{"id":858,"date":"2010-02-09T10:17:39","date_gmt":"2010-02-09T13:17:39","guid":{"rendered":"http:\/\/planetaorganico.com.br\/site\/?p=858"},"modified":"2010-02-09T10:17:39","modified_gmt":"2010-02-09T13:17:39","slug":"trabalhos-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/trabalhos-2\/","title":{"rendered":"Trabalhos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-859\" title=\"cafebotao\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/cafebotao.gif\" alt=\"cafebotao\" width=\"222\" height=\"56\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DA QUALIDADE DE GR\u00c3OS DE CAF\u00c9S (Coffea arabica L.) COLHIDOS NO PANO E NO CH\u00c3O, PROVENIENTES DE SISTEMAS DE MANEJO ORG\u00c2NICO, EM CONVERS\u00c3O E CONVENCIONAL<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Vanessa Cristina de Almeida <strong>THEODORO<\/strong> &#8211; Agr\u00f4noma, Ms Fitotecnia &#8211; <span style=\"color: #333333;\"><strong>e-<\/strong><\/span><a href=\"mailto:organica@navinet.com.br\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>mail:organica@navinet.com.br<\/strong><\/span><\/a><br \/>Mois\u00e9s <strong>MOUR\u00c3O J\u00daNIOR<\/strong> &#8211; Bi\u00f3logo, Ms Estat\u00edstica<br \/>Rubens Jos\u00e9 <strong>GUIMAR\u00c3ES<\/strong> &#8211; Professor do DAG\/UFLA-Lavras-MG<br \/>Silvio J\u00falio Resende <strong>CHAGAS<\/strong> &#8211; Pesquisador da EPAMIG\/CTSM, Lavras-MG<br \/><em><br \/>Trabalho publicado em 19\/04\/02<\/em><\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESUMO\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema de produ\u00e7\u00e3o e tipo de colheita do cafeeiro (C. arabica L.) foram avaliados na cidade de Santo Ant\u00f4nio do Amparo\/MG, com o intuito de determinar sua influ\u00eancia sobre a qualidade do gr\u00e3o. Foram considerados os sistemas org\u00e2nico {ORG}, em convers\u00e3o {ECV} e convencional {CONV} e as colheitas no pano e no ch\u00e3o. Em duas fazendas cont\u00edguas, apresentando a mesma cultivar (Acai\u00e1 IAC 474-19), idade (5 anos) e tipo de solo (Latossolo Vermelho-Escuro), foram retiradas amostras em julho\/1999, avaliadas segundo a metodologia corrente. A influ\u00eancia do sistema de produ\u00e7\u00e3o e tipo de colheita foi significativa em todas as vari\u00e1veis analisadas. Os caf\u00e9s colhidos no ch\u00e3o apresentaram qualidade inferior, estes associados a maiores teores de fen\u00f3licos totais (%) e acidez titul\u00e1vel (ml NaOH 0,1N.100g-1 de amostra). O sistema {ECV} foi, mesmo tratando-se de colheita no pano, de qualidade inferior. Os sistemas {CONV} e {ORG} apresentaram melhor desempenho quando colhidos no pano, entretanto, assinalam-se diferen\u00e7as quanto \u00e0 maior concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares redutores (%) e n\u00e3o-redutores (%) no sistema convencional e maior atividade da polifenoloxidase (U.minuto.g-1 de amostra), teor de cafe\u00edna (%) e a\u00e7\u00facares totais (%) no sistema org\u00e2nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>PALAVRAS-CHAVE:<\/strong> Caf\u00e9 org\u00e2nico, sistema de produ\u00e7\u00e3o, qualidade do gr\u00e3o, tipo de colheita.<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">As exig\u00eancias do mercado internacional por caf\u00e9s de melhor qualidade est\u00e3o sendo respons\u00e1veis pela difus\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias de produ\u00e7\u00e3o e beneficiamento do caf\u00e9 (C. arabica L). Entre os caf\u00e9s especiais, o caf\u00e9 org\u00e2nico \u00e9 o segmento que mais cresce, mercado que movimenta anualmente US$ 18 bilh\u00f5es, e a expectativa \u00e9 de que haja aumento na produ\u00e7\u00e3o e na demanda nos pr\u00f3ximos anos. Segundo o Environment Committee of the Specialty Coffee Association of America, o caf\u00e9 org\u00e2nico \u00e9 respons\u00e1vel por 5% do segmento de caf\u00e9 especial, o qual por sua vez, representa de 20-30% do mercado norte-americano de caf\u00e9. O segmento de caf\u00e9 org\u00e2nico vem apresentando um crescimento anual de 18%, comparado com os 8% ou 9% para o restante do mercado de caf\u00e9 especial (Dow Jones, 08\/09\/99).