{"id":19709,"date":"2010-01-04T17:10:08","date_gmt":"2010-01-04T20:10:08","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=19709"},"modified":"2012-03-13T17:15:53","modified_gmt":"2012-03-13T20:15:53","slug":"john-reganold","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/john-reganold\/","title":{"rendered":"John Reganold"},"content":{"rendered":"<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>John Reganold \u00e9 professor da Faculdade de Ci\u00eancia e Cultivo do Solo da Washington State University. Quando lhe telefonamos solicitando uma entrevista, dissemos que a comunidade org\u00e2nica no Brasil cresce em qualidade e quantidade. John Reganold, que j\u00e1 conhece o Brasil, disse que ficaria feliz em poder comunicar-se com esta comunidade atrav\u00e9s do Planeta Org\u00e2nico.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-19710\" title=\"reganold3\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/reganold3.gif\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"563\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/reganold3.gif 260w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/reganold3-138x300.gif 138w\" sizes=\"(max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Este foi o seu primeiro trabalho de pesquisa com produtos org\u00e2nicos?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; N\u00e3o, eu j\u00e1 fiz 2 trabalhos anteriores em 1987 e 1993. O de 1993 foi uma compara\u00e7\u00e3o entre Biodin\u00e2mica com produtos convencionais.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Porque voc\u00eas escolheram 3 tipos de desenvolvimento de agricultura para as ma\u00e7\u00e3s?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Seria muito \u00f3bvio comparar apenas agricultura convencional e org\u00e2nico. Convencional \u00e9 o principal sistema de produ\u00e7\u00e3o de agricultura nos Estados Unidos. Quanto aos org\u00e2nicos podemos dizer que correspondem de 1 a 1,5% das fazendas americanas. No que se refere ao cultivo das ma\u00e7\u00e3s, est\u00e1 crescendo muito um tipo de pr\u00e1tica de cultivo, chamada &#8216;integrada&#8221;.\u00a0 Eles n\u00e3o a denominam necessariamente de &#8220;integrada&#8221;, mas \u00e9 um tipo de mistura entre sistema org\u00e2nico e sistema convencional. Atualmente na Europa os governos est\u00e3o dando subs\u00eddios a esta pr\u00e1tica chamada &#8220;integrada&#8221; &#8211; por isso n\u00f3s achamos que dever\u00edamos inclu\u00ed-la na nossa pesquisa.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Cada vez mais o meio ambiente tem sido um fator decisivo na escolha dos projetos. Como o senhor v\u00ea esta quest\u00e3o t\u00e3o delicada, de &#8220;avaliar&#8221; monetariamente o meio ambiente?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Bem uma das coisas que os economistas e os ecologistas est\u00e3o fazendo atualmente, \u00e9 tentar &#8220;amarrar&#8221; custos ambientais e coloc\u00e1-los em d\u00f3lar. Em fazendo isso, eles colocam sobre estes custos um valor monet\u00e1rio a procedimentos ecol\u00f3gicos e penalidades por danos ao meio ambiente. Existe inclusive uma \u00e1rea nas faculdades e no jornalismo chamada &#8220;economia ecol\u00f3gica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma grande controv\u00e9rsia sobre isto porque dever\u00edamos estar preocupados em proteger o meio ambiente simplesmente porque \u00e9 importante para os organismos vivos, para a agricultura como um todo. Mas, parece que as pessoas s\u00f3 compreendem o valor do meio ambiente se voc\u00ea colocar sobre ele um valor monet\u00e1rio. E isto \u00e9 muito triste.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; De fato isto \u00e9 triste, mas j\u00e1 est\u00e1 acontecendo.<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Sim, mas se n\u00f3s aceitamos que \u00e9 inevit\u00e1vel colocar o valor monet\u00e1rio para as pessoas compreenderem sua import\u00e2ncia, ent\u00e3o teremos que faz\u00ea-lo. N\u00f3s estamos tentando incluir nos nossos custos econ\u00f4micos o que chamamos de &#8220;externalidades&#8221;, em outras palavras, custos ambientais; coisas como &#8220;potencial de polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas&#8221;, &#8220;eros\u00e3o&#8221;, todos aqueles itens que os contribuintes pagam, e que os fazendeiros n\u00e3o deveriam ter necessariamente que pagar. Estes itens deveriam ser contabilizados; e quando voc\u00ea contabiliza estes itens voc\u00ea pode tornar sistemas de cultivo como o integrado e o org\u00e2nico lucrativos, porque eles s\u00e3o melhores para o meio ambiente e melhores para o solo.