{"id":4935,"date":"2010-01-26T16:37:25","date_gmt":"2010-01-26T19:37:25","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=4935"},"modified":"2010-01-26T16:37:25","modified_gmt":"2010-01-26T19:37:25","slug":"pecuaria-organica-1-breve-historico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/pecuaria-organica-1-breve-historico\/","title":{"rendered":"PECUARIA ORG\u00c2NICA 1 Breve hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<table class=\"MsoTableGrid\" style=\"BORDER-BOTTOM: medium none; BORDER-LEFT: medium none; BORDER-COLLAPSE: collapse; BORDER-TOP: medium none; BORDER-RIGHT: medium none; mso-border-alt: solid #D9D9D9 1.5pt; mso-border-themecolor: background1; mso-border-themeshade: 217; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-border-insideh: 1.5pt solid #D9D9D9; mso-border-insideh-themecolor: background1; mso-border-insideh-themeshade: 217; mso-border-insidev: 1.5pt solid #D9D9D9; mso-border-insidev-themecolor: background1; mso-border-insidev-themeshade: 217\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr style=\"mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes\">\n<td style=\"padding-bottom: 0cm; background-color: transparent; padding-left: 5.4pt; width: 246.4pt; padding-right: 5.4pt; padding-top: 0cm; mso-border-themecolor: background1; border: white 1.5pt solid;\" width=\"329\" valign=\"top\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"font-family: Calibri; font-size: small;\">\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3611 aligncenter\" title=\"pecorban11\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/pecorban11.gif\" alt=\"pecorban11\" width=\"300\" height=\"72\" \/><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"border-bottom: #d9d9d9 1.5pt solid; border-left: #d4d0c8; padding-bottom: 0cm; padding-left: 5.4pt; width: 5cm; padding-right: 5.4pt; background: #c00000; border-top: #d9d9d9 1.5pt solid; border-right: #d9d9d9 1.5pt solid; padding-top: 0cm; mso-border-themecolor: background1; mso-border-left-alt: solid white 1.5pt; mso-border-left-themecolor: background1; mso-border-themeshade: 217;\" width=\"189\" valign=\"top\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"font-family: Calibri; font-size: small;\"><em><span style=\"color: #ffffff;\"><strong><\/strong><\/span><\/em><\/span>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"font-family: Calibri; font-size: small;\"><em><span style=\"color: #ffffff;\"><strong><\/strong><\/span><\/em><\/span>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;\"><span style=\"font-family: Calibri; color: #ffffff; font-size: small;\"><strong><em>Clique aqui para a segunda parte<\/em><\/strong><\/span>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"font-family: Calibri; font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=4966&amp;preview=true\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4256 aligncenter\" title=\"entrar29\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/entrar29.gif\" alt=\"entrar29\" width=\"36\" height=\"20\" \/><\/a><br \/>\u00a0<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"border-bottom: #d9d9d9 1.5pt solid; border-left: #d4d0c8; padding-bottom: 0cm; padding-left: 5.4pt; width: 142.15pt; padding-right: 5.4pt; background: #c00000; border-top: #d9d9d9 1.5pt solid; border-right: #d9d9d9 1.5pt solid; padding-top: 0cm; mso-border-themecolor: background1; mso-border-left-alt: solid #D9D9D9 1.5pt; mso-border-left-themecolor: background1; mso-border-themeshade: 217; mso-border-left-themeshade: 217;\" width=\"190\" valign=\"top\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"font-family: Calibri; font-size: small;\"><em><span style=\"color: #ffffff;\"><strong><\/strong><\/span><\/em><\/span>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong><em><\/em><\/strong>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"TEXT-ALIGN: center; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><span style=\"font-family: Calibri; font-size: small;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><strong><em>Clique aqui para a terceira parte<\/em><\/strong><\/span><br \/><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=4979&amp;preview=true\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4256 