{"id":6554,"date":"2010-01-19T15:44:50","date_gmt":"2010-01-19T18:44:50","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=6554"},"modified":"2010-01-19T15:57:28","modified_gmt":"2010-01-19T18:57:28","slug":"friboi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/friboi\/","title":{"rendered":"Friboi"},"content":{"rendered":"<p><strong><\/strong><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6558\" title=\"vacaverdeban\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/vacaverdeban.jpg\" alt=\"vacaverdeban\" width=\"629\" height=\"136\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/vacaverdeban.jpg 670w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/vacaverdeban-300x64.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 629px) 100vw, 629px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-6559\" title=\"logorganic\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/logorganic.gif\" alt=\"logorganic\" width=\"125\" height=\"152\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><\/strong>\u00a0<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\"><strong>O Planeta Org\u00e2nico esteve com Fl\u00e1vio Saldanha, do FRIBOI. O frigor\u00edfico \u00e9 pioneiro no Brasil em produ\u00e7\u00e3o de carne bovina org\u00e2nica e fala mais sobre o trabalho resultado de parcerias e empreendedorismo.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Como \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da Friboi no mercado de carne org\u00e2nica brasileiro?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Hoje, o \u00fanico trabalho que vem sendo feito no mercado \u00e9 o do Friboi. Voc\u00ea tem a linha org\u00e2nica da mesma maneira que fosse um produto top, um produto &#8220;premium&#8221;, como ele \u00e9 na verdade. N\u00f3s temos investimentos com promotores, demonstradores. Temos em Santa Catarina, que \u00e9 uma pra\u00e7a excelente para o org\u00e2nico, 16 promotoras fixas em lojas, abordando entre 8 e 10 horas por dia: falando sobre a qualidade da carne org\u00e2nica, o que \u00e9 um animal org\u00e2nico, o que \u00e9 o boi, todo o processo produtivo, e convencendo as pessoas. Depois de 4 meses, vemos um resultado muito bom. Hoje o consumidor j\u00e1 sabe o que \u00e9 a carne org\u00e2nica naquelas lojas. N\u00e3o tem mais aquele trabalho que a gente come\u00e7ou de catequese, ensinar o que \u00e9. O consumidor j\u00e1 chega l\u00e1 procurando carne org\u00e2nica. Inclusive, a gente tem um caso muito interessante, de um casal jovem, que estava com uma crian\u00e7a no colo; ele pegou um cox\u00e3o-duro org\u00e2nico. Eu falei: Voc\u00ea come a carne org\u00e2nica? Ele falou: &#8220;A minha fam\u00edlia e, principalmente, pensando na sa\u00fade do meu filho; eu consumo s\u00f3 carne org\u00e2nica, s\u00f3 produtos org\u00e2nicos&#8221;.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; A Friboi \u00e9 uma grande empresa, tradicional, de muito anos j\u00e1 no setor. Como surgiu esse interesse pelo setor org\u00e2nico?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; A gente sempre flertou com os produtos org\u00e2nicos como diferencial no ponto de venda. E a\u00ed surgiu a oportunidade quando a Terra Ativa nos procurou, queriam um parceiro que entrasse com ele na carne org\u00e2nica, que fornecesse essa carne para o Carrefour, mas que tivesse um plano de trabalho. Ou seja, n\u00e3o s\u00f3 cortasse carne quando tem, e oferecer a ruptura no ponto de venda. Porque como a carne org\u00e2nica ia para exporta\u00e7\u00e3o, o que sobrava ficava para o mercado. Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o tinha um trabalho regular e constante no ponto de venda. N\u00e3o tinha nem como fidelizar o consumidor. Era realmente um trabalho feito um pouco mais esparso.<\/p>\n<p>Basicamente, quem nos convenceu muito foi o Henrique Balbino, o presidente da ASPRANOR, que veio aqui nos falar o que era. Sentimos muita confian\u00e7a nele e no que veio nos propor.