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A qualidade de bebida est\u00e1 diretamente relacionada aos diversos constituintes qu\u00edmicos do gr\u00e3o, destacando-se os compostos vol\u00e1teis, fen\u00f3licos totais, \u00e1cidos graxos, prote\u00ednas e algumas enzimas, respons\u00e1veis pelas caracter\u00edsticas qualitativas da bebida. Acredita-se que estes compostos podem ser influenciados pela aduba\u00e7\u00e3o do cafeeiro. Entretanto, poucos s\u00e3o os trabalhos enfatizando esta influ\u00eancia na qualidade do gr\u00e3o. H\u00e1 v\u00e1rios ind\u00edcios apontados por provadores de caf\u00e9 em todo o mundo, da melhoria da qualidade do gr\u00e3o, proveniente de sistemas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, como odores e sabores espec\u00edficos da bebida, observando-se todos os cuidados nas fases de pr\u00e9 e p\u00f3s-colheita. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi verificar as altera\u00e7\u00f5es na qualidade de gr\u00e3os de caf\u00e9s colhidos no pano e no ch\u00e3o (de varri\u00e7\u00e3o), provenientes de sistemas de produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 org\u00e2nico, em convers\u00e3o e convencional, localizados no munic\u00edpio de Santo Ant\u00f4nio do Amparo\/MG.<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A an\u00e1lise da qualidade dos gr\u00e3os refere-se a uma \u00e9poca de amostragem (julho\/99), sendo avaliados dois tipos de colheita: no pano e no ch\u00e3o e tr\u00eas sistemas de produ\u00e7\u00e3o do cafeeiro, org\u00e2nico, em convers\u00e3o e convencional, instalados em um Latossolo Vermelho-Escuro (LE), apresentando a mesma idade (5 anos) e variedade (Acai\u00e1 MG-474-19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A colheita do caf\u00e9 foi feita nas quatro parcelas dos diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o, com um n\u00famero m\u00e9dio de 2.500 covas. Cada parcela experimental continha 40 plantas, com 16 plantas \u00fateis e 24 plantas na bordadura. As duas linhas laterais tamb\u00e9m foram consideradas como bordadura. Foram coletadas 4 amostras de caf\u00e9 do pano (10,0L) e do ch\u00e3o (5,0L), durante a colheita em separado de cada uma das quatro parcelas experimentais, de cada talh\u00e3o, dos tr\u00eas sistemas de produ\u00e7\u00e3o estudados, perfazendo um total de 24 amostras. As amostras foram colocadas em sacos pl\u00e1sticos perfurados at\u00e9 chegarem ao secador suspenso da Esta\u00e7\u00e3o Experimental da EPAMIG, onde foram reviradas tr\u00eas vezes\/dia, para proceder a secagem. Quando as amostras atingiram 12% de umidade, foi realizado o beneficiamento dos frutos e as an\u00e1lises de bebida. As amostras foram analisadas no Laborat\u00f3rio de Qualidade de Caf\u00e9 Dr. Alcides Carvalho, da EPAMIG\/Lavras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo de extra\u00e7\u00e3o da enzima polifenoloxidase consistiu da extra\u00e7\u00e3o descrita por Draetta e Lima (1976) e a atividade da polifenoloxidase foi determinada pelo m\u00e9todo descrito por Ponting e Joslyng (1948). A acidez titul\u00e1vel total foi determinada por titula\u00e7\u00e3o com NaOH 0,1mol.L-1, de acordo com t\u00e9cnicas descritas pela Association of Official Analytical Chemists (1970). Os compostos fen\u00f3licos totais foram extra\u00eddos pelo m\u00e9todo de Goldstein e Swain (1963), utilizando como extrator o metanol 50%, e identificados de acordo com o m\u00e9todo de Folin Denis, descrito pela Association of Official Analytical Chemist (1970). Os a\u00e7\u00facares totais, redutores e n\u00e3o redutores foram extra\u00eddos pelo m\u00e9todo Lane-Enyon, citado pela Association of Official Analytical Chemists (1970), e determinados pela t\u00e9cnica de Somogy, adaptada por Nelson (1944). A cafe\u00edna foi avaliada segundo m\u00e9todo colorim\u00e9trico descrito pelo Instituto Adolfo Lutz (1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vari\u00e1veis qualitativas dos gr\u00e3os de caf\u00e9 beneficiados foram submetidas \u00e0 metodologia univariada padr\u00e3o e as m\u00e9dias foram avaliadas atrav\u00e9s do teste de Duncan, \u00e0 signific\u00e2ncia de 5%. Com o objetivo de relacionar as altera\u00e7\u00f5es da qualidade dos gr\u00e3os proveniente dos diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o do cafeeiro com o tipo de colheita, procedeu-se uma an\u00e1lise de componentes principais (PCA), utilizando o programa CANOCO (Ter Braak, 1987).