O palmito King of Palms (do Amapá) foi o primeiro produto brasileiro a receber o certificado de integridade ecológica e biológica da União Européia (UE): o selo AB (Agriculture Biologique).

Cláudio Guimarães, diretor – presidente da King of Palms, fala ao Planeta Orgânico sobre o mercado interno e externo, a importância do selo de certificação e a exploração auto-sustentável.

 

PO – Desde quando a King of Palms é uma marca orgânica?

CG – A King of Palms, é uma das mais antigas marcas do país. Há vinte anos estamos no Amapá extraindo palmito de uma maneira natural, a partir do corte de palmeiras de açaí, cujos caules brotam em touceiras em toda a região Amazônica. Não mudamos quase nada no nosso modo de trabalho para virarmos orgânicos.

PO – E como foi essa passagem para tornar-se oficialmente orgânico?

CG – Você tem que estar atualizado e responder a demanda do mercado. Sempre trabalhamos de uma maneira orgânica mas tivemos que ir atrás do certificado. O produto é exatamente como era há vinte anos atrás mas você têm que estar preparado para  a qualquer momento explicar a origem do produto. Como eu trabalho com conserva, tenho que explicar de onde ela veio, em que fábrica foi produzida, quem foi a pessoa que cortou aquele produto, que dia foi entregue na fábrica. Isto é a rastreabilidade. São necessários todos esses passos para conseguirmos o selo. Tendo todos estes dados, conseguimos o selo AB da Ecocert. Tem muito produto orgânico no Brasil, mas o difícil está na rastreabilidade. As pessoas não conseguem a documentação ou quando conseguem não a guardam, e o produtor tem pouca preocupação com o que diz respeito a este tipo de documento Tem muita gente orgânica de fato, mas a certificação depende de procedimentos administrativos e burocráticos.

PO – Você acha que há poucos certificadores?

CG – São muito poucos e uma certificação custa muito caro. Os nossos certificadores vieram da Alemanha e passaram dez dias no Amapá. Para exportar o palmito orgânico é necessário o selo, embora eu não tenha vendido nem uma caixa a mais por causa do selo. Mesmo assim, vamos renová-lo agora.

PO – Você não acha que os consumidores estão mais atentos à certificação?

CG – Existe uma conscientização maior da importância do selo para o produto orgânico. Ainda pequena no Brasil, visto a importância deste selo na Europa e nos Estados Unidos. Eu estou convencido da necessidade do selo. Isto traz um a mais para o produto brasileiro. O nosso produto é mais respeitado e estamos menos expostos a variações de preço.

PO – Há quantos anos existe a marca King of Palms?

CG – Nossa marca tem quarenta e oito anos. Com o selo a expansão se torna mais segura e mais fácil.

PO – Vocês exportam em lata ou em vidro? Qual das duas embalagens tem mais aceitação?

CG – Exportamos de tudo. Depende do mercado. O mercado interno prefere o pote; o mercado externo preferia lata mas agora está preferindo pote. Está se criando uma mania que produto em pote é melhor, o que não é verdade.

PO – Palmito é o único produto que vocês exportam?

CG – Este é o nosso negócio, mas tenho procurado importar o que há de melhor em conserva: milho dos Estados Unidos, petit pois da França, molho de tomate da Itália, aspargos da China e assim por diante. Temos procurado trazer todas essas conservas para o consumidor brasileiro. Quando possível tentamos trazer as conservas orgânicas, mas basicamente trazemos o que há de melhor no mundo. Nosso canal de distribuição é para o produto em conserva. Hoje o Brasil é um país aberto, o que facilita muito.

PO – Quem são os principais clientes do King of Palms?

CG – Atualmente, os principais clientes do King of Palms são as duas maiores redes de supermercados argentinos, embora o produto também seja exportado para destinos mais distantes, como o Japão.

PO – Como você faz todos esses contatos?

CG – Meus pais já trabalhavam numa empresa francesa de exportação. Há 20 anos quando comprei a King of Palms, já foi com o objetivo de exportar palmito. Estabeleci contato do Japão à Noruega, da Argentina à Espanha e fiz esta rede lá fora.

PO – O palmito é bem aceito na Europa? E nos Estados Unidos?

CG – Na França já foi muito aceito. O Brasil saiu do mercado de palmito depois do plano Real, como quase todos os outros produtos brasileiros. Antes do Plano Real, a exportação do King of Palms chegou a 2,4 mil toneladas por ano, para países dos cinco continentes. Com a sobrevalorização da moeda e o encarecimento das linhas de crédito, as exportações quase pararam, o que deixou a empresa em dificuldades. Só nos aguentamos por que nossos clientes do Japão e Espanha nos adiantaram os recursos para que continuássemos a produzir. A queda nas exportações nos fez voltar a atenção para o mercado interno, que hoje absorve metade da nossa produção, que voltou aos níveis de 1994. A metade exportada responde por 7% a 8% da exportação brasileira de palmito, que gira em torno de US$ 70 milhões por ano.

