{"id":25663,"date":"2014-10-21T15:06:33","date_gmt":"2014-10-21T18:06:33","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=25663"},"modified":"2014-10-21T15:06:33","modified_gmt":"2014-10-21T18:06:33","slug":"21-de-outubro-2014","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/21-de-outubro-2014\/","title":{"rendered":"21 de Outubro 2014"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/14-de-outubro-2014\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-10127\" style=\"font-size: 12.8000001907349px;\" title=\"Clique\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/Clique.jpg\" alt=\"\" width=\"182\" height=\"41\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">Dia de Campo orienta produ\u00e7\u00e3o da manga org\u00e2nica em per\u00edmetros irrigados de Petrolina (PE)<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-25725\" title=\"manga3\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga3.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"234\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga3.jpg 350w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Mais de 100 pessoas, entre produtores dos per\u00edmetros irrigados Senado Nilo Coelho e Maria Tereza, t\u00e9cnicos e estudantes de agronomia em Petrolina, sert\u00e3o pernambucano, participaram de um dia de campo sobre \u201cTecnologia de Produ\u00e7\u00e3o de Manga Org\u00e2nica\u201d. A atividade foi realizada no N-4 do Per\u00edmetro Senador Nilo Coelho, na \u00e1rea do produtor Mariano In\u00e1cio dos Santos, que h\u00e1 12 anos produz manga org\u00e2nica e com a 13\u00aa safra a caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia de campo foi realizado pela Companhia de Desenvolvimentos dos Vales do S\u00e3o Francisco e do Parna\u00edba (Codevasf), Superintend\u00eancia Regional em Petrolina por meio da Ater, empresa de assist\u00eancia t\u00e9cnica rural que atua no segmento em toda a estrutura do per\u00edmetro Nilo Coelho e \u00e1rea Maria Tereza. Foram apresentados temas como manejo de produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o, marketing, custo de produ\u00e7\u00e3o (org\u00e2nica e convencional), planejamento da produ\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado produtor da regi\u00e3o j\u00e1 possui 52 produtores org\u00e2nicos em processo de certifica\u00e7\u00e3o. Outros 100 retomaram o modelo ap\u00f3s a parada do ano passado e a expectativa da Ater \u00e9 que outros 200 passem a produtor org\u00e2nico, de forma gradual. Al\u00e9m da manga, outras culturas como uva, banana, goiaba, maracuj\u00e1, verduras e hortali\u00e7as, fazem parte da lista de produtos cultivados de forma org\u00e2nica nos per\u00edmetros do vale do S\u00e3o Francisco entre Pernambuco e Bahia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-25727\" style=\"font-size: 12.8000001907349px; text-align: justify;\" title=\"manga1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga1.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"234\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga1.jpg 350w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><span style=\"font-size: 12.8000001907349px; text-align: justify;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor isso resolvemos discutir a tecnologia com a manga numa \u00e1rea j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o, em fase de colheita, num momento oportuno. Aproveitamos o momento para colocar todas essas explica\u00e7\u00f5es e assim mostrar como o caminho da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica n\u00e3o \u00e9 complicado\u201d, registrou o Francisco Germino, o Chic\u00e3o, coordenador da Ater para a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica nos per\u00edmetros. Ele comemora o fato de cada vez mais produtores estejam integrados ao modelo. Em Juazeiro, existe a Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Org\u00e2nicos da Adutora de Cara\u00edbas e Adjac\u00eancias (Aproac), entidade que re\u00fane produtores de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAl\u00e9m do Mariano que trabalha com manga org\u00e2nica, h\u00e1 outros que t\u00eam tido alguns ensaios que utilizam essa pr\u00e1tica, num manejo agroecol\u00f3gico. Estamos demonstrando que \u00e9 poss\u00edvel produzir num manejo org\u00e2nico. Temos incentivado o processo de convers\u00e3o que vem sendo feito paulatinamente. Temos trabalhado essa convers\u00e3o com todas as etapas envolvidas\u201d, explicou o coordenador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Experi\u00eancia bem-sucedida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coordenador da Ater cita o caso vitorioso de Mariano