{"id":24517,"date":"2014-04-03T17:25:20","date_gmt":"2014-04-03T20:25:20","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=24517"},"modified":"2014-04-03T17:25:20","modified_gmt":"2014-04-03T20:25:20","slug":"selos-de-sustentabilidade-rainforest-alliance-4c-e-ecosocial","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/selos-de-sustentabilidade-rainforest-alliance-4c-e-ecosocial\/","title":{"rendered":"Demanda aquecida pelos selos de sustentabilidade Rainforest Alliance, 4C e EcoSocial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para produtos n\u00e3o org\u00e2nicos, al\u00e9m dos j\u00e1 consagrados selos RSPO (Roundtable on Sustainable Palm Oil) e UEBT (Uni\u00e3o para BioCom\u00e9rcio \u00c9tico), o IBD est\u00e1 aderindo a dois novos protocolos: Rainforest Alliance e 4C. &#8220;Diante da hist\u00f3ria de sucesso do selo Rainforest Alliance, o IBD Certifica\u00e7\u00f5es decidiu por aderir a este importante protocolo internacional de certifica\u00e7\u00e3o para produtos n\u00e3o org\u00e2nicos sustent\u00e1veis e com uma equipe qualificada e comprometida poder\u00e1 atender e oferecer a clientes org\u00e2nicos e convencionais uma nova op\u00e7\u00e3o de certifica\u00e7\u00e3o para a atividade de pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, ch\u00e1 e frutas&#8221;, diz Harkaly.\u00a0 Os principais focos do Rainforest Alliance s\u00e3o o uso correto e a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas que visam a redu\u00e7\u00e3o do uso de agroqu\u00edmicos; manejo conservacionista do solo e demais recursos naturais existentes, conservando os recursos existentes ou recuperando, se assim for necess\u00e1rio; respeito aos trabalhadores envolvidos com a atividade e, principalmente, a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista existente; rastreabilidade da produ\u00e7\u00e3o e garantir ao consumidor o acesso a produtos produzidos de acordo com esta norma; e ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que visam o bem estar do animal, segundo enumera o executivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a 4C Association \u00e9 uma plataforma que re\u00fane as partes interessadas no setor cafeeiro para tratar de quest\u00f5es de sustentabilidade de uma forma pr\u00e9-competitiva. &#8220;At\u00e9 o momento, mais de 300 membros j\u00e1 aderiram \u00e0 plataforma 4C, incluindo organiza\u00e7\u00f5es de agricultores de caf\u00e9; comerciantes, entre importadores e exportadores; ind\u00fastrias, varejistas; e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil&#8221;, ressalta Harkaly, destacando que essa comunidade global trabalha em conjunto para melhorar as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e ambientais das pessoas que ganham a vida a partir do cultivo e venda do caf\u00e9. &#8220;O setor cafeeiro \u00e9 confrontado com muitas quest\u00f5es prementes: altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a falta de interesse por parte da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de cafeicultores, envelhecimento das \u00e1rvores de caf\u00e9 e condi\u00e7\u00f5es financeiras inadequadas, dentre outras. N\u00e3o h\u00e1 respostas f\u00e1ceis para os desafios da sustentabilidade amea\u00e7ando o abastecimento de caf\u00e9. O que est\u00e1 claro \u00e9 que, quando todos os atores cooperam, as solu\u00e7\u00f5es se tornam mais f\u00e1ceis&#8221;, enfatiza.\u00a0 A 4C Association trabalha para que essas solu\u00e7\u00f5es possam acontecer, explica. Segundo Harkaly, os membros da 4C Association desenvolveram o C\u00f3digo de Conduta 4C, que define os princ\u00edpios sociais, ambientais e econ\u00f4micos para a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, processamento e comercializa\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 verde. &#8220;A 4C Association visa unir todas as partes interessadas relevantes com a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 com a finalidade de trabalhar para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e ambientais da produ\u00e7\u00e3o e processamento e para construir um setor sustent\u00e1vel e pr\u00f3spero para as gera\u00e7\u00f5es vindouras do caf\u00e9.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro deste contexto, a certifica\u00e7\u00e3o EcoSocial esta em alta sendo exclusiva para os org\u00e2nicos. Lan\u00e7ado em 2004, o selo vem registrando crescimento m\u00e9dio de 20% ao ano no volume de certifica\u00e7\u00f5es desde 2012, mostrando amadurecimento dos produtores de org\u00e2nicos e amplia\u00e7\u00e3o dos cuidados com o ser humano e o meio ambiente. &#8220;O EcoSocial limita-se a certificar o mercado org\u00e2nico e, desta maneira, pode ser considerado um selo top 4 em 1: org\u00e2nico, fair trade, ambiental e socialmente correto e certificado&#8221;, explica o executivo. O Selo EcoSocial garante que as empresas t\u00eam, acrescida das certifica\u00e7\u00f5es exigidas aos org\u00e2nicos, crit\u00e9rios de qualidade e a\u00e7\u00f5es de desenvolvimento humano, social, ambiental e