<span style=\"color: #0000ff;\"> <\/span><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=6619&amp;preview=true\" target=\"_self\"><span style=\"color: #0000ff;\">(veja entrevista com Henrique Balbino feita pelo Planeta Org\u00e2nico)<\/span><\/a><\/p>\n<p>A Friboi \u00e9 uma grande empresa, somos o maior do Brasil no setor. E temos uma parte pequena nossa que, hoje, recebe uma aten\u00e7\u00e3o maior do que em todas as nossas linhas.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Proporcionalmente, voc\u00eas querem dizer?<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Proporcionalmente, para a marca, ele agrega mais valor. Ou seja, hoje, o Friboi \u00e9 visto, at\u00e9 como marca, por causa do org\u00e2nico. Mais do que por alguns trabalhos que n\u00f3s fazemos com as outras marcas.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Voc\u00eas acham que est\u00e1 se destacando a imagem da empresa?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Com certeza.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong><div id=\"attachment_6596\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6596\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6596\" title=\"boidterra2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/boidterra2.gif\" alt=\"Caixa do primeiro hamb\u00farguer produzido no pa\u00eds\" width=\"200\" height=\"168\" \/><p id=\"caption-attachment-6596\" class=\"wp-caption-text\">Caixa do primeiro hamb\u00farguer produzido no pa\u00eds<\/p><\/div><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Algumas empresas do setor convencional com linhas ecol\u00f3gicas utilizam o pr\u00f3prio setor org\u00e2nico como oportunidade de divulgar um trabalho ambiental.<\/strong><\/p>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Para n\u00f3s, o ambiental \u00e9 um marketing, a gente passa por uma empresa muito mais saud\u00e1vel, muito mais preocupada com os consumidores.<\/p>\n<p><strong>PO &#8211; A quanto tempo a Friboi est\u00e1 no setor org\u00e2nico?<\/strong><\/p>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Vai fazer um ano. A gente come\u00e7ou o projeto em agosto, fizemos muita pesquisa, um pr\u00e9-lan\u00e7amento em setembro, e entramos para o mercado no final de outubro.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; E o Carrefour \u00e9 o principal comercializador no momento?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Um deles. O Carrefour j\u00e1 rivaliza com outros; antes ele era o principal, e hoje n\u00f3s conseguimos unificar um pouco a carga dele. Depois, n\u00f3s temos um acordo com a Aspranor, onde eles fornecem com exclusividade o gado para o Friboi. Em contrapartida, o Friboi se compromete a comprar gado org\u00e2nico, \u00fanica e exclusivamente, das fazendas associadas da Aspranor.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; A Aspranor \u00e9 o principal parceiro de voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Sem d\u00favida.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Na ponta do fornecedor voc\u00eas est\u00e3o amarrando bem para ter a garantia.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Garantir a qualidade. Em qualquer partida a gente d\u00e1 muito esfor\u00e7o para a qualidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; E como \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de voc\u00eas na cadeia produtiva, na log\u00edstica?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; O nosso \u00e9 na f\u00e1brica. Na verdade, o trabalho do Henrique (Aspranor) vai at\u00e9 o curral, onde eles entregam o boi pronto; do curral para a frente \u00e9 responsabilidade nossa, e do IBD em nos certificar.<\/p>\n<p>Todo nosso material tem a logo do Henrique, que \u00e9 a &#8220;Boi da Terra&#8221;. A gente sempre fala da Aspranor e do IBD em todo o material. Quando n\u00f3s vamos em feiras, pode ver l\u00e1 que tem o selo Boi da Terra, o nosso e o do IBD. Todo o material \u00e9 compartilhado.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Qual a variedade de cortes da Friboi com rela\u00e7\u00e3o aos produtos org\u00e2nicos?