In\u00e1cio, que ap\u00f3s 12 anos conquistou sua certifica\u00e7\u00e3o. \u201cEle produzia h\u00e1 12 anos. Como n\u00e3o tinha a certifica\u00e7\u00e3o, vendia a manga org\u00e2nica como convencional. Agora ele j\u00e1 pode vender como org\u00e2nico com a fruta passando de R$ 0,30 na produ\u00e7\u00e3o convencional para R$ 1,20 na variedade org\u00e2nica\u201d, ressalta Francisco Germino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto positivo dos org\u00e2nicos \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o do solo e a resist\u00eancia \u00e0s pragas. \u201cSomos uma regi\u00e3o que cresceu a partir dessa tecnologia convencional, mas ao mesmo tempo estamos vendo problemas com pragas, uso demasiado do agrot\u00f3xico que compromete o solo. Com o tempo a planta pode n\u00e3o manter a defesa de pragas; j\u00e1 nos org\u00e2nicos, como a planta est\u00e1 em equil\u00edbrio, a defesa trabalha em sintonia no aspecto produtivo, ent\u00e3o a tend\u00eancia da praga \u00e9 atingir menos o produto\u201d, explica Chic\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mariano In\u00e1cio, pioneiro na produ\u00e7\u00e3o da fruticultura org\u00e2nica dos per\u00edmetros irrigados situados em Petrolina, explica porque resolveu apostar na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. \u201cTive um problema de sa\u00fade e vi o aumento de casos de c\u00e2ncer na regi\u00e3o. O uso do agrot\u00f3xico nos alimentos produzidos aqui \u00e9 um dos principais fatores dessa incid\u00eancia. Cada organismo pode at\u00e9 resistir \u00e0 doen\u00e7a de forma diferenciada, mas no caso de nossa regi\u00e3o esse consumo realmente tem contribu\u00eddo com casos de c\u00e2ncer\u201d, comentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-25729\" title=\"manga2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga2.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"234\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga2.jpg 350w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/manga2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Grandes redes de supermercados s\u00e3o respons\u00e1veis pela maior parte da compra da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica da regi\u00e3o. \u201cMercado existe, mas tem que trabalhar em cima de planejamento para atender o setor\u201d, explicou Mariano. Com uma produ\u00e7\u00e3o estimada em aproximadamente 70 toneladas pronta para ser colhida, ele afirma que o mercado local s\u00f3 consegue absorver cinco toneladas de toda a sua produ\u00e7\u00e3o. Segundo o produtor, falta uma maior divulga\u00e7\u00e3o do produto para atrair mais compradores. \u201cSe houver uma maior divulga\u00e7\u00e3o, mercado n\u00e3o vai faltar\u201d, conta. Mariano planta a esp\u00e9cie tommy em sua propriedade de pouco mais de seis hectares no n\u00facleo irrigado, dos quais pouco mais de tr\u00eas hectares com produ\u00e7\u00e3o somente org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse \u00e9 um trabalho de formiguinha. \u00c9 um caminho sem volta. Existe a demanda do consumidor e a partir disso ai o produtor tem que se capacitar. Atrav\u00e9s do cons\u00f3rcio Codevasf\/Plantec, a estrutura de uma associa\u00e7\u00e3o de produtores e produtoras de org\u00e2nicos do Vale &#8211; Aprovasf, o modelo vem se fortalecendo\u201d, concluiu Francisco Germino, coordenador de Ater dos org\u00e2nicos na regi\u00e3o irrigada local.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/www.codevasf.gov.br\">http:\/\/www.codevasf.gov.br<\/a><br \/> Contato: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o Institucional da Codevasf<br \/> Fone: (61) 2028 &#8211; 4758\/4622\/4769<br \/> E-mail: <a href=\"mailto:imprensa@codevasf.gov.br\">imprensa@codevasf.gov.br<\/a><br \/> Gmail: <a href=\"mailto:imprensa.codevasf@gmail.com\">imprensa.codevasf@gmail.com<\/a><br \/> Facebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Codevasf\">https:\/\/www.facebook.com\/Codevasf<\/a><\/p>\n<p>_____________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong style=\"font-size: 11px; line-height: 19px;\"><span style=\"font-size: medium;\">Livro com foco na sazonalidade de peixes \u00e9 lan\u00e7ado em comemora\u00e7\u00e3o ao m\u00eas Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-25767\" title=\"Sabor Esta\u00c3\u00a7\u00c3\u00b5es 4.indd\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/sabor-capa.