<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p><strong>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O efeito dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o convencional {CONV}, org\u00e2nico {ORG} e em convers\u00e3o {ECV} e do tipo de colheita, caf\u00e9 colhido no pano e caf\u00e9 colhido no ch\u00e3o ou de varri\u00e7\u00e3o, bem como a intera\u00e7\u00e3o destes, foram registrados em todas as vari\u00e1veis estudadas, exceto para a acidez titul\u00e1vel, para a qual n\u00e3o foi detectado o efeito do tipo de colheita. Os valores obtidos para as vari\u00e1veis de qualidade dos gr\u00e3os analisadas encontram-se na Tabela 01.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi\u00a0 notado que a m\u00e9dia do teor de cafe\u00edna em todos os sistemas de produ\u00e7\u00e3o dos caf\u00e9s colhidos no pano (0,98%), foi superior \u00e0 m\u00e9dia dos caf\u00e9s colhidos no ch\u00e3o (0,93%). Entre os sistemas de produ\u00e7\u00e3o, o maior valor de cafe\u00edna (1,02%) foi encontrado no sistema {O}, seguido pelos sistemas {CONV} e {ECV}, que apresentaram um teor m\u00e9dio de 0,96%. Os teores de cafe\u00edna encontrados em todas as amostras est\u00e3o dentro da faixa indicada de 0,6 a 1,5% por diversos autores citados por Prete (1992). Silva (1995) e Silva (1999) estudando o efeito de fontes e doses de K nos aspectos qualitativos do gr\u00e3o beneficiado do caf\u00e9, verificou que o aumento das doses de KCl ocasionou uma redu\u00e7\u00e3o no teor de cafe\u00edna. O resultado obtido para o teor de cafe\u00edna no sistema {CONV} analisado neste trabalho, pode estar indicando esta influ\u00eancia do KCl na qualidade do gr\u00e3o e em contrapartida, pode-se inferir que o maior teor de cafe\u00edna encontrado no gr\u00e3o proveniente do sistema {ORG}, pode estar relacionado ao uso de fontes de pot\u00e1ssio isentas de cloreto e aprovadas pelas normas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica como a palha ou casca de caf\u00e9 e as cinzas vegetais, utilizadas &#8220;in natura&#8221; ou compostadas com estercos de galinha ou de vaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As concentra\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facares redutores e n\u00e3o-redutores foram superiores nos caf\u00e9s colhidos no pano no sistema {CONV}, seguido pelos sistemas {ORG} e {ECV}. Para os caf\u00e9s colhidos no ch\u00e3o, os maiores valores obtidos foram no sistema {ECV} seguido pelos sistemas {CONV} e {ORG}. O teor m\u00e9dio de a\u00e7\u00facares n\u00e3o-redutores (4,56%) foi superior ao dos a\u00e7\u00facares redutores (0,46%) em todos os sistemas de produ\u00e7\u00e3o e tipos de colheita (Tabela 01), de acordo com os resultados obtidos por Amorim e Teixeira (1975). Os teores de a\u00e7\u00facares totais, nos diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o, apresentaram-se abaixo do valor m\u00e9dio obtido por Chagas (1994) para a regi\u00e3o Sul de Minas Gerais (7,03%). O maior teor encontrado (5,33%) foi no sistema {O} no caf\u00e9 colhido no pano, estando pr\u00f3ximo da faixa de 5,0 a 10,0% proposta por Prete (1992). \u00c9 interessante ressaltar a prov\u00e1vel influ\u00eancia dos efeitos clim\u00e1ticos do per\u00edodo de seca prolongado, ocorrido na regi\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio do Amparo\/MG, no ano de 1999, sobre os resultados obtidos neste trabalho para a\u00e7ucares redutores, n\u00e3o-redutores e totais, que registraram teores abaixo das faixas citadas por diversos autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 01 &#8211; Teores das vari\u00e1veis de qualidade de bebida em fun\u00e7\u00e3o dos tratamentos e tipos de colheita (colheita no pano e no ch\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-873\" title=\"tabelateores1\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/tabelateores1.jpg\" alt=\"tabelateores1\" width=\"686\" height=\"367\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valores precedidos de mesma letra, na vertical e