{"id":532,"date":"2010-07-06T09:33:38","date_gmt":"2010-07-06T12:33:38","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=532"},"modified":"2021-09-16T12:19:30","modified_gmt":"2021-09-16T15:19:30","slug":"breve-historia-da-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/breve-historia-da-agricultura\/","title":{"rendered":"Breve Hist\u00f3ria da Agricultura"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text admin_label=&#8221;Text&#8221; _builder_version=&#8221;4.5.7&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/planetaorganico.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/breve1.gif\" width=\"390\" height=\"90\" alt=\"\" class=\"wp-image-531 alignnone size-full\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/breve1.gif 390w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/breve1-300x69.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-533\" title=\"prehis\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/prehis.gif\" alt=\"pr\u00e9-seu\" width=\"141\" height=\"90\" \/><strong>12.000 AC.<br \/> &#8211; \u00c1frica<\/strong> Na pr\u00e9-hist\u00f3ria, em torno de 12000 A.C., Come\u00e7aram a surgir como primeiras formas de agricultura e pecu\u00e1ria, junto com a forma\u00e7\u00e3o das primeiras aldeias agr\u00edcolas. Nesse per\u00edodo, o uso do fogo e de algumas ferramentas, assim como do animal esterco, passou a fazer parte do cotidiano dos aglomerados urbanos, os que deram origem \u00e0s cidades.<\/p>\n<p>da chegada dos portugueses, como popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que viviam no litoral alimentavam-se, basicamente, de peixes e crust\u00e1ceos, abundantes na costa brasileira.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-546\" title=\"indias1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/indias1.gif\" alt=\"\u00edndias1\" width=\"118\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p>Esses restos alimentares deram origem aos f\u00f3sseis chamados de sambaquis. Al\u00e9m disso, consomem ra\u00edzes (mandioca, car\u00e1) e praticavam a ca\u00e7a de pequenos animais nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica.<br \/> <span style=\"color: #888888;\"><br \/> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-548\" title=\"cana\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cana.gif\" alt=\"cana\" width=\"147\" height=\"100\" \/><span><strong>S\u00e9culo<br \/> XVI e XVII \/ Brasil<\/strong> Os colonizadores europeus, desde o s\u00e9culo XVI, realizaram a devasta\u00e7\u00e3o das vegeta\u00e7\u00f5es litor\u00e2neas brasileiras, iniciados com a exporta\u00e7\u00e3o do pau-brasil como mat\u00e9ria-prima para tingir tecidos. Posteriormente, atrav\u00e9s das culturas de exporta\u00e7\u00e3o, como a cana-de-seguida a\u00e7\u00facar pela pecu\u00e1ria extensiva, passando pelos ciclos do ouro, para chegar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do caf\u00e9. Toda a economia era voltada para a exporta\u00e7\u00e3o. Um continente com terras inexploradas a milh\u00f5es de anos seria extremamente f\u00e9rtil a qualquer tipo de explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. At\u00e9 porque, conforme escreveu Pero Vaz de Caminha : &#8220;&#8230; em se plantando tudo d\u00e1&#8230;&#8221;.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-553\" title=\"millet2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/millet2.gif\" alt=\"milheto2\" width=\"149\" height=\"100\" \/><span>S\u00e9culos XVII e XIX \/ Europa<\/span><br \/> <\/strong><span>O crescimento populacional e a queda da fertilidade dos solos utilizados ap\u00f3s anos de sucessivas culturas no continente europeu, causaram, entre outros problemas, a escassez de alimentos. Nesse sentido, por volta dos s\u00e9culos XVII e XIX, intensifica-se ado\u00e7\u00e3o de sistemas de rota\u00e7\u00e3o de culturas com plantas forrageiras (capim e leguminosas) e as atividades de pecu\u00e1ria e agricultura se integram. Esta fase \u00e9 conhecida como Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-554\" title=\"locom\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/locom.gif\" alt=\"locom\" width=\"135\" height=\"100\" \/><span><strong>S\u00e9culo<br \/> XIX \/ Europa<\/strong> No final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os problemas de escassez cr\u00f4nica de alimentos em solos europeus intensificam-se, levando a uma s\u00e9rie de descobertas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas: fertilizantes qu\u00edmicos, melhoramento gen\u00e9tico, m\u00e1quinas e motores \u00e0 combust\u00e3o. Estas descobertas possibilidadearam o abandono progressivo das antigas pr\u00e1ticas, levando a uma especializa\u00e7\u00e3o dos agricultores tanto nas culturas quanto nas cria\u00e7\u00f5es.