{"id":20460,"date":"2012-06-01T12:37:19","date_gmt":"2012-06-01T15:37:19","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=20460"},"modified":"2012-06-15T20:26:21","modified_gmt":"2012-06-15T23:26:21","slug":"05-junho-2012","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/05-junho-2012\/","title":{"rendered":"05 Junho 2012"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/28-maio-2012\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-10127\" title=\"Clique\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/Clique.jpg\" alt=\"\" width=\"182\" height=\"41\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">Korin lan\u00e7a carne su\u00edna sustent\u00e1vel<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-20494\" title=\"carnesuina350\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carnesuina350.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"219\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carnesuina350.jpg 350w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carnesuina350-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>A partir de agora, a Korin Agropecu\u00e1ria expande seu portf\u00f3lio de produtos e passa a oferecer aos consumidores carne su\u00edna. O modelo segue sua linha de frangos livres de antibi\u00f3ticos e quimioter\u00e1picos, cuja qualidade da carne e a experi\u00eancia bem-sucedida registrou crescimento de 170% \u00e0 empresa nos \u00faltimos dois anos.\u00a0 A expectativa, no per\u00edodo de um ano, \u00e9 comercializar 100 toneladas da carne su\u00edna por m\u00eas e fortalecer o compromisso da marca com o conceito de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e uso respons\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00e3o animais vigorosos, criados livremente e com alimenta\u00e7\u00e3o acrescida com pastagens verdes al\u00e9m de ervas diversas o que garante que sejam muito saud\u00e1veis, livres do estresse causado pelo confinamento da cria\u00e7\u00e3o convencional.\u00a0 Al\u00e9m de muito saborosa, \u00e9 importante ressaltar que o teor de colesterol da carne su\u00edna varia, conforme as pe\u00e7as, de 62 a 78mg em cada 100 gramas de carne crua, o que a coloca no mesmo patamar do frango. Sendo que, cerca de 70% da gordura dos su\u00ednos pode ser retirada para o consumo porque est\u00e1 abaixo da pele e n\u00e3o entre as fibras musculares. Apesar da carne su\u00edna ser a mais consumida em todo o mundo, o brasileiro ainda n\u00e3o \u00e9 uma refer\u00eancia de consumo deste produto \u201cin natura\u201d (somente 4Kg hab\/ano). A Korin traz o novo produto com muito desenvolvimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico de uma empresa que produz com qualidade, seguran\u00e7a e\u00a0 tem a chancela de confian\u00e7a outorgada por seus consumidores.&#8221;, afirma Luis Dematt\u00ea Filho, m\u00e9dico-veterin\u00e1rio e gerente industrial da Korin Agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lan\u00e7amento da linha de carne su\u00edna \u00e9 resultado da parceria tecnol\u00f3gica da Korin com o Grupo JD, refer\u00eancia na cria\u00e7\u00e3o de gado org\u00e2nico e formado pelas fazendas Labrunier e S\u00e3o Marcelo. Com o acordo, os su\u00ednos ser\u00e3o criados na Fazenda S\u00e3o Marcelo, localizada em Tangar\u00e1 da Serra (MT), primeira no Pa\u00eds a conquistar o selo de Bem-Estar Animal (Ecocert). Os animais s\u00e3o criados livremente, com alimenta\u00e7\u00e3o balanceada, sem o uso de horm\u00f4nios e antibi\u00f3ticos, al\u00e9m de utilizarem t\u00e9cnicas como fitoterapia e homeopatia. Esse processo de cria\u00e7\u00e3o garante uma carne segura, saud\u00e1vel, saborosa e muito macia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAo longo dos 17 anos de exist\u00eancia da Korin, investimos em tecnologia na produ\u00e7\u00e3o de alimentos naturais. Podemos citar a produ\u00e7\u00e3o de frutas, legumes, cereais e verduras org\u00e2nicas, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de aves, ovos e tamb\u00e9m agora de su\u00ednos. Contamos com o apoio de um Centro de Pesquisas da Funda\u00e7\u00e3o Mokiti Okada que, por interm\u00e9dio de diversos projetos, nos auxilia a desvendar novos caminhos produtivos\u201d, explica Reginaldo Morikawa, gerente geral da empresa.