{"id":843,"date":"2010-02-09T10:11:17","date_gmt":"2010-02-09T13:11:17","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=843"},"modified":"2010-02-09T10:11:17","modified_gmt":"2010-02-09T13:11:17","slug":"as-origens-do-cafe","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/as-origens-do-cafe\/","title":{"rendered":"As origens do caf\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-844\" title=\"cafebrev1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafebrev1.gif\" alt=\"cafebrev1\" width=\"300\" height=\"139\" \/><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\">\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>As origens do caf\u00e9<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corre uma lenda sobre as origens do caf\u00e9 contando que, num dado momento do s\u00e9culo III d. C., um\u00a0\u00a0 pastor de cabras, chamado Kaldi, certa noite ficou ansioso quando suas cabras n\u00e3o retornaram ao rebanho. Quando saiu para procur\u00e1-las, encontrou-as saltitando pr\u00f3ximo a um arbusto cujos frutos estavam mastigando e que obviamente foi o que lhes deu a estranha energia que Kaldi nunca vira\u00a0 antes. Dizem que ele mesmo experimentou os frutos e descobriu que eles o enchiam de energia, como aconteceu com o seu rebanho.\u00a0 Kaldi evidentemente i levou essa maravilhosa &#8220;d\u00e1diva divina&#8221; ao mosteiro local, mas as rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram favor\u00e1veis e ele ateou fogo nos frutos, dizendo serem &#8220;obra do dem\u00f4nio&#8221;. O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava causando aquele maravilhoso perfume e os gr\u00e3os de caf\u00e9 foram rastelados das cinzas e recolhidos. O abade mudou de id\u00e9ia, sugeriu que os gr\u00e3os fossem esmagados na \u00e1gua para ver que tipo de infus\u00e3o eles davam, e os monges logo descobriram que o preparado os mantinha acordados durante as rezas e per\u00edodos de medita\u00e7\u00e3o. Not\u00edcias dos maravilhosos poderes da bebida espalharam-se de um monast\u00e9rio a outro e, assim, aos poucos espalharam-se por todo mundo.<br \/>As evid\u00eancias bot\u00e2nicas sugerem que a planta do caf\u00e9 origina-se na Eti\u00f3pia Central (onde ainda crescem v\u00e1rios milhares de p\u00e9s acima do n\u00edvel do mar). Ningu\u00e9m parece saber exatamente quando o primeiro caf\u00e9 foi tomado l\u00e1 (ou em qualquer parte), mas os registros dizem que foi tomado em sua terra nativa em meados do s\u00e9culo XV Tamb\u00e9m sabemos que foi cultivado no I\u00eamen (antes conhecido como Ar\u00e1bia), com a aprova\u00e7\u00e3o do governo, aproximadamente na mesma \u00e9poca, e pensa-se que talvez os persas levaram-no para a Eti\u00f3pia no s\u00e9culo VI d.C., per\u00edodo em que invadiram a regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-848\" title=\"arabcafe\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/arabcafe.gif\" alt=\"arabcafe\" width=\"219\" height=\"220\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/arabcafe.gif 219w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/arabcafe-150x150.gif 150w\" sizes=\"(max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/>\u00c0 medida que o caf\u00e9 tornou-se cada vez mais popular, salas especiais nas casas dos mais abastados foram reservadas para se tomar caf\u00e9, e casas de caf\u00e9 come\u00e7aram a aparecer nas cidades. A primeira abriu em Meca, no final do s\u00e9culo XV e in\u00edcio do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuni\u00f5es religiosas, esses amplos sagu\u00f5es onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colch\u00f5es sobre o ch\u00e3o, rapidamente tornaram-se centros de m\u00fasica, dan\u00e7a, jogos de xadrez, gam\u00e3o, conversas em locais em que se faziam neg\u00f3cios. A primeira abriu em Meca, no final do s\u00e9culo XV e in\u00edcio do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuni\u00f5es religiosas, esses amplos sagu\u00f5es onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colch\u00f5es