{"id":31236,"date":"2019-07-08T16:49:00","date_gmt":"2019-07-08T19:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=31236"},"modified":"2019-07-08T16:49:00","modified_gmt":"2019-07-08T19:49:00","slug":"cadeia-do-tucuma-comercializado-em-manaus-am","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/cadeia-do-tucuma-comercializado-em-manaus-am\/","title":{"rendered":"CADEIA DO TUCUM\u00c3 COMERCIALIZADO EM MANAUS-AM"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-31238\" title=\"LogoSA\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/LogoSA.jpg\" alt=\"\" width=\"135\" height=\"130\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/LogoSA.jpg 403w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/LogoSA-300x286.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 135px) 100vw, 135px\" \/>Antonio Claudio Kieling, Genilson Pereira Santana, Maria Cristina dos Santos, Hirla de Cassia Castro Jaqtinon, Caio C\u00e9sar Pantale\u00e3o Monteiro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fruto da palmeira de tucum\u00e3 \u00e9 encontrado na Amaz\u00f4nia cuja polpa (mesocarpo) \u00e9 consumida em diversos pratos da culin\u00e1ria de Manaus-AM. Em termos nutricionais o fruto possui alto teor de vitamina A, lip\u00eddios e energia com valor m\u00e9dio de \u03b2-caroteno e o endocarpo utilizado somente no artesanato local. Neste trabalho foi estudado a cadeia produtiva do tucum\u00e3 vendido em Manaus com o objetivo avaliar o abastecimento e comercializa\u00e7\u00e3o desse fruto. Para isso, foram aplicados formul\u00e1rios em 85 vendedores distribu\u00eddos pelas zonas da cidade que responderam sobre caracter\u00edsticas econ\u00f4micas, localiza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, proced\u00eancia e comercializa\u00e7\u00e3o do tucum\u00e3, quantidade comprada em sacos de tucum\u00e3, forma de venda ao consumidor e tempo de venda do tucum\u00e3. Os resultados mostraram que o tucum\u00e3 \u00e9 proveniente de 21 cidades diferente e disponibilizado aos vendedores em tr\u00eas locais: Manaus Moderna, Feiras da Panair e do Produtor. A quantidade total mensal comercializada em Manaus foi de 86.066 kg em 2017, sendo que 49.840 kg s\u00e3o caro\u00e7os (30.537 kg \u00e9 endocarpo lenhoso), 20.777 kg polpa comest\u00edvel e 12.460 kg material org\u00e2nico\/cascas. A renda obtida pelos vendedores foi de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palavras-Chave:<\/strong> Cadeia Produtiva, <em>Astrocaryum aculeatum<\/em>, Mesocarpo, Endocarpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chamber of tucum\u00e3 marketed in Manaus-AM<\/strong>. The fruit of the tucum\u00e3 palm is found in the Amazon rainforest, whose pulp (mesocarp) is consumed in several dishes of the Manaus-AM cuisine. In nutritional terms, the fruit has high content of vitamin A, lipids and energy with reasonable value of \u03b2-carotene and the endocarp is used generally in local crafts. In this work, the productive chain of the tucum\u00e3 sold in Manaus was studied with the objective to evaluate the supply and commercialization of this fruit. Thus, forms were applied to 85 vendors distributed throughout the city, who answered on economic characteristics, location of commerce, origin and commercialization of tucum\u00e3, quantity purchased in tucum\u00e3 bags, way of sale to the consumer and time of sale of tucum\u00e3. The results showed that the tucum\u00e3 comes from 21 different cities and is available to sellers in three locations (Manaus Moderna, Panair and Producer Fairs). The total monthly quantity traded in Manaus was 86,066 kg in 2017, of which 49,840 kg are kernel (30,537 kg is woody endocarp), 20,777 kg of edible pulp and 12,460 kg of organic material\/bark. The income earned by sellers is up to three monthly minimum wages.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Keywords:<\/strong> Production Chain, Astrocaryum aculeatum, Mesocarp, Endocarp.<\/p>\n<p>_____________________<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>1 Professor Assistente Departamento Engenharia Mec\u00e2nica, UEA, Manaus, AM, Brasil, E-mail: antonio.kieling@yahoo.com<\/li>\n<li>2 Professor Titular Departamento Qu\u00edmica, ICE, UFAM. Manaus, AM, Brasil. E-mail: gsantana2005@gmail.com<\/li>\n<li>3 Professora Titular Departamento Parasitologia, ICB, UFAM, Manaus, AM, Brasil. E-mail: mcsantos@ufam.edu.br<\/li>\n<li>4 Acad\u00eamica Engenharia Mec\u00e2nica, UEA, Manaus, AM, Brasil. E-mail: hdccj.eng@uea.edu.br<\/li>\n<li>5 Acad\u00eamico Engenharia Mec\u00e2nica, UEA, Manaus, AM, Brasil. E-mail: <a href=\"mailto:pantaleaocaio1996@gmail.com\">pantaleaocaio1996@gmail.com<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecida como a maior biodiversidade do Planeta, a Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de ter o maior patrim\u00f4nio gen\u00e9tico da humanidade \u00e9 considerada um dos maiores desafios de explora\u00e7\u00e3o mundial (FARIA; RIBEIRO; RIBEIRO, 2017, ALCANTARA; PEREIRA, 2018). Como explorar essa megadiversidade sem destruir o maior patrim\u00f4nio gen\u00e9tico do mundo? Cultural e historicamente o amaz\u00f4nida aprendeu a explorar seus recursos naturais sem causar grandes degrada\u00e7\u00f5es