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">Semin\u00e1rio em S\u00e3o Paulo debate ingredientes org\u00e2nicos em cosm\u00e9ticos<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Semin\u00e1rio realizado no evento Natural Tech, em S\u00e3o Paulo, a quest\u00e3o das especifica\u00e7\u00f5es percentuais de ingredientes org\u00e2nicos nos r\u00f3tulos dos produtos foi um dos temas mais debatidos. Na opini\u00e3o de Rog\u00e9rio Dias, coordenador de Agroecologia do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), \u00e9 preciso rever o valor de 70% de insumos org\u00e2nicos na fabrica\u00e7\u00e3o. A reuni\u00e3o ainda mostrou que os cosm\u00e9ticos org\u00e2nicos n\u00e3o podem ser comparados aos alimentos, pois s\u00e3o processados e necessitam que sejam acrescentados alguns tipos de conservantes e corantes para que tenham mais tempo de prateleira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final do encontro, Rog\u00e9rio Dias se comprometeu a levar todas as considera\u00e7\u00f5es \u00e0 reuni\u00e3o da C\u00e2mara Tem\u00e1tica, que ser\u00e1 realizada durante o Rio+20. \u201cPrometo colocar na pauta da reuni\u00e3o essa quest\u00e3o da porcentagem inserida no r\u00f3tulo do produto\u201d.<\/p>\n<p><em>Fonte: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Edi\u00e7\u00e3o: Planeta Org\u00e2nico<\/em><\/p>\n<p>__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">Mapa promove reuni\u00e3o para discutir Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Proposta \u00e9 fomentar valoriza\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios com uso do registro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) reuniu no dia 29 de maio de 2012 representantes de produtores do setor agropecu\u00e1rio de regi\u00f5es com o chamado registro de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG), que reconhece a exist\u00eancia de produtos com qualidades espec\u00edficas vinculadas ao local de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos objetivos do encontro foi discutir a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho sobre as IGs brasileiras. O grupo discutir\u00e1 o tema no \u00e2mbito da C\u00e2mara Tem\u00e1tica de Agricultura Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o, como forma de debater, direcionar e implementar pol\u00edticas voltadas para o setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os produtores que participaram do encontro buscaram, ainda, organizar uma pauta de a\u00e7\u00f5es para os que possuem o registro. \u201cHoje demos um passo muito importante quanto \u00e0 Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica no pa\u00eds. Conseguimos reunir todas as IGs reconhecidas pelo INPI [Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, \u00f3rg\u00e3o que concede o reconhecimento do registro], que vieram discutir objetivos comuns e estrat\u00e9gias para o setor\u201d, afirmou H\u00e9lcio Botelho, diretor do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia na Agropecu\u00e1ria do Mapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso do registro de IG \u00e9 fomentado pelo minist\u00e9rio por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio e Cooperativismo (SDC). O Mapa j\u00e1 apoiou financeiramente 22 propostas com o mesmo objetivo, a partir de conv\u00eanios e termos de coopera\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m atuou em mais de 75 regi\u00f5es, por meio de apoio t\u00e9cnico direto. Os vinhos do vale da Uva Goethe (SC) s\u00e3o um exemplo de produto financiado pelo Mapa para obter o uso do signo distintivo, al\u00e9m do queijo serrano artesanal dos campos de altitude do Rio Grande do Sul e o cacau do sul da Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O registro reconhece a reputa\u00e7\u00e3o, o valor e a identidade pr\u00f3pria da origem, al\u00e9m de distinguir os produtos em rela\u00e7\u00e3o aos seus similares dispon\u00edveis no mercado. Os produtos com indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica apresentam qualidade \u00fanica em fun\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas naturais (como solo, vegeta\u00e7\u00e3o e clima) e\/ou humanas (saber fazer, hist\u00f3ria, etc.).