Demos o lugar a Costa Rica que exporta a pupunha que é um palmito amarelado, adocicado e com uma textura completamente diferente do palmito que chamamos de “tradicional”. Eles exportam muita pupunha para a Flórida. A Costa Rica consome muito a fruta pupunha. Eles vendem em carrocinha nas ruas, como os franceses vendem castanha e nós vendemos côco e sorvete.

PO – O que mais você pode nos falar sobre o palmito, já que você é um conhecedor do assunto.

CG – A história do palmito vem de longe. Por incrível que pareça, na carta de Pero Vaz Caminha, o palmito é mencionado. Constam três referências do escrivão da frota de Cabral ao palmito. Há quinze anos atrás, eu estava no Tahiti e um maoí me perguntou o que eu exportava. Eu disse que era um vegetal que eles não conheciam, que não existia lá. Fiquei muito surpreso quando soube que o palmito era servido ao rei no dia de seu aniversário. Como eles vivem do copra, que é a parte branca da fruta, eles não podem matar a palmeira para retirar o palmito, então o palmito é muito valorizado. Na Andaluzia, os velhos sabem o que é o palmito pois seus avós  o consumiam. O consumo da parte interna da palmeira é muito antigo. Aqui no Brasil, começou de uns quarenta anos para cá a exploração sistemática desta espécie, que se chama “enterpe olerácea”, que é uma palmeira que nasce em touceiras, portanto, é uma planta que você pode ter até vinte estipes por touceira, cuja poda seletiva, melhora a espécie, intensifica e produz um maior rendimento da própria touceira. Se você eliminar as plantas mais velhas, eliminando-as antes que elas durem mais cinco a dez anos para morrerem naturalmente, vai fazer que uma touceira produza muito mais. A poda é muito importante para todas as árvores. Se você podar uma macieira, você passa de um quilo por árvore para dez quilos de fruta por árvore.

PO – Como é a exploração auto-sustentável do palmito?

CG – Nós já fazíamos a exploração auto sustentável e natural do palmito há muito tempo. Com alguns cuidados a mais, nos foi permitido o uso do selo orgânico. Desde do início nós tínhamos os cuidados que hoje são exigidos pelas certificadoras.

 

 

Açaizeiro*

 

Há 20 anos atrás nos tivemos agrônomos brasileiros e estrangeiros que ficaram durante 2 anos no Amapá. Há 7anos, tivemos um financiamento de U$ 400,000 para fazer um estudo sobre o caráter natural e auto sustentável da exploração do açaizeiro. Foi o primeiro financiamento da Comunidade Econômica Européia deu a um subdesenvolvido (…que era eu) para um estudo. U$250.000 a fundo perdido O programa chama-se European Community Investment Partnership. O estudo durou 1ano e meio e foi coordenado por um irlandês. Temos tudo documentado em filmes e fotos. Há 1 ano atrás o aspecto orgânico foi agregado com a missão da ECOCERT (esta paga por nós). Tivemos que nos adaptar a procedimentos administrativos e burocráticos que permitam não apenas o rastreamento dos nossos produtos, também a constante disponibilidade para os fiscalizadores.

 

É claro que para obter esta certificação, além de ter seu processo orgânico,  você não pode ter uma usina nuclear ao lado, menos ainda uma usina de lixo; você tem que fiscalizar se o óleo do motor dos barcos não está perto da matéria prima que transporta., se não há animais em volta da fábrica, se as fábricas estão cercadas e garantir a qualidade da água; a água é minuciosamente examinada.Enfim, uma série de quesitos são exigidos para você obter a certificação. Nós a obtivemos pois há muito tempo já praticávamos esses procedimentos naturalmente Este selo orgânico veio consagrar, coroar um trabalho desenvolvido por nós há muitos anos.

PO – E como vocês se situam com relação ao Fair Trade?

CG – Respondemos também às exigências do Fair Trade. Chamamos uma empresa suíça que passou 10 dias no Amapá vendo como nós trabalhávamos; observaram as pessoas que trabalhavam na empresa, entrevistaram o chefe de matéria prima que por acaso era o chefe de uma comunidade religiosa protestante, ligado aos Estados Unidos. Esta equipe passou o dia na igreja, pesquisando, observando o procedimento da comunidade. .Esta comunidade ficava em frente da nossa fábrica e muitas pessoas trabalhavam nela ou já tinham trabalhado. Além da fábrica eles também foram ao Secretário do Meio Ambiente do Amapá, foram ao Bispo e ao Sindicato. Temos este relatório, que está em inglês que atesta que a nossa empresa estava dentro dos padrões do Fair Trade.

* Foto do Açaizeiro pertencente ao Livro Árvores Nativas do Brasil, cuja autora, Cecília Beatriz da Veiga Soares, gentilmente autorizou sua reprodução no Planeta Orgânico.

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