{"id":19450,"date":"2010-01-01T10:00:05","date_gmt":"2010-01-01T13:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=19450"},"modified":"2012-03-09T11:42:50","modified_gmt":"2012-03-09T14:42:50","slug":"fazenda-tamandua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/fazenda-tamandua\/","title":{"rendered":"Fazenda Tamandu\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19451\" title=\"tamban1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamban1.jpg\" alt=\"\" width=\"665\" height=\"281\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamban1.jpg 665w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamban1-300x126.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 665px) 100vw, 665px\" \/><\/p>\n<p><strong>Planeta Org\u00e2nico entrevista Pierre Landolt, o homem que aceitou o desafio de criar uma ilha de desenvolvimento no sert\u00e3o da Para\u00edba e quer mostrar o potencial do Nordeste do Brasil.<\/strong><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Fale um pouco da trajet\u00f3ria deste produtor, que fincou ra\u00edzes no sert\u00e3o da Para\u00edba<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fundo, no fundo, a trajet\u00f3ria foi bastante simples&#8230; No in\u00edcio dos anos 70, vindo de Paris, onde me formei em Direito, fui mandado como trainee numa firma estrangeira em S\u00e3o Paulo. Tive assim a oportunidade de estagiar em todas as regi\u00f5es do Brasil, conhecendo-o rapidamente sob todos os aspectos, tanto industriais como agr\u00edcolas: trabalhei ent\u00e3o no setor farmac\u00eautico, dos corantes destinados a ind\u00fastria de papel, couros, metais e t\u00eaxtil, e finalmente na agricultura, al\u00e9m das finan\u00e7as. Me lembro que o meu primeiro contato com o semi-\u00e1rido foi tentando introduzir a cultura de uma semente de &#8220;sena&#8221; ent\u00e3o utilizada na produ\u00e7\u00e3o de laxante. Demos uma grande volta no interior, falando com respons\u00e1veis da extens\u00e3o rural, chefes de comunidades e secretarias de agricultura em dois ou tr\u00eas estados nordestinos.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Este contato com o sert\u00e3o, que impress\u00e3o lhe causou?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um choque cultural emocionante que me deixou muito pensativo. Procurei me informar mais sobre esta regi\u00e3o, que vivia num outro s\u00e9culo. Cheguei a uma r\u00e1pida e simplificada conclus\u00e3o, que este estado cr\u00f4nico de mis\u00e9ria e atraso vinha mais de uma dificuldade de acesso a tecnologia, cujas raz\u00f5es eram v\u00e1rias. N\u00e3o podendo mudar o mundo, nem querendo enfrentar as oligarquias ou uma estrutura pol\u00edtica pesada, resolvi tentar uma experi\u00eancia solit\u00e1ria, aplicando os meus recursos financeiros pela minha vis\u00e3o do problema, em busca de solu\u00e7\u00f5es limitadas, certas, mas f\u00e1ceis de serem repetidas em caso de \u00eaxito. Um desafio a altura, j\u00e1 que os poucos gringos que entravam no sert\u00e3o vinham somente para miss\u00f5es de curta temporada por conta da SUDENE.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Qual foi seu plano para atacar o cen\u00e1rio desolador que encontrou?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19460\" style=\"width: 256px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19460\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19460\" title=\"novilhas\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/novilhas.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"160\" \/><p id=\"caption-attachment-19460\" class=\"wp-caption-text\">Novilhas da ra\u00e7a pardo-su\u00edca<\/p><\/div>\n<p>A id\u00e9ia b\u00e1sica era trabalhar no quadro tradicional do cons\u00f3rcio algod\u00e3o\/gado, trazendo melhoramentos t\u00e9cnicos nas duas atividades. Pretend\u00edamos usar e multiplicar sementes de algod\u00e3o perene, de fibra longa, oriundas de uma pesquisa feita pela SUDENE e o IRCT franc\u00eas, e cultivar l\u00e1 com t\u00e9cnicas de mecaniza\u00e7\u00e3o simples, sem cons\u00f3rcio com milho e feij\u00e3o, cultivando estes em \u00e1reas separadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em paralelo, o objetivo era de montar um plantel de gado leiteiro de ra\u00e7a parda-sui\u00e7a, altamente r\u00fastica e resistente as duras condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do sert\u00e3o, praticando o melhoramento com insemina\u00e7\u00e3o artificial. Desta maneira pod\u00edamos escoar a produ\u00e7\u00e3o de leite para a cidade de Patos, pr\u00f3xima, carente de leite durante os 8 meses de seca por ano, e vender reprodutores taurinos que iriam trazer um melhoramento gen\u00e9tico importante do rebanho local, principalmente na precocidade e nas qualidades leiteiras dos produtos. Note-se que esta ra\u00e7a j\u00e1 existia no sert\u00e3o e era muito procurada.