sobre o ch\u00e3o, rapidamente tornaram-se centros de m\u00fasica, dan\u00e7a, jogos de xadrez, gam\u00e3o, conversas<br \/>em locais em que se faziam neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua popularidade espalhou-se por Cairo, Constantinopla e para todas as partes do Oriente M\u00e9dio, mas os mu\u00e7ulmanos devotos desaprovavam todas as bebidas t\u00f3xicas, incluindo o caf\u00e9, e consideravam as casas de caf\u00e9 como uma amea\u00e7a \u00e0 observ\u00e2ncia religiosa. \u00c0s vezes, esses centros populares de divers\u00e3o eram atacados e destru\u00eddos por fan\u00e1ticos religiosos, e alguns governantes apoiavam a proibi\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 e impunham puni\u00e7\u00f5es aterrorizadoras: aqueles que desobedecessem poderiam ser a\u00e7oitados, presos dentro de um saco de couro e atirados no B\u00f3sforo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, comerciantes europeus da Holanda, Alemanha e It\u00e1lia certamente estavam exportando gr\u00e3os e, tamb\u00e9m, tentando introduzir a lavoura em suas col\u00f4nias. Os holandeses foram os primeiros a iniciar o cultivo comercial no Sri Lanka, em 1658, e ent\u00e3o em Java, em 1699, e por volta de 1706 eles estavam exportando o primeiro caf\u00e9 de Java e estendendo a produ\u00e7\u00e3o para outras partes da Indon\u00e9sia. Em 1714, os holandeses bem-sucedidos presentearam Lu\u00eds XIV da Fran\u00e7a com um p\u00e9 de caf\u00e9 que cresceu numa estufa em Versailles e quando deu frutos, as sementes foram espalhadas e as mudas foram levadas para o cultivo na ilha de R\u00e9union, na \u00e9poca chamada de Ilha de Bourbon. A variedade de arbustos de caf\u00e9 que se desenvolveu daquela \u00e1rvore em Paris tornou-se conhecida como o caf\u00e9 Bourbon e foi a fonte original de gr\u00e3os hoje conhecidos no Brasil como Santos e no M\u00e9xico como Oaxaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-849\" title=\"desenvcafe\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/desenvcafe.gif\" alt=\"desenvcafe\" width=\"450\" height=\"69\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/desenvcafe.gif 450w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/desenvcafe-300x46.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvimento do caf\u00e9<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o caf\u00e9 chegou ao Brasil<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1727 os portugueses compreenderam que a terra do Brasil tinha todas as possibilidades que convinham \u00e0 cafeicultura. Mas infelizmente eles n\u00e3o possu\u00edam nem plantas nem gr\u00e3os. O governo do Par\u00e1, encontrou um pretexto para enviar Palheta, um jovem oficial a Guiana Francesa, com uma miss\u00e3o simples: pedir ao governador M. d&#8217;Orvilliers algumas mudas. M. d&#8217;Orvilliers seguindo ordens expressas do rei de Fran\u00e7a, n\u00e3o atende o pedido de Palheta. Quanto \u00e0 Mme. d&#8217;Orvilliers, esposa do governador da Guiana Francesa, n\u00e3o resiste por muito tempo aos atrativos do jovem tenente. Quando Palheta j\u00e1 regressava ao Brasil,\u00a0 Mme. d&#8217;Orvilliers envia-lhe um ramo de flores onde, dissimuladas pela folhagem, se encontravam escondidas as sementes a partir das quais haveria de crescer o poderoso imp\u00e9rio brasileiro do caf\u00e9 &#8211; um epis\u00f3dio bem apropriado para a hist\u00f3ria deste gr\u00e3o t\u00e3o sedutor.