{"id":597,"date":"2010-02-09T09:51:07","date_gmt":"2010-02-09T12:51:07","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=597"},"modified":"2010-08-23T13:20:28","modified_gmt":"2010-08-23T16:20:28","slug":"historia-da-agricultura-organica-algumas-consideracoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/historia-da-agricultura-organica-algumas-consideracoes\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Agricultura Org\u00e2nica: algumas considera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Parte II: D\u00e9cadas de 1970 e 1980<\/strong><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #333333;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=577&amp;preview=true\" target=\"_self\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Clique aqui para a primeira parte<\/strong><\/span><\/a><br \/><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=577&amp;preview=true\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4256\" title=\"entrar29\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/entrar29.gif\" alt=\"entrar29\" width=\"36\" height=\"20\" \/><\/a><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=644&amp;preview=true\" target=\"_self\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Clique aqui para a terceira parte<\/strong><\/span><\/a><br \/><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=644&amp;preview=true\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-4256\" title=\"entrar29\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/entrar29.gif\" alt=\"entrar29\" width=\"36\" height=\"20\" \/><\/a><\/span><span style=\"color: #333333;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio dos anos 70 a oposi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao padr\u00e3o produtivo agr\u00edcola convencional concentrava-se em torno de um amplo conjunto de propostas &#8220;alternativas&#8221;, movimento que ficou conhecido como &#8220;agricultura alternativa&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.ifoam.org\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-634\" title=\"ifoamlogo\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/ifoamlogo.gif\" alt=\"ifoamlogo\" width=\"170\" height=\"51\" \/><\/a>Em 1972 \u00e9 fundada em Versalhes, na Fran\u00e7a, a International Federation on Organic Agriculture (IFOAM). Logo de in\u00edcio, a IFOAM reuniu cerca de 400 entidades &#8220;agroambientalistas&#8221; e foi a primeira organiza\u00e7\u00e3o internacional criada para fortalecer a agricultura alternativa.Suas principais atribui\u00e7\u00f5es passaram a ser a troca de informa\u00e7\u00f5es entre as entidades associadas, a harmoniza\u00e7\u00e3o internacional de normas t\u00e9cnicas e a certifica\u00e7\u00e3o de produtos org\u00e2nicos(Ehlers, 2000).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, pesquisadores como Adilson Paschoal, Ana Maria Primavesi, Luis Carlos Machado, Jos\u00e9 Lutzemberger, contribu\u00edram para contestar o modelo vigente e despertar para novos m\u00e9todos de agricultura.Em 1976, Lutzemberger lan\u00e7ou o &#8220;Manifesto ecol\u00f3gico brasileiro: fim do futuro?&#8221;, que propunha uma agricultura mais ecol\u00f3gica, influenciando profissionais e pesquisadores das ci\u00eancias agr\u00e1rias, produtores e a opini\u00e3o p\u00fablica em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-719\" title=\"lutz2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/lutz2.jpg\" alt=\"lutz2\" width=\"106\" height=\"100\" \/>Em 1979, Paschoal publicou &#8220;Pragas praguicidas e crise ambiental&#8221; mostrando que o aumento do consumo de agrot\u00f3xicos vinha provocando o aumento do n\u00famero de pragas nas lavouras, por eliminar tamb\u00e9m grande parte dos inimigos naturais. Esses trabalhos despertaram o interesse da opini\u00e3o p\u00fablica pela quest\u00e3o ambiental, crescendo tamb\u00e9m o interesse pelas propostas alternativas para a agricultura brasileira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a d\u00e9cada de 80, o movimento para uma agricultura alternativa ganhou for\u00e7a com a realiza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas Encontros Brasileiros de Agricultura Alternativa (EBAAs); que ocorreram, respectivamente, nos anos de 1981, 1984 e 1987. Se nos dois primeiros as cr\u00edticas se concentravam nos aspectos tecnol\u00f3gicos e na degrada\u00e7\u00e3o ambiental provocada pelo modelo agr\u00edcola trazido pela Revolu\u00e7\u00e3o Verde, o terceiro encontro privilegiou o debate sobre as condi\u00e7\u00f5es sociais da produ\u00e7\u00e3o, sobrepondo as