{"id":4815,"date":"2010-01-29T16:12:59","date_gmt":"2010-01-29T19:12:59","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=4815"},"modified":"2010-01-29T16:12:59","modified_gmt":"2010-01-29T19:12:59","slug":"produtos-organicos-ajudam-a-proteger-e-regenerar-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/produtos-organicos-ajudam-a-proteger-e-regenerar-o-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Produtos org\u00e2nicos ajudam a proteger e regenerar o meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><em><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/saiba-mais\/\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4816\" title=\"bansaiba\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/bansaiba.gif\" alt=\"bansaiba\" width=\"431\" height=\"55\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/bansaiba.gif 455w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/bansaiba-300x38.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 431px) 100vw, 431px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><em><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=3407&amp;preview=true\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-4805\" title=\"meiob\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/meiob.gif\" alt=\"meiob\" width=\"121\" height=\"47\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><em><\/em>\u00a0<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: left\"><em><\/em>\u00a0<\/p>\n<p><em>Richard Domingues Dulley<br \/>Vice-presidente da AAO (Associa\u00e7\u00e3o de Agricultura Org\u00e2nica) e pesquisador do IEA (Instituto de Economia Agr\u00edcola)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao comprar produtos org\u00e2nicos, os consumidores apesar de n\u00e3o sentirem ou terem consci\u00eancia da sua a\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica para o meio ambiente, est\u00e3o na verdade adquirindo, um conjunto de dois produtos: os alimentos em si e um produto ambiental (a prote\u00e7\u00e3o\/regenera\u00e7\u00e3o do meio ambiente). E esse produto ambiental que parece abstrato \u00e0 primeira vista, que apesar de adquirido, n\u00e3o \u00e9 consumido fisicamente por quem o adquire, pode at\u00e9 ser quantificado e valorado. Basta que sejam medidas nos estabelecimentos agr\u00edcolas, a melhoria da qualidade da \u00e1gua, a intensifica\u00e7\u00e3o da vida microbiologica do solo, o aumento da biodiversidade, o retorno dos p\u00e1ssaros e outros pequenos animais ao espa\u00e7o agr\u00edcola, apesar de eventuais pequenos &#8220;preju\u00edzos&#8221; que possam causar \u00e0s atividades agr\u00edcolas no curto prazo. Por outro lado no longo prazo, os m\u00e9todos org\u00e2nicos de produ\u00e7\u00e3o, ao equilibrar o meio ambiente e trabalhar de modo harm\u00f4nico e convergente em rela\u00e7\u00e3o ao tempo, ritmo, ciclos e limites da natureza, tende a reduzir substancialmente seus custos, podendo at\u00e9 mesmo competir com o agroqu\u00edmico em termos de produtividade e resultados econ\u00f4micos, sem entretanto apresentar os aspectos negativos j\u00e1 conhecidos desse sistema de produ\u00e7\u00e3o. Em produtos para os quais as dificuldades para a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica j\u00e1 est\u00e3o totalmente equacionadas, como no das folhosas, os pre\u00e7os chegam a ser mais baixos do que o dos produto convencionais, enquanto que para outros como, tomate, batata e morango ainda persistem dificuldades t\u00e9cnicas, principalmente pela quase total aus\u00eancia de pesquisas nesse campo.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Todo processo de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, obrigatoriamente interfere com a natureza. Entretanto pode haver em rela\u00e7\u00e3o a esse fato inexor\u00e1vel, dois tipos de posi\u00e7\u00e3o: uma primeira, mais tradicional e dominante ( pr\u00f3pria dos agricultores &#8220;modernos&#8221; ), \u00e9 a de considerar que a natureza tem que ser dominada, e para tanto utiliza-se qualquer meio dispon\u00edvel para destruir o mato, os insetos, fungos e qualquer outro predador que ameace suas atividades agr\u00edcolas. A natureza \u00e9 simplesmente considerada um obst\u00e1culo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, e portanto idealmente, deve ser dominada e se poss\u00edvel eliminada como vari\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. As metas do desenvolvimento agr\u00edcola e as tecnologias tradicionais tem por base esse pressuposto te\u00f3rico. \u00c9 uma agricultura feita por agricultores que tem pressa, que n\u00e3o prestam aten\u00e7\u00e3o no que est\u00e1 acontecendo a seu redor quando promovem o processo de produ\u00e7\u00e3o. Querem, e imp\u00f5em os seus tempos e espa\u00e7os. Buscam reduzir os ciclos naturais de desenvolvimento de plantas e animais com a mais absoluta &#8220;certeza&#8221;, de que n\u00e3o haver\u00e1 conseq\u00fc\u00eancia alguma em termos ecol\u00f3gicos. Tudo \u00e9 considerado v\u00e1lido, desde que esteja dentro dos