econ\u00f4mico (ou seja- fair trade ou economia solid\u00e1ria) e que todas essas informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o transparentes para consumidores e comunidade, pois s\u00e3o auditadas e aprimoradas pela certificadora e cujo processo dos projetos conta com a participa\u00e7\u00e3o de todos os envolvidos, incluindo a comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa IBD para rela\u00e7\u00f5es comerciais justas de produtos com certifica\u00e7\u00e3o socioambiental tem como diferencial, al\u00e9m da criteriosa auditoria, os projetos cont\u00ednuos, que devem ser pelo menos dois sociais e dois ambientais, ou seja, as empresas e produtores t\u00eam de estar sempre colaborando para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas em seu entorno. \u201cO EcoSocial \u00e9 um processo que n\u00e3o termina\u201d, diz Harkaly. \u00c9 um ganho sem precedentes para toda a sociedade e a qualidade dos projetos \u00e9 alt\u00edssima, complementa. Conforme o executivo, ao longo de uma d\u00e9cada da sua cria\u00e7\u00e3o, o Selo avan\u00e7ou das tradicionais culturas de soja, a\u00e7\u00facar, girassol, arroz e palma, para produtos novos como o mel, amendoim e algod\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m cresceu muito a demanda do mercado externo por essa certifica\u00e7\u00e3o, particularmente na China e na Holanda, diz. Al\u00e9m desses pa\u00edses, o IBD exporta esse servi\u00e7o para v\u00e1rios mercados da Europa, bem como para a \u00cdndia, Tail\u00e2ndia, Estados Unidos e Canad\u00e1. Segundo Harkaly, o aquecimento da demanda \u00e9 resultado especialmente das press\u00f5es cada vez mais fortes da sociedade em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e com\u00e9rcio \u00e9tico. &#8220;Mas o potencial desse mercado ainda \u00e9 muito grande. H\u00e1 muito a ser explorado. E quando estiver a pleno vapor, teremos uma sociedade com produ\u00e7\u00e3o realmente sustent\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m engenheiro agr\u00f4nomo, Harkaly diz que as principais vantagens da certifica\u00e7\u00e3o EcoSocial s\u00e3o observadas em duas vertentes. A primeira \u00e9 a socioambiental, com melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho dos pequenos produtores e trabalhadores assalariados e a prote\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente nas empresas e propriedades certificadas. A segunda \u00e9 econ\u00f4mica, com a satisfa\u00e7\u00e3o dos clientes e consumidores que ganham em qualidade quando adquirem os produtos e servi\u00e7os certificados e sabem que eles est\u00e3o servindo para apoiar o desenvolvimento de uma comunidade; e o fortalecimento da imagem da empresa e seus produtos, que, por sua vez, garante maior competitividade no mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dados do mercado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Informa\u00e7\u00f5es da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia (ANA), baseadas no Cadastro Nacional de Produtores Org\u00e2nicos, mostram que o Brasil fechou 2013 com alta de 22% no n\u00famero de produtores e unidades produtivas de org\u00e2nicos, em rela\u00e7\u00e3o a 2012, para 6.719 e 10.064, respectivamente. O avan\u00e7o \u00e9 reflexo de outra expans\u00e3o, afirma a ANA: no ano passado, o n\u00famero de organismos avaliadores de conformidade do setor mais que dobrou, passando para 163 Organiza\u00e7\u00f5es de Controle Social e 18 Organismos Participativos de Avalia\u00e7\u00e3o de Conformidade, comparativamente a 79 e quatro de 2012, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme Harkaly, o Brasil tem se consolidado n\u00e3o apenas como produtor, mas tamb\u00e9m como mercado de importa\u00e7\u00e3o. &#8220;O varejo apresenta forte crescimento em org\u00e2nicos, inclusive com produtos importados.&#8221; O que abre um cen\u00e1rio de oportunidades para as certificadoras,\u00a0 como\u00a0 o IBD, j\u00e1 reconhecido por sua atua\u00e7\u00e3o internacional. Mundialmente, estima-se que o mercado de org\u00e2nicos tenha movimentado cerca de US$ 60 bilh\u00f5es em 2013. Segundo os especialistas, o Pa\u00eds vende no mercado externo entre 50% e 60% de sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para produtos n\u00e3o org\u00e2nicos, al\u00e9m dos j\u00e1 consagrados selos RSPO (Roundtable on Sustainable Palm Oil) e UEBT (Uni\u00e3o para BioCom\u00e9rcio \u00c9tico), o IBD est\u00e1 aderindo a dois novos protocolos: Rainforest Alliance e 4C. &#8220;Diante da hist\u00f3ria de sucesso do selo Rainforest Alliance, o IBD Certifica\u00e7\u00f5es decidiu por aderir a este importante protocolo internacional de certifica\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24517"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24517"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24517\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24531,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24517\/revisions\/24531"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}