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Hoje a gente tem uma grande oportunidade nos cortes, e na diversifica\u00e7\u00e3o desses cortes. Eu acredito muito na parte de outros produtos ou produtos industrializados. No caso do hamb\u00farguer e nas expans\u00f5es, como carpaccio, algum tipo de bife j\u00e1 pronto. No caso do hamb\u00farguer, temos algumas dificuldades. A g\u00f4ndola de hamb\u00farguer, de super-gelados, \u00e9 supersaturada Existem ali 10, 12 marcas, cada um com 5 ou 6 produtos. Ent\u00e3o, \u00e9 um trabalho um pouco mais forte que a gente agora est\u00e1 fazendo com o hamb\u00farguer. Ou seja, tem muito a crescer<br \/>mas existe ainda muito desconhecimento do produto hamb\u00farguer, ou do carpaccio, do produto congelado. A gente n\u00e3o conseguiu identificar, mas parece que o consumidor, quando ele v\u00ea hamb\u00farguer, j\u00e1 n\u00e3o associa mais ao org\u00e2nico, ele j\u00e1 entra para um lado do industrializado. Na verdade, o que a gente detectou em alguns consumidores, os mais radicais org\u00e2nicos, \u00e9 que: &#8220;Olha, se \u00e9 hamb\u00farguer, para mim j\u00e1 n\u00e3o serve&#8221;. Vira um pouco junk food.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; \u00c9 uma cultura que ainda precisa ser trabalhada?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Mas j\u00e1 melhorou muito. Quando a gente come\u00e7ou a fazer pesquisas com os consumidores, era normal a gente falar assim: Voc\u00ea sabe o que \u00e9 carne org\u00e2nica? Eles respondiam: &#8220;Sei, \u00e9 carne geneticamente modificada, carne de animal mutante, carne com horm\u00f4nios&#8230;&#8221;, totalmente ao contr\u00e1rio do que a gente prega. Hoje, em muitas lojas, voc\u00ea j\u00e1 v\u00ea explica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 o org\u00e2nico. Para muitos consumidores, produto org\u00e2nico \u00e9 FLV, frutas, verduras e legumes.<\/p>\n<p>Separamos um dia numa unidade s\u00f3 para fazer esse abate, os currais s\u00e3o separados. Todos os currais s\u00e3o identificados com a logo do org\u00e2nico e bife, com a logo do IBD. O primeiro abate \u00e9 feito do gado org\u00e2nico. Depois existe toda uma limpeza e uma fiscaliza\u00e7\u00e3o para ver se n\u00e3o sobraram pe\u00e7as de gado org\u00e2nico. Todas essas carnes s\u00e3o desossadas e separadas, s\u00e3o embaladas separadas. Depois elas ficam na c\u00e2mara para expedi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m separada. \u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande do Friboi em realmente n\u00e3o misturar as carnes e obedecer todas as instru\u00e7\u00f5es do IBD.<\/p>\n<p>Uma das coisas importantes na parte de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o dos nossos funcion\u00e1rios. Porque at\u00e9 ent\u00e3o, um cox\u00e3o mole org\u00e2nico e um cox\u00e3o mole normal \u00e9 tudo igual. Mas agora ele j\u00e1 sabe porque fala assim: &#8220;N\u00e3o, para o cox\u00e3o mole org\u00e2nico, o gado \u00e9 diferente, tem outro sistema de produ\u00e7\u00e3o&#8221;. Ele est\u00e1 muito consciente de todo o processo.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Nesse processo industrial, como voc\u00eas fazem essa educa\u00e7\u00e3o do funcion\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Fizemos muito treinamento com eles antes da solidifica\u00e7\u00e3o e muito material impresso que mostramos, que divulgamos nos nossos meios de comunica\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Com rela\u00e7\u00e3o ao mercado interno e externo, o que voc\u00eas verificam atualmente?<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; O mercado externo sempre paga melhor. Pelo menos nos nossos canais de distribui\u00e7\u00e3o e na Europa, existe uma consci\u00eancia maior do consumidor. Logo voc\u00ea tem um esfor\u00e7o menor de venda, o que contribuiria para voc\u00ea focar o teu neg\u00f3cio na parte de exporta\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que nem todos os cortes s\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o. A exporta\u00e7\u00e3o me lembra 5 cortes, e no boi, s\u00f3 de traseiro tem mais 12 para cortar. Ent\u00e3o, esse consumo de mercado interno e externo se complementa. O que acontece no Friboi \u00e9 que hoje o mercado interno vende mais do que o mercado externo. E, justamente, os cortes que n\u00e3o v\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o, no caso da picanha, fraldinha e maminha, hoje, s\u00e3o os carros-chefes dos org\u00e2nicos. Tanto \u00e9 que tem horas que o recorde de picanha \u00e9 3 dias, ela chega na 2a, 4a feira sai.