c\u00e2nones da racionalidade econ\u00f4mica que &#8220;garanta&#8221; maiores lucros e menos trabalho. N\u00e3o h\u00e1 limites naturais e\/ou \u00e9ticos estabelecidos. Da\u00ed chega-se rapidamente \u00e0 hidropon\u00eda (nutri\u00e7\u00e3o artificial de plantas em solu\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas &#8220;perfeitamente&#8221; balanceadas, sem solo, sem a luz natural do Sol). Essa agricultura busca primordialmente, n\u00e3o importa a que custo social ou ambiental, os processos mais simples e economicamente racionais de produzir. Apesar de &#8220;desprezar&#8221; as plantas e animais como seres ( v\u00eaem-nas apenas como coisas, p\u00e9s, n\u00fameros, cabe\u00e7as ou hectares ), alimentam &#8211; as ou nutrem &#8211; nas mecanicamente e se disp\u00f5em a adotar qualquer tipo de semente, muda ou animais de cria\u00e7\u00e3o geneticamente modificados, desde que aumentem a produtividade e os lucros. N\u00e3o considera sequer a possibilidade da ocorr\u00eancia de efeitos colaterais desses avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. A maior produtividade como decorr\u00eancia do dom\u00ednio da racionalidade econ\u00f4mica, tem sido buscada pelas pesquisas da ci\u00eancia normal e apresentada nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como uma &#8220;panac\u00e9ia&#8221; para todos os males da agricultura e do abastecimento alimentar. O tempo entretanto, encarregou-se de demonstrar a falsidade desse argumento pois a maioria dos agricultores continuou com os mesmos problemas e as crises se sucedem, enquanto as agro-ind\u00fastrias produtoras de insumos &#8220;modernos&#8221; (respons\u00e1veis pela viabiliza\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o) e processadora de mat\u00e9ria prima, enriqueceram enormemente no mesmo per\u00edodo. Esse tipo de agricultura e agricultor leva em considera\u00e7\u00e3o apenas o presente, sem qualquer consci\u00eancia dos males que causam ao meio ambiente ou ent\u00e3o fazem de conta, de que na natureza n\u00e3o ocorrem processos complexos e inter-relacionados. Reduzem tudo, a esquemas ou modelos simplificados e consideram-se modernos. E para que essas id\u00e9ias dominem o imagin\u00e1rio dos agricultores e da opini\u00e3o p\u00fablica, toda uma estrutura comercial e de publicidade as refor\u00e7am. Por outro lado a estrutura institucional de pesquisa e extens\u00e3o mantida pelo Estado, tem se apresentado fortemente comprometida e dirigida para a valida\u00e7\u00e3o cientifica desse modelo, de modo a convencer t\u00e9cnicos e p\u00fablico em geral, reafirmando essa verdadeira ideologia que conforma o pensamento dominante entre os agricultores que denominamos convencionais, por seguirem as &#8220;normas&#8221; ou procedimentos &#8220;corretos&#8221;, &#8220;modernos&#8221;, &#8220;n\u00e3o atrasados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Uma segunda posi\u00e7\u00e3o, \u00e9 a do agricultor org\u00e2nico, que considera a natureza sua aliada, amiga, observa-a, e est\u00e1 sempre apreendendo com ela, respeita seu tempo, suas limita\u00e7\u00f5es de solo, \u00e1gua, clima, etc. Percebe as inter-rela\u00e7\u00f5es que existem entre todos os elementos que comp\u00f5em o meio ambiente. Enfrentando as dificuldades, impostas pelos limites naturais e \u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o a esse processo de produ\u00e7\u00e3o, este agricultor, com satisfa\u00e7\u00e3o e acreditando na proposta, procura produzir economicamente, mas acompanhando e respeitando o ritmo da natureza atuando e procurando encontrar um m\u00e1ximo de equil\u00edbrio com a mesma.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">Entre essas duas concep\u00e7\u00f5es ou maneiras de produzir, o principal divisor de \u00e1guas, \u00e9 representado pelo fato de que, a agricultura org\u00e2nica leva em considera\u00e7\u00e3o outras racionalidades al\u00e9m da econ\u00f4mica, ao passo que na agricultura convencional, essa \u00faltima \u00e9 a \u00fanica admiss\u00edvel. No sistema org\u00e2nico, muitas vezes a racionalidade econ\u00f4mica n\u00e3o pode ser priorit\u00e1ria, como ocorre por exemplo, no caso da necessidade de preserva\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies, qualidade da \u00e1gua, recupera\u00e7\u00e3o da vida microbiol\u00f3gica do solo e de sua estrutura.<\/p>\n<p><em>24\/10\/97<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Richard Domingues DulleyVice-presidente da AAO (Associa\u00e7\u00e3o de Agricultura Org\u00e2nica) e pesquisador do IEA (Instituto de Economia Agr\u00edcola) Ao comprar produtos org\u00e2nicos, os consumidores apesar de n\u00e3o sentirem ou terem consci\u00eancia da sua a\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica para o meio ambiente, est\u00e3o na verdade adquirindo, um conjunto de dois produtos: os alimentos em si e um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4815"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4815\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}