quest\u00f5es pol\u00edticas sobre as quest\u00f5es ecol\u00f3gicas e t\u00e9cnicas. A partir do terceiro EBAA, foram realizados diversos Encontros Regionais de Agricultura Alternativa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(ERAAs), nos quais os problemas ambientais decorrentes da produ\u00e7\u00e3o convencional de alimentos passaram a ser vistos como problemas ambientais decorrentes do sistema econ\u00f4mico hegem\u00f4nico no mundo ( o capitalismo); incorporando de modo permanente os aspectos socioecon\u00f4micos, que juntamente com os aspectos ecol\u00f3gicos e t\u00e9cnicos passam a compor a pauta do debate sobre a produ\u00e7\u00e3o da alimentos em todo o mundo (Pianna, 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 80 que surgiram v\u00e1rias Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais voltadas para a agricultura, articuladas em n\u00edvel nacional pela Rede Projeto Tecnologias Alternativas &#8211; PTA ( hoje AS-PTA- Assessoria e Servi\u00e7os &#8211; Projeto Agricultura Alternativa). A denomina\u00e7\u00e3o &#8220;tecnologias alternativas&#8221; foi usada nesse per\u00edodo, para designar as v\u00e1rias experi\u00eancias de contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura convencional, passando a ser substitu\u00edda numa fase seguinte, por agricultura ecol\u00f3gica, identificada como parte da agroecologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo geral \u00e9 poss\u00edvel afirmarmos que, na d\u00e9cada de 80, o interesse da opini\u00e3o p\u00fablica pelas quest\u00f5es ambientais e a ades\u00e3o de alguns pesquisadores ao movimento alternativo, sobretudo em fun\u00e7\u00e3o dos afeitos adversos dos m\u00e9todos convencionais, tiveram alguns desdobramentos importantes no \u00e2mbito da ci\u00eancia e da tecnologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As caracter\u00edsticas mais marcantes destes desdobramentos s\u00e3o: a busca de fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para as suas propostas t\u00e9cnicas e, no caso da agroecologia o firme prop\u00f3sito de valorizar os aspectos s\u00f3cio-culturais da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. A principal meta da agroecologia \u00e9 a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas da sustentabilidade. \u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, Miguel Altieri, (expoente pesquisador de sistemas agroecol\u00f3gicos de produ\u00e7\u00e3o) ressalta que n\u00e3o basta abordar apenas os aspectos tecnol\u00f3gicos sem considerar as quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-630\" title=\"altieri\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/altieri.jpg\" alt=\"altieri\" width=\"100\" height=\"100\" \/>Considerando os aspectos ecol\u00f3gico, tecnol\u00f3gico e socioecon\u00f4mico, a Agroecologia, ao contr\u00e1rio do que aparenta, n\u00e3o \u00e9 uma disciplina nova, mas um novo campo de estudos, que busca combinar as contribui\u00e7\u00f5es de diversas disciplinas: Agronomia, Sociologia Rural, Ecologia e Antropologia. (De Jesus, 1996).Nesse sentido, a preocupa\u00e7\u00e3o com os aspectos sociais e o enfoque cient\u00edfico dado ao estudo dos agroecossistemas s\u00e3o, provavelmente, os componentes que mais contribu\u00edram para a r\u00e1pida divulga\u00e7\u00e3o da agroecologia nos E.U.A ( particularmente na Calif\u00f3rnia) e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, o termo &#8221; agroecologia&#8221; deixa de ser compreendido como uma disciplina cient\u00edfica que estuda os agroecossistemas, ou seja, as rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas que ocorrem em um sistema agr\u00edcola, para tornar-se mais uma pr\u00e1tica agr\u00edcola propriamente dita, ou ainda um guarda-chuva conceitual que permite abrigar v\u00e1rias tend\u00eancias alternativas(Ehlers, 2000).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=644&amp;preview=true\" target=\"_self\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Clique aqui para a terceira parte:<br \/>Parte III: De 1990 at\u00e9 os dias atuais<\/strong><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte II: D\u00e9cadas de 1970 e 1980 Clique aqui para a primeira parte \u00a0 Clique aqui para a terceira parte No in\u00edcio dos anos 70 a oposi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao padr\u00e3o produtivo agr\u00edcola convencional concentrava-se em torno de um amplo conjunto de propostas &#8220;alternativas&#8221;, movimento que ficou conhecido como &#8220;agricultura alternativa&#8221;. 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