudantes e professores. (Obsv. do Planeta Org\u00e2nico: excelentes alojamentos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Terra realiza em parceria com a Prefeitura Municipal de Aimor\u00e9s, um projeto visando o desenvolvimento sustent\u00e1vel da zona rural do munic\u00edpio. Para tanto, foi adotado o modelo de planejamento por microbacia, nas quais os trabalhos v\u00eam sendo desenvolvidos em conjunto com os produtores rurais e comunidades locais.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>O audit\u00f3rio \u00e9 muito bonito! Qual a sua capacidade?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19415\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19415\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19415\" title=\"insterra9\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra9.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"208\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra9.jpg 336w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra9-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><p id=\"caption-attachment-19415\" class=\"wp-caption-text\">Audit\u00f3rio do Instituto Terra<\/p><\/div>\n<p>A princ\u00edpio pensamos em fazer um simples audit\u00f3rio, mas nos demos conta que a vida cultural em Aimor\u00e9s tinha acabado. Tinham dois cinemas que fecharam, havia um teatro que tamb\u00e9m acabou. As pessoas foram embora para Belo Horizonte ou para Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 crian\u00e7as aqui em Aimor\u00e9s, e mesmo adultos, que jamais foram ao cinema. Ent\u00e3o resolvemos fazer do audit\u00f3rio um cinema e um teatro tamb\u00e9m. Fizemos ent\u00e3o o audit\u00f3rio-cinema-teatro. \u00c9 semelhante ao que existe na cidade de Parma, It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O audit\u00f3rio \u00e9 todo de eucalipto, o palco tem uma moldura de pedra e os bancos em madeira feitos pelos marceneiros da regi\u00e3o. O audit\u00f3rio com esses bancos tem a capacidade para 180 at\u00e9 200 pessoas sentadas. Temos a inten\u00e7\u00e3o de passar filmes sens\u00edveis para eles como &#8220;Cinema Paradiso&#8221; por ex., pois eles aqui s\u00f3 conhecem filmes de viol\u00eancia e o que vem na televis\u00e3o.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Esta vis\u00e3o de fazer uma RPPM n\u00e3o \u00e9 uma vis\u00e3o comum. O mais frequente s\u00e3o fazendeiros cujas terras est\u00e3o exauridas, continuarem resistindo \u00e0 ideia de tombar as terras para serem recuperadas.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui tinha 70% de Mata Atl\u00e2ntica em 1931. Hoje sobraram 0.3%. 97% do territ\u00f3rio de Aimor\u00e9s hoje em dia \u00e9 ocupado por gado. Principalmente de corte. 1 hectare hoje n\u00e3o d\u00e1 nem para 1 cabe\u00e7a, nem \u00bd cabe\u00e7a de gado. O que n\u00f3s queremos \u00e9 alternativa para isto. Na produ\u00e7\u00e3o, na comercializa\u00e7\u00e3o, na certifica\u00e7\u00e3o, no marketing.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A RPPN Fazenda Bulc\u00e3o possui 676 hectares, localiza-se no munic\u00edpio de Aimor\u00e9s e insere-se no dom\u00ednio de Mata Atl\u00e2ntica. A propriedade \u00e9 administrada pelo Instituto Terra e trata-se da primeira RPPN criada em uma \u00e1rea degradada de Mata Atl\u00e2ntica, com o intuito de promover um processo de recupera\u00e7\u00e3o ambiental associado a atividades educacionais, tendo como meta criar um modelo de manejo para recupera\u00e7\u00e3o ambiental a ser replicado em propriedades no Vale do Rio Doce e outras regi\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>E como funcionam os cursos que o Instituto Terra promove?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table style=\"width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa educacional tem como sua principal ferramenta o CERA (Centro de Educa\u00e7\u00e3o e de Recupera\u00e7\u00e3o Ambiental). Atrav\u00e9s do Centro tem-se a inten\u00e7\u00e3o de difundir as tecnologias desenvolvidas; fomentar um processo educacional com diferentes p\u00fablicos sobre as quest\u00f5es ambientais priorit\u00e1rias, promovendo uma reflex\u00e3o sobre o atual modelo de desenvolvimento e potencializando agentes de transforma\u00e7\u00e3o rumo ao modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel. A estrat\u00e9gia do projeto \u00e9 trabalhar o p\u00fablico que tenha import\u00e2ncia acentuada para a recupera\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o ambiental local e regional tais como: professores de escolas t\u00e9cnicas agr\u00edcolas e florestais; professores de escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio, englobando a rede p\u00fablica de ensino