ambientais. Por exemplo, palmeiras como o tucum\u00e3, a\u00e7a\u00ed, da Amaz\u00f4nia s\u00e3o, amplamente utilizadas pela popula\u00e7\u00e3o local na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, artesanatos, fibras (CHAGAS; SOPRANA, 2014), constru\u00e7\u00e3o de casas, cosm\u00e9ticos, rem\u00e9dios, utens\u00edlios dom\u00e9sticos, etc. (LORENZI et al., 2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esp\u00e9cie Astrocaryum aculeatum conhecida como tucum\u00e3 do Amazonas, ou tucum\u00e3-a\u00e7u, \u00e9 uma palmeira de crescimento monopodial, arborescente e monoica (Figura 1). Essa palmeira \u00e9 amplamente distribu\u00edda nos Estados brasileiros como Amazonas, Acre, Rond\u00f4nia, Roraima, Par\u00e1 e Mato Grosso, al\u00e9m das Guianas, Venezuela, Col\u00f4mbia, Peru e Bol\u00edvia (CAVALCANTE, 1991, KAHN; MILL\u00c1N, 1992). A palmeira de tucum\u00e3 pode ser encontrada em florestas de terra firme, vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria (capoeiras), savanas, pastagens e ro\u00e7ados, sendo excepcionalmente tolerante a solos pobres e degradados (FAO, 1987).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-31243\" title=\"Figura1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura1.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"233\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura1.jpg 450w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura1-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A explora\u00e7\u00e3o da polpa de tucum\u00e3 e de seus derivados representa uma atividade econ\u00f4mica significativa e crescente no \u00e2mbito regional. A polpa alaranjada do tucum\u00e3 est\u00e1 no cotidiano dos amaz\u00f4nidas, que \u00e9 consumida in natura em diversos pratos da culin\u00e1ria local, como sandu\u00edches, tapiocas, p\u00e3es, cremes e sorvetes. Devido a sua colora\u00e7\u00e3o amarela, a polpa cont\u00e9m alto teor de pr\u00f3-vitamina A (caroteno, 51.000 unidades internacional \u2013 UI\/100 g), lip\u00eddios e energia, teor m\u00e9dio de \u03b2-caroteno (VIEIRA et al., 2017). Por sua vez, a esp\u00e9cie Astrocarym vulgare Mart. cont\u00eam cerca de 46% de umidade, 5% de prote\u00ednas, 30% de lip\u00eddios, 9% de fibras e 3% de minerais al\u00e9m dos nutrientes citados anteriores. De modo geral, o consumo de 30 g de tucum\u00e3 supre tr\u00eas vezes a necessidade di\u00e1ria de vitamina A de uma crian\u00e7a e representa a dose\/dia recomendada para um adulto (FERREIRA et al., 2008). A polpa cont\u00e9m entre 33 e 47% de \u00f3leo e a am\u00eandoa entre 30 e 50%, sendo que 81-84% s\u00e3o \u00e1cido graxos saturados e 63-73% de glicer\u00eddeos trissaturados (LIMA; TRASSATO; COELHO, 1986).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de cadeia produtiva, nota-se que o fruto do tucum\u00e3 \u00e9 explorado basicamente na retirada da polpa e na fabrica\u00e7\u00e3o de artesanatos. O endocarpo (Figura 2.1) \u00e9 empregado pelos artes\u00e3os na confec\u00e7\u00e3o de brincos, an\u00e9is, pulseiras, colares e outros artefatos curiosos. O estipe (Figura 2.1) \u00e9 utilizado na constru\u00e7\u00e3o de cercas, currais e casas r\u00fasticas. Das folhas retiram-se fibras finas e resistentes empregadas no preparo de rede de pescar e de dormir, linhas de arco de flecha, cordas, cestos e balaios (LIMA; TRASSATO; COELHO, 1986, DIDONET; FERRAZ, 2014). As modalidades de uso do tucum\u00e3 demonstram que esta palmeira exerce influ\u00eancia significativa nos produtores de baixa renda, naquelas \u00e1reas onde \u00e9 encontrada em maior ocorr\u00eancia. Todavia, esse processo de explora\u00e7\u00e3o \u00e9 remarcado por n\u00e3o ter valor agregado e tampouco tecnologias inovadoras. Para refor\u00e7ar essa afirmativa deve ser informado que a produ\u00e7\u00e3o natural de polpa e am\u00eandoa por hectare \u00e9 de 33,4 e 8,5 toneladas, respectivamente (LIMA; TRASSATO; COELHO, 1986).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A literatura mostra que os frutos e as polpas de tucum\u00e3 comercializados, em feiras e mercados, eram, em 2012, provenientes de 20 diferentes localidades, com dist\u00e2ncias de at\u00e9 mil km de Manaus, sendo os munic\u00edpios mais citados: Itacoatiara, Terra Santa, Rio Preto da Eva, Autazes e os da bacia do Rio Madeira e que essa altern\u00e2ncia de proced\u00eancias, garantia o abastecimento cont\u00ednuo ao longo do ano. Em 2012, foram comercializadas cerca de 367,8 toneladas de frutos de tucum\u00e3, sendo 53% desta quantia descascada durante a jornada de trabalho dos feirantes. Por causa dos desperd\u00edcios, o tucum\u00e3 \u00e9 considerado um dos frutos mais caros no com\u00e9rcio de Manaus. Apesar disso, o mercado de tucum\u00e3 continua em expans\u00e3o, o que demanda novos estudos sobre sua cadeia produtiva. Portanto, este estudo tem como objetivo estudar a cadeia produtiva sistematizando a origem do tucum\u00e3 vendido em Manaus, bem como a caracteriza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e econ\u00f4mica dos vendedores.