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Depois da estrat\u00e9gia montada, faltava o local para execut\u00e1-la&#8230;<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s alguns meses de busca no serid\u00f3 cearense, riograndense, paraibano e pernambucano, nas \u00e1reas de plantio de algod\u00e3o de fibra longa, encontrei a Fazenda Tamandu\u00e1, perto de Patos, que apresentava as melhores condi\u00e7\u00f5es para o meu plano. Fui bem sucedido, tornando-me rapidamente produtor de sementes selecionadas da variedade C71 para a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado da Para\u00edba, onde eu tinha encontrado apoio, incentivo e di\u00e1logo construtivo O gado cumpriu as nossas expectativas, bem aceito e o leite vendido &#8220;in natura&#8221; na cidade.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>E o clima, como enfrentou esta adversidade?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viv\u00edamos ao ritmo das secas complicadas e sempre diferentes, tendo sempre que encontrar novas solu\u00e7\u00f5es. Procuramos efetuar experi\u00eancias com novas culturas, variedades de forragem e pastagens, bucando descobrir culturas simples e trazendo um bom retorno ao agricultor que tinha perdido no algod\u00e3o o seu &#8220;cash crop&#8221;. Chegamos a cultivar o aspargo, o maracuj\u00e1 e a banana. Tentamos cultivar o guar, o amendoim, o gergelim, a soja, o guayul, a mani\u00e7oba, e muitos tipos de capins, para corte ou pisoteio.<\/p>\n<div id=\"attachment_19461\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19461\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19461\" title=\"contraste2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/contraste2.gif\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"355\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/contraste2.gif 265w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/contraste2-223x300.gif 223w\" sizes=\"(max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><p id=\"caption-attachment-19461\" class=\"wp-caption-text\">Contraste: Caatinga seca ao fundo, e mangueiras carregadas \u00e0 frente.<\/p><\/div>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Quando surgiu o projeto de latic\u00ednios?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fim do ciclo do &#8220;ouro branco&#8221;, com a instala\u00e7\u00e3o definitiva do bicudo e a sua imposs\u00edvel conviv\u00eancia, nos levou a incrementar o projeto leiteiro, construindo uma queijeira fiscalizada pelo SIF e implantar 27 hectares de mangueiras irrigadas de variedades Tommy Atkins e Keitt.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Foi feita uma tranforma\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica na regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, sim, podemos dizer que mudamos uma certa vis\u00e3o miserabilista do sert\u00e3o, criando uma ilha de desenvolvimento, de tecnologia aplicada, de solu\u00e7\u00f5es replic\u00e1veis. Estamos recebendo freq\u00fcentes visitas de professores de faculdades, estudantes, de funcion\u00e1rios de \u00f3rg\u00e3os governamentais federais ou estaduais. A experi\u00eancia acumulada nestes 25 anos representa uma soma imponente de informa\u00e7\u00f5es sobre a conviv\u00eancia com a seca no sert\u00e3o, ativa e n\u00e3o mais passiva, e que partilhamos com todos interessados. Hoje, com a agricultura e pecu\u00e1ria org\u00e2nica demos mais um passo na frente, organizando reuni\u00f5es e dias de campo com os agricultores da regi\u00e3o, divulgando novas t\u00e9cnicas, mais adaptadas ainda a este biotipo fr\u00e1gil.