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"320\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/sabor-capa.jpg 320w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/sabor-capa-150x150.jpg 150w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/sabor-capa-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/>Celebrado em outubro, o m\u00eas Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o, foi institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO). Em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 data, o grupo de Alimenta\u00e7\u00e3o Natural, da Funda\u00e7\u00e3o Mokiti Okada (FMO), lan\u00e7a o t\u00edtulo \u201cO Sabor das Esta\u00e7\u00f5es IV\u201d que explora a multiplicidade dos peixes e rios, enfoca a sazonalidade de algumas esp\u00e9cies e apresenta 25 receitas org\u00e2nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvido pela equipe de nutricionistas, culinaristas e engenheiras de alimentos, da FMO, o livro cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre: a hist\u00f3ria do peixe na culin\u00e1ria tupiniquim, como escolher o pescado, dicas de nutri\u00e7\u00e3o para contribuir o sistema cardiovascular, combate \u00e0 celulite, emagrecimento, preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as articulares entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com aproximadamente 130 p\u00e1ginas, o leitor acompanhar\u00e1 receitas de Espetinho de Dourado, Merluza \u00e0 moda chinesa, caldeirada de Garoupa, Truta assada, molhos para acompanhamentos, entre outros pratos indicados para cada esta\u00e7\u00e3o do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o pode ser adquirida na loja virtual da FMO www.loja.fmo.org.br ou na loja f\u00edsica localizada \u00e0 Rua Morgado de Mateus, 77, Vila Mariana \u2013 S\u00e3o Paulo (SP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">Empreendedor com org\u00e2nicos, H\u00e9lio da Silva plantou sozinho centenas de mudas em S\u00e3o Paulo<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira o v\u00eddeo em que H\u00e9lio, conhecido pelo seu trabalho pioneiro na Native Alimentos, conta a hist\u00f3ria do reflorestamento que fez sozinho em plena S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/video.php?v=10154703233475643&amp;set=vb.421937075642&amp;type=2&amp;theater\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" title=\"reflorestamento\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/reflorestamento.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"293\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/video.php?v=10154703233475643&amp;set=vb.421937075642&amp;type=2&amp;theater\" target=\"_blank\"><strong>Clique aqui para o v\u00eddeo.<\/strong><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">_____________________________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<table style=\"background-color: #ccff9a; width: 680px;\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><strong><span style=\"font-size: medium;\">Primeiro plantio de mudas de \u00e1rvores \u00e9 feito na hist\u00f3ria do Pantanal<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.200 mudas e sementes de carand\u00e1 foram plantadas no \u00faltimo m\u00eas de setembro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" title=\"Mudas-de-caranda\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Mudas-de-caranda.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"233\" \/>Uma a\u00e7\u00e3o in\u00e9dita aconteceu no Pantanal no m\u00eas de setembro. Atrav\u00e9s do Projeto Biomas, resultado de uma parceria entre a Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria \u2013 Embrapa, cerca de 2.200 mudas e sementes de carand\u00e1 foram plantadas no m\u00eas de setembro na Fazenda Santo Expedito, localizada no Pantanal da Nhecol\u00e2ndia, Mato Grosso do Sul. &#8220;O plantio de mudas de \u00e1rvores nativas nessa escala aconteceu pela primeira vez na hist\u00f3ria do bioma&#8221;, diz Catia Urbanetz, pesquisadora da Embrapa Pantanal e coordenadora regional do Projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o objetivo de pesquisar e viabilizar solu\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do uso das \u00e1rvores na propriedade rural brasileira, o Projeto Biomas teve in\u00edcio em 2010. Investigando as formas de utilizar essas \u00e1rvores para atender a necessidades de sustentabilidade ambiental, econ\u00f4mica e social, protegendo e recuperando as propriedades, a iniciativa deve envolver mais de 200 pesquisadores de diferentes institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds e 300 multiplicadores at\u00e9 2019, segundo dados do site do Projeto \u2013 <a href=\"http:\/\/www.projetobiomas.