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Com rela\u00e7\u00e3o ao mercado externo, o que voc\u00eas verificam de demanda? H\u00e1 alguma resist\u00eancia ainda?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Sim, tem resist\u00eancia. Temos um grande parceiro na Holanda, e quando n\u00f3s falamos que t\u00ednhamos carne org\u00e2nica ele disse: &#8220;Mas, como? O que \u00e9 org\u00e2nico? Mas as outras carnes tamb\u00e9m s\u00e3o!&#8221; E at\u00e9 hoje a gente est\u00e1 discutindo, levando documentos, panfletos, mostrando o que a gente vem fazendo aqui, o que d\u00e1 para fazer l\u00e1, e nos colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o sente ainda como vai transformar isso em argumento de venda l\u00e1, e como rentabilizar isso.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; H\u00e1 tamb\u00e9m outros mercados interessantes, Estados Unidos, \u00c1sia&#8230;<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Nos Estados Unidos n\u00e3o pode ser vendida carne in natura, eu teria que ter uma linha de carne processada, o que geralmente leva algum tipo de conservante, que talvez descartasse. A gente precisaria ter uma abertura de mercado para a venda de carne org\u00e2nica, ou ter uma libera\u00e7\u00e3o da carne org\u00e2nica nas barreiras. No Jap\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o entra carne in natura, nem na Cor\u00e9ia.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Voltando ao mercado interno, voc\u00eas t\u00eam parceiros tamb\u00e9m para vendas em domic\u00edlio?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Como o mercado de carne \u00e9 muito delicado, a gente precisa ver como se comporta at\u00e9 o porta-a-porta com carne. Quando voc\u00ea fala de um p\u00e9 de alface, por exemplo, n\u00e3o tem muita surpresa. J\u00e1 a carne, pode estar mais gorda, pode estar mais magra&#8230; Exigimos muito padr\u00e3o da carne. Mas como \u00e9 uma pe\u00e7a animal, um ser vivo, \u00e9 dif\u00edcil ter uma conforma\u00e7\u00e3o \u00fanica, \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Com rela\u00e7\u00e3o ao panorama aqui no Brasil do setor org\u00e2nico, qual \u00e9 a impress\u00e3o que voc\u00eas t\u00eam?<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Eu acho que o setor est\u00e1 se organizando, e principalmente as lojas, o ponto de venda est\u00e1 preparando s\u00e9rias mudan\u00e7as para ter setores exclusivos de org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Vemos num curto prazo de tempo, a &#8220;loja dentro de loja&#8221;, onde espa\u00e7os natural e org\u00e2nico devem migrar para dentro de um espa\u00e7o separado e concentrar todas as vendas. Hoje, para a loja, o org\u00e2nico \u00e9 um neg\u00f3cio bom, o consumidor vai levar uma alface org\u00e2nica, tomate, mel, vinho, uma carne. Ent\u00e3o, o t\u00edquete sobe de 15 para 30, 40 reais.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Como est\u00e1 a diversifica\u00e7\u00e3o da Friboi com rela\u00e7\u00e3o a outros produtos derivados da carne; n\u00e3o aliment\u00edcios, por exemplo?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Por enquanto, s\u00f3 estamos com a carne in natura, alguns industrializados. Temos que ver como se porta a carne para depois tratar o subproduto, porque este necessita de volumes. Poder\u00edamos aproveitar o sebo org\u00e2nico para criar uma linha de higiene e limpeza, higiene pessoal totalmente org\u00e2nica. Mas o que eu vou gerar de sebo agora n\u00e3o vai dar o volume. Vamos gerar uma expectativa muito grande num produto que talvez seja at\u00e9 mais procurado do que a carne, vai ocorrer uma ruptura.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Voc\u00eas est\u00e3o focando, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Estamos focando: na carne e no industrializado, tipo hamb\u00farguer. \u00c9 como um bif\u00e3o, s\u00e3o 120g de carne.