{"id":3848,"date":"2009-11-27T15:28:50","date_gmt":"2009-11-27T18:28:50","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=3848"},"modified":"2009-11-27T15:28:50","modified_gmt":"2009-11-27T18:28:50","slug":"producao-de-banana-sob-manejo-organico-em-solo-de-tabuleiro-do-estado-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/producao-de-banana-sob-manejo-organico-em-solo-de-tabuleiro-do-estado-da-bahia\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de banana sob manejo org\u00e2nico em solo de Tabuleiro do Estado da Bahia"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-3853\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/embrapamandioca.jpg\" alt=\"embrapamandioca\" width=\"179\" height=\"75\" \/>Ana L\u00facia Borges e Luciano da Silva Souza<br \/>\nEnga (o) Agra (o), Pesquisador (a) da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Caixa Postal 007, 44380-000 Cruz das Almas, BA, <a href=\"mailto:analucia@cnpmf.embrapa.br\"><span style=\"color: #0000ff;\">analucia@cnpmf.embrapa.br<\/span><\/a><span style=\"color: #0000ff;\"> ; <\/span><a href=\"mailto:lsouza@cnpmf.embrapa.br\"><span style=\"color: #0000ff;\">lsouza@cnpmf.embrapa.br<\/span><\/a><span style=\"color: #0000ff;\"> <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O manejo do solo \u00e9 fundamental para a defini\u00e7\u00e3o de um sistema org\u00e2nico de cultivo para bananeira. Melhoria nos atributos qu\u00edmicos do solo, ap\u00f3s 24 meses de cultivo, notadamente nos teores de P, K, soma de bases e satura\u00e7\u00e3o por bases, foi verificada nos tratamentos sob manejo org\u00e2nico com composto e leguminosa, em solo de tabuleiro do Estado da Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aplica\u00e7\u00e3o de composto org\u00e2nico associado com plantio de feij\u00e3o-de-porco proporcionou melhor desenvolvimento vegetativo das bananeiras, ou seja, maior vigor da planta (altura, di\u00e2metro do pseudocaule e n\u00famero de folhas), em solo de tabuleiro do Estado da Bahia. Em Neossolo F\u00falvico do Norte de Minas Gerais, apesar de n\u00e3o atingir diferen\u00e7a estat\u00edstica entre os tratamentos, teores mais elevados de P e K foram constatados nos tratamentos com 70% de serragem de pinus + 20% de esterco bovino + 10% de organo-mineral bioativo, em cultivo com bananeira \u00b4Prata An\u00e3\u00b4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro ciclo de produ\u00e7\u00e3o das cultivares de banana Prata An\u00e3 e Caipira, sob manejo org\u00e2nico do solo constatou-se diferen\u00e7a significativa para o tempo de colheita, tanto para \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 quanto para \u00b4Caipira\u00b4, quando se compararam os tratamentos org\u00e2nicos com o qu\u00edmico, cujos valores foram de 564 dias para a \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 e 571 para \u00b4Caipira\u00b4 no manejo org\u00e2nico. Os ciclos foram superiores aos usuais das cultivares, que s\u00e3o de 400 dias para a \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 e 464 dias para a \u00b4Caipira\u00b4. O ciclo da cv. Caipira no tratamento 2 (calc\u00e1rio dolom\u00edtico + gesso + composto org\u00e2nico + fosfato natural + feij\u00e3o-de-porco + cinzas de fogueiras) foi superior ao dos demais e 230 dias acima do ciclo usual. Para o produtor, quanto menor o ciclo, ou seja, o tempo para a colheita do cacho, mais interessante, pois haver\u00e1 retorno mais r\u00e1pido do investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao n\u00famero de frutos, para &#8216;Prata An\u00e3\u00b4 os tratamentos T2 e T4 (farinha de rocha MB4 + composto org\u00e2nico + fosfato natural + feij\u00e3o-de-porco + cinzas de fogueiras) proporcionaram maior n\u00famero de frutos, em m\u00e9dia 86 frutos\/cacho. Para a \u00b4Caipira\u00b4, o tratamento qu\u00edmico (T1 = calc\u00e1rio dolom\u00edtico + superfosfato simples + ur\u00e9ia + cloreto de pot\u00e1ssio) foi significativamente superior aos demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O peso m\u00e9dio do fruto foi maior no tratamento qu\u00edmico (T1) e no T3 (calc\u00e1rio dolom\u00edtico + fosfato natural + esterco de curral + [grama + microrganismos eficazes (EM) + mela\u00e7o] + feij\u00e3o-de-porco + cinzas), para a \u00b4Prata An\u00e3\u00b4, m\u00e9dia de 70,8 g, sendo considerado um fruto pequeno. A \u00b4Caipira\u00b4 apresentou frutos mais leves do que a \u00b4Prata An\u00e3\u00b4, uma caracter\u00edstica pr\u00f3pria