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Quando e porque a op\u00e7\u00e3o por org\u00e2nicos?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19462\" style=\"width: 208px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19462\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19462\" title=\"paudarco2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/paudarco2.jpg\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"265\" \/><p id=\"caption-attachment-19462\" class=\"wp-caption-text\">Representante da esp\u00e9cie pau d&#39;arco encontrada na Fazenda Tamandu\u00e1, Reserva Particular do Patrimonio Natural.<\/p><\/div>\n<p>O intervalo entre as secas ia se acelerando, e a de 1998\/9 foi particularmente dura. Perdemos 80% das pastagens artificiais, 100% das \u00e1reas de forragem irrigadas e as mangueiras escaparam com muitos esfor\u00e7os. O rebanho foi fortemente diminu\u00eddo, guardando exclusivamente as melhores matrizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00ednhamos que reconstruir quase tudo do zero. Sempre fui preocupado pela preserva\u00e7\u00e3o do meio-ambiente e da fr\u00e1gil biodiversidade do sert\u00e3o. A implanta\u00e7\u00e3o das culturas seguiu um r\u00edgido plano, preservando matas, abrindo clareiras na caatinga, sempre rapidamente plantadas para evitar a eros\u00e3o devida ao sol e ao vento como as fort\u00edssimas chuvas durante o nosso curto inverno, fixando o solo com as ra\u00edzes; criamos uma RPPN; chegamos mesmo a utilizar pioneiramente o BT para o controle das lagartas na cultura do maracuj\u00e1 a partir de 1978. Este renascimento da Fazenda Tamandu\u00e1 devia ser com novas bases, uma nova vis\u00e3o, e n\u00e3o repetindo a mesma coisa. Eu conhecia o forte crescimento da agricultura e pecu\u00e1ria org\u00e2nica na Europa, e procurei um amigo su\u00ed\u00e7o criador de gado leiteiro org\u00e2nico que me confirmou que esta op\u00e7\u00e3o era poss\u00edvel e vi\u00e1vel. Al\u00e9m disso, a press\u00e3o da demanda permitia de obter melhores pre\u00e7os nos mercados internacionais lembrando que \u00e9 necess\u00e1rio irrigar 8 meses por ano.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Quem certifica os produtos da Fazenda Tamandu\u00e1 \u00e9 o IBD. Qual o crit\u00e9rio desta sua escolha?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha do IBD me pareceu \u00f3bvia, certificadora que tem a maior experi\u00eancia do Brasil. Aberta ao di\u00e1logo ela se mostrou logo muito interessada pelo desafio de desenvolver conosco normas org\u00e2nicas para o sert\u00e3o, visando a pecu\u00e1ria e a fruticultura, integradas numa s\u00f3 propriedade. A op\u00e7\u00e3o para DEMETER e o &#8220;organismo agr\u00edcola&#8221; era tamb\u00e9m evidente. A fama de xiitas que o pessoal do IBD tem, \u00e9 amplamente exagerada, e prefiro de longe uma certificadora complicada do que uma leviana. Certos compradores potenciais de mangas, ao visitarem a fazenda chegaram a me recomendar outras certificadoras, menos &#8220;burocr\u00e1ticas&#8221;&#8230; Um absurdo !<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19464\" title=\"queijos\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/queijos.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"97\" \/>Hoje somos os \u00fanicos produtores leiteiros do Brasil a terem conseguido uma certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do IBD e a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal para os produtos leiteiros. Exportamos as nossas mangas para Europa a partir de um packing-house constru\u00eddo na Fazenda Tamandu\u00e1 sob o controle do Minist\u00e9rio da Agricultura. Os queijos s\u00e3o vendidos no mercado nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos divulgando a agricultura org\u00e2nica e temos desde j\u00e1 conseguido converter um pequeno produtor que esta iniciando o plantio de 5 hectares de mangueiras.