<\/p>\n<p><strong>2. Materiais e M\u00e9todos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coleta de dados referentes a cadeia da comercializa\u00e7\u00e3o e descarte dos res\u00edduos do tucum\u00e3, em Manaus, foi realizada com 85 vendedores, distribu\u00eddos por todas as zonas da cidade ao longo do quarto trimestre de 2017 e primeiro trimestre de 2018. Inicialmente, realizou-se uma avalia\u00e7\u00e3o explorat\u00f3ria de pontos potenciais de venda, percorrendo-se a cidade em suas seis zonas de aglomera\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (Norte, Sul, Centro Sul, Centro Oeste, Leste e Oeste). A ferramenta de coleta de dados consistiu em question\u00e1rio com 23 perguntas abertas e fechadas, buscando-se informa\u00e7\u00f5es referentes a caracteriza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e econ\u00f4mica dos vendedores (idade, renda familiar, escolaridade, sexo, naturalidade, estado conjugal, tempo de resid\u00eancia, tipo de moradia, familiares, naturalidade), bem como elementos referentes a cadeia de comercializa\u00e7\u00e3o do tucum\u00e3 (localiza\u00e7\u00e3o do ponto, proced\u00eancia do tucum\u00e3, compra em sacos, compra em cento, compra em d\u00fazia, compra de outra forma, vende em sacos, vende em cento, vende em d\u00fazia, vende de outra forma, tempo de venda, destino do caro\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os question\u00e1rios aplicados foram analisados e aprovados pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisas com Humanos com o parecer de n\u00famero 96523518.8.0000.5020.<\/p>\n<p><strong>3. Resultados e Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>3.1. Caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas e econ\u00f4micas dos vendedores de tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os vendedores de tucum\u00e3 na cidade de Manaus possu\u00edam idade variando de 18 a 72 anos, com m\u00e9dia de 40,0 \u00b112,5 anos. A maioria dos vendedores (48%) estava na faixa de 30 a 48 anos de idade. Os ganhos mensais com a atividade variaram de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo que 91% dos vendedores ganhavam at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos. A escolaridade informada pelos vendedores variou de \u201csem escolaridade\u201d at\u00e9 \u201censino superior completo\u201d. A predomin\u00e2ncia dos entrevistados foi de \u201censino fundamental incompleto\u201d com 52%, \u201censino fundamental completo\u201d com 10%, ensino m\u00e9dio completo com 25% e ensino m\u00e9dio incompleto com 7%. Verificou-se que 75% dos entrevistados eram do sexo masculino e 25%, do sexo feminino. Dos entrevistados, 77% eram amazonenses (tr\u00eas a cada quatro vendedores), seguidos de 7% maranhenses, de 5% paraenses e de 2% venezuelanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao estado civil, 63% dos entrevistados eram casados, 28% solteiros, 5% n\u00e3o responderam, 2% separados, 2% desquitado e 2% divorciados. No que se refere ao tempo em que os vendedores residem em Manaus, 76% informaram que residem a 10 anos ou mais na cidade, 10% reportaram de 5 a 10 anos e 14%, menos de 5 anos. Tr\u00eas em cada quatro vendedores residem mais de 10 anos em Manaus, o que corrobora a informa\u00e7\u00e3o de que trabalham h\u00e1 muito tempo no com\u00e9rcio do tucum\u00e3. Dos entrevistados 82% responderam que residem em casas de alvenaria enquanto 12% residem em casa de madeira, 2%, em casas mistas (madeira\/alvenaria) e 4% n\u00e3o responderam. Verificou-se que 72% dos entrevistados apresentam at\u00e9 5 (cinco) familiares residindo sob o mesmo teto, com preponder\u00e2ncia de 3 (tr\u00eas) pessoas (23%) e 2 (duas) pessoas (14%), 11% informaram residir oito pessoas ou mais na resid\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constata-se, assim, uma predomin\u00e2ncia de vendedores do sexo masculino em detrimento do sexo feminino. Segundo a classifica\u00e7\u00e3o das classes sociais reportada em IBGE (2017), a renda de um a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos (reportada por 91% dos entrevistados) corresponde a classe \u201cD\u201d. J\u00e1 para a ABEP (2016) os vendedores de tucum\u00e3 est\u00e3o nas classes C1 e C2. A Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE, 2012) classifica os vendedores na classe m\u00e9dia, com renda per capita de at\u00e9 R$ 641,00 e renda familiar de at\u00e9 R$ 2.564,00. Atividades similares podem ser encontradas em outras regi\u00f5es brasileiras, a Tabela 1 expressa os dados que representam o perfil do vendedor ambulante comparado com o vendedor de tucum\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Tabela 1<\/strong> &#8211; Caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas e econ\u00f4micas de alguns vendedores ambulantes e camel\u00f4s comparados com a venda do tucum\u00e3.