aligncenter\" title=\"entrar29\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/entrar29.gif\" alt=\"entrar29\" width=\"36\" height=\"20\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os modelos de produ\u00e7\u00e3o animal desenvolvidos na Europa e Am\u00e9rica do Norte nos \u00faltimos 30 anos, se caracterizaram como sistemas intensivos de alta produtividade. Estes modelos t\u00eam como base a concentra\u00e7\u00e3o de uma alta popula\u00e7\u00e3o animal por \u00e1rea ocupada, tanto nas cria\u00e7\u00f5es de bovinos, su\u00ednos (porcos), aves e outras. Esta intensifica\u00e7\u00e3o gerou, em um curto prazo, diversos problemas que inviabilizaram t\u00e9cnica e economicamente os sistemas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados t\u00e9cnicos podem ser exemplificados com o advento do &#8220;mal da vaca louca&#8221; na Europa: os resultados econ\u00f4micos se caracterizaram pela redu\u00e7\u00e3o das margens de lucro e uma eterna ilus\u00e3o que a escala de produ\u00e7\u00e3o iria viabilizar estes modelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, os animais dom\u00e9sticos passaram a ter as chamadas &#8220;enfermidades da civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, que s\u00e3o males que prov\u00e9m de cruzamentos gen\u00e9ticos equivocados, alimenta\u00e7\u00e3o cada vez mais artificial, atividade reprodutiva com influ\u00eancia de produtos qu\u00edmicos e, principalmente, instala\u00e7\u00f5es totalmente inadequadas. Diversas doen\u00e7as come\u00e7aram a surgir e consequentemente constatou-se que os modelos produziram mais problemas que resultados. Al\u00e9m disto, podemos tamb\u00e9m constatar os impactos causados por este modelo de intensifica\u00e7\u00e3o no meio ambiente: como exemplo, temos a contamina\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, que tamb\u00e9m atinge os pr\u00f3prios animais quando estes passam a consumir uma \u00e1gua de m\u00e1 qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, podemos concluir que os sistemas produzidos nos \u00faltimos anos n\u00e3o consideraram um fator b\u00e1sico para um desenvolvimento racional das cria\u00e7\u00f5es animais: o bem estar dos animais. Atualmente, pesquisas vem comprovando que o fator &#8220;bem estar animal &#8221; \u00e9 determinante na viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o animal. A partir desta premissa b\u00e1sica \u00e9 que poderemos definir os modelos mais adequados para a nossa realidade, evitando novos equ\u00edvocos como foi a implanta\u00e7\u00e3o de sistemas super intensivos .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os princ\u00edpios gerais da cria\u00e7\u00e3o de animais em sistemas agroecol\u00f3gicos s\u00e3o baseados na id\u00e9ia de que as esp\u00e9cies e ra\u00e7as de animais devem ser escolhidas a partir da sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es edafo-clim\u00e1ticas ( de solos e clima) de cada propriedade. O estudo da bioclimatologia animal j\u00e1 define muito bem as limita\u00e7\u00f5es e potencialidades deste potencial de adapta\u00e7\u00e3o dos animais ao meio ambiente ( solo , clima, etc. ). Baseando-se nos princ\u00edpios desta mat\u00e9ria cient\u00edfica \u00e9 poss\u00edvel realizar a escolha adequada da esp\u00e9cie e ra\u00e7a a ser trabalhada. A partir desta escolha \u00e9 fundamental definir o manejo da cria\u00e7\u00e3o de forma a considerar o comportamento natural do animal que vai ser trabalhado. De acordo com os princ\u00edpios agroecol\u00f3gicos o manejo n\u00e3o poder\u00e1 ser dependente de recursos tecnol\u00f3gicos e de altos investimentos, as t\u00e9cnicas devem ser naturais e localmente adaptadas. Quanto aos aspectos de manejo sanit\u00e1rio deve-se recorrer as t\u00e9cnicas veterin\u00e1rias alternativas, como a fitoterapia e a homeopatia ( j\u00e1 dispon\u00edveis no mercado ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo as diretrizes da Associa\u00e7\u00e3o de Certifica\u00e7\u00e3o &#8220;Instituto Biodin\u00e2mico&#8221; ( IBD ) para a cria\u00e7\u00e3o animal e produtos de origem animal &#8221; Em toda a cria\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 considerar-se as necessidades do animal