<\/p>\n<p><em>Fonte: Mapa<\/em><\/p>\n<p>__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">A quest\u00e3o dos agrot\u00f3xicos: Longe da verdade, Por Elenita Malta Pereira<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Elenita Malta Pereira \u00e9 doutoranda em Hist\u00f3ria na UFRGS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o p\u00fablico que est\u00e1 sendo solicitado a assumir os riscos que os controladores de insetos calculam. (&#8230;) A obriga\u00e7\u00e3o de tolerar, de suportar, d\u00e1-nos o direito de saber (Rachel Carson, em Primavera Silenciosa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mat\u00e9ria \u201cA verdade sobre os agrot\u00f3xicos\u201d, publicada na Veja (edi\u00e7\u00e3o de 4\/1\/2012), revisita um tema que \u00e9 alvo de pol\u00eamicas, oposi\u00e7\u00f5es apaixonadas e amplas discuss\u00f5es no Brasil desde os anos 1970. No entanto, apesar de d\u00e9cadas de controv\u00e9rsia, j\u00e1 no t\u00edtulo, a revista demonstra que pretende revelar a verdade sobre o assunto. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Agroecologia (ABA), em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aba-agroecologia.org.br\/aba\/images\/carta_veja.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">carta-resposta<\/span><\/a> \u00e0 Veja, considerou o tratamento dado a um tema t\u00e3o controverso como \u201cparcial e tendencioso\u201d, apontando uma s\u00e9rie de equ\u00edvocos na reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Primavera Silenciosa, o primeiro alerta mundial contra os pesticidas, publicado em 1962, Rachel Carson descreveu diversos casos de pulveriza\u00e7\u00f5es \u2013 especialmente de diclorodifeniltricloroetano (DDT) \u2013 nos Estados Unidos, nos anos 1950-60, quando morreram enormes quantidades de p\u00e1ssaros, peixes, animais selvagens e dom\u00e9sticos. As pulveriza\u00e7\u00f5es para exterminar supostas \u201cpragas\u201d tamb\u00e9m contaminaram as \u00e1guas de rios, c\u00f3rregos, dos oceanos, os solos e os humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carson j\u00e1 constatava, h\u00e1 50 anos, que a quest\u00e3o dos res\u00edduos qu\u00edmicos nos alimentos era tema de ardorosos debates. A exist\u00eancia de res\u00edduos ou era desprezada pela ind\u00fastria, que a considerava sem import\u00e2ncia, ou era francamente negada. No entanto, pesquisas comprovavam, j\u00e1 naquela \u00e9poca a associa\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do DDT no corpo humano com a alimenta\u00e7\u00e3o, ao analisar gordura humana e amostras de alimentos em restaurantes e refeit\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jornalistas usam o termo agrot\u00f3xico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Motivada pela divulga\u00e7\u00e3o, em dezembro de 2011, de um estudo sobre contamina\u00e7\u00e3o de alimentos por pesticidas promovido pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) referente ao ano de 2010, a reportagem da Veja come\u00e7a questionando o uso da palavra \u201cagrot\u00f3xico\u201d: o \u201cnome certo \u00e9 defensivo agr\u00edcola\u201d. Segundo a mat\u00e9ria, \u201cagrot\u00f3xico\u201d \u00e9 um termo impreciso e carregado de julgamento valor; j\u00e1 \u201cdefensivos\u201d seria correto, porque esses produtos n\u00e3o servem para intoxicar o ambiente ou o consumidor, mas para \u201cdefender\u201d a planta\u00e7\u00e3o de pragas, insetos e parasitas. Esse debate \u00e9 antigo, constru\u00eddo ao longo de uma verdadeira contenda, que foi protagonizada por ecologistas, pol\u00edticos e representantes das ind\u00fastrias agroqu\u00edmicas, desde os anos 1970. A pr\u00f3pria nomina\u00e7\u00e3o dos agroqu\u00edmicos determinava de que \u201clado\u201d estava quem nomeava: de um lado executivos das ind\u00fastrias fabricantes que, obviamente, queriam vender seus produtos, pesquisadores que recebiam financiamento dessas empresas para suas pesquisas e funcion\u00e1rios p\u00fablicos, todos trabalhando para \u201cdefender\u201d seus interesses. Do outro lado, entidades ambientalistas de v\u00e1rios estados, professores universit\u00e1rios e pesquisadores preocupados com o efeito desses produtos na sa\u00fade das pessoas e da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo agrot\u00f3xico, mais do que portar um ju\u00edzo de valor, est\u00e1 consolidado na legisla\u00e7\u00e3o brasileira sobre o tema, a Lei 7.802\/89. A palavra j\u00e1 estava presente na primeira legisla\u00e7\u00e3o estadual, a Lei 7.747, publicada no Rio Grande do Sul, em dezembro de 1982, fruto de