Vitrine de agroecologia é ampliada para o Show Rural 2016

A Vitrine Tecnológica de Agroecologia, mantida por Itaipu e diversos parceiros, foi ampliada e tem nova localização, com mais destaque, na área de exposição do Show Rural Coopavel 2016, uma das principais feiras de tecnologia agropecuária do País. O espaço passou de pouco mais de 2 mil m2 para 2.600 m2 e agora está localizado próximo ao mirante, um dos pontos mais visitados da feira. O Show Rural acontecerá de 1º a 5 de fevereiro, em Cascavel.

Organizada na forma de uma propriedade rural, a Vitrine é uma oportunidade para produtores rurais, principalmente agricultores familiares, tomarem contato com diversas técnicas sustentáveis para produzir mais e melhor, sem agredir o meio ambiente. Na edição de 2015, o espaço recebeu mais de 20 mil visitantes.

“Recebemos produtores de todo o país e procuramos dar o máximo de informações possível, para que essas técnicas sejam replicadas. Quando o agricultor é daqui da região, também passamos os contatos dos técnicos da Rede de Ater, para que esses produtores possam ter um acompanhamento”, explica o técnico da Itaipu, Ronaldo Juliano Pavlak, um dos responsáveis pela manutenção e pelo atendimento na Vitrine.

A Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) conta com 30 técnicos e é mantida pelo programa Cultivando Água Boa e parceiros dos 29 municípios da Bacia do Paraná 3.

Para esta edição do Show Rural, a Vitrine Tecnológica de Agroecologia foi reconstruída do zero. Ali, é possível ver como pode ser feita a transição do sistema convencional de produção agropecuária para o sistema de base agroecológica.

Segundo Pavlak, as técnicas expostas que mais chamam a atenção dos visitantes são a horta em formato de mandala (que facilita a irrigação e garante maior produtividade); a estufa em bambu; sementes crioulas e plantas alimentares não-convencionais (como cará, inhame, cúrcuma e mangarito); o plantio de culturas consorciadas (em que uma espécie traz benefícios para outra) e sistemas de irrigação alternativos por aspersão, microaspersão e gotejamento. “Para auxiliar na difusão das técnicas e orientações, também distribuímos uma cartilha de agroecologia”, acrescenta Pavlak.

A realização e a organização da Vitrine de Agroecologia é fruto da parceria de 11 organizações governamentais e não governamentais com atuação regional, estadual e nacional: Adeop (Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná); Cooperativa Biolabore; Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa); Coopavel; Centro Paranaense de Referência em Agroecologia; Emater; Embrapa; Iapar; Itaipu Binacional; UFPR; e Unioeste.

Outras técnicas expostas na Vitrine incluem: relógio biológico de plantas medicinais; caldas e defensivos alternativos; fruticultura temperada e tropical; captação, armazenamento e utilização de água da chuva; bioconstruções; aquecedor solar de água com materiais reciclados; criação de abelhas nativas sem ferrão; adubação verde, consórcios e plantas companheiras; forrageiras, banco de proteína e alimentação animal alternativa; homeopatia animal e vegetal; entre outras.

(Itaipu)

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Pecuária Sustentável – Marfrig e ONG Alianza del Pastizal firmam parceria para incentivo à produção de carne com responsabilidade ambiental no RS

A Marfrig Alimentos e a Alianza del Pastizal firmaram parceria para incentivo à preservação ambiental na pecuária, durante o II Encontro Técnico da Apropampa, dias 27 e 28 de maio, na Embrapa CPPSul, em Bagé (RS), que teve como tema “O papel das indicações geográficas na produção de carne diferenciada”.

A parceria objetiva a conservação dos campos nativos do pampa gaúcho, com iniciativas de preservação da vegetação nativa e cuidado com os animais que vivem naquele ecossistema. “Além disso, estamos trabalhando para que as propriedades integrantes do Programa Marfrig Club sejam certificadas pela Alianza Del Pastizal, o que proporcionará mais credibilidade internacional ao programa”, ressalta Mathias de Almeida, gerente de sustentabilidade da Divisão Bovinos Brasil do Grupo Marfrig.

O trabalho conjunto entre Marfrig e Alianza Del Pastizal também disseminará os conceitos da pecuária rentável e sustentável, incluindo monitoramento de desmate e valorização da conservação do meio ambiente, sendo esses os temas abordados por Mathias Almeida durante palestra realizada no II Encontro Técnico da Agropampa. Em sua apresentação, Almeida destacou a importância da sustentabilidade na produção de carne bovina, focando, na área industrial, os sistemas de gestão integrados e a gestão da água. A Marfrig é a primeira indústria de carne bovina do Brasil a adotar as quatro principais certificações ISO 14000 (Gestão Ambiental); ISO 22000 (Segurança do Alimento); OHSAS 18000 (Gestão da Saúde e Segurança) e SA 8000 (Responsabilidade Social) no seu sistema de gestão.

O II Encontro Técnico da Agropampa é promovido pela Associação dos Produtores de Carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional (Apropampa), Embrapa Pecuária Sul e Alianza del Pastizal  e pretende divulgar a indicação de procedência da carne da região entre os produtores e fomentar o conceito da sustentabilidade na pecuária em outras regiões do Rio Grande do Sul.