<\/p>\n<table style=\"width: 100%;\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>HOMENS   (%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>IDADE   (ANOS)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>EFI   (%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>RENDA   (SM)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>SETOR<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>LOCAL<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>AUTOR<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>33<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>20-49   (45%), 50-77 (55%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>71<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>2   (95%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>EF<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Maraj\u00f3-PA<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Soares   et al. (2017)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>63<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>21-40   (56%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>63*<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>1   (94%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>EF<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Caxias-MA<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Silva   et al. (2016)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>83<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>21-55   (47%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>60<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>3   (97%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Camel\u00f4s<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Uberl\u00e2ndia-MG<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Rosa   e Cleps (2016)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>67<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>18-39   (60%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>50<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>2   (100%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Ambulantes<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>S\u00e3o   Paulo<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Pamplona   (2013)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>50<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>18-40   (70%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>68<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>2   (62%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Camel\u00f4s<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>S\u00e3o   Luiz<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Silva   e Pereira (2012)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>64<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>37   (m\u00e9dia)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>28<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>2   (71%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Camel\u00f4s<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Vit\u00f3ria<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Fraga   et al. (2017)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>100<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>n\/a<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>52<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>1   (100%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>EF<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Cari\u00fas-CE<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Souza,   Alencar e Alencar (2017)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>63<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>18-30   (68%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>32<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>1   (100%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>AE<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Belo   Horizonte<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Monteiro   (2015)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>75<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>30-48   (48%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>52<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>3   (91%)<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Vendedor-Tucum\u00e3<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Manaus<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"width: 73px; border: 1px solid #000000;\" valign=\"top\">\n<p>Este   Trabalho<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>Ensino fundamental incompleto = EFI, Extrativismo-frutas = EF, Ambulantes-alimentos =AE, *At\u00e9 m\u00e9dio incompleto, n\/a = N\u00e3o informado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observa-se que as atividades de vendas e extrativismo n\u00e3o est\u00e3o relacionadas com empreendedorismo, uma vez que o perfil apresentado est\u00e1 mais ajustado para uma atividade fundamentalmente ligada a subsist\u00eancia das fam\u00edlias, tipicamente uma renda proveniente de um trabalho sem qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3.2. Localiza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio do tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste item considerou-se como vendedor aquele indiv\u00edduo que permanece em local fixo em um ponto da cal\u00e7ada, ambulante aquele que fica andando pela cidade sem ter um local fixo, feirante aquele que comercializa em feiras da cidade e comerciante aquele vendedor que tem uma venda e vende, neste local, o seu tucum\u00e3. A maioria dos vendedores, 59%, declarou ser ambulantes, enquanto 19%, comerciantes em suas vendas, 16% feirantes e 5% vendedores, em local fixo na rua. A preponder\u00e2ncia de vendedores