<br \/> Inaugurava-se uma nova fase nos sistemas agropecu\u00e1rios, na qual a forma de conceber e gerenciar a atividade rural passa a ser chamada de Agricultura Industrial (AI), Agricultura Convencional ou Agricultura Qu\u00edmica. Esta fase \u00e9 chamada de Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-556\" title=\"fazendacafe\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/fazendacafe.jpg\" alt=\"fazendacafe\" width=\"183\" height=\"89\" \/><span>Em meados do s\u00e9culo XVIII e no s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s um crescimento cont\u00ednuo da grande lavoura de exporta\u00e7\u00e3o, que se confundiu com a expans\u00e3o do caf\u00e9 pelas serras e vales do interior da prov\u00edncia do Rio de Janeiro, come\u00e7ou a aparecer sinais evidentes de que a agricultura brasileira vive uma crise. Esta crise era atribu\u00edda sobretudo, \u00e0 falta de bra\u00e7os (pelo fim da escravid\u00e3o) e de capitais, al\u00e9m do atraso t\u00e9cnico e administrativo na condu\u00e7\u00e3o das lavouras.<br \/> A maioria dos grandes propriet\u00e1rios acreditava na explora\u00e7\u00e3o extensiva dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas, abandonando as lavouras atuais quando estas n\u00e3o teve mais satisfat\u00f3ria e indo em busca de novas \u00e1reas reiniciando, assim, o ciclo de explora\u00e7\u00e3o da fertilidade dos solos. Esta era a cultura n\u00f4made de desapropria\u00e7\u00e3o do solo brasileiro, na qual pouco se pensava nas consequ\u00eancias negativas dos manejos agropecu\u00e1rios empregados, especialmente no que diz destrui\u00e7\u00e3o \u00e0\u00e7\u00e3o florestal.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<blockquote>\n<p><strong>BRASIL &#8211; S\u00e9culo XVIII \/ XIX<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-560\" title=\"josebonifacio2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/josebonifacio2.jpg\" alt=\"josebonifacio2\" width=\"118\" height=\"139\" \/>Embora minoria, uma tradi\u00e7\u00e3o intelectual brasileira, que remonta ao final do s\u00e9culo XVIII in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, formada por estudantes brasileiros na Universidade de Coimbra, come\u00e7ou a reproduzir escritos e mem\u00f3rias onde se condenava o tratamento predat\u00f3rio dado ao meio natural no Brasil. Esta tradi\u00e7\u00e3o original de cr\u00edtica ecol\u00f3gica brasileira encontrou sua formula\u00e7\u00e3o mais ampla e consistente nos escritos de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, influenciou uma linhagem posterior de intelectuais que garantem a sua continuidade ao longo do per\u00edodo mon\u00e1rquico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-561\" title=\"pedro\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/pedro.gif\" alt=\"pedro\" width=\"104\" height=\"100\" \/>Em torno de D. Pedro II existia um grupo de intelectuais e naturalistas que dirigiam as grandes associa\u00e7\u00f5es culturais do imp\u00e9rio, como o Instituto Geogr\u00e1fico Brasileiro e o Museu Nacional. Al\u00e9m deles, pol\u00edticos e fazendeiros da corte brasileira, na prov\u00edncia do Rio de Janeiro, capital da monarquia, foram preocupados com as quest\u00f5es ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois pilares permitem entender a ecologia pol\u00edtica do Brasil setecentista e oitocentista, e perceber a identifica\u00e7\u00e3o por ela estabelecida entre a moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a supera\u00e7\u00e3o do desastre ecol\u00f3gico. A moderniza\u00e7\u00e3o que se queria ser mais ligada com o progresso do mundo rural que uma op\u00e7\u00e3o pelo mundo urbano e industrial, chegando a alguns a perceber o mundo urbano como uma variante indesej\u00e1vel da modernidade europeia. A voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds era vista como uma vantagem comparativa em termos civilizat\u00f3rios, desde que o paisagem rural fosse racionalizado e modernizado (capacita\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e o uso de