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a chegada de mais selos de certifica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A agricultura org\u00e2nica veio para resolver o problema da &#8220;mal bouffe&#8221;, e as angustias do consumidor quanto a qualidade e toxicidade potencial dos alimentos que ele ingere. Ela garante a este uma rastreabilidade total que vai at\u00e9 o campo. Por exemplo: cada caixa de 4 kg de mangas nossa indica n\u00e3o somente o m\u00eas e o dia da colheita, mas tamb\u00e9m o numero da \u00e1rea onde foi colhida. A prolifera\u00e7\u00e3o atual dos selos confunde o cidad\u00e3o consumidor que finalmente n\u00e3o sabe qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre cada um deles, e encontra-se assim quase na mesma posi\u00e7\u00e3o do que anteriormente. Esta situa\u00e7\u00e3o, que existe no mundo todo, \u00e9 lastim\u00e1vel. Isto chegou ao ponto que na Europa foram publicados guias explicativos dos selos e mesmo um documento do WWF\/Su\u00ed\u00e7a que compara e julga os selos existentes usando os seus crit\u00e9rios.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>E qual a solu\u00e7\u00e3o para a chegada de mais selos de certifica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acredito que temos duas solu\u00e7\u00f5es e op\u00e7\u00f5es: uma interna e a outra externa. A primeira, com certeza a melhor, pensando na filosofia democr\u00e1tica do nosso movimento, seria de juntar todas as certificadoras atuando no pa\u00eds e estabelecer uma plataforma de pr\u00e1ticas comuns a todas, afim de garantir uma base uniformizada a nossa agricultura e de informar os consumidores, dando uma transpar\u00eancia total. A outra solu\u00e7\u00e3o seria de obter finalmente do Minist\u00e9rio da Agricultura uma s\u00e9rie de medidas normativas que definam as grandes linhas de atua\u00e7\u00e3o da agricultura org\u00e2nica elaboradas atrav\u00e9s de um di\u00e1logo com os certificadores brasileiros mas dentro das normas determinadas pelo IFOAM. Quero enfatizar que o importante \u00e9 deixar o produtor pronto e habilitado para atender tanto ao mercado interno quanto ao externo, por isso \u00e9 fundamental que as normas sejam absolutamente compat\u00edveis com as normas do IFOAM. Isto tamb\u00e9m permitiria ao movimento org\u00e2nico de sair da clandestinidade relativa onde ele se encontra atualmente, sem legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria nem reconhecimento oficial.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Mas o movimento org\u00e2nico n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o clandestino assim e o consumidor est\u00e1 cada vez mais atento \u00e0 qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o!&#8230;<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interessante, \u00e9 que a agricultura e pecu\u00e1ria convencional s\u00e3o muito conscientes destas exig\u00eancias e enquanto as firmas produtoras de defensivos agr\u00edcolas procuram a utiliza\u00e7\u00e3o cada vez menor de produtos com o menor impacto ambiental, as empresas ligadas ao setor da alimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o falando de rastreabilidade das mat\u00e9rias primas que eles utilizam. O peso do consumidor existe, mesmo que com um pouco de atraso&#8230;<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>A agricultura e a pecu\u00e1ria org\u00e2nicas est\u00e3o crescendo mais rapidamente do que a organiza\u00e7\u00e3o das normas org\u00e2nicas no Brasil?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A demanda para produtos org\u00e2nicos principalmente na Europa \u00e9 tal que temos visto no Brasil um crescimento bastante forte para atend\u00ea-lo. As normas ainda demoram, mas o peso cada vez maior das exporta\u00e7\u00f5es de produtos org\u00e2nicos vai for\u00e7ar as institui\u00e7\u00f5es a normalizar rapidamente esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Quais os gargalos do desenvolvimento da cadeia org\u00e2nica no Brasil?