um amplo debate liderado por pol\u00edticos, pesquisadores e ecologistas. O ecologista Jos\u00e9 Lutzenberger considerou a publica\u00e7\u00e3o dessa lei uma \u201cvit\u00f3ria sem precedentes\u201d, uma conquista da sociedade civil, in\u00e9dita em diversos pa\u00edses. Por outro lado, o termo \u201cdefensivos agr\u00edcolas\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 isento de valor: expressa que essas subst\u00e2ncias s\u00e3o boas, defendem a lavoura de pragas. No entanto, o pr\u00f3prio conceito do que pode ser considerado praga \u00e9 question\u00e1vel, depende do ponto de vista de quem est\u00e1 observando uma planta\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 praga na agricultura que usa produtos qu\u00edmicos pode ser um aliado no controle natural de insetos realmente prejudiciais, e at\u00e9 mesmo um indicador da sa\u00fade das plantas para quem pratica agricultura ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interessante \u00e9 que, apesar de afirmar que o certo \u00e9 \u201cdefensivo agr\u00edcola\u201d, as jornalistas usam, em trechos da reportagem, o termo agrot\u00f3xico \u2013 n\u00e3o como cita\u00e7\u00e3o de outra fonte, o que \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um \u201ctiro no p\u00e9\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mat\u00e9ria da Veja afirma que apenas uma parte muito pequena das amostras analisadas pela Anvisa continha agrot\u00f3xicos acima do permitido. Mais ainda, que os motivos dessa ocorr\u00eancia envolvem os agricultores: ou eles aplicaram doses acima do indicado ou desrespeitaram o per\u00edodo de car\u00eancia. A estrat\u00e9gia de culpar o agricultor tamb\u00e9m data de bastante tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os anos 1970, o problema, para os defensores da qu\u00edmica na agricultura, nunca \u00e9 o produto, mas sim, o agricultor, como se a toxicidade s\u00f3 dependesse do uso e n\u00e3o dos componentes utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o. A propaganda de agrot\u00f3xicos, em geral, anunciava cada novo pesticida como \u201cmais eficaz\u201d no combate \u00e0s pragas, mais eficiente que o anterior, s\u00f3 que, muitas vezes, n\u00e3o dizia que era tamb\u00e9m mais venenoso. Mas a verdadeira avalanche de casos de intoxica\u00e7\u00e3o de agricultores parece demonstrar que esses produtos s\u00e3o muito perigosos. At\u00e9 porque, se n\u00e3o fossem, n\u00e3o haveria necessidade do desenho de caveiras em seus r\u00f3tulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mat\u00e9ria da Veja faz afirma\u00e7\u00f5es de forma leviana e irrespons\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o leiga no assunto, passando a impress\u00e3o que os agrot\u00f3xicos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o perigosos assim. Ela diz que os alimentos que lideram o ranking da Anvisa de forma alguma representariam risco \u00e0 sa\u00fade, que os res\u00edduos est\u00e3o dentro dos n\u00edveis seguros e que o uso de agrot\u00f3xicos n\u00e3o autorizados n\u00e3o \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade. Neste \u00faltimo caso, a justificativa seria o alto custo para os fabricantes alterarem os r\u00f3tulos, indicando outros cultivos onde os pesticidas poderiam ser utilizados. Aqui, podemos perceber mais uma vez que os interesses das empresas sempre s\u00e3o relevantes e merecem ser preservados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a reportagem se contradiz \u2013 novamente \u2013 declarando que os res\u00edduos de agrot\u00f3xicos n\u00e3o podem ser removidos dos alimentos com \u00e1gua, ou qualquer outra subst\u00e2ncia, j\u00e1 que o veneno penetra na polpa do alimento ou circula pela seiva da planta. Essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u201ctiro no p\u00e9\u201d, muito negativa para quem quer defender os \u201cdefensivos\u201d, e refor\u00e7a o argumento de quem luta contra os agrot\u00f3xicos: um dos maiores problemas \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o dos pesticidas no ambiente, por muito tempo; dependendo do produto, pode levar anos ou d\u00e9cadas para desintegrar-se, como \u00e9 o caso bastante conhecido do DDT. Ali\u00e1s, a mat\u00e9ria relata que, se o agricultor seguir a bula corretamente, \u201co produto sofrer\u00e1 degrada\u00e7\u00e3o natural com a a\u00e7\u00e3o