A Alianza Del Pastizal é uma iniciativa de diferentes organizações voltadas à conservação do meio ambiente nos quatro países que compartilham o bioma Pampa: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

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Pesquisadores da Univates criam atlas gaúcho de biomassa

Um projeto de pesquisa da Univates busca mapear as fontes de biomassa e resíduos com potencial de produção de biogás e biometano no Estado do Rio Grande do Sul. O trabalho, realizado para a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), busca conhecer as fontes existentes hoje no RS a fim de identificar onde é possível investir.

O levantamento de dados referentes à biomassa foi realizado por meio de análise de Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) e, atualmente, visitas estão sendo feitas às empresas listadas. Conforme o professor coordenador do projeto, Odorico Konrad, a coleta vem sendo realizada desde a metade de 2015 e busca conferir onde estão concentradas as maiores biomassas do Estado. “Há programas que simulam a produção de biogás em cima da biomassa existente. Com a quantidade e o tipo de biomassa, é possível mensurar a produção de biogás no Estado”, explica.

O apoio técnico é realizado pelos engenheiros ambientais Marildo Guerini Filho e Marluce Lumi, diplomados pela Univates. Conforme Guerini Filho, estudos como esse possibilitam a participação de energia renovável na matriz energética do país. “Trata-se de um estudo inédito no Rio Grande do Sul, uma vez que esse atlas permitirá conhecer as potencialidades de biomassa no Estado e servirá como um instrumento para elaboração de políticas no setor energético e de futuros investimentos nesse setor”, afirma. Na área ambiental, o diplomado explica que esse estudo vem ao encontro do conceito de desenvolvimento sustentável, suprindo as necessidades das gerações atuais sem comprometer as necessidades das gerações futuras. “Estamos trabalhando com o desenvolvimento de uma energia que não esgota seus recursos para o futuro, por isso chamamos de energia renovável e limpa”, explica.

Os locais visitados são agroindústrias, aterros sanitários e estações de tratamento de efluentes domésticos. A indicação dos locais com potencial serve para que mais investidores sejam atraídos para a produção de biogás. O atlas, que ainda está em desenvolvimento, estará disponível de forma impressa e virtual.

Fonte: Planeta Universitário

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Estudo vê conexão amazônica na crise hídrica

Estiagem recorde em São Paulo em 2014 teve mesma raiz que enchentes em Rondônia, mostram pesquisadores do Cemaden e do Inpe. Prejuízo no ano foi de US$ 5 bilhões

Uma radiografia completa da estiagem que secou o Sistema Cantareira e levou a maior cidade da América do Sul ao racionamento de água foi publicada no fim do mês passado por um grupo de cientistas de duas instituições de pesquisa federais.

No trabalho, o grupo liderado por José Marengo, do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostra que a seca paulista de 2014, em seu conjunto, é um fenômeno sem precedentes. E está diretamente relacionada a outro desastre natural que atingiu o país naquele ano: as enchentes em Rondônia e no Acre, que isolaram a região e causaram prejuízos na casa dos R$ 200 milhões aos acreanos ao cortarem a única ligação terrestre do Estado com o resto do Brasil, a BR-364.

Segundo Marengo e colegas do Cemaden e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a bolha gigante de ar quente que ficou um mês e meio estacionada sobre o Sudeste do Brasil teve um efeito colateral: ela bloqueou as correntes de ar úmido que vêm da Amazônia para o Sudeste, os chamados jatos de baixos níveis.

Essas massas de ar, que ganharam o nome popular de “rios voadores”, ajudam a trazer chuva para São Paulo, Minas Gerais e parte do Centro-Oeste. Porém, em 2014, elas foram barradas pela região de alta pressão (ou seja, uma massa de ar mais próxima da superfície) formada no Sudeste e Centro-Oeste, o que desviou as chuvas para Rondônia.

Outra parte do jato bloqueado foi bater no Rio Grande do Sul, que também teve chuva acima da média naquele ano.

A observação não chega a ser um endosso da hipótese de que o desmatamento na Amazônia é um dos fatores por trás da falta d’água em São Paulo, que ganhou popularidade na época. Segundo o grupo, com os dados disponíveis não é possível fazer relação direta entre o desmatamento da Amazônia e a falta d’água em São Paulo.

“São necessários estudos com modelos climáticos globais complexos, nos quais se simule o clima com vários níveis de concentração de gases-estufa e de mudanças no uso da terra, por exemplo, urbanização ou desmatamento da Amazônia, para detectar impactos no transporte de umidade fora da bacia amazônica e nas chuvas nas bacias no Sul e Sudeste do Brasil”, escreveram os cientistas.

No entanto, eles também dizem que, mesmo diante da incerteza, reduzir o desmatamento e recuperar florestas são, provavelmente, uma boa ideia para aumentar a resiliência do país à seca.

“Considerando a complexidade das relações entre floresta e chuva nas regiões ao leste dos Andes, uma possível solução para não alterar o ciclo hidrológico da Amazônia seria reduzir o desmatamento e reflorestar áreas em várias regiões do Brasil”.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre os “rios voadores”:

Fonte: Claudio Angelo/ Observatório do Clima
Foto destaque: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

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