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19467\" title=\"regnordest\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/regnordest.jpg\" alt=\"\" width=\"252\" height=\"230\" \/>Os gargalos existem e s\u00e3o bem diferentes de uma regi\u00e3o para a outra. Falarei evidentemente da situa\u00e7\u00e3o do Nordeste que tem um imenso potencial e que eu conhe\u00e7o bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o IBD tem somente 14 projetos certificados entre o Par\u00e1 e a Bahia. \u00c9 muito pouco, e isto se deve a muitas causas. A primeira \u00e9 a pequena quantidade de consultores dispon\u00edveis, e consequentemente os altos custos das visitas, por causa principalmente das despesas de transportes. A segunda \u00e9 a fraca divulga\u00e7\u00e3o da agricultura org\u00e2nica, que afeta tanto os produtores potenciais como o mercado que \u00e9 quase inexistente no Nordeste. A terceira \u00e9, sem d\u00favida, a dificuldade de conseguir os financiamentos dos bancos oficiais. Ainda n\u00e3o h\u00e1 linhas espec\u00edficas definidas e a burocracia \u00e9 enorme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No sul do Brasil o crescimento \u00e9 maior gra\u00e7as a atua\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil, muito positiva e construtiva, al\u00e9m de alguns bancos estaduais. Nota-se que a demanda existe para muitos produtos, principalmente hortigranjeiros, e que a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante bem organizada.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>E quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o dos org\u00e2nicos no Brasil, qual o seu ponto de vista?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que falta tamb\u00e9m \u00e9 uma real rede de comercializa\u00e7\u00e3o nacional dos produtos org\u00e2nicos que garantiria um bom escoamento da produ\u00e7\u00e3o e pagando uns pre\u00e7os justos aos produtores. Infelizmente sabemos que a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos org\u00e2nicos n\u00e3o \u00e9 sempre feita desta maneira e que existem associa\u00e7\u00f5es e atravessadores que exploram os produtores. A implanta\u00e7\u00e3o de centros de transforma\u00e7\u00e3o ou de comercializa\u00e7\u00e3o que trabalham praticando pre\u00e7os que refletem o mercado e dentro de uma boa transpar\u00eancia, favorecer\u00e1 o crescimento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica em escala \u00e9 um fato e a exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado&#8230;<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19468\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19468\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19468\" title=\"tampacking\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tampacking.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"198\" \/><p id=\"caption-attachment-19468\" class=\"wp-caption-text\">Packing-house da Fazenda Tamandu\u00e1<\/p><\/div>\n<p>Gra\u00e7as ao nosso packing-house conseguimos mostrar que a exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma fantasia ou um sonho, mas uma realidade e temos v\u00e1rios produtores que se preparam para entrar em convers\u00e3o ou implantar novas \u00e1reas org\u00e2nicas no sert\u00e3o paraibano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma quando montei BioCrush na Bol\u00edvia, produzir soja org\u00e2nica em Santa Cruz era o simples efeito de um idealismo formid\u00e1vel, mas de uma rentabilidade d\u00fabia por causa da dificuldade da comercializa\u00e7\u00e3o do produto. A partir da instala\u00e7\u00e3o deste crushing plant, certificado pelo IBD, onde os produtores foram associados, vendendo \u00f3leo de soja e exportando farelo de soja para alimenta\u00e7\u00e3o animal na Europa, estamos arregimentando novos produtores ano ap\u00f3s ano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora uma coisa que me preocupa \u00e9 que estamos produzindo para o mercado de exporta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o para a sa\u00fade dos nossos conterr\u00e2neos&#8230;<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica cresce aos saltos. A racionaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o parece inevit\u00e1vel. O que alguns chamam de &#8220;industrializa\u00e7\u00e3o&#8221; da cultura org\u00e2nica j\u00e1 come\u00e7ou? Este caminho \u00e9 inevit\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim a industrializa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou, nos USA principalmente, e isto \u00e9 muito preocupante. Ainda n\u00e3o chegou no Brasil, mas esta chegando e estamos correndo o risco de perder neste processo parte dos nossos ideais, da nossa \u00e9tica e a nossa &#8220;virgindade&#8221;. Como a agricultura convencional, a org\u00e2nica vai se transformar paulatinamente numa agricultura