dos raios solares, da chuva e de microorganismos\u201d. Segundo a ABA, isso \u00e9 uma inverdade: \u201cas consequ\u00eancias ambientais e para a sa\u00fade, em fun\u00e7\u00e3o de uma aplica\u00e7\u00e3o que deixou residual, podem permanecer por muito tempo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Preju\u00edzos n\u00e3o contabilizados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a mat\u00e9ria da Veja, s\u00f3 h\u00e1 riscos \u00e0 sa\u00fade do agricultor quando ele n\u00e3o respeita as regras de uso, j\u00e1 que os equipamentos de seguran\u00e7a o protegeriam do contato com o veneno. No entanto, nem sempre o agricultor tem acesso a esses equipamentos ou \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de como utiliz\u00e1-los corretamente. Al\u00e9m disso, h\u00e1 muitos casos de intoxica\u00e7\u00e3o que independem do seu uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consultando os arquivos dos jornais de maior circula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, \u00e9 poss\u00edvel constatar uma quantidade impressionante de not\u00edcias sobre envenenamento e morte de agricultores, cuja causa envolveu a aplica\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos na lavoura. H\u00e1 per\u00edodos em que as ocorr\u00eancias s\u00e3o di\u00e1rias, envolvendo fam\u00edlias inteiras, em cidades do interior do Brasil. Casos de jovens que dormiram durante meses, sem perspectiva de acordar, depois do contato com agrot\u00f3xicos; beb\u00eas que ficaram doentes por causa do leite, j\u00e1 que a vaca que o fornecia comeu pasto contaminado com pesticidas; crian\u00e7as que morreram pela ingest\u00e3o de \u00e1gua contaminada; agricultores fulminados durante pulveriza\u00e7\u00f5es a\u00e9reas sem aviso pr\u00e9vio, entre outros, s\u00e3o exemplos nefastos de que o equipamento n\u00e3o \u00e9 garantia de seguran\u00e7a total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artigo da Gazeta Mercantil (Porto Alegre, 28\/05\/1975) relata que o consumo de pesticidas no Brasil aumentou dez vezes entre 1964 e 1974 e questiona: \u201cem que medida esse consumo teria sido fortemente incentivado, provocando o uso indiscriminado e exagerado de defensivos?\u201d Se por volta de 1974 o consumo somava cerca de 74 mil toneladas anuais, o que dizer das cerca de 1 milh\u00e3o toneladas em 2010 (de acordo com dados do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para a Defesa Agr\u00edcola)? O est\u00edmulo ao uso intensivo desses produtos interessa aos fabricantes, pelos alt\u00edssimos ganhos, mas, ao mesmo tempo, provoca preju\u00edzos n\u00e3o totalmente contabilizados ao ambiente e \u00e0 vida humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O maior consumidor mundial de agrot\u00f3xicos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m segundo a reportagem da Veja, n\u00e3o haveria comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de que o consumo a longo prazo de res\u00edduos de pesticidas nos alimentos provoque problemas s\u00e9rios em seres humanos. Essa constata\u00e7\u00e3o demonstra um profundo desconhecimento da literatura cient\u00edfica sobre os efeitos desses produtos na sa\u00fade humana. Em\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.inca.gov.br\/inca\/Arquivos\/diretrizes_cancer_ocupa.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">relat\u00f3rio<\/span><\/a> de 2012, elaborado pelo Instituto Nacional do C\u00e2ncer Jos\u00e9 de Alencar Gomes da Silva (Inca) consta que \u201cimportantes compostos cancer\u00edgenos encontram-se entre os metais pesados, os agrot\u00f3xicos, os solventes e as poeiras\u201d. Al\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o rural, que fica mais exposta pelo manuseio desses produtos, \u201ctoda a popula\u00e7\u00e3o pode ter contato com agrot\u00f3xicos, seja pela ocupa\u00e7\u00e3o, pela alimenta\u00e7\u00e3o ou pelo ambiente\u201d. Subst\u00e2ncias como o DDT, clordane e lindane s\u00e3o promotoras de tumores. O relat\u00f3rio cita uma extensa bibliografia de estudos que relacionam, entre outros agentes, agrot\u00f3xicos e c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cientistas da Universidade de Caen, na Fran\u00e7a, que pesquisam h\u00e1 anos os efeitos dos herbicidas \u00e0 base de glifosato (recordistas de vendas no Brasil), descobriram que eles cont\u00eam toxicidade que afeta diretamente as c\u00e9lulas humanas. Em artigos cient\u00edficos recentes, os pesquisadores afirmaram que mesmo pequenos res\u00edduos que ficam nos alimentos podem causar danos, especialmente ao rim humano. Artigo de professora da USP (<a href=\"http:\/\/www2.fct.unesp.br\/nera\/artigodomes\/9artigodomes_2011.