ambulantes na comercializa\u00e7\u00e3o leva a interpreta\u00e7\u00e3o de que estes comerciantes est\u00e3o sempre em movimento pelos bairros e ruas buscando uma melhor potencialidade de venda de suas mercadorias, principalmente em pontos de maior concentra\u00e7\u00e3o de pessoas, em cruzamentos e sinaleiras. A Figura 2 apresenta a distribui\u00e7\u00e3o dos vendedores na cidade de Manaus. Nota-se que os vendedores est\u00e3o praticamente em toda a cidade, destacando a regi\u00e3o norte e sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de fornecedores de frutos de tucum\u00e3, local onde os vendedores compram os frutos, foram encontrados apenas tr\u00eas grandes locais: o maior \u00e9 Manaus Moderna (feira coberta na regi\u00e3o do porto da cidade), seguido da Feira da Panair e da Feira do Produtor (Figura 2). Nos dados apresentados, em 2012, eram comercializadas cerca de 31 toneladas mensais, neste trabalho notou-se que a quantidade m\u00e9dia mensal recebida e comercializada teve aumento anual de 22%. Os vendedores de frutos de tucum\u00e3 comercializaram mensalmente aproximadamente 83.066 kg, em 2017, e esta mesma quantidade foi prevista para 2018. Estima-se que cada vendedor recebe e vende 1.138 kg mensais em m\u00e9dia. Isso significa um aumento de 168% em cinco anos, com uma m\u00e9dia de 22% ao ano de crescimento do consumo de tucum\u00e3 em Manaus. Em termos de quantidade de caro\u00e7os como res\u00edduo, estima-se que cerca de 60% (ou 49.840 kg) s\u00e3o produzidos mensalmente, dos quais 61,3%, um total de 30.537 kg se refere ao endocarpo lenhoso. A polpa corresponde a 25% em peso do fruto, ou seja, 20.777 kg de polpa de tucum\u00e3 s\u00e3o mensalmente consumidos nos mais variados tipos de comida (tapiocas, sandu\u00edches, sorvetes, etc.). A casca, que \u00e9 a sobra de material org\u00e2nico, corresponde a 15% em peso; ou seja, aproximadamente a 12.460 kg mensais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-31248\" title=\"Figura2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura2.jpg\" alt=\"\" width=\"596\" height=\"393\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura2.jpg 851w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura2-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/p>\n<p><strong>3.3. Proced\u00eancia e comercializa\u00e7\u00e3o do tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Figura 3 apresenta os locais de proced\u00eancia do tucum\u00e3 que \u00e9 comercializado em Manaus-AM. Verifica-se que as cidades Terra Santa-PA (23,1%), Urucar\u00e1-AM (23,1%), Rio Preto da Eva-AM (13,2%), Autazes-AM (8,8%), Boa Vista-RO (4,4%), Itacoatiara-AM (4,4%), Nhamund\u00e1-AM (3,3%), Barreirinha-AM (2,2%), Manicor\u00e9-AM (2,2%), Presidente Figueiredo-AM (2,2%), S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Uatum\u00e3-AM (2,2%), Anori-AM (1,1%), Careiro-AM (1,1%), Fonte Boa-AM (1,1%), Itapiranga-AM (1,1%), Manacapuru-AM (1,1%), Manaus-AM (1,1%), Pedras-AM (1,1%), Silves-AM (1,1%), Tabatinga-AM (1,1%) e Tef\u00e9-AM (1,1%). As cidades de Terra Santa-PA, Urucar\u00e1-AM, Rio Preto da Eva-AM, Autazes-AM, Boa Vista-RO, Itacoatiara-AM e Nhamund\u00e1-AM fornecem mais de 80% do total comercializado em Manaus. Em termos de quantidade em kg de peso, verifica-se que Terra Santa-PA fornece aproximadamente 18.211 kg, Urucar\u00e1-AM 20.128 kg, Rio Preto da Eva-AM 10.954 kg, Autazes-AM 7.303 kg, Boa Vista-RO e Itacoatiara-AM 3.651 kg e Nhamund\u00e1-AM 2.738 kg e as demais cidades somadas com 16.431 kg. Este trabalho fornece informa\u00e7\u00f5es adicionais a (DIDONET; FERRAZ, 2014) ao relatar as quantidades fornecidas por cada cidade provedora, embora estas sejam basicamente as mesmas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-31250\" title=\"Figura3\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"275\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura3.jpg 450w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura3-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p><strong>3.4. Quantidade comprada em sacos de tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>O tucum\u00e3 \u00e9 adquirido em sacos em 89% dos casos investigados. Dentre os entrevistados, 11% reportaram que possuem planta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Os sacos t\u00eam 45 kg em m\u00e9dia. Os valores pagos por saco variam de 50 a 200 reais em 90% das negocia\u00e7\u00f5es, sendo que 10% reportaram pagarem mais de 200 reais. A quantidade de sacos mensalmente comprada varia de 1 (um) a 75 (setenta e cinco) para 46% dos vendedores, por\u00e9m 4% informaram que compram 90 (noventa) ou mais. Cinquenta e dois por cento dos vendedores n\u00e3o responderam, muito provavelmente pelo medo de que estivesse sendo avaliado o montante gerado, para futura cobran\u00e7a de impostos, visto que esse tipo de com\u00e9rcio \u00e9 informal. Os dados coletados est\u00e3o expressos na Figura 4.<\/p>\n<p>A venda do tucum\u00e3 adquirido \u00e9 na grande maioria realizada em fracionamento para 83% dos entrevistados, ao passo que 17% revendem o produto em sacos, apenas repassando para outro comprador, atuando como um atravessador, como \u00e9 poss\u00edvel observar na Figura 4. O pre\u00e7o da revenda em sacas varia de 100 a 300 reais, com maior frequ\u00eancia na faixa de 100 a 150 reais por saco.