{"id":3819,"date":"2009-11-27T15:17:09","date_gmt":"2009-11-27T18:17:09","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=3819"},"modified":"2010-07-06T18:10:59","modified_gmt":"2010-07-06T21:10:59","slug":"producao-de-leite-organico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/producao-de-leite-organico\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de Leite Org\u00e2nico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=6566&amp;preview=true\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4295\" title=\"banvitrine\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/banvitrine.gif\" alt=\"banvitrine\" width=\"463\" height=\"62\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/banvitrine.gif 463w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/banvitrine-300x40.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u00a0<\/em>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>*Carlos Renato Tavares de Castro, *Maria de F\u00e1tima \u00c1vila Pires e *Luiz J. Aroeira<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leite org\u00e2nico \u00e9 o produto da pecu\u00e1ria leiteira org\u00e2nica, que se baseia nas premissas de ser uma explora\u00e7\u00e3o economicamente vi\u00e1vel, ecologicamente correta e socialmente justa.\u00a0 Nesse tipo de explora\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de os animais serem criados de forma saud\u00e1vel, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos, horm\u00f4nios, verm\u00edfugos, promotores de crescimento, estimulantes de apetite, ur\u00e9ia e demais aditivos n\u00e3o autorizados, \u00e9 necess\u00e1rio que o pecuarista esteja compromissado com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e proporcione adequadas condi\u00e7\u00f5es de trabalho aos seus empregados, sempre visando a excel\u00eancia do produto a ser obtido.\u00a0 O leite org\u00e2nico difere daquele obtido na pecu\u00e1ria convencional por n\u00e3o conter res\u00edduos qu\u00edmicos de qualquer esp\u00e9cie, possuindo mesmo sabor e valor nutritivo, podendo ser consumido puro, sob a forma de lactoderivados ou incorporado a outros produtos aliment\u00edcios.\u00a0 Embora sua produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja direcionada a um p\u00fablico espec\u00edfico, seus consumidores s\u00e3o, em geral, bem informados, possuem consci\u00eancia ecol\u00f3gica e buscam a qualidade dos alimentos.\u00a0 Esse tipo de leite possui valor agregado e, conseq\u00fcentemente, custo final mais elevado, restringindo seu consumo di\u00e1rio a uma parcela da popula\u00e7\u00e3o com maior poder aquisitivo. Existe uma tend\u00eancia de mudan\u00e7a deste cen\u00e1rio a partir da disponibiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias que ir\u00e3o contribuir para redu\u00e7\u00e3o no custo de produ\u00e7\u00e3o, aumento da oferta do produto no mercado e consequentemente redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do leite org\u00e2nico nas prateleiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema org\u00e2nico de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 caracterizado somente pela troca de insumos qu\u00edmicos por insumos org\u00e2nicos, biol\u00f3gicos e ecol\u00f3gicos, visto o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA) estabelecer uma s\u00e9rie de procedimentos para que o leite de uma propriedade seja considerado org\u00e2nico.\u00a0 Tais procedimentos regulamentam a alimenta\u00e7\u00e3o do rebanho, instala\u00e7\u00f5es e manejo, escolha de animais, sanidade e at\u00e9 o processamento e empacotamento do leite.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o MAPA determine as normas para a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, h\u00e1 necessidade de certifica\u00e7\u00e3o desses produtos por meio de empresas espec\u00edficas, de reputa\u00e7\u00e3o ilibada, que conferem um selo ao produto, atestando-o como sendo org\u00e2nico.\u00a0 A Instru\u00e7\u00e3o Normativa 007\/1999, de 17\/05\/1999, disp\u00f5e detalhadamente sobre as normas de produ\u00e7\u00e3o, tipifica\u00e7\u00e3o, processamento, envase, distribui\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o da qualidade para os produtos org\u00e2nicos de origem vegetal e animal, na qual s\u00e3o detalhadas as etapas de convers\u00e3o e transi\u00e7\u00e3o das propriedades rurais que os produzem.\u00a0 H\u00e1 diversas certificadoras no Brasil e seus endere\u00e7os podem ser obtidos na Internet em sites relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de alimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O selo de certifica\u00e7\u00e3o de um alimento org\u00e2nico fornece ao consumidor muito mais do que a certeza de estar adquirindo um produto isento de contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, garantindo, tamb\u00e9m, que esse \u00e9 resultante de uma atividade agropecu\u00e1ria capaz de assegurar a manuten\u00e7\u00e3o e sustentabilidade do ambiente natural, proporcionando qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades.\u00a0 Assim, o selo que certifica um produto como sendo &#8220;org\u00e2nico&#8221; \u00e9 o s\u00edmbolo n\u00e3o apenas de produtos isolados, mas tamb\u00e9m de processos mais ecol\u00f3gicos para se produzir alimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Embrapa Gado de Leite, embora n\u00e3o produza leite org\u00e2nico, vem desenvolvendo a\u00e7\u00f5es que enfocam dois temas priorit\u00e1rios nas pesquisas concernentes \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o: a alimenta\u00e7\u00e3o e o controle sanit\u00e1rio do rebanho.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um sistema de produ\u00e7\u00e3o de leite org\u00e2nico, como em qualquer sistema pecu\u00e1rio, recomenda-se que a alimenta\u00e7\u00e3o dos animais seja equilibrada e supra todas as suas necessidades.\u00a0 Entretanto, de acordo com as exig\u00eancias das Certificadoras, 85% da mat\u00e9ria seca consumida pelo rebanho deve ser de origem org\u00e2nica e para tanto se recomenda que seja feito, na propriedade, o cons\u00f3rcio de gram\u00edneas e leguminosas na pastagem, incentivando a diversifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies vegetais.\u00a0 Sugere-se a implanta\u00e7\u00e3o de sistemas agroflorestais (silvipastoris ou agrossilvipastoris), nos quais leguminosas arb\u00f3reas e\/ou arbustivas, fixadoras de nitrog\u00eanio, sejam associadas a cultivos agr\u00edcolas ou pastagens.\u00a0 Recomenda-se que a \u00e1rea da propriedade destinada \u00e0 pecu\u00e1ria seja mantida, alternadamente, com pastagem ou com cultivos e ainda que sejam cultivados bancos de prote\u00ednas, cercas vivas e outras alternativas para a produ\u00e7\u00e3o de forragem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sistemas silvipastoris s\u00e3o imprescind\u00edveis em um sistema org\u00e2nico de produ\u00e7\u00e3o de leite, possibilitando a correta alimenta\u00e7\u00e3o do rebanho, e viabilizando a aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de respeito e conserva\u00e7\u00e3o da natureza, em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.\u00a0 As \u00e1rvores propiciam sombra para o gado, contribuindo para o conforto animal, al\u00e9m de auxiliarem na conserva\u00e7\u00e3o do solo, evitando eros\u00f5es.\u00a0 Os sistemas silvipastoris multiestrato, que abrigam na mesma \u00e1rea \u00e1rvores, arbustos, gram\u00edneas e leguminosas rasteiras, proporcionam alternativas de alimenta\u00e7\u00e3o para os animais durante o ano inteiro, com a vantagem adicional de a sombra das \u00e1rvores possibilitar a produ\u00e7\u00e3o de forragem de melhor qualidade durante a \u00e9poca seca do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o recomendadas pastagens mistas de gram\u00edneas, leguminosas e outras plantas, buscando maximizar a biodiversidade e evitando-se as monoculturas de forrageiras.\u00a0 As pastagens devem ser manejadas, preferencialmente, de forma rotativa, com divis\u00e3o de piquetes, visando manter o solo coberto e evitando o pisoteio excessivo, adotando-se, sempre que poss\u00edvel, o rod\u00edzio de animais que possuam exig\u00eancias e h\u00e1bitos alimentares diferenciados (bovinos, eq\u00fcinos, ovinos, caprinos e aves).\u00a0 As queimadas regulares, a superlota\u00e7\u00e3o dos pastos, o uso de agrot\u00f3xicos e a aduba\u00e7\u00e3o mineral de alta concentra\u00e7\u00e3o e solubilidade, como a ur\u00e9ia, sulfato de am\u00f4nia, superfosfatos e cloreto de s\u00f3dio, s\u00e3o proibidos.\u00a0 No entanto a legisla\u00e7\u00e3o permite o uso eventual de sulfato de pot\u00e1ssio e recomenda a pr\u00e1tica da calagem, a aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes org\u00e2nicos, estercos, desde que oriundos de explora\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, aduba\u00e7\u00e3o verde, incorpora\u00e7\u00e3o de restos culturais, cascas e cinzas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O controle sanit\u00e1rio do rebanho leiteiro org\u00e2nico deve se basear no uso de produtos homeop\u00e1ticos, fitoter\u00e1picos e na acupuntura, sendo obrigat\u00f3rias as vacinas previstas na legisla\u00e7\u00e3o e recomendadas a administra\u00e7\u00e3o daquelas que visam ao controle das doen\u00e7as mais comuns em cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de manejo do ambiente possibilita reduzir o n\u00edvel de infesta\u00e7\u00f5es por carrapatos, uma vez que 95% desses \u00e1caros em uma propriedade se encontram nas pastagens, possibilitando controle mais eficiente com menor n\u00famero de tratamentos.\u00a0 Dentre as medidas mais eficazes, destacam-se o rod\u00edzio de pastagens com descanso de pelo menos 30 dias por piquete e a concentra\u00e7\u00e3o das medidas de tratamentos nos meses mais quentes do ano, per\u00edodo desfavor\u00e1vel ao desenvolvimento do carrapato.