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">Larissa Bombardi,<\/span><\/a> 2011) afirma, a partir de dados do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es T\u00f3xico-Farmacol\u00f3gicas \u2013 Minist\u00e9rio da Sa\u00fade\/Fiocruz (Sinitox), que no per\u00edodo de 1999 a 2009 ocorreram cerca de 62 mil intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos de uso agr\u00edcola no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra informa\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria da Veja \u00e9 que \u201co Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais rigorosos no registro de agrot\u00f3xicos\u201d. No entanto, segundo a ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas), nosso pa\u00eds \u00e9 o principal destino de agrot\u00f3xicos proibidos no exterior. Diversos produtos vedados nos Estados Unidos e na Europa s\u00e3o comercializados livremente aqui. Se o controle fosse mesmo rigoroso, o Brasil seria o maior consumidor mundial de agrot\u00f3xicos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Solo nutrido, planta saud\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encaminhando-se para o final, a reportagem p\u00f5e em d\u00favida a credibilidade dos alimentos org\u00e2nicos, aqueles que s\u00e3o cultivados sem agrot\u00f3xicos. Ela questiona as regras para credenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o: com um controle insuficiente, haveria riscos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o no consumo de alimentos org\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citando o caso de contamina\u00e7\u00e3o por Escherichia coli, ocorrido em junho de 2011, na Alemanha, em que pessoas morreram ao consumir brotos de feij\u00e3o germinados produzidos por uma fazenda org\u00e2nica, a mat\u00e9ria da Veja conclui que \u201cn\u00e3o s\u00f3 por ser org\u00e2nico um produto \u00e9 necess\u00e1ria e automaticamente mais saud\u00e1vel que o similar cultivado com o aux\u00edlio de defensivos\u201d. Sem diminuir a gravidade das mortes ocorridas na Alemanha, \u00e9 muito precipitado afirmar que n\u00e3o haveria diferen\u00e7a de risco no consumo de alimentos org\u00e2nicos ou n\u00e3o-org\u00e2nicos. Esse foi um caso isolado, que poderia ter ocorrido mesmo se a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse org\u00e2nica, afinal, \u00e9 poss\u00edvel garantir que a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos alimentos que usam produtos t\u00f3xicos seja eficiente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A humanidade viveu mil\u00eanios praticando agricultura sem venenos. S\u00f3 ap\u00f3s a segunda guerra mundial o uso da qu\u00edmica na lavoura passou a ser recomendado como a melhor solu\u00e7\u00e3o para o combate das \u201cpragas\u201d e para acabar com a fome no mundo \u2013 o que n\u00e3o ocorreu: os insetos ficaram resistentes aos venenos e h\u00e1 muitas pessoas passando fome ainda no s\u00e9culo 21. A chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Verde\u201d introduziu t\u00e9cnicas alardeadas como \u201cmodernas\u201d (cultivo intensivo do solo, monocultura, irriga\u00e7\u00e3o, controle qu\u00edmico de pragas e manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de plantas), mas que geram depend\u00eancia dos agricultores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas que vendem os insumos vinculados a esse tipo de agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos, atrav\u00e9s de m\u00e9todos agroecol\u00f3gicos, n\u00e3o interessa \u00e0s grandes empresas que controlam o agroneg\u00f3cio no Brasil. Os org\u00e2nicos n\u00e3o dependem da compra de sementes (geneticamente modificadas ou n\u00e3o) ou da compra de agrot\u00f3xicos. Na agricultura ecol\u00f3gica, ou org\u00e2nica, o agricultor \u00e9 aut\u00f4nomo, controla sua semente e seus pr\u00f3prios insumos, entre eles, mat\u00e9ria org\u00e2nica (compostagem, folhas de \u00e1rvores, res\u00edduos industriais, estrume, etc). O que a agricultura