mesmo n\u00famero na horizontal, n\u00e3o diferem significativamente ao n\u00edvel de 5%, segundo o teste de Duncan. Onde: Letras &#8211; referente aos sistemas avaliados; N\u00fameros: referentes ao tipo de colheita. Tratamentos: {CONV} sistema convencional, {ECV} sistema em convers\u00e3o, {ORG} sistema org\u00e2nico. Vari\u00e1veis: [POL] atividade enzim\u00e1tica da polifenoloxidase, [ACT] acidez titul\u00e1vel total, [FNT] compostos fen\u00f3licos totais, [GLC] a\u00e7\u00facares redutores, [SAC] a\u00e7\u00facares n\u00e3o redutores, [TOT] a\u00e7\u00facares total e [CAF] cafe\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ordena\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros de qualidade de bebida em fun\u00e7\u00e3o dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o estudados e dois tipos de colheita, produzidos pela an\u00e1lise de componentes principais (PCA), \u00e9 representada na Figura 01. As duas an\u00e1lises de PCA referentes aos caf\u00e9s colhidos no pano e no ch\u00e3o (caf\u00e9 de varri\u00e7\u00e3o) reduziram as vari\u00e1veis a dois componentes b\u00e1sicos, explicando cerca de 73% da varia\u00e7\u00e3o total nos dois primeiros eixos, sendo a maior porcentagem explicada pelo primeiro eixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PCA referente aos caf\u00e9s de varri\u00e7\u00e3o (Figura 01), indica correla\u00e7\u00e3o com o primeiro eixo da vari\u00e1vel fen\u00f3licos totais [FNT], com correla\u00e7\u00e3o igual a (-0,73), e o segundo eixo relacionou apenas a vari\u00e1vel acidez titul\u00e1vel total [ACT] (0,64). Os par\u00e2metros que apresentaram correla\u00e7\u00e3o com o primeiro eixo na\u00a0 PCA referente aos caf\u00e9s colhidos no pano foram: atividade da polifenoloxidase [POL] com (0,71), (a\u00e7\u00facares redutores) glicose [GLC] (0,68), (a\u00e7\u00facares n\u00e3o-redutores) sacarose [SAC] (0,75), a\u00e7\u00facares totais [TOT] (0,62) e cafe\u00edna [CAF] (0,77). Avaliando-se o comportamento geral das vari\u00e1veis de qualidade de gr\u00e3os, h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre a qualidade superior dos caf\u00e9s colhidos no pano e a dos caf\u00e9s de varri\u00e7\u00e3o. Pode-se observar na PCA referente aos caf\u00e9s de varri\u00e7\u00e3o, o agrupamento das parcelas do sistema {EVC}, em maior propor\u00e7\u00e3o, e do sistema {CONV}, em menor propor\u00e7\u00e3o no quadrante superior esquerdo do diagrama. Ressalta-se os sistemas {ECV} e {CONV} que se posicionaram mais \u00e0 esquerda do diagrama na parte superior, indicando que os par\u00e2metros fen\u00f3licos totais e a acidez titul\u00e1vel foram tamb\u00e9m os fatores que mais influenciaram o comportamento desses sistemas. Os fen\u00f3licos totais e a acidez titul\u00e1vel apresentaram maior correla\u00e7\u00e3o com o sistema {ECV} em rela\u00e7\u00e3o ao sistema {CONV}. As parcelas do sistema {ORG} formaram um agrupamento no quadrante inferior esquerdo, sem apresentar correla\u00e7\u00e3o com nenhum par\u00e2metro. A maior concentra\u00e7\u00e3o de amostras dos sistemas {ECV} e {CONV}, no centro do diagrama, refletem uma maior homogeneidade entre eles, indicando caf\u00e9s de varri\u00e7\u00e3o de qualidade inferior em rela\u00e7\u00e3o ao sistema {ORG}.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PCA realizada para os caf\u00e9s colhidos no pano (Figura 01) apresenta a forma\u00e7\u00e3o de grupamentos bem distintos, relacionados aos par\u00e2metros respons\u00e1veis pela melhor qualidade do gr\u00e3o. As parcelas do sistema {CONV} apresentaram um agrupamento no quadrante superior direito do diagrama, e as parcelas do sistema {ORG}, um agrupamento no quadrante inferior direito. Os par\u00e2metros que se correlacionaram com o primeiro eixo afetaram positivamente os resultados desses sistemas, verificando-se que a qualidade do gr\u00e3o proveniente do sistema {CONV} apresenta correla\u00e7\u00e3o com os a\u00e7\u00facares n\u00e3o-redutores e a\u00e7\u00facares redutores, e a do sistema {ORG}, com a atividade da polifenoloxidase, a\u00e7\u00facares totais e cafe\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-880    aligncenter\" title=\"grafvanessa31\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/grafvanessa31.gif\" alt=\"grafvanessa31\" width=\"500\" height=\"376\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/grafvanessa31.gif 500w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/grafvanessa31-300x225.