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-31252\" title=\"Figura4\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura4.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"412\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura4.jpg 450w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura4-229x300.jpg 229w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>3.5. Forma de venda ao consumidor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Figura 5 demonstra que 48% dos comerciantes vendem o tucum\u00e3 em cento (100 unidades), com pre\u00e7os variando de 30 a 80 reais ou mais. Destes, 34% vendem o cento entre 30 e 50 reais. Cinquenta e dois por cento dos entrevistados reportaram que vendem de formas e custos diferentes. Pre\u00e7os de 50 reais ou mais s\u00e3o praticados quando o tucum\u00e3 est\u00e1 fora de \u00e9poca, ou seja, na entressafra onde existe escassez de produto no mercado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-31254\" title=\"Figura5\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura5.jpg\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"466\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura5.jpg 450w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura5-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tucum\u00e3 \u00e9 normalmente vendido em d\u00fazia por 79% dos comerciantes entrevistados com pre\u00e7os variando de 4 a 10 reais, 49% vendem a d\u00fazia a 5 reais e 21% informaram que n\u00e3o vendem o tucum\u00e3 em d\u00fazia. Esta informa\u00e7\u00e3o cruzada com a informa\u00e7\u00e3o anterior leva a interpreta\u00e7\u00e3o de que muitos vendedores vendem o tucum\u00e3 em cento e tamb\u00e9m em d\u00fazia. Outras formas de venda foram reportadas por 51 entrevistados (62% dos entrevistados). O tucum\u00e3 \u00e9 vendido ap\u00f3s descascado em forma de polpa. A polpa \u00e9 vendida nas seguintes condi\u00e7\u00f5es: 120 a 200 g \u2013 5 reais (14%), 200 a 300 g \u2013 10 reais (27%), 300 a 500 g \u2013 15 reais (2%), 1 kg \u2013 25 a 70 reais (57%, com predomin\u00e2ncia para 40 a 50 reais o kg informado por 56% dos entrevistados).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referente aos pre\u00e7os praticados, a Tabela 2 evidencia que existe um aumento hist\u00f3rico desses pre\u00e7os refletindo as condi\u00e7\u00f5es de mercado (oferta e procura do fruto) e tamb\u00e9m seguindo os elementos inflacion\u00e1rios de reajustes de pre\u00e7os na economia. Os pre\u00e7os do kg de polpa no per\u00edodo 2010-2018 aumentaram 21% enquanto a d\u00fazia do fruto comercializada aumentou 40%, j\u00e1 o pre\u00e7o da saca comprada pelos vendedores no per\u00edodo de 2011 a 2018 aumentou 67%.<\/p>\n<p><strong>3.6. Tempo de venda do tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conhecimento do tempo em que as quantidades compradas demoram para serem vendidas \u00e9 importante para a determina\u00e7\u00e3o do giro do produto no mercado e tamb\u00e9m indicar a potencialidade de ganho financeiro do vendedor. Dos vendedores, 73,5% informaram a venda de um e de at\u00e9 dez sacos por dia, com preponder\u00e2ncia de at\u00e9 dois sacos por dia para 46% dos entrevistados. Tamb\u00e9m existe a venda de um a oito sacos mensais, reposta de 12% dos vendedores e 13,2% dos entrevistados n\u00e3o responderam este item.<\/p>\n<p><strong>3.7. Destino do caro\u00e7o do tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O destino do caro\u00e7o ap\u00f3s o consumo da polpa do fruto do tucum\u00e3 \u00e9 um indicador importante para a avalia\u00e7\u00e3o da potencialidade de reaproveitamento do seu endocarpo lenhoso para a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos comercializ\u00e1veis ecologicamente corretos, tais como derivados de wood plastic e ecocomp\u00f3sitos. A Figura 6 mostra que 91,9% dos caro\u00e7os s\u00e3o descartados no lixo, sem reaproveitamento, 2,3% destinados ao artesanato (bot\u00f5es, an\u00e9is), 2,3% utilizados para planta\u00e7\u00e3o do fruto, 1,2% para cria\u00e7\u00e3o de animais, 1,2% para venda e 1,2% para doa\u00e7\u00e3o. Em base a esta informa\u00e7\u00e3o verifica-se o baixo potencial de reaproveitamento do caro\u00e7o do tucum\u00e3.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-31257\" title=\"Figura6\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura6.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"193\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura6.jpg 350w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Figura6-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p><strong>Tabela 2<\/strong> \u2013 Pre\u00e7os hist\u00f3ricos do fruto de tucum\u00e3 praticados em Manaus (valores m\u00e9dios pesquisados)<\/p>\n<table style=\"width: 100%;\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>TRABALHO<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>ANO<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>POLPA   (kg)<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"114\" valign=\"top\">\n<p>FRUTO   (d\u00fazia)<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"113\" valign=\"top\">\n<p>SACA   (unid.)