<br \/>Do Par\u00e1, a cultura passou para o Maranh\u00e3o e, por volta de 1760, foi trazida para o Rio de Janeiro por Jo\u00e3o Alberto Castelo Branco, onde se espalhou pela Baixada Fluminense e posteriormente pelo Vale do Para\u00edba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O surto e incremento da produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 foram favorecidos por uma s\u00e9rie de fatores existentes \u00e1 \u00e9poca da Independ\u00eancia. As culturas do a\u00e7\u00facar e do algod\u00e3o estavam em crise, batidas no mercado internacional pela produ\u00e7\u00e3o das Antilhas e dos EUA; por isso, os fazendeiros precisavam encontrar outro produto de f\u00e1cil coloca\u00e7\u00e3o no mercado internacional. Al\u00e9m disso, a decad\u00eancia da minera\u00e7\u00e3o libertou m\u00e3o-de-obra e recursos financeiros na regi\u00e3o Centro-Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro, principalmente) que podiam ser aplicados em atividades mais lucrativas. Em n\u00edvel internacional, a produ\u00e7\u00e3o brasileira foi favorecida pelo colapso dos cafezais de Java (devido a uma praga) e do Haiti (devido aos levantes de escravos e \u00e1 revolu\u00e7\u00e3o que tornou o pais independente). Outros fatores decisivos foram a estabiliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio internacional depois das guerras napole\u00f3nicas (Tratado de Versalhes, 1815) e a expans\u00e3o da demanda europeia e americana por uma bebida barata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A import\u00e2ncia econ\u00f4mica do caf\u00e9 refletiu-se na sua expans\u00e3o geogr\u00e1fica. No in\u00edcio, difundiu-se pelo Vale do Para\u00edba (Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo), Sul de Minas e Esp\u00edrito Santo. Depois, atingiu Campinas, no &#8220;Oeste Velho&#8221; de S\u00e3o Paulo; dali, expandiu-se para o chamado &#8220;Oeste Novo&#8221; (Ribeir\u00e3o Preto e Araraquara) e passou, mais tarde, para as regi\u00f5es de terra roxa do Norte do Paran\u00e1 e Mato Grosso. Hoje, as \u00e1reas de cultivo localizam-se nos Estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Paran\u00e1, Esp\u00edrito Santo e Bahia. Ap\u00f3s a grande geada de 1975, houve um deslocamento das principais zonas produtoras do Norte do Paran\u00e1 para \u00e1reas de clima mais favor\u00e1vel, como o sul de Minas Gerais e o interior capixaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-850\" title=\"cafarm\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafarm.gif\" alt=\"cafarm\" width=\"441\" height=\"210\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafarm.gif 441w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafarm-300x142.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/>A exporta\u00e7\u00e3o brasileira do caf\u00e9 come\u00e7ou a crescer a partir de 1816. Na d\u00e9cada de 1830-1840, o produto assumiu a lideran\u00e7a das exporta\u00e7\u00f5es do pais, com mais de 40% do total; o Brasil tornou-se, em 1840, o maior produtor mundial de caf\u00e9. Na d\u00e9cada 1870-1880, o caf\u00e9 passou a representar at\u00e9 56% do valor das exporta\u00e7\u00f5es. Come\u00e7ou ent\u00e3o o per\u00edodo \u00e1ureo do chamado ciclo do caf\u00e9 que durou at\u00e9 1930; no final do s\u00e9c. XIX, o caf\u00e9 representava 65% do valor das exporta\u00e7\u00f5es do pais, chegando a 70% na d\u00e9cada de 1920.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, o crack da Bolsa de Nova York (1929) for\u00e7ou a queda brusca no pre\u00e7o internacional do caf\u00e9 (que caiu,em 1930, para pouco mais que a metade de seu valor em 1928), que continuou em queda at\u00e9 menos de 40% em 1931, ficando nesses n\u00edveis baixos durante muitos anos: s\u00f3 em 1947 \u00e9 que os pre\u00e7os voltaram aos n\u00edveis de 1928. Essa situa\u00e7\u00e3o agravou a crise de superprodu\u00e7\u00e3o do caf\u00e9, cujos primeiros sinais apareceram no in\u00edcio do s\u00e9c. XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para enfrentar essa crise, os governadores dos Estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se (fevereiro de 1906) no chamado Conv\u00eanio de Taubat\u00e9, que definiu uma pol\u00edtica para a valoriza\u00e7\u00e3o do produto: os governos estaduais comprometeram-se a comprar toda a produ\u00e7\u00e3o e usar os estoques como instrumentos para impedir quedas e oscila\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o do produto, al\u00e9m de proibir novos plantios.O Conv\u00eanio de Taubat\u00e9 representou a primeira interven\u00e7\u00e3o oficial em defesa do caf\u00e9. Nos