intensiva, agressiva. Por causa de uma oferta maior, os seus pre\u00e7os, atualmente compensat\u00f3rios, v\u00e3o despencar e a competi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 cada vez mais forte. Os sal\u00e1rios pagos v\u00e3o cair, a renda do agricultor diminuir, e talvez chegaremos a ver a apari\u00e7\u00e3o de um proletariado agr\u00edcola org\u00e2nico. Um pesadelo&#8230; Precisamos ser atentos a esta evolu\u00e7\u00e3o, para resolver a quest\u00e3o social. Talvez somente sobreviver\u00e1 uma certifica\u00e7\u00e3o do tipo Max Havelaar, que, apoiada por consumidores conscientes e de bom poder aquisitivo, permitir\u00e1 de manter pre\u00e7os e sal\u00e1rios mais altos, protegendo a nossa agricultura e o nosso idealismo.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Saindo do geral (Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica Brasileira) para o particular, qual a produ\u00e7\u00e3o atual da Fazenda Tamandu\u00e1?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19469\" title=\"tamangat\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamangat.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"268\" \/>Com 27 hectares plantados, a Fazenda Tamandu\u00e1 produz atualmente 250 toneladas de mangas org\u00e2nicas certificadas pelo IBD, das variedades Tommy Atkins principalmente e Keitt no fim do ano. Gra\u00e7as ao nosso packing house instalado na pr\u00f3pria \u00e1rea, estamos acondicionando mangas em caixas e pallets aqui mesmo para serem exportadas para o mercado europeu via Natal, no Rio Grande do Norte. A fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 efetuada in loco pelo representante do Delegado do Minist\u00e9rio da Agricultura na Para\u00edba. Os frutos de descarte s\u00e3o desidratados na Fazenda, numa ind\u00fastria registrada e acompanhada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Por enquanto s\u00e3o vendidos exclusivamente em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o os queijos org\u00e2nicos, de tr\u00eas tipos, dois europeus, maturados, o Saint Paulin e o Reblochon, e um nordestino o Queijo de Coalho. S\u00e3o perto 35 toneladas anuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O queijo de coalho, tem mais sa\u00edda na nossa regi\u00e3o, onde a procura \u00e9 muito alta. A queijo, al\u00e9m de ter a certifica\u00e7\u00e3o do IBD \u00e9 fiscalizado pelo SIF do Minist\u00e9rio da Agricultura, fato que o acho ainda \u00fanico no Brasil.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>E como tem sido a demanda pelos queijos da Fazenda Tamandu\u00e1?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19470\" style=\"width: 180px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19470\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19470\" title=\"tamcheese1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamcheese1.gif\" alt=\"\" width=\"170\" height=\"163\" \/><p id=\"caption-attachment-19470\" class=\"wp-caption-text\">Queijos da Fazenda Tamandu\u00e1<\/p><\/div>\n<p>A demanda dos queijos europeus org\u00e2nicos continua ainda relativamente baixa, por causa da quase inexist\u00eancia de um mercado de latic\u00ednios org\u00e2nicos. Ainda n\u00e3o faz parte da cultura nacional, e quem consome queijos &#8220;sofisticados&#8221; acha melhor comprar queijos importados do que oriundo de leite org\u00e2nico. O lan\u00e7amento do Queijo de Coalho, recentemente aprovado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, foi um sucesso, mais por causa da sua embalagem, higiene e qualidade que por causa do apelo org\u00e2nico. A demanda tem sido realmente maior do que a nossa produ\u00e7\u00e3o !<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Quais suas expectativas para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pecu\u00e1ria Org\u00e2nica, da qual o sr. faz parte?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<div id=\"attachment_19472\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19472\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19472\" title=\"tamnov1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamnov1.