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>Kahn   e Moussa, 1999<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>1995<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"227\" valign=\"top\">\n<p>R$   1,81<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>Costa   et al., 2005<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>2003<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>R$   18,33<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"114\" valign=\"top\">\n<p>R$   1,60<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"113\" valign=\"top\">\n<p>R$   21,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>Schroth,   2004<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>2004<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>R$   19,80<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"114\" valign=\"top\">\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"113\" valign=\"top\">\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>Rabelo,   2012<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>2010<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>R$   35,60<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"114\" valign=\"top\">\n<p>R$   4,20<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"113\" valign=\"top\">\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>Didonet   e Ferraz, 2014<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>2011<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>R$   31,47<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"114\" valign=\"top\">\n<p>R$   3,79<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"113\" valign=\"top\">\n<p>R$   77,91<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"168\" valign=\"top\">\n<p>Presente   trabalho<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"66\" valign=\"top\">\n<p>2018<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"104\" valign=\"top\">\n<p>R$   43,00<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"114\" valign=\"top\">\n<p>R$   5,86<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"113\" valign=\"top\">\n<p>R$130,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>4. Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados mostram que os vendedores apresentam idade entre 28 e 53 anos, com renda mensal de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo a maioria homens que moram em casa de alvenaria com at\u00e9 cinco pessoas e possuem ensino fundamental incompleto. Nos \u00faltimos cinco anos houve um aumento significativo no consumo do fruto de tucum\u00e3 e sua comercializa\u00e7\u00e3o. A distribui\u00e7\u00e3o dos vendedores \u00e9 diversificada abrangendo praticamente todas as zonas da cidade, para apenas tr\u00eas locais que recebem o tucum\u00e3 colhido, em 21 cidades. Os diversos fornecedores garantem a venda do fruto por todo o ano. Em termos de consumo, 83 toneladas de frutos s\u00e3o comercializadas mensalmente, sendo 21 toneladas de polpa de tucum\u00e3 (descascada manualmente) e constatou-se que cerca de 60% s\u00e3o res\u00edduos, 50 toneladas, que s\u00e3o destinadas ao lixo, que podem gerar 30 toneladas de madeira\/endocarpo lenhoso. Referente aos pre\u00e7os praticados, estes aumentaram seguindo as condi\u00e7\u00f5es de oferta e procura dos frutos ao longo do tempo, com aten\u00e7\u00e3o especial ao pre\u00e7o da saca de frutos que aumentou o dobro do aumento do pre\u00e7o do kg de polpa e da d\u00fazia de frutos vendidos, refletindo a crescente demanda por estes produtos por parte da popula\u00e7\u00e3o de Manaus, no per\u00edodo de 2011-2018, no qual aumentou 168% o consumo do tucum\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Este artigo \u00e9 in\u00e9dito e n\u00e3o est\u00e1 sendo considerado para qualquer outra publica\u00e7\u00e3o. O(s) autor(es) e revisores n\u00e3o relataram qualquer conflito de interesse durante a sua avalia\u00e7\u00e3o. Logo, a revista Scientia Amazonia det\u00e9m os direitos autorais, tem a aprova\u00e7\u00e3o e a permiss\u00e3o dos autores para divulga\u00e7\u00e3o, deste artigo, por meio eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ABEP \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Pesquisa. Crit\u00e9rio Brasil de Classifica\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica. 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALCANTARA, E. R.; PEREIRA, S. C. C. Din\u00e2mica organizacional de empreendimentos que comercializam produtos amaz\u00f4nicos na capital do Estado do Par\u00e1. Revista Gest\u00e3o Industrial, Ponta Grossa, v. 14, n. 2, p. 114-133, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAVALCANTE, P.B. Frutas comest\u00edveis da Amaz\u00f4nia. 5.ed. Bel\u00e9m: Edi\u00e7\u00f5es CEJUP\/Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. 279pp. (Cole\u00e7\u00e3o Adolfo Ducke). 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHAGAS, A.; SOPRANA, R. Usos sustent\u00e1veis da fibra do tucum\u00e3 em comunidades rurais na Amaz\u00f4nia: Estudo de caso na vila de Acaraj\u00f3 \u2013 Bragan\u00e7a-PA. 11\u00ba P&amp;D Design. Anais&#8230;Gramado: 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DIDONET, A. A.; FERRAZ, I. D. K. O com\u00e9rcio de frutos de tucum\u00e3 nas feiras de Manaus (Amazonas, Brasil). <strong>Revista Brasileira de Fruticultura<\/strong>, v. 36, n. 2, p. 353\u2013362, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FAO. Especies forestales productoras de frutas y otros alimentos. 