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; E com rela\u00e7\u00e3o aos outros cortes, como \u00e9 o mercado?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; A picanha aceita uma margem maior, porque ela gira muito. O consumidor que compra a org\u00e2nica n\u00e3o quer comprar outra picanha. O sabor \u00e9 espetacular. No entanto, a cada quilo de picanha eu tenho 6 kg de cox\u00e3o mole, por exemplo. E o cox\u00e3o mole come\u00e7a a sobrar na loja, ou seja, colocamos uma margem bem menor para este produto<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Qual o n\u00famero total de cortes que voc\u00eas t\u00eam?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; S\u00e3o 15 cortes, e o interessante do nosso corte \u00e9 o seguinte: como eu tenho cortes grandes, por exemplo, cox\u00e3o mole, que pesa 7, 8 kg, eu j\u00e1 estou porcionando. Ent\u00e3o, fazemos 6 peda\u00e7os desse cox\u00e3o mole. A orienta\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos na f\u00e1brica \u00e9 de que nenhum corte de carne ultrapasse 1,5 kg, para que o consumidor possa levar, porque eu n\u00e3o posso bifar esses cortes na loja.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; Com rela\u00e7\u00e3o ao varejo no Brasil, onde voc\u00eas est\u00e3o mais presentes no momento? No sul, no sudeste?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Hoje \u00e9 S\u00e3o Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. E Paran\u00e1 a gente est\u00e1 muito bem, levamos uma campanha nova e l\u00e1 tem um mercado consumidor potencial muito grande.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; E quanto a outros canais de comercializa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Aqui trabalhamos muito com chefs de cozinha em restaurantes finos. J\u00e1 tem seis cadeias de hot\u00e9is muito bons em S\u00e3o Paulo e uma no Rio comprando tamb\u00e9m.Tem gente que quer rentabilizar isso l\u00e1 no restaurante com um card\u00e1pio da carne org\u00e2nica, com logo, fazer tipo um trabalho de parceria.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>PO &#8211; E com rela\u00e7\u00e3o aos representantes comerciais, segue a linha do convencional tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>FL\u00c1VIO SALDANHA &#8211; Segue a linha do convencional. Hoje eu n\u00e3o tenho um representante exclusivo do org\u00e2nico ou um vendedor org\u00e2nico, ou mesmo distribuidor org\u00e2nico, que era o que gostar\u00edamos de ter. O distribuidor compraria todos os meus cortes e pulverizaria isso no mercado. Da\u00ed ele pode chegar no restaurante e vender 2 picanhas, 1 alcatra e 1 maminha, e eu s\u00f3 posso vender a caixa. E muitas vezes, isso dificulta porque os restaurantes org\u00e2nicos realmente s\u00e3o menores, eles n\u00e3o t\u00eam muita \u00e1rea para estocar o alimento. Fica bom para mim porque eu n\u00e3o tenho que abrir caixa e fica excelente para o distribuidor porque ele rentabiliza mais a carne.<\/p>\n<p><strong><em>Saiba mais sobre o FRIBOI:<br \/><\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/www.friboi.com.br\/\">http:\/\/www.friboi.com.br\/<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6605 alignleft\" title=\"aspranor2\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/aspranor2.jpg\" alt=\"aspranor2\" width=\"136\" height=\"151\" \/><\/p>\n<p><strong><\/strong>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/?p=6619&amp;preview=true\" target=\"_self\"><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>Clique aqui para a entrevista <br \/>com Henrique Balbino, <br \/>presidente da ASPRANOR, <br \/>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de <br \/>Animais Org\u00e2nicos<\/strong><\/em><\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio Saldanha<br \/>\nFriboi<br \/>\nMar\u00e7o 2006<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6554"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6554\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}