da cultivar (normalmente s\u00e3o 21% mais leves do que os da \u00b4Prata An\u00e3\u00b4), e os do tratamento 2 foram inferiores, diferindo dos demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para \u00b4Prata An\u00e3\u00b4, frutos de segunda qualidade devem apresentar comprimento entre 12 e 14 cm e di\u00e2metro entre 28 e 32 mm. O comprimento do fruto foi significativamente superior no tratamento qu\u00edmico (T1). Contudo, apenas para o di\u00e2metro os frutos se enquadraram na classe de frutos de segunda qualidade. Normalmente, no primeiro ciclo, as bananeiras n\u00e3o expressam todo o seu potencial gen\u00e9tico; al\u00e9m disso, houve necessidade de uma melhoria da fertilidade do solo para que as plantas se desenvolvessem satisfatoriamente, como tamb\u00e9m, o plantio n\u00e3o foi irrigado. Na \u00b4Caipira\u00b4, os tratamentos T3 e T4 apresentaram comprimento de frutos superiores aos dos demais tratamentos org\u00e2nicos e igual \u00e0 testemunha (T1). Quanto ao di\u00e2metro, os frutos do T2 apresentaram-se mais finos, com menor di\u00e2metro, tanto na \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 (29,8 mm) quanto na \u00b4Caipira\u00b4 (31,3 mm). Hoje, com a demanda por frutos pequenos (baby banana), esse atributo n\u00e3o \u00e9 desvantajoso, desde que o sabor seja agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo apresentando produtividades baixas, aqu\u00e9m das normalmente obtidas (15 t\/ha para \u00b4Prata An\u00e3 e 20 t\/ha para \u00b4Caipira\u00b4 &#8211; sem irriga\u00e7\u00e3o), o tratamento qu\u00edmico (T1) mostrou valores significativamente superiores, sendo 11,7 t\/ha para a \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 e 12,4 t\/ha para a \u00b4Caipira\u00b4. Dentre os manejos org\u00e2nicos, para a \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 nos tratamentos T2 e T4 e para a \u00b4Caipira\u00b4, no T4, as plantas apresentaram melhor desempenho, concordando com o desenvolvimento vegetativo das plantas. Na bananeira, em diferentes combina\u00e7\u00f5es de res\u00edduos org\u00e2nicos, n\u00e3o houve efeito no desenvolvimento da cultura. Todavia, h\u00e1 que considerar que este \u00e9 um solo em transi\u00e7\u00e3o para o sistema org\u00e2nico e, conforme ressaltado, o primeiro ciclo de produ\u00e7\u00e3o da bananeira sempre apresenta desempenho inferior aos demais.<\/p>\n<p>Assim, os dados do primeiro ciclo indicaram:<br \/>\n<strong>a)<\/strong> melhor desempenho das plantas no manejo qu\u00edmico do solo;<br \/>\n<strong>b)<\/strong> dentre os tratamentos org\u00e2nicos, o manejo utilizando farinha de rocha MB4 e composto org\u00e2nico associado com plantio de feij\u00e3o-de-porco e cinzas de fogueira (T4) foi mais favor\u00e1vel para a \u00b4Caipira\u00b4;<br \/>\n<strong>c)<\/strong> para \u00b4Prata An\u00e3, os manejos tanto com calc\u00e1rio (T2) quanto com MB4 (T4) em toda a \u00e1rea e composto org\u00e2nico associado com feij\u00e3o-de-porco nas entrelinhas e cinzas de fogueira em cobertura foram os que proporcionaram melhor produ\u00e7\u00e3o \u00e0 bananeira.<\/p>\n<p><strong>Literatura consultada<br \/>\n<\/strong>BORGES, A.L.; SOUZA, L. da S. &amp; ACCIOLY, A.M. de A. Atributos qu\u00edmicos do solo em manejos convencional e org\u00e2nico de banana. In: FERTBIO, 2006, Bonito. Anais. Bonito: SBCS\/SBM\/Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, 2006. 4p. CD-Rom.<\/p>\n<p>SANTOS, S.R. dos; FARIA, F.H. de S.; FIGUEIREDO, L.H.A.; PORTO, E.M.V. &amp; CARVALHO, A.P. de. Uso de res\u00edduos org\u00e2nicos no cultivo da bananeira \u00b4Prata An\u00e3\u00b4 In: FERTBIO, 2006, Bonito. Anais. Bonito: SBCS\/SBM\/Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, 2006. 3p. CD-Rom.<\/p>\n<p>BORGES, A.L.; CALDAS, R.C.; SOUZA, L. da S.; SANTOS, A.M. dos &amp; NASCIMENTO, C.A.C. do. Cultivares de bananeiras sob manejo org\u00e2nico do solo. 1. Crescimento vegetativo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 19., 2006. Cabo Frio. Anais. Cabo Frio: SBF\/UENF\/UFRuralRJ, 2006. p.520.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana L\u00facia Borges e Luciano da Silva Souza<br \/>\nEnga (o) Agra (o), Pesquisador (a) da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Caixa Postal 007, 44380-000 Cruz das Almas, BA, analucia@cnpmf.embrapa.br; lsouza@cnpmf.embrapa.br<br \/>\nDezembro 2007<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3848"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}