{"id":26937,"date":"2015-06-29T12:13:21","date_gmt":"2015-06-29T15:13:21","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=26937"},"modified":"2015-07-08T17:04:31","modified_gmt":"2015-07-08T20:04:31","slug":"estudo-revela-as-50-unidades-de-conservacao-amazonicas-mais-desmatadas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/estudo-revela-as-50-unidades-de-conservacao-amazonicas-mais-desmatadas\/","title":{"rendered":"ESTUDO REVELA AS 50 UNIDADES DE CONSERVA\u00c7\u00c3O AMAZ\u00d4NICAS MAIS DESMATADAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Obras de infraestrutura, falta de investimento e fiscaliza\u00e7\u00e3o ineficaz facilitam ocupa\u00e7\u00f5es irregulares.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novo estudo, pesquisadores do Imazon revelam as 50 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia com maiores desmatamentos entre 2012 e 2014. Os governos estaduais e federal deveriam focar medidas contra o desmatamento nestas \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre agosto de 2012 e julho de 2014 foram desmatados 1,5 milh\u00f5es de hectares em toda a Amaz\u00f4nia. Cerca de 10% desse total ocorreu dentro de 160 UCs. As 50 UCs cr\u00edticas respondem por 96% do desmatamento ocorrido dentro de UCs nesse per\u00edodo. Os Estados do Par\u00e1 e de Rond\u00f4nia s\u00e3o os que possuem maior n\u00famero de UCs cr\u00edticas (20 e 11 respectivamente) e maior percentual de desmatamento neste grupo, totalizando 87% (Veja o mapa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As 50 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o com maior desmatamento na Amaz\u00f4nia entre 2012 e 2014<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26938 alignnone\" title=\"mapa\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mapa.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"410\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mapa.jpg 550w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mapa-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, as UCs cr\u00edticas amaz\u00f4nicas est\u00e3o na \u00e1rea de influ\u00eancia de grandes obras de infraestrutura, como hidrel\u00e9tricas e rodovias, que acabam facilitando o acesso, a apropria\u00e7\u00e3o indevida das terras e a explora\u00e7\u00e3o ilegal de recursos naturais. A falta de investimentos deixa as UCs ainda mais vulner\u00e1veis a a\u00e7\u00f5es ilegais. Sete das dez \u00e1reas mais desmatadas e que respondem por 81% do desmatamento nas \u00e1reas cr\u00edticas sofrem com o baixo grau de implementa\u00e7\u00e3o de acordo com dados do TCU. Ou seja, faltam planos de manejo, conselho gestor, recursos humanos e financeiros suficientes. Essas situa\u00e7\u00f5es revelam a inconsist\u00eancia dos governos que aprovam planos de infraestrutura prometendo medidas para reduzir seus impactos ambientais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as 50 UCs cr\u00edticas, aquelas sob gest\u00e3o estadual foram as mais desmatadas, com 101.611 hectares ou 67%. Contudo, no Par\u00e1, as UCs federais foram mais desmatadas que as estaduais, enquanto que em Rond\u00f4nia ocorreu o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Barreto, co-autor do trabalho, avalia que, \u201cem geral, as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o eficazes contra o desmatamento e podem ajudar no desenvolvimento local por meio do turismo e do uso sustent\u00e1vel da floresta. Entretanto, os governos n\u00e3o tem investido suficientemente nos planos para que a popula\u00e7\u00e3o local se beneficie destas \u00e1reas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo faz tr\u00eas recomenda\u00e7\u00f5es para assegurar a integridade das \u00e1reas cr\u00edticas: punir todos os crimes associados ao desmatamento ilegal, incluindo a lavagem de dinheiro e forma\u00e7\u00e3o de quadrilha para negociar terras p\u00fablicas e comercializar madeira; retirar ocupantes n\u00e3o tradicionais das UCs em que sua perman\u00eancia n\u00e3o \u00e9 permitida; e retomar terras p\u00fablicas ocupadas ilegalmente fora das UCs para os reassentamentos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elis Ara\u00fajo, autora principal, destaca que \u201cexistem v\u00e1rias fontes de recursos para investir nas UCs como compensa\u00e7\u00e3o ambiental de grandes obras de infraestrutura, cobran\u00e7a eficaz de multas e do Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e venda de terras p\u00fablicas. Por exemplo, a venda de 8% das terras em glebas federais na Amaz\u00f4nia poderia gerar 1,7 bilh\u00f5es de reias, como ressaltamos em estudo publicado no in\u00edcio deste ano.\u201d (Veja esse estudo aqui).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNosso estudo aponta as \u00e1reas cr\u00edticas em desmatamento que deveriam ser priorizadas nas a\u00e7\u00f5es de implementa\u00e7\u00e3o e de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de UCs exigidas pelos Tribunais de Contas da Uni\u00e3o e dos Estados, no final de 2013, e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, em junho de 2014\u201d, continua Elis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo completo sobre as UCs cr\u00edticas em desmatamento est\u00e1 dispon\u00edvel aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em novo estudo, pesquisadores do Imazon revelam as 50 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia com maiores desmatamentos entre 2012 e 2014. 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