m\u00e1quinas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em linhas gerais, desta forma, a aposta hist\u00f3rica de autores da \u00e9poca como o bar\u00e3o do caf\u00e9 Francisco de Lacerda Werneck, de Vassouras-RJ, o intelectual com entrada na corte Guilherme Capanema, o empres\u00e1rio e engenheiro agr\u00f4nomo Caetano da Rocha Pacova, o fazendeiro Luiz Corr\u00eaa de Azevedo do munic\u00edpio de Cantagalo-RJ, o colaborador da Revista Agr\u00edcola Nicolau Moreira, eram extremamente ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as propostas passavam pela supera\u00e7\u00e3o do trabalho servil, da derrubada, da queimada, da lavoura extensiva e da grande propriedade, em favor de uma ordem rural calcada no trabalho livre, na lavoura intensiva e na propriedade pequena. Uma aposta hist\u00f3rica que, guardadas como grandes diferen\u00e7as de contexto, n\u00e3o perdeu totalmente a sua atualidade, continuando a ser, ainda nos dias de hoje, um desafio necess\u00e1rio para a democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-568\" title=\"liebig2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/liebig2.jpg\" alt=\"liebig2\" width=\"100\" height=\"140\" \/>Do S\u00e9culo XIX \u00e0 d\u00e9cada de 1960<br \/> <\/strong>A agricultura moderna tem sua origem ligada \u00e0s descobertas do s\u00e9culo XIX, a partir de estudos dos cientistas Saussure (1797-1845), Boussingault (1802-1887) e Liebig (1803-1873), que derrubaram a teoria do h\u00famus, segundo o qual as plantas obtinham seu carbono a partir da mat\u00e9ria-org\u00e2nica do solo (De Jesus, 1985).<br \/> Liebig difundiu a ideia de que o aumento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola seria diretamente proporcional \u00e0 quantidade de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas incorporadas ao solo. Toda a cr\u00e9dito atribu\u00edda \u00e0s descobertas de Liebig deu-se ao fato de estar apoiada em<br \/> comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=577&amp;preview=true\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #333333;\"> <strong>Clique aqui para saber mais!<\/strong> <\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.5.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grama1.png&#8221; width=&#8221;100%&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; min_height=&#8221;100px&#8221; height=&#8221;165px&#8221; custom_margin=&#8221;9px||-93px||false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||117px||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.5.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text admin_label=&#8221;Text&#8221; _builder_version=&#8221;4.5.7&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243;] 12.000 AC. &#8211; \u00c1frica Na pr\u00e9-hist\u00f3ria, em torno de 12000 A.C., Come\u00e7aram a surgir como primeiras formas de agricultura e pecu\u00e1ria, junto com a forma\u00e7\u00e3o das primeiras aldeias agr\u00edcolas. 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Nesse per\u00edodo, o uso do fogo e de algumas ferramentas, assim como do animal esterco, passou a fazer parte do cotidiano dos aglomerados urbanos, os que deram origem \u00e0s cidades.\n\nda chegada dos portugueses, como popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que viviam no litoral alimentavam-se, basicamente, de peixes e crust\u00e1ceos, abundantes na costa brasileira. <span style=\"color: #888888;\">\n<\/span> <strong>\n<\/strong> Esses restos alimentares deram origem aos f\u00f3sseis chamados de sambaquis. Al\u00e9m disso, consomem ra\u00edzes (mandioca, car\u00e1) e praticavam a ca\u00e7a de pequenos animais nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica.<img class=\"alignleft size-full wp-image-546\" title=\"indias1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/indias1.gif\" alt=\"\u00edndias1\" width=\"118\" height=\"100\" \/>\n<span style=\"color: #888888;\">\n<\/span><\/p>\n\n\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-548\" title=\"cana\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cana.gif\" alt=\"cana\" width=\"147\" height=\"100\" \/><span style=\"\"><strong>S\u00e9culo\nXVI e XVII \/ Brasil<\/strong> Os colonizadores europeus, desde o s\u00e9culo XVI, realizaram a devasta\u00e7\u00e3o das vegeta\u00e7\u00f5es litor\u00e2neas brasileiras, iniciados com a exporta\u00e7\u00e3o do pau-brasil como mat\u00e9ria-prima para tingir tecidos. Posteriormente, atrav\u00e9s das culturas de exporta\u00e7\u00e3o, como a cana-de-seguida a\u00e7\u00facar pela pecu\u00e1ria extensiva, passando pelos ciclos do ouro, para chegar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do caf\u00e9. Toda a economia era voltada para a exporta\u00e7\u00e3o. Um continente com terras inexploradas a milh\u00f5es de anos seria extremamente f\u00e9rtil a qualquer tipo de explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. At\u00e9 porque, conforme escreveu Pero Vaz de Caminha : \"... em se plantando tudo d\u00e1...