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 01: Diagrama de ordena\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros de qualidade de bebida em fun\u00e7\u00e3o da colheita no ch\u00e3o (caf\u00e9 de varri\u00e7\u00e3o) em diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o do cafeeiro, produzidos por an\u00e1lise de componentes principais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Figura 02 apresenta a ordena\u00e7\u00e3o proposta pelo dendrograma de dissimilaridade em fun\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis de qualidade do gr\u00e3o. Verifica-se a forma\u00e7\u00e3o de dois grupos com comportamentos bem distintos (analisando os grupos de baixo para cima): a) os caf\u00e9s colhidos no ch\u00e3o (caf\u00e9 de varri\u00e7\u00e3o) apresentaram qualidade inferior (bebida &#8220;dura&#8221;) em todos os sistemas de produ\u00e7\u00e3o, especialmente no sistema {E}, mesmo quando colhido no pano; b) os caf\u00e9s colhidos no pano apresentaram um melhor desempenho nos sistemas {CV} e {O}, refletindo uma qualidade superior (bebida &#8220;mole&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-881\" title=\"grafvanessa4\" src=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/grafvanessa4.gif\" alt=\"grafvanessa4\" width=\"349\" height=\"196\" srcset=\"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/grafvanessa4.gif 349w, http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\r\n\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/grafvanessa4-300x168.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/>FIGURA 02- Dendrograma de dissimilaridade entre os sistemas de produ\u00e7\u00e3o do cafeeiro: {CONV} convencional, {ORG} org\u00e2nico e {ECV} em convers\u00e3o e tipos de colheita: {P} colheita no pano e {V} colheita no ch\u00e3o (caf\u00e9 de varri\u00e7\u00e3o) associados, em fun\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis avaliadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A qualidade do gr\u00e3o \u00e9 afetada pelo tipo de colheita, sendo os caf\u00e9s colhidos no ch\u00e3o de qualidade inferior (bebida &#8220;dura&#8221;) \u00e0 dos caf\u00e9s colhidos no pano (bebida &#8220;mole&#8221;), indiferentemente do sistema de produ\u00e7\u00e3o adotado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A an\u00e1lise de componentes principais permite uma visualiza\u00e7\u00e3o conjunta dos par\u00e2metros que mais influenciaram a qualidade do gr\u00e3o proveniente dos diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o do cafeeiro estudados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O caf\u00e9 org\u00e2nico apresenta qualidade do gr\u00e3o similar \u00e0 do caf\u00e9 convencional, em rela\u00e7\u00e3o ao caf\u00e9 colhido no pano. Com base na an\u00e1lise de componentes principais, verificou-se uma tend\u00eancia no caf\u00e9 convencional, de maiores concentra\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facares redutores e n\u00e3o-redutores, e no caf\u00e9 org\u00e2nico, de maiores valores da atividade da polifenoloxidase, a\u00e7\u00facares totais e cafe\u00edna.<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMORIM, H. V.; SILVA, D. M. Relationship between the polyphenol oxidase activity of coffee beans and quality of the beverage. Nature, New York, v.219, n.27, p.381-382, july 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMORIM, H. V.; TEIXEIRA, A.A. Transforma\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas, qu\u00edmicas e f\u00edsicas do gr\u00e3o de caf\u00e9 verde e a qualidade de bebida. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISAS CAFEEIRAS, 3, Curitiba, 1975, Resumos&#8230; Rio de Janeiro: IBC, 1975. p.21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTRY. Official methods of analysis of the Association of Official Analytical Chemists. 11ed. Washington, 1970. 