{"id":19612,"date":"2010-01-04T17:45:16","date_gmt":"2010-01-04T20:45:16","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=19612"},"modified":"2012-03-12T16:11:02","modified_gmt":"2012-03-12T19:11:02","slug":"eco-pampa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/eco-pampa\/","title":{"rendered":"Eco Pampa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19613\" title=\"ecopampa\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/ecopampa.gif\" alt=\"\" width=\"171\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A empresa argentina Eco Pampa \u00e9 pioneira na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria org\u00e2nica mundial. O Planeta Org\u00e2nico entrevistou seu presidente, Alfredo Villegas Orom\u00ed.<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Como o senhor iniciou seu trabalho com a pecu\u00e1ria org\u00e2nica?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; Sempre tive uma preocupa\u00e7\u00e3o com o meio-ambiente e com a qualidade dos alimentos, que devem ser saud\u00e1veis para as pessoas. Minha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica foi voltada para o cuidado com a natureza e com os produtos saud\u00e1veis. Esta vontade ficou muito mais forte aos 22 anos, quando tive um acidente s\u00e9rio com agroqu\u00edmicos e fiquei internado num hospital. Da\u00ed ent\u00e3o, \u00a0jurei que nunca mais trabalharia com agrot\u00f3xicos. Em 1978, quando me formei como engenheiro agr\u00f4nomo, comecei trabalhando com uma empresa agropecu\u00e1ria no norte da Argentina, em Santa F\u00e9. A empresa n\u00e3o usava aditivos qu\u00edmicos enquanto eu trabalhava l\u00e1, pois incentivava muito o cultivo ecol\u00f3gico. Eles tinham cerca de 100 mil hectares e 6 mil cabe\u00e7as de gado. Na verdade, poucas empresas usavam agrot\u00f3xicos na Argentina nos anos 70 porque os agricultores n\u00e3o tinham dinheiro para adquiri-los. Os custos dos agrot\u00f3xicos estavam muito altos. Em 1994, criei a Eco Pampa, exclusivamente para produ\u00e7\u00e3o de carne org\u00e2nica. Ganhamos naquele ano o Pr\u00eamio Empreendedor Agropecu\u00e1rio, importante pr\u00eamio argentino promovido pela Secretaria Agropecu\u00e1ria Argentina.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Como era o mercado em 1994? Quanto o senhor produziu naquele ano?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; N\u00e3o existia mercado para pecu\u00e1ria org\u00e2nica no mundo e nem se conheciam produtores. Havia possibilidades de mercado, mas o volume de compras n\u00e3o seria o suficiente. Preferimos come\u00e7ar trabalhando com o mercado interno para experimentar o interesse do consumidor. Fechamos contrato com um importante supermercado argentino que trabalhava com frango e legumes org\u00e2nicos, mas n\u00e3o tinham carne. Passamos a exportar em 1995. Em 1994, iniciamos com uma produ\u00e7\u00e3o de apenas 60 novilhos por semana.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Existe diferen\u00e7a no conceito do org\u00e2nico entre Brasil e Argentina?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; Existe na forma como ele \u00e9 conhecido entre as pessoas. Na Argentina o org\u00e2nico tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como &#8220;ecol\u00f3gico&#8221;. O conceito de org\u00e2nico n\u00e3o existia quando me formei em 78. Usava-se somente o termo ecol\u00f3gico.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Como est\u00e1 a Eco Pampa economicamente hoje e quais suas metas para os pr\u00f3ximos anos?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; Em 2000, faturamos 4 milh\u00f5es de d\u00f3lares, dois milh\u00f5es no mercado interno e dois no externo. Dividimos entre mercado interno e externo porque acredito que deva haver integra\u00e7\u00e3o entre os dois. Exportamos atualmente cerca de 70% de nossa carne. Estamos muito interessados agora em criar alian\u00e7as estrat\u00e9gicas e prestar consultorias a empresas que desejam trabalhar com a pecu\u00e1ria org\u00e2nica para difundirmos no mundo com mais for\u00e7a o conceito ecol\u00f3gico. Acho importante que fique claro entre as pessoas a ideia da sustentabilidade. Precisamos ter maior cuidado com nossas florestas. Existem s\u00e9rios problemas na Argentina, principalmente na regi\u00e3o norte.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; A Eco Pampa pretende investir no Brasil? Qual a sua posi\u00e7\u00e3o diante do mercado brasileiro?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; Possivelmente, a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria brasileira atender\u00e1 a demanda do seu pr\u00f3prio mercado assim como o argentino cuidar\u00e1 do seu. Cada pa\u00eds tem o seu mercado espec\u00edfico. O brasileiro compra muita picanha, que vendemos para S\u00e3o Paulo. J\u00e1 o argentino consome muita maminha. Sem d\u00favida, o mercado brasileiro \u00e9 muito grande. Poderemos no futuro fornecer determinados cortes mas nosso principal objetivo \u00e9 trabalhar com alian\u00e7as. Queremos incentivar produtores a trabalhar com o sistema org\u00e2nico e fornecer informa\u00e7\u00f5es e consultorias a brasileiros que estejam interessados nestas ideias. Tenho dado palestras exatamente para promover isso. Ano passado falei na PUC em Porto Alegre e este ano participarei da Zootec em Goi\u00e2nia. Ano passado estive na Costa Rica para fornecer assist\u00eancia t\u00e9cnica a produtores. Nosso interesse nessas alian\u00e7as \u00e9 difundir um modo de vida melhor para as pessoas com alimentos saud\u00e1veis, conservando o meio-ambiente e pensando no futuro do planeta. Al\u00e9m disso, teremos como consequ\u00eancia trocas de experi\u00eancias e outras formas de parcerias.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PO &#8211; Qual a import\u00e2ncia da certifica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; A certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para o produto org\u00e2nico. \u00c9 a garantia que o consumidor tem de qualidade. N\u00e3o pode-se pensar em reconhecimento de mercado sem certifica\u00e7\u00e3o. Somos certificados pela Argencert e pela OIA &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o Internacional Agropecu\u00e1ria, ambas reconhecidas pelo \u00f3rg\u00e3o europeu IFOAM.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Quais s\u00e3o as ra\u00e7as presentes na fazenda? O gado da Eco Pampa apresenta muitos problemas com doen\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AVO<\/strong> &#8211; Temos somente gado de \u00f3tima qualidade, principalmente os de ra\u00e7a brit\u00e2nica, como o Braford. N\u00e3o temos muitos problemas neste sentido. O clima na Argentina favorece, diferente do que ocorre nos pa\u00edses de clima tropical. Utilizamos homeopatias no tratamento do gado. Ali\u00e1s, o Brasil possui \u00f3timos veterin\u00e1rios e produtores de homeopatias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/pecuaria-organica\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19624\" title=\"pecorban1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/pecorban1.gif\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"60\" \/><\/a><\/p>\n<p>___________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alfredo Villegas<br \/>\nEco Pampa<br \/>\nJaneiro 2001<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19612"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19612"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19612\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19619,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19612\/revisions\/19619"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}