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"331\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamnov1.jpg 270w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamnov1-244x300.jpg 244w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><p id=\"caption-attachment-19472\" class=\"wp-caption-text\">Gado pardo-sui\u00e7o da Fazenda Tamandu\u00e1<\/p><\/div>\n<p>Como j\u00e1 disse, somos pioneiros da pecu\u00e1ria leiteira org\u00e2nica no Brasil, sendo os \u00fanicos a ter conseguido o registro no Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal. Estamos, ali\u00e1s, mantendo um \u00f3timo relacionamento e dialogo com todos os respons\u00e1veis deste \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando recentemente Homero Figliolini, amigo de longa data, fundou a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pecu\u00e1ria Org\u00e2nica, ele me procurou para assumir a vice-presid\u00eancia. Sens\u00edvel ao convite eu tive que recusar porque as minhas atividades na presid\u00eancia de AxialPar em S\u00e3o Paulo, e familiares na Europa, bem como a minha long\u00ednqua resid\u00eancia n\u00e3o iriam permitir uma atua\u00e7\u00e3o suficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acabei sendo nomeado e eleito membro do Conselho Deliberativo, onde pretendo exercer um papel s\u00e9rio. O mercado para este tipo de atividade \u00e9 imenso. Na Europa, o mercado dos latic\u00ednios esta explodindo e a procura para carne org\u00e2nica esta come\u00e7ando. Tenho at\u00e9 amigos su\u00ed\u00e7os que est\u00e3o procurando este tipo de produto com alto valor agregado. Agora para um criador como eu, lascado no sert\u00e3o, com as minhas vacas produzindo exclusivamente por causa do plantio sistem\u00e1tico de gram\u00edneas e leguminosas resistentes a seca, para o melhoramento artificial das \u00e1reas de pastagem, ensilando e fenando para enfrentar os meses secos, irrigando com \u00e1gua parca um capim de corte, esta hist\u00f3ria de boi verde criado no pasto natural, nas imensid\u00e3o do Pantanal mato grossense, parece sonho (ou covardia !).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando ao s\u00e9rio, o grande desafio para os criadores da pecu\u00e1ria de corte org\u00e2nica vai ser de conseguir por parte dos frigor\u00edficos o repasse de um pre\u00e7o que reflita a realidade do mercado. Eu n\u00e3o acho que os 10 a 12% de pre\u00e7o extra pagos hoje seja suficiente para manter um sistema de rastreamento perfeito dos animais.O bom \u00e9 de n\u00e3o ter medo dos desafios, e isto, garanto que n\u00e3o tenho!<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>E como \u00e9 conciliar o produtor org\u00e2nico e o investidor do AxialPar?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Ao contrario dos investidores tradicionais, eu tamb\u00e9m sou produtor, o que me permite vivenciar os dois lados. Esta experi\u00eancia nas duas atividades me d\u00e1 uma maior sensibilidade e uma vis\u00e3o mais ampla, que garante aos investidos um carinho e aten\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada. Mais isso \u00e9 uma outra hist\u00f3ria\u2026<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fazendatamandua.com.br\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19457 alignleft\" title=\"tamban2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamban2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"169\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamban2.jpg 400w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/tamban2-300x126.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Clique aqui para saber mais sobre a Fazenda Tamandu\u00e1<br \/><a href=\"http:\/\/www.fazendatamandua.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\"> www.fazendatamandua.com.br<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<p>__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pierre Landolt<br \/>\nFazenda Tamandu\u00e1<br \/>\nNovembro de 2001<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19450"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19450"}],"version-history":[{"count":14,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19450\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19476,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19450\/revisions\/19476"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}