1015p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHAGAS. S. J. R. Caracteriza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e qualitativa de caf\u00e9s de alguns munic\u00edpios de tr\u00eas regi\u00f5es produtoras de Minas Gerais. Lavras: ESAL, 1994. 95p. (Disserta\u00e7\u00e3o-Mestrado em Ci\u00eancia de Alimentos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DRAETTA, I. S.; LIMA, D. C. Isolamentos e caracteriza\u00e7\u00e3o das polifenoloxidases do caf\u00e9. Colet\u00e2nea do Instituto de Tecnologia de Alimentos, Campinas, v.7, p.3-28, 1976.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOW JONES, A.P. Faltam padr\u00f5es para o &#8220;caf\u00e9 org\u00e2nico&#8221;. Gazeta Mercantil, S\u00e3o Paulo, 8, set., 1999. Finan\u00e7as &amp; Mercados,\u00a0 p.22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GOLDSTEIN, J. L.; SWAIN, T. Changes in tannins in ripening fruits. Phytochemistry, Oxford, v.2, p.371-383, 1963.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas anal\u00edticas, m\u00e9todos qu\u00edmicos e f\u00edsicos para an\u00e1lise de alimentos, 3. ed. S\u00e3o Paulo, 1985. v.1, p. 190-192.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NELSON, N. A photometric adaptation of Somogy method for the determinacion of glucose. Journal of Biological Chemists, Baltimore, v.153, n.1, p.370-380, 1944.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PONTING, J. D.; JOSLYNG, M. A. Ascorbic acid oxidation and browning in apple tissue extracts. Achives of Biochemistry, New York, v.19, p.47-63, 1948.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PRETE, C.E.C. Condutividade el\u00e9trica do exsudato de gr\u00e3os de caf\u00e9 (Coffea arabica L.) e sua rela\u00e7\u00e3o com a qualidade da bebida. Piracicaba: ESALQ, 1992. 125p. (Tese de Doutorado em Fitotecnia)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, E. de B. Pot\u00e1ssio para o cafeeiro: efeito de fontes, doses e determina\u00e7\u00e3o de cloreto, Lavras, UFLA, 1995. 87p. (Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado-Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, E. de B. Fontes e doses de pot\u00e1ssio na produ\u00e7\u00e3o e qualidade do caf\u00e9 proveniente de plantas cultivadas em duas condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas, Lavras, UFLA, 1999. 105p. (Tese-Doutorado em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOUZA, E.R. de. Altera\u00e7\u00f5es fisico-qu\u00edmicas no defl\u00favio de tr\u00eas sub-bacias hidrogr\u00e1ficas decorrentes da atividade agr\u00edcola. Lavras: UFLA, 1996. 91p. (Disserta\u00e7\u00e3o-Mestrado em Manejo Ambiental).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TER BRAAK, C.J.F. Ordination. In: JONGMAN, R.H.G.; TER BRAAK, C.J.F.; VAN TONGEREN, O.F.R. (eds.) Data analisys in community and landscape ecology. Oxford: University Press, 1987. P.91-173.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THEODORO, V.C. de A. Caracteriza\u00e7\u00e3o de sistemas de produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 org\u00e2nico, em convers\u00e3o e convencional. Lavras: UFLA, 2001. 214p. (Disserta\u00e7\u00e3o &#8211; Mestrado em Agronomia\/Fitotecnia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THEODORO, V.C. de. A.; CAIXETA, I.F. Bases para a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 org\u00e2nico. Lavras:UFLA, 1999. 68p. (Boletim T\u00e9cnico de Extens\u00e3o, 38).<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DA QUALIDADE DE GR\u00c3OS DE CAF\u00c9S (Coffea arabica L.) COLHIDOS NO PANO E NO CH\u00c3O, PROVENIENTES DE SISTEMAS DE MANEJO ORG\u00c2NICO, EM CONVERS\u00c3O E CONVENCIONAL Vanessa Cristina de Almeida THEODORO &#8211; Agr\u00f4noma, Ms Fitotecnia &#8211; e-mail:organica@navinet.com.brMois\u00e9s MOUR\u00c3O J\u00daNIOR &#8211; Bi\u00f3logo, Ms Estat\u00edsticaRubens Jos\u00e9 GUIMAR\u00c3ES &#8211; Professor do DAG\/UFLA-Lavras-MGSilvio J\u00falio Resende CHAGAS [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/858"}],"collection":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=858"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/858\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/planetaorganico.agropecuaria.ws\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}