{"id":6494,"date":"2010-01-19T15:00:45","date_gmt":"2010-01-19T18:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=6494"},"modified":"2010-01-19T15:01:21","modified_gmt":"2010-01-19T18:01:21","slug":"entrevista-com-a-cearapi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/entrevista-com-a-cearapi\/","title":{"rendered":"Entrevista com a CEARAPI"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6495 aligncenter\" title=\"entrev-cearapi\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/entrev-cearapi.jpg\" alt=\"entrev-cearapi\" width=\"141\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Carlos Henrique e Paulo Levy da CEARAPI comentam sobre o mercado de mel org\u00e2nico. Confira abaixo a entrevista.&#8221;<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Quais seriam os diferenciais de produ\u00e7\u00e3o e qualidade do mel org\u00e2nico da Cearapi?<br \/>\nPor que as caracter\u00edsticas da regi\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>R. Todo o nosso mel \u00e9 proveniente de zonas, aqui do nordeste, que t\u00eam floradas nativas, n\u00e3o cultivadas, fato que corrobora para que o nosso produto seja 100% livre de res\u00edduos (agrot\u00f3xico, defensivos, etc.) que, geralmente, s\u00e3o utilizados na agricultura convencional e passam para o mel atrav\u00e9s da atividade da abelha. Al\u00e9m disto, no manejo e extra\u00e7\u00e3o do mel s\u00e3o verificadas todas as normas de higiene requisitadas pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e por nossa certificadora, o IBD, por exemplo, todo o material utilizado deve ser de a\u00e7o inoxid\u00e1vel, os apicultores devem usar roupas apropriadas e extrair o mel em locais devidamente inspecionados pelo SIF (servi\u00e7o de inspe\u00e7\u00e3o federal)<\/p>\n<blockquote><p><strong>No ponto de vista da Cearapi, como vem se desenvolvendo o mercado de mel org\u00e2nico no Brasil e exterior nos \u00faltimos anos?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>R. Na Europa, o mel org\u00e2nico vem encontrando crescente aceita\u00e7\u00e3o devido a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no consumo de produtos livres de res\u00edduos, esta tend\u00eancia \u00e9 mais percept\u00edvel na Alemanha e Inglaterra. Nos EUA, o mercado est\u00e1 descobrindo os benef\u00edcios do org\u00e2nico de forma geral e tamb\u00e9m vem apresentando um crescimento acentuado no consumo. No Brasil, o mercado, at\u00e9 para o mel convencional, ainda \u00e9 reduzido. Necessita-se de um trabalho de divulga\u00e7\u00e3o para que a popula\u00e7\u00e3o passe a ver o mel, como item de alimenta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas como um produto terap\u00eautico.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O mercado dom\u00e9stico de mel org\u00e2nico pode crescer ainda mais? O que poderia ser feito para torn\u00e1-lo mais presente na mesa do brasileiro? Em algumas escolas p\u00fablicas o mel (convencional) est\u00e1 sendo inserido na merenda escolar, por exemplo.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>R. Notamos cada vez mais o interesse das pessoas no mel, pois s\u00e3o evidentes os in\u00fameros benef\u00edcios que ele traz a sa\u00fade, mas ainda precisa de um esfor\u00e7o das entidades ligadas ao setor ap\u00edcola para que, atrav\u00e9s de uma a\u00e7\u00e3o de m\u00eddia, se possa propagar o produto de forma mais ampla. A inser\u00e7\u00e3o do mel na merenda escolar \u00e9 uma iniciativa louv\u00e1vel, pois condiciona a crian\u00e7a e o adolescente a uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel que \u00e9 o passo inicial para a busca de produtos org\u00e2nicos.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O diferencial na exporta\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos vem sendo reivindicado a muitos anos e a Camex recentemente levou adiante esta quest\u00e3o:<\/strong> <a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=6503&amp;preview=true\" target=\"_self\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>\/encontrobr-german06.htm<br \/>\n<\/strong><\/span><\/a><strong>Tratar da diferencia\u00e7\u00e3o do mel org\u00e2nico, perante o convencional, dentro do sistema de exporta\u00e7\u00e3o seria uma prioridade para os produtores do setor? Por que?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Atualmente n\u00e3o existe essa diferencia\u00e7\u00e3o do que \u00e9 exportado. No n\u00famero final se computa o produto convencional juntamente com o org\u00e2nico, sem crit\u00e9rio algum que possa gerar dados para se quantificar o percentual de cada um. Com o sistema diferenciado, teremos meios de analisar a crescente produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o do mel org\u00e2nico.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O que poderia ser feito pelo governo brasileiro nos pr\u00f3ximos anos para apoiar o setor de mel como um todo e mais especificamente o org\u00e2nico?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>No momento, nosso principal problema \u00e9 o embargo europeu \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de mel do Brasil.<br \/>\n\u00c9 um desafio que vem sendo enfrentado, de forma \u00e1rdua, pelos exportadores. O governo brasileiro, atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio da Agricultura, se comprometeu a apresentar em breve um plano que reverta esta situa\u00e7\u00e3o. Caso seja aceito pela comiss\u00e3o europ\u00e9ia competente para julgar esta quest\u00e3o, os exportadores ter\u00e3o que reconquistar todo um mercado que vinha sendo trabalhado lentamente. Com esta interrup\u00e7\u00e3o, n\u00f3s teremos que come\u00e7ar tudo praticamente do zero, e o apoio governamental ser\u00e1 de fundamental import\u00e2ncia.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Finalmente, como o mel org\u00e2nico pode ser visto como um apoiador da produ\u00e7\u00e3o familiar e da gera\u00e7\u00e3o de mais renda e trabalho no Brasil?<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de mel \u00e9 uma atividade basicamente familiar. Principalmente aqui no Nordeste a apicultura tornou-se geradora de empregos e fonte de renda para muitas fam\u00edlias que antes dependiam da agricultura sazional.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Henrique<br \/>\ne Paulo Levy<br \/>\nCEARAPI<br \/>\nAgosto 2006<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6494"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6494\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}