\u00a0 A escolha de animais mesti\u00e7os para compor o rebanho tamb\u00e9m contribui para elevar a efici\u00eancia do controle, uma vez que os bovinos com maior grau de sangue indiano s\u00e3o mais resistentes a endo e ectoparasitas.\u00a0 Esta resist\u00eancia \u00e9 potencializada quando os animais s\u00e3o mantidos em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, com alimenta\u00e7\u00e3o adequada e em ambiente higienizado.\u00a0 O mercado j\u00e1 disp\u00f5e de alguns produtos homeop\u00e1ticos e tamb\u00e9m de fitoter\u00e1picos para o controle de carrapatos, destacando-se o extrato de eucalipto e a rotenona (subst\u00e2ncia derivada da raiz do timb\u00f3) como os mais promissores.\u00a0 Uma vacina produzida no Brasil est\u00e1 em fase de finaliza\u00e7\u00e3o de testes e a expectativa \u00e9 de que em breve esteja dispon\u00edvel para os produtores.\u00a0 O controle biol\u00f3gico dos carrapatos por fungos e nemat\u00f3ides tamb\u00e9m est\u00e1 sendo pesquisado e ser\u00e1 uma alternativa vi\u00e1vel em um futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O controle das mastites, independentemente do medicamento utilizado, deve ser sempre acompanhado das medidas preventivas usuais de forma a garantir a efic\u00e1cia do tratamento.\u00a0 H\u00e1 uma s\u00e9rie de medidas curativas como homeopatia, terapia do barro e fitoterapia que podem ser usadas como tratamento alternativo aos antibi\u00f3ticos embora, em muitos casos, ainda care\u00e7am de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u00a0 Algumas ervas medicinais como a camomila, tansagem, babosa (esp\u00e9cie n\u00e3o t\u00f3xica para os animais), dentre outras, s\u00e3o recomendadas para o tratamento da mastite, bem como o tratamento adjuvante com massagem do \u00fabere utilizando pomadas de pr\u00f3polis, tansagem e\/ou belladona.\u00a0 Para antes e ap\u00f3s ordenha recomenda-se a solu\u00e7\u00e3o de iodo glicerinado + linha\u00e7a.\u00a0 A homeopatia est\u00e1 se tornando a principal terapia nos sistemas org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o de leite e pesquisas est\u00e3o sendo realizadas no sentido de comprovar a efici\u00eancia dos tratamentos homeop\u00e1ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o leite org\u00e2nico constitua um promissor subnicho de mercado, com crescimento anual de 30%, ainda \u00e9 um produto raro e de insignificante produ\u00e7\u00e3o frente aos 25 bilh\u00f5es* de litros de leite convencional produzidos no pa\u00eds em 2006.\u00a0 A despeito das iniciativas isoladas, a produ\u00e7\u00e3o de leite org\u00e2nico no Brasil ainda \u00e9 incipiente, fato que aliado ao pouco interesse das empresas receptoras em process\u00e1-lo explicam o baixo volume oferecido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.\u00a0 Ainda \u00e9 muito reduzido o n\u00famero de propriedades que exploram a pecu\u00e1ria leiteira org\u00e2nica certificada, havendo produ\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es Sul (S\u00edtio P\u00e9 da Serra, em Novo Hamburgo &#8211; RS), Sudeste (S\u00edtio Jatob\u00e1, em Ouro Fino &#8211; MG; S\u00edtio Caipirinha, em Botucatu &#8211; SP; Fazenda Vale das Palmeiras, em Teres\u00f3polis &#8211; RJ), Nordeste (Fazenda Acau\u00e3, em Nossa Senhora da Gl\u00f3ria &#8211; SE; Fazenda Tamandu\u00e1, em Patos &#8211; PB; Fazenda Timbauba, em Cacimbinhas &#8211; AL), al\u00e9m de alguns poucos latic\u00ednios certificados (Latic\u00ednios Taigor, em Uberaba &#8211; MG; Latic\u00ednio Valle D\u00b4oro, em Registro &#8211; SP;\u00a0 Moc\u00f3 Agropecu\u00e1ria Ltda, em Patos &#8211;\u00a0 PB)\u00a0<\/p>\n<p>*Estimativa<img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-3820\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/embrapa30anos.gif\" alt=\"embrapa30anos\" width=\"124\" height=\"160\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores da Embrapa Gado de Leite.<br \/>Rua Eug\u00eanio do Nascimento, 610 &#8211; Dom Bosco<br \/>36038-330 &#8211; Juiz de Fora &#8211; MG<br \/>Tel.: (32) 3249 4700 &#8211; Fax.: (32) 3249 4701<br \/>*Respectivamente <a href=\"mailto:castro@cnpgl.embrapa.br\">castro@cnpgl.embrapa.br<\/a> \u00a0e <a href=\"mailto:fatinha@cnpgl.embrapa.br\">fatinha@cnpgl.embrapa.br<\/a><br \/>*Pesquisador aposentado da Embrapa Gado de Leite\u00a0\u00a0<a href=\"mailto:ljmaroeira@yahoo.com.br\">ljmaroeira@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Renato Tavares de Castro, Maria de F\u00e1tima \u00c1vila Pires &#8211; Pesquisadores da Embrapa Gado de Leite.<br \/>\nLuiz J. Aroeira &#8211; Pesquisador aposentado da Embrapa Gado de Leite<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3819"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3819\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}