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">www.projetobiomas.com.br<\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Pantanal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" title=\"Caranda-pantaneiro\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Caranda-pantaneiro.jpg\" alt=\"\" width=\"263\" height=\"350\" \/>Na regi\u00e3o pantaneira, o Projeto Biomas foi implementado no final de 2012. Os objetivos regionais s\u00e3o disponibilizar t\u00e9cnicas de recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa (florestal ou campestre) e inserir o uso da \u00e1rvore nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o locais \u2013 considerando, no processo, o novo c\u00f3digo florestal. Assim, pesquisadores e t\u00e9cnicos produziram cerca de 27.000 mudas de 30 esp\u00e9cies nativas de \u00e1rvores para atender a cerca de 20 projetos de pesquisa, que devem ser implantados na Fazenda Santo Expedito a partir de janeiro de 2015. O plantio do carand\u00e1 foi o primeiro experimento de campo iniciado pelo projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a professora Iria Ishii, pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e membro do comit\u00ea gestor regional do Projeto, a escolha das esp\u00e9cies nativas para a produ\u00e7\u00e3o de mudas foi feita analisando n\u00e3o apenas crit\u00e9rios de preserva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de funcionalidade. &#8220;A gente selecionou as esp\u00e9cies que s\u00e3o madeireiras, utilizadas pelos fazendeiros na constru\u00e7\u00e3o civil, na constru\u00e7\u00e3o de cercas e outros&#8221;, diz Iria. Al\u00e9m das madeireiras, a professora afirma que tamb\u00e9m foram selecionadas esp\u00e9cies de \u00e1rvores frut\u00edferas, de forma a conciliar um retorno de curto e longo prazo para o produtor rural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A prepara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" title=\"Sementes-germinadas-de-caranda\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Sementes-germinadas-de-caranda.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"233\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para produzir as mudas, a equipe do Projeto Biomas come\u00e7ou uma coleta de sementes em agosto do ano passado. Ainda de acordo com a professora Iria, foram coletadas mais de 150.000 sementes para se chegar \u00e0s 27.000 mudas. A partir de mar\u00e7o deste ano, elas foram plantadas em tubetes de pl\u00e1stico e mantidas em um viveiro constru\u00eddo no campo experimental da Embrapa Pantanal, a fazenda Nhumirim, recebendo cuidados di\u00e1rios at\u00e9 a \u00e9poca adequada de plantio. &#8220;Todos os dias, \u00e9 preciso verificar se elas est\u00e3o recebendo muita ou pouca \u00e1gua, por exemplo&#8221;, afirma o viveirista do Projeto, F\u00e1bio de Jesus Lemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as plantas cultivadas no viveiro existem guanandis, tarum\u00e3s, cumbarus, manduvis, aroeiras, jatob\u00e1s, pi\u00favas ou ip\u00eas roxos e v\u00e1rias outras esp\u00e9cies. De acordo com o engenheiro florestal Gustavo Ibarreche, as \u00e1rvores que deram origem a essas mudas foram escolhidas com cuidado para assegurar a sa\u00fade das plantas. &#8220;Escolhemos \u00e1rvores sadias, sem doen\u00e7as, com sementes bem formadas. Sempre buscamos, no m\u00ednimo, dez matrizes diferentes para assegurar a variabilidade gen\u00e9tica&#8221;, diz Gustavo. Ao mesmo tempo em que as sementes eram coletadas, o engenheiro conta que a equipe abria trincheiras para conhecer o solo onde as mudas seriam plantadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O plantio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" title=\"Plantio-de-mudas-de-caranda\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Plantio-de-mudas-de-caranda.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"233\" \/>Acompanhando a topografia dos 37 hectares que formam a \u00e1rea experimental \u2013 cedida em parceria pelo propriet\u00e1rio da Fazenda, Alfredo Machado \u2013 o primeiro plantio do Projeto no Pantanal foi feito ao longo de uma ba\u00eda, atendendo \u00e0s necessidades dos pequenos carand\u00e1s, que gostam desse tipo de ambiente. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de Catia Urbanetz. Ela afirma que, entre mudas da esp\u00e9cie e sementes germinadas, foram plantadas 2.200 \u00e1rvores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coordenadora regional tamb\u00e9m conta que os pesquisadores do grupo desenvolveram uma t\u00e9cnica para fazer as sementes de carand\u00e1 germinarem em apenas uma semana, em compara\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de 2 a 4 meses necess\u00e1rios para esse processo. &#8220;Se as sementes plantadas tiverem sucesso em campo, recomendaremos o plantio direto de sementes, poupando os 12 meses necess\u00e1rios para a produ\u00e7\u00e3o das mudas \u2013 o que diminuiria os custos do processo&#8221;, diz Catia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores devem avaliar tanto o desempenho das sementes no campo quanto os m\u00e9todos de plantio. A professora Iria e a equipe do Projeto est\u00e3o testando v\u00e1rios espa\u00e7amentos entre as plantas, fazendo o plantio em parcelas de 15 x 15m com dist\u00e2ncias entre as \u00e1rvores de 2,5 x 2,5m, 2 x 2m, 1,5 x 1,5m e 1 x 1m. De acordo com Gustavo Ibarreche, as diferentes dist\u00e2ncias devem ajudar a medir fatores como taxa de crescimento das \u00e1rvores, altura e caracter\u00edsticas da madeira em condi\u00e7\u00f5es variadas. &#8220;Nos diferentes tipos de densidade (quantidade de plantas por parcela), vamos ter uma resposta diferente da planta: ela vai crescer um pouco mais ou um pouco menos e a qualidade da madeira tamb\u00e9m deve variar&#8221;, diz Gustavo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Expectativas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Catia, as conclus\u00f5es dos estudos e t\u00e9cnicas de plantio desenvolvidas pelo Projeto Biomas ser\u00e3o transformadas em cartilhas e cursos online. T\u00e9cnicos multiplicadores do Senar ser\u00e3o capacitados para divulgar essas informa\u00e7\u00f5es aos produtores. Ela tamb\u00e9m diz que o plantio de \u00e1rvores nativas nas propriedades poder\u00e1 ter um impacto econ\u00f4mico muito positivo, j\u00e1 que um dos maiores custos para fazendas no Pantanal \u00e9 a confec\u00e7\u00e3o de cercas \u2013muitas das quais s\u00e3o feitas com a madeira das esp\u00e9cies estudadas pelo Projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Muitos fazendeiros utilizam o recurso natural madeireiro que j\u00e1 existe em suas propriedades, mas nunca o rep\u00f5em. Um dia, ele poder\u00e1 acabar&#8221;, afirma Catia. Segundo Gustavo, &#8220;esse projeto mostra para o produtor que ele pode separar uma \u00e1rea para plantar \u00e1rvores, usando a madeira para a manuten\u00e7\u00e3o da fazenda, de cercas, porteiras ou at\u00e9 para outras finalidades, como a comercializa\u00e7\u00e3o do material&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos aspectos econ\u00f4micos, a pesquisa do Projeto deve favorecer ainda a preserva\u00e7\u00e3o e a sustentabilidade nas propriedades rurais pantaneiras. &#8220;Como o Projeto Biomas no Pantanal vai trabalhar exclusivamente com esp\u00e9cies nativas, v\u00e1rias dessas t\u00e9cnicas poder\u00e3o ser aplicadas em a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o para atender as exig\u00eancias do novo C\u00f3digo Florestal&#8221;, afirma Catia. Ainda de acordo com a pesquisadora, a equipe dever\u00e1 plantar mais 25.000 mudas de 30 esp\u00e9cies nativas a partir de janeiro de 2015, assim que come\u00e7arem as chuvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da CNA e da Embrapa Pantanal, o Projeto Biomas na regi\u00e3o conta com o apoio das Universidades Federais do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e da Grande Dourados (UFMT, UFMS e UFGD), Universidades Estaduais do MS e MT (UEMS e UNEMAT), al\u00e9m do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de Rond\u00f4nia (IFRO) e v\u00e1rios produtores rurais pantaneiros. Em \u00e2mbito nacional, o Projeto conta com o apoio do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas &#8211; Sebrae, Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural &#8211; Senar e as companhias Monsanto e John Deere.<\/p>\n<p><em>Imagens e texto: Nicoli Dichoff<\/em><\/p>\n<p><em>Nicoli Dichoff<br \/>Jornalista &#8211; 3252\/SC\u00a0<br \/>N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional (NCO)<br \/>Embrapa Pantanal\/ Corumb\u00e1 &#8211; MS\u00a0<br \/>Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria &#8211; Embrapa<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"mailto:nicoli.dichoff@embrapa.br\">nicoli.dichoff@embrapa.br<\/a><br \/>Telefone: +55 67 3234-5957 | Skype: nicoli.dichoff\u00a0<br \/><a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/pantanal\">www.embrapa.br\/pantanal<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>_____________________<\/em>________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Dia de Campo orienta produ\u00e7\u00e3o da manga org\u00e2nica em per\u00edmetros irrigados de Petrolina (PE) Mais de 100 pessoas, entre produtores dos per\u00edmetros irrigados Senado Nilo Coelho e Maria Tereza, t\u00e9cnicos e estudantes de agronomia em Petrolina, sert\u00e3o pernambucano, participaram de um dia de campo sobre \u201cTecnologia de Produ\u00e7\u00e3o de Manga Org\u00e2nica\u201d. 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