\".<\/span><\/p>\n\n\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img class=\"alignleft size-full wp-image-553\" title=\"millet2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/millet2.gif\" alt=\"milheto2\" width=\"149\" height=\"100\" \/><span style=\"\">S\u00e9culos XVII e XIX \/ Europa<\/span>\n<\/strong><span style=\"\">O crescimento populacional e a queda da fertilidade dos solos utilizados ap\u00f3s anos de sucessivas culturas no continente europeu, causaram, entre outros problemas, a escassez de alimentos. Nesse sentido, por volta dos s\u00e9culos XVII e XIX, intensifica-se ado\u00e7\u00e3o de sistemas de rota\u00e7\u00e3o de culturas com plantas forrageiras (capim e leguminosas) e as atividades de pecu\u00e1ria e agricultura se integram. Esta fase \u00e9 conhecida como Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n\n\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-554\" title=\"locom\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/locom.gif\" alt=\"locom\" width=\"135\" height=\"100\" \/><span style=\"\"><strong>S\u00e9culo\nXIX \/ Europa<\/strong> No final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os problemas de escassez cr\u00f4nica de alimentos em solos europeus intensificam-se, levando a uma s\u00e9rie de descobertas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas: fertilizantes qu\u00edmicos, melhoramento gen\u00e9tico, m\u00e1quinas e motores \u00e0 combust\u00e3o. Estas descobertas possibilidadearam o abandono progressivo das antigas pr\u00e1ticas, levando a uma especializa\u00e7\u00e3o dos agricultores tanto nas culturas quanto nas cria\u00e7\u00f5es.\nInaugurava-se uma nova fase nos sistemas agropecu\u00e1rios, na qual a forma de conceber e gerenciar a atividade rural passa a ser chamada de Agricultura Industrial (AI), Agricultura Convencional ou Agricultura Qu\u00edmica. Esta fase \u00e9 chamada de Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n\n\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-556\" title=\"fazendacafe\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/fazendacafe.jpg\" alt=\"fazendacafe\" width=\"183\" height=\"89\" \/><span style=\"\">Em meados do s\u00e9culo XVIII e no s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s um crescimento cont\u00ednuo da grande lavoura de exporta\u00e7\u00e3o, que se confundiu com a expans\u00e3o do caf\u00e9 pelas serras e vales do interior da prov\u00edncia do Rio de Janeiro, come\u00e7ou a aparecer sinais evidentes de que a agricultura brasileira vive uma crise. Esta crise era atribu\u00edda sobretudo, \u00e0 falta de bra\u00e7os (pelo fim da escravid\u00e3o) e de capitais, al\u00e9m do atraso t\u00e9cnico e administrativo na condu\u00e7\u00e3o das lavouras.\nA maioria dos grandes propriet\u00e1rios acreditava na explora\u00e7\u00e3o extensiva dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas, abandonando as lavouras atuais quando estas n\u00e3o teve mais satisfat\u00f3ria e indo em busca de novas \u00e1reas reiniciando, assim, o ciclo de explora\u00e7\u00e3o da fertilidade dos solos. Esta era a cultura n\u00f4made de desapropria\u00e7\u00e3o do solo brasileiro, na qual pouco se pensava nas consequ\u00eancias negativas dos manejos agropecu\u00e1rios empregados, especialmente no que diz destrui\u00e7\u00e3o \u00e0\u00e7\u00e3o florestal.