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Fale um pouco sobre suas atividades na Washington State University<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_19712\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignright\"><strong><img aria-describedby=\"caption-attachment-19712\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19712\" title=\"wsu1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/wsu1.gif\" alt=\"\" width=\"257\" height=\"200\" \/><\/strong><p id=\"caption-attachment-19712\" class=\"wp-caption-text\">Jardim da Wasington State University<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Sou professor da Ci\u00eancia do Solo. Entrei no Departamento de &#8220;Crop and Soil Science&#8221;. Estou por aqui h\u00e1 quase 18 anos. Ensino e fa\u00e7o pesquisas. Dou aulas sobre Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia do solo e gerenciamento do solo. Isto \u00e9 metade do meu trabalho. A outra metade \u00e9 pesquisa e as minhas pesquisas s\u00e3o sobre sistemas alternativos de agricultura e agricultura sustent\u00e1vel. Portanto gosto de acompanhar sistemas de planta\u00e7\u00f5es. Meu departamento pode ser chamado de grande. Temos de 30 a 35 cadeiras ligadas a solo e cultivo. Voc\u00ea deve levar em conta que a Washington State \u00e9 uma das universidades l\u00edderes em Agricultura e Engenharia. Assim como outras universidades estaduais como a Idaho State University, University of California (UCLA) e outras. Mas a Washington State tamb\u00e9m oferece cursos de qu\u00edmica, f\u00edsica, l\u00ednguas etc. Mas seus pontos fortes s\u00e3o Agricultura e Engenharia.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Como est\u00e1 o crescimento do mercado org\u00e2nico nos Estados Unidos?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Org\u00e2nicos definitivamente n\u00e3o s\u00e3o um modismo, mas uma alternativa de fato. Como j\u00e1 disse, 1% dos fazendeiros dos Estados Unidos j\u00e1 s\u00e3o org\u00e2nicos, e o crescimento \u00e9 de 12% ao ano. Portanto, em 5 ou 6 anos, este n\u00famero dever\u00e1 dobrar. Provavelmente em 6 anos n\u00f3s teremos 2% dos fazendeiros cultivando organicamente. Ainda ser\u00e1 uma minoria, mas este \u00e9 um crescimento bastante significativo. A ind\u00fastria ligada a org\u00e2nicos est\u00e1 crescendo 26% ao ano e vem vindo assim pelos \u00faltimos anos. H\u00e1 uma grande demanda para os org\u00e2nicos, mas eu acho que por um longo tempo os org\u00e2nicos ser\u00e3o o que chamamos de &#8220;nichmarket&#8221; (mercado de nicho). Cada vez mais, mais pessoas estejam buscando produtos org\u00e2nicos. Acredito que em 10 ou 20 anos n\u00f3s possamos ter 10 ou 20% dos produtores americanos cultivando org\u00e2nicos e esta \u00e9 uma taxa bastante alta. Resumindo, h\u00e1 um grande espa\u00e7o para o crescimento do org\u00e2nico.<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Esta perspectiva corresponde \u00e0s suas expectativas?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Eu espero que cada vez mais produtores busquem o cultivo org\u00e2nico, assim como espero que cada vez mais e mais produtores busquem o cultivo integrado.<\/p>\n<table style=\"width: 680px; background-color: #ccff9a;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>PO &#8211; Por que este apoio ao cultivo integrado?<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JR<\/strong> &#8211; Porque para muitos produtores tornar-se totalmente org\u00e2nico \u00e9 uma passagem dif\u00edcil e custosa. Eles t\u00eam enorme dificuldade de preencher todos os requisitos, n\u00e3o disp\u00f5em da informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. Portanto, o cultivo integrado \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao cultivo org\u00e2nico, permitindo que estes produtores ainda possam utilizar algumas de suas ferramentas tradicionais. De qualquer modo, vejo um futuro brilhante para o Brasil, que apresenta um enorme potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: small;\">Trabalhos publicados por John Reganold<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reganold, J. P., L. F. Elliott and Y. L. Unger. 1987. Long-term effects of organic and conventional farming on soil erosion. Nature. 330:370-372.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reganold, J. P., R. I. Papendick and J. F. Parr. 1990. Sustainable agriculture. Scientific American. 262:112-120.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reganold, J. P., A. S. Palmer, J. C. Lockhart, and A. N. Macgregor. 1993. Soil quality and financial performance of biodynamic and conventional farms in New Zealand. Science. 260:344-349.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Glover, J. D., J. P. Reganold, and P. K. Andrews. 2000. Systematic method for rating soil quality of conventional, organic, and integrated apple orchards in Washington State. Agriculture, Ecosystems and Environment. 80:29-45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reganold, J. P., J. D. Glover, P. K. Andrews, and H. R. Hinman. 2001. Sustainability of three apple production systems. Nature. 410:926-930.<\/p>\n<p>__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>John Reganold<br \/>\nWashington State University<br \/>\nMaio 2001<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19709"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19709"}],"version-history":[{"count":10,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19721,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19709\/revisions\/19721"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}