e a categoria docente ligada ao MST (Movimento dos Sem Terra); prefeitos, secret\u00e1rios de meio ambiente, lideran\u00e7as pol\u00edticas e principalmente os produtores rurais da regi\u00e3o. As atividades do CERA foram iniciadas em 19 de fevereiro de 2002. At\u00e9 o momento j\u00e1 foram realizados 33 cursos ou eventos para 689 alunos de 24 diferentes munic\u00edpios de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo. Como parte do programa com o MST, j\u00e1 foram atendidos t\u00e9cnicos agr\u00edcolas e produtores de munic\u00edpios de Minas, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #90ee90;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Gladys Nunes, assessora ambiental do Instituto Estadual de Florestas estava presente durante nossa visita e deu seu depoimento: &#8220;O IEF \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica que tem conv\u00eanio com o Instituto Terra desde a cria\u00e7\u00e3o da RPPM. Foi o IEF que deu o t\u00edtulo de RPPM para a fazenda Bulc\u00e3o. N\u00f3s come\u00e7amos aqui em 2000 com um grande semin\u00e1rio. Este semin\u00e1rio tinham representantes de v\u00e1rias Institui\u00e7\u00f5es para programar o que seria feito pelo Instituto, o p\u00fablico, que tipo de atividades. Uma das atividades foi educa\u00e7\u00e3o ambiental para a rede p\u00fablica e particular.&#8221; disse Gladys.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div id=\"attachment_19417\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19417\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19417\" title=\"insterra5\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra5.jpg\" alt=\"\" width=\"218\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra5.jpg 218w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/insterra5-136x300.jpg 136w\" sizes=\"(max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><p id=\"caption-attachment-19417\" class=\"wp-caption-text\">Peroba dentro da RPPN do Instituto Terra<\/p><\/div>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Como era Aimor\u00e9s antes da devasta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica nesta regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o de Aimor\u00e9s era originalmente recoberta por exuberantes florestas pertencentes ao bioma da Mata Atl\u00e2ntica. O processo de coloniza\u00e7\u00e3o acarretou a explora\u00e7\u00e3o da madeira e o desmatamento generalizado. A constru\u00e7\u00e3o da ferrovia Vit\u00f3ria-Minas acelerou os dist\u00farbios ambientais, devido \u00e0 elevada demanda por lenha e aos inc\u00eandios provenientes de fagulhas lan\u00e7adas pelas locomotivas. Al\u00e9m disso, outras atividades agr\u00edcolas como a cafeicultura e a pecu\u00e1ria foram realizadas sem a m\u00ednima preocupa\u00e7\u00e3o com a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, contribuindo para o estado atual de degrada\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. A aus\u00eancia de oportunidade econ\u00f4mica e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental definiram um quadro de \u00eaxodo rural da popula\u00e7\u00e3o local rural e a estagna\u00e7\u00e3o das \u00e1reas urbanas do munic\u00edpio. Entretanto,\u00a0 mesmo diante deste quadro de degrada\u00e7\u00e3o da mata Atl\u00e2ntica, a regi\u00e3o de Aimor\u00e9s foi considerada como de alta import\u00e2ncia biol\u00f3gica dentre as 182 \u00e1reas priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o de biodiversidade pelo &#8220;Workshop Prioridades para Conserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica e Campos Sulinos&#8221;.<\/span><\/p>\n<div class=\"mceTemp\"><span style=\"text-align: justify;\"><br \/>\n <\/span><\/div>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>O Instituto Terra j\u00e1 \u00e9 um centro de refer\u00eancia para pesquisa da Mata Atl\u00e2ntica.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">Aqui \u00e9 o grande laborat\u00f3rio que n\u00f3s desenvolvemos, trazendo as informa\u00e7\u00f5es e a nossa miss\u00e3o \u00e9 passar adiante estas informa\u00e7\u00f5es. N\u00f3s queremos ser sim um centro de excel\u00eancia e de pesquisa, mas em recupera\u00e7\u00e3o de Mata Atl\u00e2ntica, produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas de Mata Atl\u00e2ntica da regi\u00e3o. Amanh\u00e3 \u00e0 tarde chegar\u00e1 um pessoal que trabalha no projeto do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente em Belo Horizonte com a FAO. Eles estar\u00e3o aqui para divulgar o PRONAF Florestal, que \u00e9 a nova medida com uma linha de financiamento para a recupera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica pelos pr\u00f3ximos 4 anos. \u00c9 uma linha que pode estimular os produtores. E n\u00f3s estamos dentro da \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 680px;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ccff9a;\">\n<p><strong>Voc\u00eas tem um viveiro de mais de 130 esp\u00e9cies de \u00e1rvores nativas. Qual a capacidade deste viveiro?