<\/span><\/p>\n\n\n<hr \/>\n\n<blockquote><strong>BRASIL - S\u00e9culo XVIII \/ XIX<\/strong><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-560\" title=\"josebonifacio2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/josebonifacio2.jpg\" alt=\"josebonifacio2\" width=\"118\" height=\"139\" \/>Embora minoria, uma tradi\u00e7\u00e3o intelectual brasileira, que remonta ao final do s\u00e9culo XVIII in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, formada por estudantes brasileiros na Universidade de Coimbra, come\u00e7ou a reproduzir escritos e mem\u00f3rias onde se condenava o tratamento predat\u00f3rio dado ao meio natural no Brasil. Esta tradi\u00e7\u00e3o original de cr\u00edtica ecol\u00f3gica brasileira encontrou sua formula\u00e7\u00e3o mais ampla e consistente nos escritos de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, influenciou uma linhagem posterior de intelectuais que garantem a sua continuidade ao longo do per\u00edodo mon\u00e1rquico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-561\" title=\"pedro\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/pedro.gif\" alt=\"pedro\" width=\"104\" height=\"100\" \/>Em torno de D. Pedro II existia um grupo de intelectuais e naturalistas que dirigiam as grandes associa\u00e7\u00f5es culturais do imp\u00e9rio, como o Instituto Geogr\u00e1fico Brasileiro e o Museu Nacional. Al\u00e9m deles, pol\u00edticos e fazendeiros da corte brasileira, na prov\u00edncia do Rio de Janeiro, capital da monarquia, foram preocupados com as quest\u00f5es ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois pilares permitem entender a ecologia pol\u00edtica do Brasil setecentista e oitocentista, e perceber a identifica\u00e7\u00e3o por ela estabelecida entre a moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a supera\u00e7\u00e3o do desastre ecol\u00f3gico. A moderniza\u00e7\u00e3o que se queria ser mais ligada com o progresso do mundo rural que uma op\u00e7\u00e3o pelo mundo urbano e industrial, chegando a alguns a perceber o mundo urbano como uma variante indesej\u00e1vel da modernidade europeia. A voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds era vista como uma vantagem comparativa em termos civilizat\u00f3rios, desde que o paisagem rural fosse racionalizado e modernizado (capacita\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e o uso de m\u00e1quinas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em linhas gerais, desta forma, a aposta hist\u00f3rica de autores da \u00e9poca como o bar\u00e3o do caf\u00e9 Francisco de Lacerda Werneck, de Vassouras-RJ, o intelectual com entrada na corte Guilherme Capanema, o empres\u00e1rio e engenheiro agr\u00f4nomo Caetano da Rocha Pacova, o fazendeiro Luiz Corr\u00eaa de Azevedo do munic\u00edpio de Cantagalo-RJ, o colaborador da Revista Agr\u00edcola Nicolau Moreira, eram extremamente ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as propostas passavam pela supera\u00e7\u00e3o do trabalho servil, da derrubada, da queimada, da lavoura extensiva e da grande propriedade, em favor de uma ordem rural calcada no trabalho livre, na lavoura intensiva e na propriedade pequena. Uma aposta hist\u00f3rica que, guardadas como grandes diferen\u00e7as de contexto, n\u00e3o perdeu totalmente a sua atualidade, continuando a ser, ainda nos dias de hoje, um desafio necess\u00e1rio para a democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img class=\"alignleft size-full wp-image-568\" title=\"liebig2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/liebig2.jpg\" alt=\"liebig2\" width=\"100\" height=\"140\" \/>Do S\u00e9culo XIX \u00e0 d\u00e9cada de 1960\n<\/strong>A agricultura moderna tem sua origem ligada \u00e0s descobertas do s\u00e9culo XIX, a partir de estudos dos cientistas Saussure (1797-1845), Boussingault (1802-1887) e Liebig (1803-1873), que derrubaram a teoria do h\u00famus, segundo o qual as plantas obtinham seu carbono a partir da mat\u00e9ria-org\u00e2nica do solo (De Jesus, 1985).\nLiebig difundiu a ideia de que o aumento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola seria diretamente proporcional \u00e0 quantidade de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas incorporadas ao solo. Toda a cr\u00e9dito atribu\u00edda \u00e0s descobertas de Liebig deu-se ao fato de estar apoiada em\ncomprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=577&amp;preview=true\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"color: #333333;\"> <strong>Clique aqui para saber mais!<\/strong> <\/span><\/a><\/p>\n<\/blockquote>","_et_gb_content_width":"902"},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/532"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=532"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/532\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32421,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/532\/revisions\/32421"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}