em rela\u00e7\u00e3o a espa\u00e7o, movimenta\u00e7\u00e3o, aera\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o contra o excesso de luz solar direta, acesso \u00e1 \u00e1gua e forragem , comportamento pr\u00f3prio da esp\u00e9cie, para evitar o estresse. Para manejo semi-confinado de bovinos, caprinos, ovinos e su\u00ednos deve ser garantido um m\u00ednimo de 1 m2 de espa\u00e7o para cada 100b Kg de peso vivo. Para aves o espa\u00e7o m\u00ednimo garantido deve ser de 5 aves por m2, com acesso a luz solar direta e forragem. &#8221; . Enfim, as normas de produ\u00e7\u00e3o animal levam em considera\u00e7\u00e3o o bem estar animal em primeiro lugar para posteriormente podermos esperar um resultado produtivo compat\u00edvel com a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de cada esp\u00e9cie e cada ra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir deste princ\u00edpio, \u00e9 necess\u00e1rio a an\u00e1lise dos impactos da produ\u00e7\u00e3o animal sobre o meio ambiente, primeiramente deve considerar o impacto sobre a paisagem natural. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio se objetivar o menor impacto poss\u00edvel ao solo, a flora, a fauna e principalmente aos recursos h\u00eddricos ( rios, fontes de \u00e1gua, represas, lagos , etc. ). Um bom exemplo a ser citado \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o aos impactos causados pelo modelo de forma\u00e7\u00e3o de pastagens e seu manejo intensivo: este modelo gerou a curto prazo diversos impactos como processos desertifica\u00e7\u00e3o, aparecimentos de eros\u00f5es, queimadas indiscriminadas, aparecimento de novas pragas e outros. Todos estes impactos contribuem para concluirmos que o maior prejudicado \u00e9 o ser humano e sua sa\u00fade, ou seja al\u00e9m de todos os malef\u00edcios ao meio ambiente que interferem na qualidade de vida humana, o alimento produzido por estes sistemas \u00e9 de p\u00e9ssima qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A respeito dos riscos para a sa\u00fade humana originados pelo modelo convencional de pecu\u00e1ria, a Revista Brasileira Agropecu\u00e1ria alerta: &#8220;A pessoa humana \u00e9 afetada de diversas formas pelos sistemas de produ\u00e7\u00e3o animal, seja na ingest\u00e3o de \u00e1gua e alimentos contaminados, no trabalho de aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos ou na exposi\u00e7\u00e3o a ambientes insalubres. Foram constatados res\u00edduos de medicamentos veterin\u00e1rios e agrot\u00f3xicos no leite de vacas e mulheres, com reflexos em crian\u00e7as que deles se alimentaram. C\u00e2ncer e leucemia em humanos t\u00eam sido associados ao uso de produtos qu\u00edmicos em animais&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante destas comprova\u00e7\u00f5es feitas pela comunidade cient\u00edfica, devemos realmente rever os princ\u00edpios b\u00e1sicos dos modelos de produ\u00e7\u00e3o animal e desenvolver novos modelos com pilares sustent\u00e1veis e que permitam um m\u00ednimo de seguran\u00e7a alimentar e sanit\u00e1ria ao ser humano.<\/p>\n<p><em>Fonte: Agrosuisse Ltda.; 2001.<br \/>Revista Agropecu\u00e1ria Brasileira &#8211; Ano I &#8211; n\u00ba 09<br \/>Diretrizes &#8211; IBD &#8211; edi\u00e7\u00e3o 2000.<br \/>Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica &#8211; Carne Bovina &#8211; Manual n 258 &#8211; Centro de Produ\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Clique aqui para o texto<br \/>Por que as vacas est\u00e3o loucas?<br \/>de Alexandre Harkaly<br \/><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=3662&amp;preview=true\" target=\"_self\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4256 alignleft\" title=\"entrar29\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/entrar29.gif\" alt=\"entrar29\" width=\"36\" height=\"20\" \/><\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Clique aqui para a segunda parte\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Clique aqui para a terceira parte Os modelos de produ\u00e7\u00e3o animal desenvolvidos na Europa e Am\u00e9rica do Norte nos \u00faltimos 30 anos, se caracterizaram como sistemas intensivos de alta produtividade. 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