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #9acd32;\">\n<p>Quem responde a esta pergunta \u00e9 Alexandre Bernardino Nicole, T\u00e9cnico de Agropecu\u00e1ria com especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19429\" title=\"aimores8\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/aimores8.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"130\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/aimores8.jpg 350w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/aimores8-300x111.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Temos capacidade para 120.000 mudas, vamos chegar a 800.000 mudas este ano e a proposta do Sebasti\u00e3o \u00e9 de chegar a 2 milh\u00f5es de mudas, para incentivar o reflorestamento da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui n\u00f3s temos mat\u00e9ria prima que n\u00f3s usamos no enchimento das sacolinhas que \u00e9 terra de subsolo, areia lavada de rio para evitar que venha com sementes de erva daninha, e res\u00edduo de reciclagem de lixo da usina de Aimor\u00e9s, que n\u00f3s usamos como fonte de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Ele chega aqui numa granulometria mais grossa, part\u00edculas grossas que s\u00e3o passadas em um desintegrador, depois passamos na peneira e chegamos a este material mais fino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19430\" title=\"viveiro\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/viveiro.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"152\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/viveiro.jpg 638w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/viveiro-300x71.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos 10 canteiros &#8211;\u00a08 canteiros em baixo do telhado Sombrite e 2 canteiros na \u00e1rea externa a pleno sol.a grande maioria das esp\u00e9cies que n\u00f3s estamos trabalhando aqui, s\u00e3o esp\u00e9cies que no in\u00edcio de sua germina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 um pequeno desenvolvimento, mais ou menos 5 cm, requer uma condi\u00e7\u00e3o mais amena de sol, um ambiente um pouco mais favor\u00e1vel. Quando ela atingir mais ou menos 10 cm, e for uma plantinha mais resistente, ent\u00e3o ela ser\u00e1 colocada num canteiro externo, \u00e0 pleno sol , que \u00e9 o que n\u00f3s chamamos de processo de aclimata\u00e7\u00e3o. Ela ficar\u00e1 ali at\u00e9 o momento de ir para o campo.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Um Ip\u00ea por exemplo, vai para o campo em quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada esp\u00e9cie se desenvolve de uma maneira diferente, umas mais r\u00e1pidas, outras mais lentamente. O Ip\u00ea, por ser uma madeira considerada madeira de lei, uma madeira de textura mais dura, mais fibrosa, tem um desenvolvimento mais lento. Acredito que uma mudinha pequena leva de 5 a 6 meses para chegar ao porte de 20 cm a 25 que \u00e9 o ponto de ir para o campo.<\/p>\n<div id=\"attachment_19432\" style=\"width: 432px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19432\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19432\" title=\"aimores6\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/aimores6.jpg\" alt=\"\" width=\"422\" height=\"147\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/aimores6.jpg 422w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/aimores6-300x104.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 422px) 100vw, 422px\" \/><p id=\"caption-attachment-19432\" class=\"wp-caption-text\">Mudas de Araxix\u00e1<\/p><\/div>\n<p>A Araxix\u00e1 por exemplo, \u00e9 uma \u00e1rvore de madeira menos lenhosa que tem um desenvolvimento mais acelerado. Mesmo que esteja uma planta desenvolvida, ainda \u00e9 uma planta muito jovem. Ela s\u00f3 deve ir para o campo com uns 40 cm de altura. Antes ela passar\u00e1 pela aclimata\u00e7\u00e3o at\u00e9 ter as folhas mais amadurecidas, para ter condi\u00e7\u00f5es de aguentar mais o sol.<\/p>\n<p>__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro de 2002<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19409"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19409"}],"version-history":[{"count":20,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19436,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19409\/revisions\/19436"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}