anos seguintes, o governo federal tamb\u00e9m tomou iniciativas nesse sentido. Mais tarde, ap\u00f3s a crise de superprodu\u00e7\u00e3o mundial de 1957, os pa\u00edses produtores e os grandes consumidores criaram o Acordo Internacional do Caf\u00e9 (1962), que estabeleceu quotas de exporta\u00e7\u00e3o para os pa\u00edses-membros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O chamado &#8220;ciclo do caf\u00e9&#8221; teve repercuss\u00f5es econ\u00f4micas e sociais importantes no Brasil. A expans\u00e3o da lavoura levou \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o das vias f\u00e9rreas, principalmente em S\u00e3o Paulo; os portos do Rio de Janeiro e de Santos foram modernizados para sua exporta\u00e7\u00e3o; a necessidade de m\u00e3o-de-obra trouxe imigrantes europeus, principalmente depois da Aboli\u00e7\u00e3o dos escravos; o caf\u00e9 foi o primeiro produto de exporta\u00e7\u00e3o controlado principalmente por brasileiros, possibilitando o ac\u00famulo de capitais no pais. Em consequ\u00eancia, criou-se um mercado interno importante, principalmente no Centro-Sul, que foi o suporte para um desenvolvimento sem precedentes das atividades industriais, comerciais e financeiras. O caf\u00e9, sobretudo, consolidou a hegemonia pol\u00edtica e econ\u00f4mica do Centro-Sul, transformando-o na regi\u00e3o brasileira onde o desenvolvimento capitalista foi pioneiro e mais acentuado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os anos 50, a import\u00e2ncia do caf\u00e9 para a economia brasileira tem decrescido sensivelmente. Uma das conseq\u00fc\u00eancias da crise mundial de 1957 foi o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 sol\u00favel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-851\" title=\"cafesacos\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafesacos.gif\" alt=\"cafesacos\" width=\"250\" height=\"252\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafesacos.gif 250w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafesacos-150x150.gif 150w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/>A participa\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 nas exporta\u00e7\u00f5es do pais diminuiu; em meados dos anos 70, o valor da exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados ultrapassou o do caf\u00e9, que, desde o in\u00edcio dos anos 80, responde por cerca de 10% do valor total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. Apesar disso, o caf\u00e9 \u00e9 ainda um dos principais produtos isolados exportados pelo pa\u00eds. S\u00e3o Paulo, que foi o maior produtor nacional desde o \u00faltimo ter\u00e7o do s\u00e9culo passado, perdeu a primazia para o Paran\u00e1 no final dos anos 50, mas sua produ\u00e7\u00e3o ainda era significativa: em 1966-1967, por exemplo, metade de todos os cafeeiros do pais estava plantada nesses dois Estados. Vinte anos depois, em 1986-1987, era Minas Gerais que tinha o maior n\u00famero de cafeeiros (mais de um ter\u00e7o do total nacional), seguindo-se S\u00e3o Paulo, Esp\u00edrito Santo, Paran\u00e1 e Bahia (que tinham juntos 92% dos 3,5 bilh\u00f5es de p\u00e9s de caf\u00e9 ent\u00e3o existentes no pa\u00eds.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1996 o consumo mundial supera a barreira dos 100 milh\u00f5es de sacas. Em 1997 o Brasil atinge\u00a0 quase 3\u00a0 bilh\u00f5es de d\u00f3lares na exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.<br \/>Em 1998 o comit\u00ea do Conselho da Bolsa de New York coloca na pauta o caf\u00e9 despolpado brasileiro.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande Enciclop\u00e9dia Larousse Cultural<br \/>CAF\u00c9-La Dolce Vita &#8211; Asa Editores Ltda.<br \/>Aroma de Caf\u00e9- Luiz Norberto Pascoal<br \/>Le Caf\u00e9 &#8211; Anne Vantal<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 As origens do caf\u00e9 Corre uma lenda sobre as origens do caf\u00e9 contando que, num dado momento do s\u00e9culo III d. 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