3. Ejemplos de America Latina, 44\/3. Rome: FAO. 241pp, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FARIA, M. A. S.; RIBEIRO, M. J.; RIBEIRO, P. L. S. T\u00d3PICOS EM BIOTECNOLOGIA E BIODIVERSIDADE: Pesquisas e Inova\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Sul Ocidental. Rio Branco\/AC: Edufac, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FERREIRA, E. DE S. et al. Caracteriza\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica do fruto e do \u00f3leo extra\u00eddo de tucum\u00e3 (Astrocaryum vulgare mart). <strong>Alimentos e Nutri\u00e7\u00e3o<\/strong>, 2008, v. 19, n. 4, p. 427\u2013433.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRAGA, M. L. et al. Trabalho, mas n\u00e3o tenho emprego: um estudo sobre o perfil dos vendedores ambulantes da Grande Vit\u00f3ria-ES. Anais do Congresso Internacional de Administra\u00e7\u00e3o ADM 2017. Ponta Grossa, PR, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IBGE \u2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD). 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LIMA, R. R.; TRASSATO, L. C.; COELHO, V. O tucum\u00e3 (Astrocaryum vulgare Mart.) principais caracter\u00edsticas e potencialidade agroindustrial. EMBRAPA-CPATU. Boletim de pesquisa, p. 27, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LORENZI, H. et al. Palmeiras brasileiras e ex\u00f3ticas cultivadas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MILLER, W. M. P. et al. Farinha do res\u00edduo de tucum\u00e3 (Astrocaryum vulgare Mart.) na alimenta\u00e7\u00e3o de poedeiras. <strong>Revista Academia de Ci\u00eancias Agr\u00e1ria e Ambiente<\/strong>, 2015, v. 16, n. 1, p. 1\u20139.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONTEIRO, M. A. M. Caracteriza\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio Ambulante de Alimentos em Belo Horizonte-MG. DEMETRA: Alimenta\u00e7\u00e3o, <strong>Nutri\u00e7\u00e3o &amp; Sa\u00fade<\/strong>, 2015, v. 10, n. 1, p. 87-97.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NASCIMENTO, C. S. et al. Caracteriza\u00e7\u00e3o do \u00f3leo obtido da Semente de Astrocaryum Murumuru obtida na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. <strong>Ci\u00eancia &amp; Tecnologia<\/strong>, 2011, v. 3, p. 1\u20134, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PAMPLONA, J. B. Mercado de trabalho, informalidade e com\u00e9rcio ambulante em S\u00e3o Paulo. <strong>Revista Brasileira de Estudos de Popula\u00e7\u00e3o<\/strong>, 2013, v. 30, n. 1, p. 225-249.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROSA, T. A; CLEPS, G. D. G. Com\u00e9rcio ambulante de alimentos em Uberl\u00e2ndia \u2013 MG: Considera\u00e7\u00f5es Gerais. <strong>Revista Horizonte Cient\u00edfico<\/strong>, 2016, v. 2, n.10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRAT\u00c9GICOS (SAE) da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, M. L. A. et al. Comercializa\u00e7\u00e3o de frutos e subprodutos na feira livre da BR316 sentido Caxias\/MA a Timon\/MA, Brasil. <strong>Agrarian Academy, Centro Cient\u00edfico Conhecer<\/strong>, 2016, v. 3, n. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, N. C.; PEREIRA, R. C. C. Perfil s\u00f3cio-econ\u00f4mico dos vendedores ambulantes dos terminais de integra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Lu\u00eds \u2013 MA. Anais da 64\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOARES, I. S. et al. Caracteriza\u00e7\u00e3o Socioecon\u00f4mica e de aspectos produtivos do extrativismo de sementes oleaginosas da Amaz\u00f4nicas da Mesorregi\u00e3o do Maraj\u00f3 \u2013 Munic\u00edpio de Salvaterra, Par\u00e1, Brasil. Observatorio de la Econom\u00eda Latinoamericana. Revista eumet.com. Brasil, agosto, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOUZA, S. G.; ALENCAR, G. S. S.; ALENCAR, F. H. H. An\u00e1lise socioambiental da produ\u00e7\u00e3o de banana no munic\u00edpio de Cari\u00fas (CE), Brasil. <strong>Ci\u00eancia e Sustentabilidade<\/strong> \u2013 CeS. 2017, v. 3, n. 2, p. 119-144.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIEIRA, L. M. et al. Estudo do potencial antioxidante da polpa do tucum\u00e3 (Astrocaryum aculeatum) in natura armazenada em embalagens a v\u00e1cuo. <strong>The Journal of Engineering and Exact Sciences<\/strong>, 2017, v. 3, n. 4, p. 672\u2013677.<\/p>\n<p><em>Scientia Amazonia, v. 8, n.2, B1-B9, 2019<br \/> Revista on-line <a href=\"http:\/\/www.scientia-amazonia.org\">http:\/\/www.scientia-amazonia.org<\/a><br \/> ISSN:2238.1910<\/em><\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antonio Claudio Kieling, Genilson Pereira Santana, Maria Cristina dos Santos, Hirla de Cassia Castro Jaqtinon, Caio C\u00e9sar Pantale\u00e3o Monteiro RESUMO O fruto da palmeira de tucum\u00e3 \u00e9 encontrado na Amaz\u00f4nia cuja polpa (mesocarpo) \u00e9 consumida em diversos pratos da culin\u00e1ria de Manaus-AM. 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