convencional considera como praga (insetos, fungos), ou erva daninha que deve ser exterminada pelos agrot\u00f3xicos, na agricultura ecol\u00f3gica \u00e9 um sintoma, indicador da sa\u00fade da planta e do solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro Plantas doentes pelo uso de agrot\u00f3xicos, o engenheiro agr\u00f4nomo franc\u00eas Francis Chaboussou divulgou a \u201cteoria da trofobiose\u201d. Ap\u00f3s anos de pesquisa, ele concluiu que o uso continuado de agrot\u00f3xicos adoece as plantas. E somente as plantas doentes, em desequil\u00edbrio metab\u00f3lico, s\u00e3o atacadas pelos parasitas. A planta equilibrada em crescimento vigoroso ou em descanso n\u00e3o \u00e9 nutritiva para as pragas. Na verdade, na agricultura ecol\u00f3gica, a propriedade rural \u00e9 pensada como um agroecossistema, em que a observa\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es que ocorrem no ambiente \u00e9 vital. Solo nutrido, planta saud\u00e1vel. Inseridos na diversidade de esp\u00e9cies da propriedade agr\u00edcola, os alimentos org\u00e2nicos tendem a ser muito mais saud\u00e1veis que os n\u00e3o-org\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bases fr\u00e1geis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em abril de 2012, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco) divulgou a primeira parte de um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abrasco.org.br\/UserFiles\/File\/ABRASCODIVULGA\/2012\/DossieAGT.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">dossi\u00ea<\/span><\/a> sobre os impactos dos agrot\u00f3xicos na sa\u00fade. Escrito por professores universit\u00e1rios e pesquisadores com larga experi\u00eancia no assunto, o dossi\u00ea externa a preocupa\u00e7\u00e3o desses profissionais com a escalada ascendente de uso de agrot\u00f3xicos no Brasil e a contamina\u00e7\u00e3o do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos sobre a sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio cita exemplos de cidades onde ocorre a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, no Cear\u00e1 e em Mato Grosso, com destaque para Lucas do Rio Verde (MT), onde \u201cchuvas de agrot\u00f3xicos\u201d, ou seja, pulveriza\u00e7\u00f5es a\u00e9reas indiscriminadas causaram surto de intoxica\u00e7\u00f5es agudas em crian\u00e7as e idosos, bem como contamina\u00e7\u00e3o do leite materno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como as bases cientificas que sustentam o uso dos agrot\u00f3xicos s\u00e3o fr\u00e1geis (\u201cdeveria caber \u00e0s empresas demonstrar com rigor que n\u00e3o s\u00e3o nocivos para a sa\u00fade humana ou para o meio ambiente\u201d), os pesquisadores questionam: \u201c\u00c9 l\u00edcito manter os agrot\u00f3xicos em uso na agricultura nesse contexto?\u201d Al\u00e9m disso, os in\u00fameros casos de contamina\u00e7\u00f5es de trabalhadores e popula\u00e7\u00e3o em geral, desde os anos 1970 at\u00e9 hoje, oneram o SUS, custando muitos milh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O direito de saber<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como podemos perceber, a \u201cverdade sobre os agrot\u00f3xicos\u201d est\u00e1 bem longe de ser alcan\u00e7ada. O debate est\u00e1 polarizado: de um lado, as ind\u00fastrias e os comerciantes, a quem interessa divulgar que os \u201cdefensivos\u201d n\u00e3o causam danos \u00e0 sa\u00fade humana; do outro, profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade engajados na posi\u00e7\u00e3o de que os agrot\u00f3xicos fazem sim muito mal aos humanos e aos ecossistemas onde s\u00e3o aplicados. A preocupa\u00e7\u00e3o aumenta na mesma medida que o consumo desses produtos no Brasil, que desde 2008 carrega o t\u00edtulo nada honr\u00e1vel de maior comprador de agrot\u00f3xicos do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe ao consumidor ficar atento ao debate, \u00e0 hist\u00f3ria e aos interesses por tr\u00e1s dele. Afinal, como j\u00e1 dizia Rachel Carson l\u00e1 em 1962, n\u00f3s temos o direito de saber. No m\u00ednimo.<\/p>\n<p>__________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Korin lan\u00e7a carne su\u00edna sustent\u00e1vel A partir de agora, a Korin Agropecu\u00e1ria expande seu portf\u00f3lio de produtos e passa a oferecer aos consumidores carne su\u00edna. 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